<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-8702131228041228341</id><updated>2012-02-17T01:42:10.428-02:00</updated><title type='text'>O Canto do Conto</title><subtitle type='html'>Uma mistura de tudo e de quase nada. Bem-vindos.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://ocantodoconto.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8702131228041228341/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocantodoconto.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8702131228041228341/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Peka_</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14571398458976932802</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_Agpu0d6_E_E/SGgCHz4ptYI/AAAAAAAAABY/J32kegui2gw/S220/RHU9750.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>131</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8702131228041228341.post-7796477022144760641</id><published>2011-03-01T23:35:00.001-03:00</published><updated>2011-03-01T23:44:46.971-03:00</updated><title type='text'>We are ready, we are ready for the floor.</title><content type='html'>- Manu… - tentou me deter em meio a beijos.&lt;br /&gt;Lá se foram mais sei lá quantos minutos de mãos, boca, lábios.&lt;br /&gt;Sem mais, Yumi me empurrou com força descolando nossos corpos. Por instantes fiquei confusa. Mas Yumi pegou minha mão e me puxou. Apenas a segui.&lt;br /&gt;Empurrou uma porta com força, não abriu. Não se deu por vencida. Abriu o banheiro com força, vazio. Me empurrou para dentro junto de si. Fechou a porta de qualquer maneira. Jogou seu corpo contra o meu. Quase caímos por cima de uma estante com produtos de higiene. Senti uma dor aguda vinda do encontro entre a quina da estante e minha costela. O beijo de Yumi me fez esquecer da dor. Fomos escorregando pela parede até achar um local mais firme e sem quinas, a parede entre a estante e a pia.&lt;br /&gt;Eu já não sabia mais o que estava fazendo. Ela me beijava de um jeito que nunca havia esperado. Quer dizer, nas minhas noites solitárias no quarto, enquanto pensava nela antes de dormir, às vezes sonhava com o momento em que a gente ficaria. Mas não imaginava que ela ia corresponder de tal forma, como se aquele meu desejo por ela fosse tão mútuo. Mas mútuo de verdade, porque ninguém sabia do tamanho da minha vontade por Yumi por completo. Ela me beijava de uma maneira que simplesmente não conseguia parar.&lt;br /&gt;Passou suas mãos por baixo da minha blusa, descendo e abrindo de uma só vez minha calça. Virei meu corpo, empurrando-a contra a parede. Fiz o mesmo. E simplesmente aconteceu. Enfim a senti. E depois de um momento compassado, as duas deixaram escapar um suspiro quase que ao mesmo tempo, sem ar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8702131228041228341-7796477022144760641?l=ocantodoconto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ocantodoconto.blogspot.com/feeds/7796477022144760641/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8702131228041228341&amp;postID=7796477022144760641&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8702131228041228341/posts/default/7796477022144760641'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8702131228041228341/posts/default/7796477022144760641'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocantodoconto.blogspot.com/2011/03/we-are-ready-we-are-ready-for-floor.html' title='We are ready, we are ready for the floor.'/><author><name>Peka_</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14571398458976932802</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_Agpu0d6_E_E/SGgCHz4ptYI/AAAAAAAAABY/J32kegui2gw/S220/RHU9750.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8702131228041228341.post-6972192360634605122</id><published>2011-02-28T19:16:00.001-03:00</published><updated>2011-02-28T19:34:12.396-03:00</updated><title type='text'>Não é o prédio que ta caindo, são as nuvens que tão passando.</title><content type='html'>Demorou cerca de meio segundo para Yumi se entregar, abrir seus lábios, encostar sua língua na minha e me beijar. Aí nos beijamos. Levou cerca de mais meio segundo para ela me puxar contra seu corpo com força. Depois já não sei mais do tempo. Só sei que ela me puxava, e a gente se encostava, numa vontade absurda. Um beijo daqueles quase agressivos, de muita força, muita química, muita vontade. Seus dedos percorriam minha nuca, meus cabelos, me trazia pra perto de si. Escorregavam pelas minhas costas, puxando minha cintura para a sua. Seu corpo vinha em minha direção. Nossas pernas logo se encaixaram. E eu simplesmente não conseguia parar de beijá-la. Não conseguia fazer mais nada além de beijá-la e encostar nela de uma forma quase que desajeitada. Quase que primária. Não sei do tempo. Não sei da música, daquele forró, da dança dos outros. Ignorei mesmo.&lt;br /&gt;A gente simplesmente não parou de se beijar por muito tempo. Muitos minutos de matar a vontade. Mas quanto mais a beijava, mais queria beijá-la. Mais queria encostar na sua pele, sentir seu corpo, sentir toda ela.&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" &gt;Música: &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=-ZM0FvjMSoA"&gt;Prédio - Apanhador Só&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8702131228041228341-6972192360634605122?l=ocantodoconto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ocantodoconto.blogspot.com/feeds/6972192360634605122/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8702131228041228341&amp;postID=6972192360634605122&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8702131228041228341/posts/default/6972192360634605122'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8702131228041228341/posts/default/6972192360634605122'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocantodoconto.blogspot.com/2011/02/nao-e-o-predio-que-ta-caindo-sao-as.html' title='Não é o prédio que ta caindo, são as nuvens que tão passando.'/><author><name>Peka_</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14571398458976932802</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_Agpu0d6_E_E/SGgCHz4ptYI/AAAAAAAAABY/J32kegui2gw/S220/RHU9750.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8702131228041228341.post-3202352596994758833</id><published>2011-02-23T21:41:00.000-03:00</published><updated>2011-02-23T21:45:13.480-03:00</updated><title type='text'>De um lado para o outro.</title><content type='html'>&lt;div&gt;Apertei sua mão, para ter certeza de que estávamos de mãos dadas. Ela retribuiu em certa forma carinhosamente. Suspirei fundo, ainda olhando para ela. Ela apenas retribuía. E mesmo com tantas caipirinhas, o álcool não diminuíra minha ansiedade por estar segurando sua mão. A porcaria daquela caipirinha não me fazia mais valente perto de Yumi, não me dava coragem necessária para atitudes. Precisaria de mais. Mas decidi: sem pensar. Parar de pensar no que poderia acontecer no três. E quando desse o 3, fazer alguma coisa. Fechei os olhos. Talvez fechar os olhos não fosse o melhor começo, pois tudo começara a rodar bruscamente. Abri. Dane-se a contagem regressiva.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Puxei sua mão, num embalo virando meu corpo de frente para o dela. Não saberia dizer se ainda havia música na sala, se ainda existiam pessoas dançando ao nosso redor. Yumi permaneceu escorada na parede me olhando. Nossas mãos permaneceram entrelaçadas. Ignorei todos os avisos de “não faça isso” vindos do resto da minha consciência.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Coloquei meu corpo para mais próximo dela, empurrando-a de leve ainda mais contra a parede. Sua mão me apertava com mais força conforme me aproximava.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ignorei tudo, menos o que não deveria ignorar. Minha vontade de beijá-la. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Aproximei minha boca da sua de maneira constante, sem parar, mesmo com as insistentes vozinhas vindas da minha mente “não caga com tudo, não faz merda, não estraga nada” e “foda-se, beija logo porra”.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Encostei meus lábios nos seus. Sua mão me apertava com mais força ainda. Ignorei. Ignorei todo o resto.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8702131228041228341-3202352596994758833?l=ocantodoconto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ocantodoconto.blogspot.com/feeds/3202352596994758833/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8702131228041228341&amp;postID=3202352596994758833&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8702131228041228341/posts/default/3202352596994758833'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8702131228041228341/posts/default/3202352596994758833'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocantodoconto.blogspot.com/2011/02/de-um-lado-para-o-outro.html' title='De um lado para o outro.'/><author><name>Peka_</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14571398458976932802</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_Agpu0d6_E_E/SGgCHz4ptYI/AAAAAAAAABY/J32kegui2gw/S220/RHU9750.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8702131228041228341.post-5364050272701515961</id><published>2011-02-17T23:38:00.000-02:00</published><updated>2011-02-17T23:50:33.995-02:00</updated><title type='text'>O que não faz um triângulo.</title><content type='html'>&lt;div&gt;Supostamente estava tudo como estivera antes da nossa discussão. Conversávamos alegres, um pouco da bebida, um pouco do clima agradável da sala, das pessoas muito felizes, estranhamente felizes para falar a verdade, estranhas, mas ainda sim felizes.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- E você, cadê a sua menina?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Que menina?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Marta.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Ai, que Marta nada, to solteira gata – Carol e suas insinuações. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Opa!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Opa nada, você sempre me dá foras e mais foras homéricos – brincou Carol.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Eu? Você que namorava antes.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Agora você que namora.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- É.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Eu não namoro – falei mais rápido do que meu cérebro pode processar, mais devagar do que conseguia pronunciar todas as palavras num volume audível e sem comer tantas vogais.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Olha! – falou Renata botando fogo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Apenas sorri embriagada.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Vocês bem que podiam ficar mesmo – falou Yumi me olhando.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- O que? Eu e a Carol?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- É – concordou Renata.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Olhei para Carol tentando focar somente nela. Ela ria. Mas ficou ali, parada na minha frente me olhando.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Nahh – falei – não rolaria.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Pouts, mais um fora – resmungou Carol.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- A gente tem ficado muito próximas, amigas sabe?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- E desde quando amigas não ficam? – retrucou Yumi.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Olhei pra ela querendo lhe fazer a mesma pergunta.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- É, mas não rolaria mesmo – falou Carol um pouco mais séria – porque a Manu não faz meu tipo. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Senti minha autoestima ser atacada de leve e vendo minha cara ainda completou – a Manu é gata de mais pra mim – riu.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Ah sim...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Me perdi no meio da conversando olhando para uma menina sentada no sofá, tinha a impressão que a conhecia de algum lugar.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Quem é ela? – perguntei sem ser ouvida. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Gente! – Paulinho saiu da cozinha gritando com um CD na mão – trouxe as melhores músicas para dançar em casalzinho. Quero ver todo mundo pegando a mão do coleguinha, chamar pra pista e arrasar no forró.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Desde quando Paulinho gosta de forró? – perguntei para Yumi.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ela ria – não sei, desde que terminou com o Leandro ele anda assim, meio estranho mesmo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Ele ta aprendendo danças com um amigo nosso aí. Acha que todo mundo quer dançar essas porcarias agora – respondeu Renata.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Empurraram os sofás para os cantos, tiraram a mesinha de centro da sala. Começou aquelas musiquinhas regadas a triângulo e sanfona que eu não fazia ideia de quem era.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Vem comigo gata – Renata puxou Carol pela mão, nos deixando sozinhas.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Não vai dançar? – perguntei pra Yumi, enquanto me escorava na parede atrás de nós.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Eu não, não sei dançar essas músicas aí – sorriu se escorando ao meu lado.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ficamos durante alguns minutos em silêncio apenas olhando aquele bando de bêbados tentando dançar forró. Paulinho era o único que parecia querer seguir o ritmo da música. O restante dos casais se balançavam como podiam, uns riam, outros desistiam e apenas começavam a se pegar. Era como ver um clipe de Lady Gaga dentro de um show do Falamansa.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Por breves minutos me distrai de tudo, me distrai da presença de Yumi tão próxima de mim. Voltei ao mundo quando nossas mãos se encostaram de leve. Na verdade foi meu coração que me puxou à realidade. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Deixei meus dedos onde estavam, e os dela permaneceram ali, encostando de leve em mim. Talvez ela nem tivesse se dado conta de nada. Mas continuei sem olhá-la nos olhos. Fingia atenção a um casal que vez ou outra se aproximava de nós, quase nos pisando os pés.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Estiquei meu indicador em direção à Yumi, o entrelaçando com o seu. Ela mexeu de leve seus dedos. Num segundo de completo gelo na barriga pensei que ela tiraria sua mão da minha, mas ao contrário do imaginado, ela passou seus outros dedos em volta dos meus, segurando minha mão de forma estranha.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Arrisquei olhar para ela. Levou alguns segundos até que seus olhos se voltassem para mim.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8702131228041228341-5364050272701515961?l=ocantodoconto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ocantodoconto.blogspot.com/feeds/5364050272701515961/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8702131228041228341&amp;postID=5364050272701515961&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8702131228041228341/posts/default/5364050272701515961'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8702131228041228341/posts/default/5364050272701515961'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocantodoconto.blogspot.com/2011/02/o-que-nao-faz-um-triangulo.html' title='O que não faz um triângulo.'/><author><name>Peka_</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14571398458976932802</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_Agpu0d6_E_E/SGgCHz4ptYI/AAAAAAAAABY/J32kegui2gw/S220/RHU9750.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8702131228041228341.post-8961637544049482977</id><published>2011-02-14T16:59:00.000-02:00</published><updated>2011-02-14T17:27:57.660-02:00</updated><title type='text'>Claro que sim</title><content type='html'>&lt;div&gt;- Vem?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Sim, eu vou.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Mesmo?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Sim.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Não acredito.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Ta, então eu não vou.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Ai que brabinha...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Meu, até daqui a pouco, beijos.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ele riu – beijos, vem bem linda que tenho contatos pra te apresentar.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Vê lá, hein?!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Não tinham se passado tantos dias assim pra eu chegar num estado de completo bem estar. Mas tinha conseguido chegar a uma conclusão, não deixar mais assuntos relacionados com Yumi me afetar daquele jeito. Imagine, eu fazendo escândalo na frente da minha casa. Não que fosse algo tão atormentador assim, mas o fato de um escândalo e o motivo dos gritos sem respostas era no mínimo fora do meu contexto. Mas havia decidido com aquela certeza de domingo à noite, na eminência de uma segunda feira cheia de promessas de dias melhores, que aquilo não se repetiria. Sabe, desencanar de Yumi. Porque ela sim havia entendido meu recado, eu é que não entendi seu silêncio e sua cara de confusão.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Pois bem, cheguei na festa do Paulinho. Sozinha, mas satisfeita. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Logo de cara encontrei Renata e Carol, ambas tagarelando sem parar. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;- E aí suas bêbadas!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Ahhh você veio! – gritou Renata levantando o copo no ar, derramando algumas gotas no carpete.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Claro que sim, eu disse que viria.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- É que a gente achou que... – Carol falou diminuindo exponencialmente sua voz.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Eu vou resolver isso.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Vai resolver como?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Cadê ela?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Ta lá na cozinha.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Hei, o que você vai fazer? – Carol me segurou pelo braço.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Calma, como te disse, vou resolver essa idiotice – falei me sentindo meio enjoada. Ou seria só um embrulho no estômago por ter que falar com Yumi depois da nossa nada amigável conversa no hall?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Passei por mais alguns conhecidos, abanei, dei beijo na bochecha, brindei mesmo sem copo, mais algumas pessoas e enfim a cozinha. Yumi estava fazendo uma caipirinha e tinha mais dois rapazes conversando. Não os conhecia, mas pareciam namorados.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- E essa caipa aí, sai ou não sai? – falei forçando um tom descontraído.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Yumi chegou a dar um pulinho de susto.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Ahm.. Manu.. –falou ficando levemente corada, ainda segurando em uma mão a faca e na outra metade de um limão.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Apenas sorri.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Não sabia que você viria –tentou colocar de qualquer jeito a faca em cima da mesa, derrubando um montinho de cascas de limão no chão.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;As recolhi, colocando-as em cima da tabuinha, chegando mais próxima dela.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Olha só Yumi...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Não, Manu... eu que...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Deixa eu só falar uma coisa – continuei ignorando sua menção de me interromper – é idiota a gente brigar por coisas idiotas – ri da minha própria construção de sentença – sério Yumi, eu não to a fim de ficar brigando contigo, não faz sentido. Você faz o que você quiser com as tuas coisas, e sério – segurei seu braço – não to sendo grossa, ou pelo menos to tentando falar de boa com você. Eu gosto de você, a gente é amiga, eu não tava num momento bom, você tem suas coisas eu as minhas e pronto ta? É ridículo a gente brigar desse jeito.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas aquela vontade de beijar persistia. Desde há muito tempo atrás. E mesmo com meus momentos de silêncio, pensando no que fazer olhando para o teto, não desfizeram minha atração por ela. Era só chegar perto, naquela mesma distância que estávamos. Era o suficiente para querer estar nela, de alguma maneira além da que estávamos. Atração passa, forcei meus olhos novamente para os seus, com o coração batendo descontroladamente mais rápido com o seu silêncio e sua cara indecifrável.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Você não concorda? – insisti, tentando parecer sensata.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Sim... – sorriu.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ai pronto. Aquele sorriso. Que merda. Odeio quando não consigo controlar minhas vontades.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Então pronto.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Pronto.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Eu podia estar louca, mas ela permaneceu me olhando. E olhava de um jeito estranho.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Ta – virei as costas e comecei a sair da cozinha.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Onde você vai?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Sair de perto de você porque quero te dar um beijo, pensei.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Vou ao banheiro.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Ah ta. A caipirinha já ta quase pronta – sorriu como se nada tivesse acontecido – vê se não demora que eu guardo um gole pra você.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8702131228041228341-8961637544049482977?l=ocantodoconto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ocantodoconto.blogspot.com/feeds/8961637544049482977/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8702131228041228341&amp;postID=8961637544049482977&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8702131228041228341/posts/default/8961637544049482977'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8702131228041228341/posts/default/8961637544049482977'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocantodoconto.blogspot.com/2011/02/claro-que-sim.html' title='Claro que sim'/><author><name>Peka_</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14571398458976932802</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_Agpu0d6_E_E/SGgCHz4ptYI/AAAAAAAAABY/J32kegui2gw/S220/RHU9750.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8702131228041228341.post-3146454086284765088</id><published>2009-08-28T22:47:00.000-03:00</published><updated>2009-08-28T22:48:25.886-03:00</updated><title type='text'>II - pause</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify; font-family: verdana;"&gt;Fiquei pensando, e pra pensar naquele momento, precisava de uma pausa. De alguns dias, várias horas, muitos minutos de silêncio. Completo e vazio. Preto, escuro, sem luzes no fim do caminho. Até porque o caminho eu já conhecia, de olhos fechados poderia chegar ao final. Mas esse final eu não sabia exatamente onde chegaria. Precisei ficar fora por alguns dias. Nesses dias, que se passaram em várias horas de um sono que nunca chegou eu fiquei pensando. Dos muitos minutos que fiquei em completo silêncio, mas ainda pensando.&lt;br /&gt;Pensei em tantas coisas que até agora poderia ficar pensando, continuando no mesmo ritmo flatulendo, parecido com o andar do trem. Aqueles que contornam montanhas, que desviam das barreiras monstruosas pra chegar ao seu final. Do túnel, do caminho, do que ele nos conta.&lt;br /&gt;Esse era o momento de apertar o pause e aguardar por alguns segundos, talvez fosse necessária vários minutos ou muitas horas. O momento de respirar profundamente, sem esperar que os anjos dissessem amém. Não sei porque fui parar pra pensar em anjos. Onde estava o meu? Será que ele era homem mesmo? Preferia pensar que sim. Confiava mais no anjo homem, talvez porque precisasse de um porto seguro, forte, no sentido literal, o anjo. Com seu artigo bem definino - o. Mas depois de vários segundos, lembrei de Patrícia. Ah como era fácil me lembrar dela nesses momentos de amarga sanidade e lucidez. De clareza numa noite como aquelas.&lt;br /&gt;Sabe quando você precisa ficar sozinha? Pois eu precisava. Off por uns tempos, ou por aqueles vários segundos ou muitos minutos que ainda havia para o dia clarear.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8702131228041228341-3146454086284765088?l=ocantodoconto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ocantodoconto.blogspot.com/feeds/3146454086284765088/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8702131228041228341&amp;postID=3146454086284765088&amp;isPopup=true' title='14 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8702131228041228341/posts/default/3146454086284765088'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8702131228041228341/posts/default/3146454086284765088'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocantodoconto.blogspot.com/2009/08/ii-pause.html' title='II - pause'/><author><name>Peka_</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14571398458976932802</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_Agpu0d6_E_E/SGgCHz4ptYI/AAAAAAAAABY/J32kegui2gw/S220/RHU9750.jpg'/></author><thr:total>14</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8702131228041228341.post-2458446559668937191</id><published>2009-08-28T12:55:00.001-03:00</published><updated>2009-08-28T12:55:49.095-03:00</updated><title type='text'>I don't even like it.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Manu o que você ta fazendo? - sua voz era alta, volume máximo, me irritou naquele mesmo instante.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Estava dormindo Renata, até você me ligar e começar a gritar no telefone - falei com a voz pastosa ainda de sono.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Mas hoje é sexta!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Eu sei - falei irritada.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Mas você está sozinha aí?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Não, a Carol veio dormir aqui comigo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Ta ficando com a Carol? Mas ela não estava ficando com a Marta?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Não!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Ela ta ficando com você?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Não Renata, ela veio aqui dormir, só isso. Conversamos até pegarmos no sono. Aliás, que horas são hein?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- É cedo, meia noite passada.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Hmm - meus olhos estavam pesados, queria continuar a dormir.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Vamos sair?!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Não Renata eu vou dormir.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Eu to passando aí agora, ta?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Não, eu quero dormir.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Em dez minutos eu chego aí!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Renata...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Ela desligou o telefone. Olhei para a cama de Débora e Carol permanecia dormindo. Talvez não estivesse ouvido quando eu falara com Renata. Até porque quem estava gritando era ela e não eu. Fechei novamente meus olhos, e depois de uma eternidade ouvi meu celular tocando novamente.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Acorda Manu!!!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Oi.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Que voz de sono é essa?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Eu estava dormindo, esqueceu?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Eu to aqui na frente, vem abrir a porta pra mim.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Ah Rê, eu quero dormir.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Ouvi ela falar com alguém.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- To subindo aí, o tio deixou eu entrar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;3 minutos depois ela estava batendo na porta.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Ta aberto, entra sem fazer barulho - falei alto de mais.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Renata entrou e sem falar mais nada pulou na minha cama em cima de mim.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Bom dia princesa - falava animada.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Você ta me machucando Rê.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- To nada - me deu um beijo demorado na bochecha - tava com saudade de você.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Mas a gente se viu hoje de manhã na aula.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Pra mim parece ser uma eternidade.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Fala baixo que a Carol ta dormindo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Oi Carol - gritou.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Oi pra você também Rê - respondeu rindo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Viu só, você acordou ela, agora sai de cima de mim.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Ah, não menospreza meu abraço.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Não to menosprezando nada, você que está me sufocando - tentava empurrá-la, mas ela se segurava firme em mim.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- O que nós vamos fazer hoje? - ela estava animada, pelo visto não ia ser pouca coisa para conseguir tirá-la dali.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Eu vou dormir e suspeito que Carol também - falei pedindo apoio a ela com os olhos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Eu acho que vou pra casa Manu, já ta na minha hora, ainda consigo pegar um ônibus.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Ta muito tarde pra você ir.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Não ta não Manu, mesmo, eu prefiro ir pra casa, não to muito animada por baladas hoje.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Depois de me dar um beijo, no que pode me alcançar pois Renata permaneceu deitada por completo por cima de mim, saiu do quarto fechando a porta delicadamente.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Agora que estamos só eu e você aqui, quero fazer uma proposta pra você.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Ih, lá vem.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Manu desde quando você não confia em mim?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Eu confio, você não me deixa respirar só isso!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Ela foi um pouco para o lado, não o suficiente para sair de cima de mim, mas o bastante para me deixar respirar novamente.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Vamos sair eu e você.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Mas a gente sempre sai, não sei o que tem de novo nisso - sorri virando-me para ela.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Ah, vamos jantar então. Eu pago, tipo um encontro.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Soltei uma gostosa gargalhada.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Encontro? Você andou se drogando?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Não Manu, porque, pra quere sair com você só estando drogada?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Não, mas pra você me propor uma coisa dessas sim!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Você acha que eu sou um monstro né?!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Não - sorri.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Deixa eu levar você para jantar?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Mas olha a hora que é.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- O que tem? Eu conheço vários lugares que a gente poderia jantar agora.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Eu não to com fome Rêzinha querida, vamos dormir?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Então eu posso dormir aqui?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Dorme ali na cama da Débora, nesse final de semana que ela não estará em casa.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Mas eu quero ficar com você.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Mas você ficará bem perto de mim - sorri.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Se é pra eu ficar eu vou dormir com você.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Desde que você não ronque - ri.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Não roncarei, prometo - sorriu de volta.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Entrou para baixo das cobertas comigo, ficou me olhando.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Que foi?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Nada.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Apaguei a luzinha da cabeceira. Pouco mais de dois minutos depois.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Manu.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Que?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- A gente não vai... ?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Vai o que?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Se aproximou mais de mim passando seu braço por cima de mim me abraçando. Se inclinou para seu rosto ficar mais próximo do meu.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Vai o que sua louca?!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Me beijou o pescoço passando sua mão por baixo da minha blusa.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Você está louca? - repeti rindo. Tirei sua mão de mim.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- A gente vai dormir Renata!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Sério?!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Claro que sim.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Mas pelo menos eu vou dormir abraçada em você - riu se aconchegando em mim.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Não tenho muitas opções mesmo né?!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Não.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Assim dormimos. Renata vez por outra tentava alguma coisa mais ousava, mas a cortava antes mesmo de começar. Ela ria. Me tirou o sono. Ficamos conversando o resto da noite sobre qualquer coisa, nada de muito importante. Mas ainda assim, dormimos. Na verdade ela, não eu.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8702131228041228341-2458446559668937191?l=ocantodoconto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ocantodoconto.blogspot.com/feeds/2458446559668937191/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8702131228041228341&amp;postID=2458446559668937191&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8702131228041228341/posts/default/2458446559668937191'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8702131228041228341/posts/default/2458446559668937191'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocantodoconto.blogspot.com/2009/08/i-dont-even-like-it.html' title='I don&apos;t even like it.'/><author><name>Peka_</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14571398458976932802</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_Agpu0d6_E_E/SGgCHz4ptYI/AAAAAAAAABY/J32kegui2gw/S220/RHU9750.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8702131228041228341.post-6155692054677504462</id><published>2009-08-23T17:30:00.000-03:00</published><updated>2009-08-23T17:31:58.360-03:00</updated><title type='text'>Não sei</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify; font-family: verdana;"&gt;- Não sei, o que você acha?&lt;br /&gt;- Não tenho muito o que achar.&lt;br /&gt;- Mas pensei que você estivesse braba comigo - se calou por um breve momento - por eu ter ficado com ela. Não queria que ninguém me entendesse errado.&lt;br /&gt;- Mas ninguém está dizendo nada, pode ter certeza. Todo mundo quer que você seja feliz.&lt;br /&gt;- Pois é, mas tenho certeza de que muita gente acha que eu sou uma... - passou as mãos sobre o rosto esfregando seus olhos.&lt;br /&gt;- Mas quem é essa gente?&lt;br /&gt;- Os parentes dela, a prima dela, os amigos em comum, todo mundo que viu tudo começar e acabar.&lt;br /&gt;- Mas não foi você disse que havia acabado há muito mais tempo?&lt;br /&gt;- Sim.&lt;br /&gt;- Então, todo mundo viu que as coisas não iam bem, não sei porque você se importa com isso e não com o que você realmente sente.&lt;br /&gt;- Me importo com ela. A gente ficou juntas por muito tempo, não queria que as coisas acabassem desse jeito.&lt;br /&gt;- Mas me diz uma coisa, existem outras formas de terminar um namoro?&lt;br /&gt;- Claro que sim, a gente podia continuar amigas, eu não me importaria.&lt;br /&gt;- Mas é difícil você ser amiga de uma ex.&lt;br /&gt;- A gente nunca foi amigas, a gente sempre se gostou, desde sempre. Amiga é você - sorriu.&lt;br /&gt;- Então, não tem porque querer ser amiga agora.&lt;br /&gt;- Mas eu continuo me preocupando com ela.&lt;br /&gt;- Pois não se preocupe, mais dia menos dia ela acha alguém para cuidar dela... - me arrependi um pouco de ter falado aquilo.&lt;br /&gt;- É.&lt;br /&gt;- Assim como você arranjou.&lt;br /&gt;- Eu não arranjei ninguém, não to querendo compromisso, quero ficar um pouco sozinha. É isso que ela não entendeu.&lt;br /&gt;- Ela sempre foi louca, e desculpe por falar isso, mas essa é a realidade, ela é chata!&lt;br /&gt;- Muito chata né?!&lt;br /&gt;- Sim!&lt;br /&gt;- Pois é, mas eu gostava dela.&lt;br /&gt;- Mas isso é passado, guarda as coisas boas e bola pra frente.&lt;br /&gt;- Sabe que eu não consigo mais encontrar nada de bom que possa ter restado deste nosso relacionamento?&lt;br /&gt;- Sempre tem alguma coisa.&lt;br /&gt;- Eu fico triste por isso, a gente deixou a coisa chegar a tal ponto que não tenho mais lembranças de coisas boas que a gente fez juntas.&lt;br /&gt;- Então isso é mais um motivo pra você deixar isso pra trás de vez.&lt;br /&gt;- Mas eu deixei.&lt;br /&gt;- E porque estamos falando sobre isso ainda?&lt;br /&gt;- Porque eu não queria que as pessoas me vissem como a monstra da história, eu sempre fiz de tudo pra que a gente não terminasse, eu que aguentei tudo sozinha, ninguém venho me ajudar e me perguntar se estava tudo bem. Todos só acreditavam nela.&lt;br /&gt;- Você se preocupa de mais com que a família dela pensa ou vai pensar. Você não namorou com o pai dela, e sim com a sua filha. A gente não pode agradar a todos, isso é impossível.&lt;br /&gt;- Mas a única pessoa que eu tinha que agradar era ela.&lt;br /&gt;- Exatamente.&lt;br /&gt;- Só que pra agradar a ela eu tinha que agradar aos seus parentes. Todos eles!&lt;br /&gt;- Mas agora você não está mais com ela.&lt;br /&gt;- Eu sei, mas eles devem ta me xingando agora, me chamando de horrores, dizendo que eu não presto. Tudo que eu demorei tantos anos pra construir em relação a seus pais, a confiança que principalmente o pai dela tinha sobre mim, depois de tudo, simplesmente por água abaixo.&lt;br /&gt;- Mas quem disse que foi em vão? Você fez o que pode enquanto precisava ser feito.&lt;br /&gt;- Queria falar com o pai dela.&lt;br /&gt;- E porque você não vai lá e fala?&lt;br /&gt;- Porque não tenho cara de chegar e falar.&lt;br /&gt;- Acho que isso é muito menos constrangedor do que você está achando.&lt;br /&gt;- Eu sinceramente queria agradecer a ele por tudo que ele fez, por ter mudado tanto pra agradar nós duas.&lt;br /&gt;- Mas o que te impede de ir lá e falar?&lt;br /&gt;- Ela. É capaz de quando eu chegar lá ela ache que eu to indo lá pra falar com ela, pra pedir pra voltar e faça um escandalo.&lt;br /&gt;- Mas se fizer vai ser só mais um.&lt;br /&gt;- Não sei Manu, é complicado isso.&lt;br /&gt;- Tudo sempre é complicado, cabe a gente resolver essas coisas.&lt;br /&gt;Ela me olhou por alguns segundos sem falar absolutamente nada.&lt;br /&gt;- E você como está?&lt;br /&gt;- To bem, nada de mais.&lt;br /&gt;- Nada de mais mesmo?&lt;br /&gt;- Naquelas - sorri não conseguindo esconder.&lt;br /&gt;- Você quer conversar sobre isso?&lt;br /&gt;- Não sei - respondi franca.&lt;br /&gt;- Ela é uma menina muito especial mesmo. Só que tudo que a Maria tinha de chata ela tem de louca, ela é de lua, complicada mesmo. Por isso que nunca insiti em ficar com ela - sorriu.&lt;br /&gt;- Ela quem? - me fiz de desentendida.&lt;br /&gt;- Yumi.&lt;br /&gt;Concordei em silêncio.&lt;br /&gt;- A Má sempre me disse que vocês ainda ficariam.&lt;br /&gt;- Eu duvido muito.&lt;br /&gt;- Ela é complicada mas não é impossível.&lt;br /&gt;- Mas pra tudo a gente tem um limite. Meu limite com ela já acabo.&lt;br /&gt;- Acabou nada.&lt;br /&gt;- Acabou sim. Acabou pra isso, pra outras coisas eu tenho paciência o suficiente - sorri.&lt;br /&gt;- Ela gosta de você.&lt;br /&gt;- Gosta nada.&lt;br /&gt;- Ela veio falar comigo esses dias.&lt;br /&gt;- E aí? - não me contive.&lt;br /&gt;- Ela me falou do escandalo de vocês - sorriu pegando mais um cookie de cima da cama.&lt;br /&gt;- Ela acha que eu sou uma idiota, sabe?&lt;br /&gt;- Ela não sabe o que quer.&lt;br /&gt;- Percebi isso, mas eu sei o que eu quero.&lt;br /&gt;- E o que você quer?&lt;br /&gt;Sorri olhando-a.&lt;br /&gt;- Viu, nem você sabe o que você quer!&lt;br /&gt;- Eu sei sim Carol. Ela que não sabe o que quer.&lt;br /&gt;- Ela sofreu de mais no seu último namoro antes da Jéssica, e antes daquele outro cara. A primeira vez que ela namorou de verdade. Mas se eu contar pra você, você vai me jurar que nunca vai comentar isso com ela.&lt;br /&gt;- Prometo que não conto.&lt;br /&gt;- Resumidamente ela se apaixonou por uma menina da escola dela. Elas ficaram por alguns meses, ela era louca por aquela menina. Como era o nome dela mesmo... Era Suzy se não me engano era isso. Ela terminou com a Yumi porque disse que era complicado pra ela namorar assim, os pais da menina acabou descobrindo, enfim, foi um inferninho tudo. A menina desistiu de namorar porque era muito difícil. A Yumi ficou muito triste, emagreceu horrores, foi parar no hospital porque não comia, ninguém entendia direito porque de tudo isso acontecer. Ficou com depressão.&lt;br /&gt;- Nossa.&lt;br /&gt;- É, a partir daí ela tem medo de namorar, de se envolver com alguém e depois a pessoa terminar com ela. Eu vejo que ela fica com as pessoas que são simples, que não tem erro de dar alguma coisa inesperada sabe?&lt;br /&gt;- Sim, mas namorar com a Jéssica deve ser difícil, se ela gosta da menina e não pode ficar com ela sempre.&lt;br /&gt;- Mas ela não gosta da Jéssica, isso é só mais uma pessoa na vida dela.&lt;br /&gt;Estranhamente fiquei feliz.&lt;br /&gt;- Mas porque ela namora então?&lt;br /&gt;- Porque ela precisa de alguém pra ela poder terminar, pra ter alguém que dê atenção à ela. Ela é louca, eu falei.&lt;br /&gt;Ri.&lt;br /&gt;- Mas não comenta isso com ela.&lt;br /&gt;- Pode deixar que não comentarei nada.&lt;br /&gt;Ela voltou a deitar na cama de Débora, seu olhar ela distante. Talvez estivesse pensando em Maria.&lt;br /&gt;- Posso te fazer uma pergunta Manu?&lt;br /&gt;- Se eu puder não responder - sorri.&lt;br /&gt;- Você gosta dela né?!&lt;br /&gt;- Dela quem?&lt;br /&gt;- Da Yumi.&lt;br /&gt;Mordi meus lábios, apertei meus olhos, me calei. Ela concordou também em silêncio. Não acho que isso faria alguma diferença naquele momento.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8702131228041228341-6155692054677504462?l=ocantodoconto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ocantodoconto.blogspot.com/feeds/6155692054677504462/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8702131228041228341&amp;postID=6155692054677504462&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8702131228041228341/posts/default/6155692054677504462'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8702131228041228341/posts/default/6155692054677504462'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocantodoconto.blogspot.com/2009/08/nao-sei.html' title='Não sei'/><author><name>Peka_</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14571398458976932802</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_Agpu0d6_E_E/SGgCHz4ptYI/AAAAAAAAABY/J32kegui2gw/S220/RHU9750.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8702131228041228341.post-7114953816139254633</id><published>2009-08-20T07:53:00.001-03:00</published><updated>2009-08-20T07:56:31.489-03:00</updated><title type='text'>Round 2, fight!</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Tomei um banho rápido, mas o suficiente para levar pelo ralo toda minha irritação de outrora. Enquanto aquela água quente caía sobre meu rosto fiz esforço para deixar Yumi ir embora da minha cabeça e do meu coração. Que ela fosse apenas mais uma amiga, era isso que ela queria, e que eu enfim iria querer também. Bastavam alguns dias, algumas festas, algumas doses de tequila com limão e sal que tudo ficaria bem. Quando saí do banheiro dei de cara com um rapaz baixinho e barbudo, apenas lancei-lhe um sorriso simpático que o desarmou do possível xingamento pela demora no banheiro.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Abri a porta do quarto e levei algum tempo até entender que havia outra pessoa além de Débora.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Ela disse que precisava falar com você - Débora apontou para o lado.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Era Yumi com uma cara estranha.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- O que você ta fazendo aqui?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Mas antes que ela começasse a falar olhei para Débora que fingiu continuar a ler um livro qualquer, puxei Yumi pelo braço e levei-a até o saguão de entrada.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;No caminho não falamos absolutamente nada.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Chegando lá Yumi despejou.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Você é louca por sair daquele jeito?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Você veio aqui pra me chamar de louca?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Eu não entendo, pra que sair daquele jeito da minha casa? Nem conversar comigo você conversou, simplesmente saiu.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Toda a raiva que havia descido pelo ralo enquanto tomava banho deu lugar ao sangue que me subiu à cabeça.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Você só pode estar brincando. Eu - frisei - eu não quis falar com você? Eu fiquei esperando mais de vinte minutos você fazer o que quer que seja que estivesse fazendo pra falar comigo e o máximo que obtive foi um "já vai"! E vai me dizer que eu - fresei novamente - que eu sai que nem uma louca? Ah, dá um tempo né Yumi?!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Mas eu estava brigando com a Jéssica, você bem que podia compreender isso.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Eu já compreendi coisas de mais com você, não sou uma palhaça pra sair cansada do trabalho, andar metade da cidade pra ir te ajudar pra chegar à tua casa e ficar esperando você resolver os teus problemas amorosos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Pensei que você fosse minha amiga.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Não me venha com essa Yumi, amizade é diferente de ser palhaça dos outros. Agora se você veio aqui pra me chamar de louca e duvidar da minha amizade por você, então com licença. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Virei as costas e sai caminhando. Ela me segurou com força.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Espera.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Esperar o que Yumi?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Ela ficou em silêncio me olhando.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Eu tentava conter minha raiva.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Sinceramente Yumi - respirei fundo - o que você quer de mim?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Olhei-a diretamente nos olhos. Ela por sua vez desviou o olhar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Olha pra mim Yumi, só quero saber isso, o que você quer de mim, porque eu faço tudo pra você e você sabe disso, você não é burra, então vamos deixar tudo esclarecido. Eu fui correndo te ajudar, pra chegar lá e ficar que nem uma idiota esperando você fazer todas as suas coisas até chegar a minha vez, pra enfim você me dar atenção e falar comigo. Me fala Yumi, o que você quer de mim?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Ela não respondia.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Yumi eu vou ser franca com você, eu podia te jogar de um prédio agora de tanta raiva que eu to de você, porque ninguém gosta de ser tratada assim, como uma coisa qualquer, ainda mais quando a gente gosta da pessoa. Quer dizer, eu confio em você, você sabe disso. Não gosto de ser tratada assim por alguém que é tão importante pra mim. Só que eu quero entender as coisas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Ela permanecia imóvel, sua mão ainda segurava meu braço com força. Seus olhos eram pra tudo, menos pra mim.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Yumi, quando você souber o que você realmente quer de mim me avisa. E olha bem, isso não é uma ameaça nem coisa parecida. Eu só to me cansando disso tudo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Ela ficava quieta, aquilo me fez ficar com mais raiva ainda, perdi qualquer vestígio de paciência que aquela senhorinha havia plantado dentro de mim.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- E você agora fica quieta com essa cara de paisagem - explodi, essa era a hora de tomar coragem e alguma atitude, não importando para que lado pendesse, mas que pendesse para o mais urgente - Yumi eu to caindo fora - falei respirando forte - eu sei o que eu quero de você, quando você decidir nessa tua cabecinha louca aí o que você quer de mim você me avisa. Até lá vê se me esquece um pouco.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Me desvencilhei dela, indo enfim para o meu quarto.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Sentia raiva por Yumi ter ficado apática com tudo que eu estava falando. E ali, estática sem fazer absolutamente nada. Nem um sorriso, nem uma lágrima, nem um piscar de olhos, nem eles voltados para mim. Nada, absolutamente nada.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Como sempre, o nada.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Aquela quarta-feira estava sendo o pior dia da minha vida. Entrei no quarto e dei de cara com Débora. Ela percebeu que eu estava nitidamente nervosa, pois caminhava de um lado para o outro.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Aconteceu alguma coisa?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Não.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Ela aguardou alguns minutos até continuar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- A menina que estava aqui...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- O que tem ela? - perguntei com raiva.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Ela... Ela tava estranha, parecia que tinha acontecido alguma coisa de muito ruim.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Deve ter acontecido mesmo, ela deve ter olhado no espelho e visto uma louca nipônica. Completamente louca! - praguejei.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Hm.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- E eu não acredito que ela veio até aqui pra ME chamar de louca. Eu, uma louca, imagina!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Posso fazer uma pergunta pra você?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Faz.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Ela é sua namorada?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Olhei incrédula para ela.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Que?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Sei lá, vocês meio que parecem namoradas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Soltei uma gargalhada maquiavélica.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Não Débora, nós definitivamente não somos namoradas. Antes fosse - ainda completei para o seu horror - antes ela fosse minha namorada porque ao menos eu poderia ter o gostinho de terminar com ela. Mas nem isso aquela louca me deixa fazer. Nem isso!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8702131228041228341-7114953816139254633?l=ocantodoconto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ocantodoconto.blogspot.com/feeds/7114953816139254633/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8702131228041228341&amp;postID=7114953816139254633&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8702131228041228341/posts/default/7114953816139254633'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8702131228041228341/posts/default/7114953816139254633'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocantodoconto.blogspot.com/2009/08/round-2-fight.html' title='Round 2, fight!'/><author><name>Peka_</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14571398458976932802</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_Agpu0d6_E_E/SGgCHz4ptYI/AAAAAAAAABY/J32kegui2gw/S220/RHU9750.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8702131228041228341.post-3209948578406641050</id><published>2009-08-19T22:05:00.000-03:00</published><updated>2009-08-19T22:27:43.963-03:00</updated><title type='text'>Quarta-feira de cinzas</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Estava no ônibus indo depois do trabalho para a casa de Yumi. Ela insistentemente havia me forçado (eu sem tanta resistência assim, confesso) a ir para a sua casa ajudá-la a fazer um trabalho da faculdade. Eu já havia lhe explicado inúmeras vezes como ela poderia resolver suas dúvidas, mas ela insistia que eu fosse lá. Eu fui, não era besta, ou justamente por eu ser besta, lá estava eu tocando no interfone. E como eu era idiota, ela nem ao menos veio abrir a porta para mim, apenas soltou um "oi, sobe". Eu que desse meia volta e mandasse ela ir pra p. que pariu. Ela pensava que eu era o que?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Quando sai do elevador percebi que a porta estava entreaberta, entrei sem hesitar. Ouvia apenas o som de teclas sendo digitadas. Então ela estava no computador, ocupada de mais para abrir a porta pra mim. De certo estava falando com Jéssica.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Yumi?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Vem cá, to no quarto.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Entrei devagar pensando se iria ou não dar meia volta.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Oi Yumi - falei desanimada constatando que realmente ela estava na frente do computador com o MSN ligado.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Oi Manu, só um instante.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Aguardei 10 minutos sem falar absolutamente nada, esperando que enfim ela parasse de falar com Jéssica. Sim, pude ver através de alguns movimentos de Yumi que elas estavam brigando por alguma coisa que não entendi, também não estava muito a fim de ficar prestando atenção na conversa delas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Mais 10 minutos, entre um "já to indo Manu".&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Respirei fundo, estava mais do que na hora de eu dar um basta em tudo aquilo. E aquilo eu me referia a mim mesma, não à Yumi.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Respirei mais uma vez fundo. Nada de Yumi se voltar para mim.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Pra mim chega - falei sem esperar resposta nem o seu olhar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Sai do apartamento sem olhar para trás. O elevador não estava me esperando, então desci as escadas quase correndo, bufando de raiva. Raiva de mim, de me prestar a tudo isso pra nada. E a desgraçada nem pra vir atrás de mim perguntar alguma coisa, falar comigo. Talvez eu fosse isso pra ela mesmo, uma nada que, alguém que não valia a pena perder tempo e sua atenção. Enquanto eu ficasse assim na sua mão era assim que ela continuaria me tratando. Mas eu não era tão burra assim. Eu que começasse a por em prática minhas tentativas de deixar Yumi de vez pra trás.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Pelo menos dei sorte encontrar alguém no portão para abri-lo para mim.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Caminhava rápido, nem sentia minhas pernas. E nem ao menos ela veio falar comigo. Aquela louca!, praguejei.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Entrei no ônibus com a cara fechada, talvez até de mais, pois o cobrador me lançara um olhar estranho, quase piedoso para mim.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Sentei em um banco sozinha, que bom que por um milagre divino naquela hora ainda haviam bancos disponíveis. Um senhora sentou ao meu lado, sorrindo. Eu lhe retribui minha cara de ódio por Yumi. Seu sorriso ainda assim não diminuiu.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Acho que vai chover hoje.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Espero que não pois não tenho guarda-chuva - respondi ríspida.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Mas você desce muito longe?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Não, é perto por sorte.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Novamente me virei para a janela, tentando mostrar com meus braços cruzados, cara fechada, fone de ouvidos no máximo, que não estava a fim de conversas de ônibus. Mas ela insistia.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Nossa, hoje eu resolvi fazer umas comprinhas aqui perto, comprei presente para o meu sobrinho, ele ta de aniversário.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Hm - respondi por que eu ainda era educada, apesar da raiva.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Quer ver o que eu comprei pra ela?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Ai que saco! - sim, posso ver - forcei um sorriso que saiu rasgando da minha boca, quase metralhando a vovó.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Tirou de uma das sacolas um carrinho azul que acendia uma luz quando apertava no botão.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Será que ele vai gostar? Ele já tem cinco anos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Acho que vai, quando a gente é criança os únicos presentes que gostamos são os brinquedos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- É? Faz tanto tempo que eu não sou mais criança que eu quase me esqueço como é. Comprei para a minha netinha de seis anos um casaquinho da Hello Kity, será que ela não vai gostar então?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Vai sim.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Mas você disse que as crianças gostam de brinquedos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Já estava perdendo a paciência com a senhora.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Não te estressa, criança gosta de qualquer coisa! - bufei involuntária.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Hm - respondeu um pouco acuada. Ficou quieta por alguns segundos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Aceita uma balinha - me estendeu um saco cheio de balas de goma - comprei esse saco por um real, acredita?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Que legal.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Quer uma? - ainda com as mãos estendidas para mim.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Não, obrigada.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Ah, essa juventude de hoje preocupada com a saúde acha que uma balinha dessas vai engordar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Sorri quase fuzilando a senhora.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Eu não gosto muito dessas balas aí, grudam nos dentes, um saco.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Pois eu gosto, elas são bem docinhas, ajudam a adoçar a vida - ficou me olhando. Olhei para o lado duas vezes para ter certeza de que ela permanecia na mesma posição.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Então eu preciso de um saco inteiro dessas aí.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- A tua vida não anda muito doce?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Não! - lembrei de Yumi e sua total falta de atenção para comigo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Nessa idade tudo parece não dar certo, ou falta dinheiro pra balada, ou é o namorado que fica com outra, ou é a amiga que pega alguma coisa que não devia. Vocês jovens deveriam aproveitar mais essa idade. Essa é a fase mais gostosa que temos. Ainda não se tem família pra sustentar, já tem autonomia pra fazer as suas coisas, mas as consequências nem sempre caem em cima de vocês. Não hoje, só amanhã. Mas como o que importa é o hoje, eu sugiro que você coloque um belo de um sorriso nessa tua carinha linda, pois você é uma menina muito bonita e simpática (nesse momento me pergunto de onde ela tirou que eu sou simpática) que me fez ver que minha netinha não irá gostar só de uma roupa né?! - sorriu.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Acho que se a senhora desse algum brinquedo ela ficaria mais feliz - falei me desarmando um pouco.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- E o que você diria que uma garotinha de seis anos gostaria?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Aí eu já não posso lhe ajudar, não tenho muitas experiências assim com crianças.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Mas você já foi criança há muito menos tempo que eu, pode ter certeza! - sorriu simpática.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Isso é! - falei enfim sorrindo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Antes de se levantar a senhora ainda falou.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Sabe, na tua idade eu também era assim, achava que os problemas com o namorado ou a falta de dinheiro pra ir pra um boteco beber era a pior coisa que existia na vida, que a faculdade era cansativa de mais. Agora pense, na minha idade infelizmente nem isso mais eu tenho pra me preocupar, nem faculdade, nem dinheiro e nem muito menos um namorado.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Saiu sorrindo. Fiquei pensando no que a senhora simpática havia falado. Meus problemas não eram tão problemáticos assim. Yumi que era meu problema. Não reclamava da minha faculdade, do meu trabalho, das minhas amigas, só de Yumi. Mas depois do papo com a velhinha me senti mais leve, sem tanta raiva assim. Que Yumi fosse só uma roupa da Hello Kity que eu trocaria por um novo brinquedo, talvez esse mais animado.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8702131228041228341-3209948578406641050?l=ocantodoconto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ocantodoconto.blogspot.com/feeds/3209948578406641050/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8702131228041228341&amp;postID=3209948578406641050&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8702131228041228341/posts/default/3209948578406641050'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8702131228041228341/posts/default/3209948578406641050'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocantodoconto.blogspot.com/2009/08/quarta-feira-de-cinzas.html' title='Quarta-feira de cinzas'/><author><name>Peka_</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14571398458976932802</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_Agpu0d6_E_E/SGgCHz4ptYI/AAAAAAAAABY/J32kegui2gw/S220/RHU9750.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8702131228041228341.post-8881148165407623189</id><published>2009-08-18T09:58:00.000-03:00</published><updated>2009-08-18T10:12:16.672-03:00</updated><title type='text'>Uma gota caída</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify; font-family: verdana;"&gt;- Tem certeza de que não quer uma água?&lt;br /&gt;- Déia, eu tenho certeza.&lt;br /&gt;- Então saí dessa agora.&lt;br /&gt;- Sai.&lt;br /&gt;- Quero ver.&lt;br /&gt;- Ta vendo aquela menina aqui reto? - apontei discretamente com meu dedo.&lt;br /&gt;Déia espalhafatosa como sempre escancarou seu braço em direção à menina. Segurei-a.&lt;br /&gt;- Essa mesma.&lt;br /&gt;- O que tem ela?&lt;br /&gt;- Ta me olhando já faz um tempo.&lt;br /&gt;- Ela é gostosa - riu-se - vai lá falar com ela!&lt;br /&gt;- Pois é, faz tempo que eu não faço isso - sorri.&lt;br /&gt;- Mas chegar em menina é que nem andar de bicicleta, aprende uma vez e nunca mais esquece.&lt;br /&gt;- Nossa Déia, hoje você ta parecendo um homem, só falta agora coçar o saco - ri.&lt;br /&gt;- Eu só espero que quando essa tua paixonite pela Yumi acabar você não continue com essa incerteza das coisas.&lt;br /&gt;- Você acha que é por causa de Yumi?&lt;br /&gt;- Tenho certeza, a não ser que você tenha mudado de personalidade ou aquela menina que você me contou ser há tempos atrás nunca existiu.&lt;br /&gt;Antes que pudesse começar a devagar em meus pensamentos, a menina me deu um sorriso.&lt;br /&gt;- Vai que agora é a hora! - Déia me empurrou com força em sua direção.&lt;br /&gt;Praguejei em silêncio, pois me aproximara o suficiente dela a ponto de não poder mais abortar. Ela percebera a intenção de Déia e voltou a sorrir.&lt;br /&gt;Talvez eu estivesse assim mesmo por causa de Yumi.&lt;br /&gt;- Oi - sorriu.&lt;br /&gt;Mas porque era estranho tudo aquilo que acontecera com nós duas lá em cima do apartamento de Marta.&lt;br /&gt;- Oi - respondi sentindo que ela se aproximara de mim.&lt;br /&gt;O nosso quase beijo.&lt;br /&gt;- Tudo bem com você?&lt;br /&gt;E aquela sensação de que aquilo sim fora muito maior do que um beijo qualquer em qualquer pessoa.&lt;br /&gt;- Tudo, e com você?&lt;br /&gt;Yumi era uma vaca  mesmo. Ficava me incitando a fazer as coisas, e na hora H simplesmente virava o rosto, como se eu pudesse me conter sempre, e simplesmente estancar tudo que eu sentia por ela.&lt;br /&gt;- Agora ficou ótimo.&lt;br /&gt;E ainda essa xavecada?&lt;br /&gt;Sorri sem saber o que dizer.&lt;br /&gt;- Eu tava te olhando de longe, tenho a impressão de que já vi você por aqui.&lt;br /&gt;- Pode ser - sorri sem saber realmente o que falar - eu ando sempre por aqui - péssimo.&lt;br /&gt;Mas que Yumi fosse para o inferno, eu que aproveitasse minha vida, minhas coisas, aquela menina que estava ali na minha frente me olhando, com aquele diálogo só esperando eu dar uma brecha ou tomar alguma posição. Que fosse. Parasse de ficar esperando as coisas acontecerem, essa não era eu.&lt;br /&gt;E assim sem grandes papos a beijei. Assim sem muito tempo depois já estava em sua casa. Tudo aconteceu muito rápido e mais do que rápido, meio inodoro, meio incolor, meio sem gosto. Depois daquele ápice em sua cama, ela quase a dormir, perguntei sem esperar resposta, já que meus olhos pesavam.&lt;br /&gt;- Qual é seu nome mesmo?&lt;br /&gt;- Hm?&lt;br /&gt;- Qual é seu nome? - já não conseguindo mais diferenciar o que era sonho da realidade.&lt;br /&gt;- Jaqueline.&lt;br /&gt;Senti o mundo girar algumas vezes durante os dois segundos de silêncio em que ambas se calaram.&lt;br /&gt;- E o seu?&lt;br /&gt;Resmunguei.&lt;br /&gt;- E o seu nome, qual é?&lt;br /&gt;- Manuela.&lt;br /&gt;- Hm.&lt;br /&gt;Adormeci.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8702131228041228341-8881148165407623189?l=ocantodoconto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ocantodoconto.blogspot.com/feeds/8881148165407623189/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8702131228041228341&amp;postID=8881148165407623189&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8702131228041228341/posts/default/8881148165407623189'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8702131228041228341/posts/default/8881148165407623189'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocantodoconto.blogspot.com/2009/08/uma-gota-caida.html' title='Uma gota caída'/><author><name>Peka_</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14571398458976932802</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_Agpu0d6_E_E/SGgCHz4ptYI/AAAAAAAAABY/J32kegui2gw/S220/RHU9750.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8702131228041228341.post-8383157101138224249</id><published>2009-08-17T10:22:00.000-03:00</published><updated>2009-08-17T10:26:06.226-03:00</updated><title type='text'>Telefone sem fio</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Vocês podem fazer em duplas ou trios.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Vem Manu - falou Renata se aproximando de mim.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- A gente podia chamar alguém pra fazer isso com a gente, o que você acha? Alguma menina nova aí.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Ela sorriu.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Agora você ta interessada em meninas novas? - me olhou.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Ué, temos que revigorar as forças né?!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- E a pele.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Nesse final de semana a Débora não vai ficar em casa, tenho que arranjar alguma companhia pra mim, sabe como é, fico muito sozinha naquele lugar tão grande.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Riu - sei como é. Eu não te falei né? Ontem Manu do céu, eu fiquei com a menina mais linda que eu já vi na minha vida, você não faz ideia!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Ah é? Onde?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Eu fui de última hora na casa de uma amiga minha que você não conhece.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- E você nem me chama né?!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Foi de última hora Manu, nem eu sabia.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Hm.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Linda Manu, linda.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- E aí?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Ela concordou com a cabeça, nem precisava perguntar mais nada.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Por isso que cheguei atrasada hoje, aquela menina me deu um cansaço que você não pode i-ma-gi-nar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Meninas, vocês precisam de ajuda? - perguntou a professora que certamente escutara pelo menos metade da conversa.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Não professora - sorriu Renata displicentemente - tudo sob controle!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Ela lançou um olhar estranho para Renata que o revidou.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Você não pegou ela né?! - perguntei depois que tive certeza de que ela não nos ouviria mais.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Claro que não Manu! - soltou uma gostosa gargalhada - mas acho que essa mulher aí deve fazer loucuras na cama.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Que coisa Rê, ela é nossa professora.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Ela é uma mulher de no máximo trinta anos. Isso é flor da idade.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Mas ela nos dá aula Rê.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Adoro aprender coisas novas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Divertia-se da minha cara.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Posso me juntar a vocês? - perguntou uma menina muito pequeninha de cabelo ruivo e muito curtinho.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Claro - falou Renata sem hesitar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Sorriram uma para outra.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Depois de fazer um trabalho muito mal feito, mais conversamos do que qualquer outra coisa, Renata já havia conseguido todos os dados da menina, inclusive arrancar de sua boca que ela estava solteira, que tinha saído há três meses de um namoro com uma pessoa, assim mesmo, sem gênero definido.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Fomos para o RU falando sobre a menina.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Oi meninas! - Yumi se aproximou de nós, também entrando na fila.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- E aí Yumi, o que você está fazendo aqui? - perguntou Renata.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Eu estudo aqui perto né?!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Ah é...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Tudo bem Manu?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Sim e com você?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Tudo bem, como foi a festa dos solteiros? - continuava a me olhar diretamente nos olhos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Ah tava boa... Nada de mais.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Como assim nada de mais Manuela? E aquela mulher maravilhosa que você pegou foi o que? - interrompeu Renata.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Ah, nada de mais.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Nada de mais? Você e ela sumiram, fiquei sabendo que você foi dormir na casa dela e tudo! - ela se divertia ao me ver constrangida na frente de Yumi. Yumi me olhava apertando seus olhinhos, fazendo com que eles lhe parecessem quase inexistentes.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- É Manu?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- É, fiquei com uma menina aí - respondi olhando para os lados, pegando uma bandeja.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Quando encontramos alguma mesa pra lugar de três pessoas, havia um menino ocupando um dos lugares, Yumi começou o que parecia ser mais um interrogatório.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Então você pegou uma mulher?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Um mulherão - completou Renata.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- É, fiquei com uma menina.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;O rapaz que dividia a mesa conosco nitidamente parou de comer para prestar atenção em nossa conversa.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- E qual era o nome dela?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Ah, que pergunta.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Ela sorriu sem muito ânimo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Você não sabe o nome dela?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Sei né Yumi, não costumo ficar com as pessoas sem saber seu nome.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Então qual é o nome dela? - repetiu.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Agora me esqueci - sorri encabulada.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Yumi riu desacreditada. Renata e o rapaz se divertiam com a minha tentativa de lembrar o nome da menina.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- E você foi dormir na casa dela?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Acabei indo, ela não tava muito bem.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Sei.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Renata e o rapaz a cada nova resposta minha riam com mais vontade.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Ah, dormi né.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Dormiu sem perguntar seu nome?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Eu perguntei né Yumi.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Então?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Eu só me esqueci - não consegui conter meu sorriso acompanhando os dois.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Yumi continuava séria.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- E vocês transaram - fez uma pausa - sem você nem conhecer a menina?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Renata largara seus talheres pondo suas mãos em frente a boca para abafar a risada. O rapaz fingia um acesso de tosse.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Mas eu conheci ela.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Quando?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Na festa!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Ai Manu!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Ai o que?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Sei lá. E você pegou o telefone dela também, já marcaram de sair de novo?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Ri.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Que perguntas são essas?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Só quero saber, só isso.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Eu peguei o telefone dela, mas fiz questão de apagar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- A é? Foi tão ruim assim?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Não, primeiro porque não saberia por quem perguntar caso ligasse. Já pensou? Oi, aqui é a Manuela, sabe? A gente dormiu juntas domingo passado, lembra?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- E ai a mãe dela responde: dormiram juntas? Você ta falando da minha filha? Ela disse que tava estudando ontem a noite na casa de uma amiguinha - interrompeu Renata rindo muito, engasgando-se com o suco.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- É mais ou menos isso. E em segundo lugar porque não acho que ela me agregará qualquer coisa a mais.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- A mais do que uma noite de sexo com uma estranha.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Até parece que você nunca fez isso Yumi.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Ela se calara.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Sorri vitoriosa.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Bom, mas pelo visto a festa foi boa. Pelo menos isso. E você Renata, também foi parar na cama de uma qualquer?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Na festa não, mas ontem Yumi... Fiquei com a menina mais linda do mundo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Yumi olhava para nós duas incrédula.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- E você pelo menos sabe o nome dela?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Ela ficou em silêncio, e riu após Yumi soltar um suspiro de desaprovação.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Claro que sei né Japa, o nome dela é Amanda... Ou será que é Natália?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Ria-se de Yumi.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Ah, vocês duas tão me fazendo de boba.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- E como foi o teu final de domingo Yumi? - perguntei tentando mudar enfim de assunto.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Foi um saco!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- O que você fez?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- O que eu não fiz você quis dizer né? Deveria ter ido com vocês na festa! Fiquei esperando até tarde que a Jéssica me ligasse, mas ela aparentemente se esqueceu.  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Olha Yumi, termina esse namoro antes que ela queira morar junto com você - Renata se divertia - no começo elas parecem assim, não se importar com nada, esquecer de certas coisas, daí quando você reclamar que ela está sendo muito displicente com você, ela vai entender que você está completamente apaixonada por ela, e vai te pedir em casamento, com direito a papagaio e tudo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;O rapaz ria agora sem esconder.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Desde quando você tem experiência com relacionamentos Rê? - perguntei.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Desde quando eu tenho experiência com o rompimento de relacionamentos antes de começarem! Mulheres sempre se enganam em relação aos sentimentos. Acham que estão apaixonadas só porque a menina lhe dá atenção.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Entendi que este seu último comentário fora diretamente pra mim, mas me fiz de desentendida.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Saímos da mesa e o rapaz ainda não havia terminado de almoçar, quase nos deu tchau quando enfim nos levantamos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Depois do trabalho, de um belo banho, já deitada na cama lendo um livro, meu celular tocou. Era Yumi.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Oi Japa.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Oi.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Tudo bem?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Débora entrara no quarto.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Tudo e com você.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- To bem.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- O que tava fazendo?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Nada de mais, pode falar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Não ta a fim de vir aqui em casa?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Hoje?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Porque o espanto de hoje?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Ué, porque não estamos no final de semana...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Se você não quer vir é só falar, não precisa me dar essas desculpas esfarrapadas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Nossa Yumi, o que te deu?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Não deu nada.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Não vou poder ir aí porque tenho aula muito cedo amanhã de manhã e ainda tenho que terminar de ler um livro. Aliás, começar né?! - soltei uma risadinha que foi abafada pelo seu suspiro.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Sei.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- É bom estudar só pra variar sabia?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Eu precisava de uma ajuda aqui no PC.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Então é pra isso que você quer que eu vá?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Também.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Agora ta me usando é?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Percebi que Débora passara a prestar atenção na minha conversa.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Eu te usando? Imagina - riu.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- E você ainda assume que é só pra isso? - falei brincando.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Continuou rindo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- É... só pra isso que quer minha companhia.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Sério Manu, eu precisava fazer um negócio aqui e não to conseguindo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Depois de algumas explicações sobre o programa que ela queria usar, ficamos em silêncio.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Viu, nem precisei sair da minha caminha quentinha pra te ajudar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Mas queria que você viesse - senti meu coração bater mais rápido.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Pra que?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Porque você é minha amiga poxa, que pergunta é essa agora?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- E a Jéssica?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Porque você sempre insiste em perguntar dela?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Porque você namora com ela.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Débora tossiu sem conseguir conter com as mãos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Mas não somos siameses né?! Cada uma tem a sua vida.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Pelo visto as coisas não tão boas né?!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Tão sim Manu, às vezes parece que vocês querem que eu termine meu namoro.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Vocês quem?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Você, Renata, Carol.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Então não sou só eu que acho que a Jéssica é um saco.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Hei, não fale desse jeito da minha namorada!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Não to falando.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Ficamos novamente em silêncio.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Jaqueline.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Que?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Jaqueline.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Quem é Jaqueline?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- A mulher que a gente tava falando hoje no almoço.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- A que você ficou na festa?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- É, lembrei agora do nome dela.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Então você fez mal em não ter pego o telefone dela. Porque agora que você sabe o nome dela poderia ligar sem medo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- É, vai ver que eu fiz mesmo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8702131228041228341-8383157101138224249?l=ocantodoconto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ocantodoconto.blogspot.com/feeds/8383157101138224249/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8702131228041228341&amp;postID=8383157101138224249&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8702131228041228341/posts/default/8383157101138224249'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8702131228041228341/posts/default/8383157101138224249'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocantodoconto.blogspot.com/2009/08/telefone-sem-fio.html' title='Telefone sem fio'/><author><name>Peka_</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14571398458976932802</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_Agpu0d6_E_E/SGgCHz4ptYI/AAAAAAAAABY/J32kegui2gw/S220/RHU9750.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8702131228041228341.post-3779967227418961874</id><published>2009-08-14T11:19:00.000-03:00</published><updated>2009-08-14T13:41:39.865-03:00</updated><title type='text'>A festa</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Então fomos para a festa, àquela destinada apenas aos solteiros, ou solteiras. Um viva às mulheres (e aos homens, lembrou mais uma vez Paulinho). A nossa saída, aquele clima de descompromisso me lembrou quando este clima começou a se apoderar de mim, já namorando com Patrícia. Era estranho ver todo aquele mundo lá fora, e que a partir daquele momento poderia fazer parte de dentro e de perto do meu mundo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Dançávamos com animação e com vontade. Patrícia como sempre linda, aos meus olhos e aos de algumas meninas que insistiam em lhe lançar olhares maliciosos, como se desconsiderassem a minha presença ali. Puxei-a mais para perto de mim, ela sorriu satisfeita, talvez nem percebesse que aquelas meninas intrusas soltaram suspiros de insatisfação ao me ver beijando-a.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Ela estava com sede e eu precisava ir ao banheiro. Seria a primeira vez que nos desgrudaríamos em uma festa daquelas, naquele lugar. Seria a primeira vez que nos distanciaríamos para nunca mais voltar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Depois de um tempo, assim de cabeça fria, vendo as pessoas dançarem sem grandes pretenções, eu até poderia dizer que eu não fui a única a cometer uma quebra de cláusulas. Preferia acreditar nessa minha hipótese que se tornara a mais completa verdade do que pensar por assim dizer que fui eu e só eu que iniciara aquele fim.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Lhe dei mais beijo, e naquela época não pude entender o que era aquele gostinho de despedida que senti. Aqueles segundos a mais de olhos fechados depois do beijo, como se quisesse guardar para sempre aquele momento que jamais voltaria.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Hoje, sozinha naquele mesmo bar, com quase as mesmas pessoas, afinal nenhuma tinha nome nem cara naquele tempo nem hoje, entendia.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Fui em direção ao banheiro, muito apertada e tentando ao máximo ser gentil com as pessoas que insistiam em não me dar licença. Sabe quando tudo parece estar em câmera lenta só porque você precisa urgentemente ir ao banheiro? Pois então, esta fora a minha primeira impressão naquele momento. Mas depois de ir ao banheiro, ufa, e sair da cabine sendo praticamente empurrada por meninas que rapidamente trancaram a porta atrás de si, a câmera continuava lenta. Como num filme. Como em Closer quando aqueles "estranhos" se olharam pela primeira vez.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Quando fui lavar minhas mãos, levantei meu rosto em direção ao espelho e avistei refletido nele uma menina. Não era apenas uma menina. Era uma menina de cabelos castanhos quase loiros, olhos vidrantes e uma boca carnuda. Arrisquei descer um pouco mais meu olhar, tentando não lhe parecer criminosa, um vestido muito justo, com um decote de deixar qualquer pessoa louca. Daquela posição poderia dizer que era quase vulgar, mas era engraçado que o conjunto da obra, aquela bela obra parecia prima, de primeira classe. Toda a vulgaridade se transformava, ainda naquele mesmo segundo olhar, em sensualidade. E em um desejo, como se ele fosse reprimido e enfim encontrara aquela relíquia perdida. Me dei conta tarde de mais que ainda permanecia com meus olhos postos nela. Ela percebeu e ficou me olhando até eu desistir de olhá-la, já com certa vergonha, já pensando que estivesse fazendo errado com Patrícia (depois de algum tempo encrementei minhas desculpas com o namoro). Ela manteve um sorriso perverso no canto da  boca enquanto passava seu baton, deixando aquele movimento tremendamente desnecessário fisgar até minha respiração, demoradamente. Passou um lábio no outro, sorriu, talvez mais para si mesma do que pra mim, e saiu. Acompanhei seu movimento até sumir pela porta. Voltando à realidade reparei que várias meninas me olhavam brabas por eu ainda estar ocupando o espelho tão desputado por elas. Sai do banheiro secando minhas mãos nas velhas calças jeans. Ainda tentei encontrar aquela menina tão encantadora com os olhos, mas me deparei com uma Patrícia me olhando estranha. Talvez o primeiro rompimento.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Nesse espaço de tempo entre o beijo e aquele olhar silencioso, a nossa história encontrara enfim o ponto final. Sabíamos, que o ponto não viria assim tão pragmático. Ele demoraria o tempo necessário para que aquela nossa história encontrasse o pior fim. O mais doloroso, mais cheios de mentiras e de outras histórias além da história de nós duas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Olhei para os lados, tentando não revelar aquele tão pouco que acontecera no banheiro, mas que fora o suficiente para mudar tudo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;- Que foi? - me perguntou segurando uma garrafinha de água pela metade.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;- Nada.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;- Ta estranha...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;- Tô não.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;- Hm.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Resolvi olhá-la, sentindo que virara-se para o lado.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Havia alguma coisa estranha em sua expressão. Talvez preocupação.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;- Que foi?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Ela virou-se para mim.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;- Que foi o que?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;- Ta esquisita.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;- Eu não! Você que está me fazendo essa pergunta.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;- Tô não.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Realmente eu que estava. Achar alguma coisa diferente, naquele momento vendo Paulinho dançar até o chão com um cara dois metros maior que ele, me fez perceber que era coisa minha. Só minha, desde aquele sorriso cauteloso da menina refletida. Talvez aquele espelho refletisse mais coisas do que uma menina e eu.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;- Manu, você não vem dançar?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;- Eu tô com um pouco de dor de cabeça, acho que bebi de mais.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;- Quer água?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;- Não, brigada.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;- Que foi?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;- Não foi nada não, acho que eu vou pra casa, sei lá.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;- O que aconteceui? - passou sua mão de leve no meu rosto, como se estivesse a medir minha febre.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;- Não to doente - sorri.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;- Então o que?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Permaneci em silêncio sem saber o que dizer.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Me olhou no fundo dos olhos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;- É a Yumi né?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;- Ai Déia, você e essa sua mania de colocar a Yumi no meio da história.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;- Claro que é a Yumi e os quase qualquer coisa que vocês nunca têm, você não tinha dito que iria desencanar?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;- Eu vou.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;- Se vai é porque ainda não foi.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;- Como você é espertinha Déia, me admiro!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;- Como você é pamonha! A tua vida vai passar e você não vai nem ver.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;- Até parece.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;- Até parece que você faz alguma coisa pra mudar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;- Quem disse que eu quero mudar a minha vida?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;- E quer permanecer apaixonada por uma menina que não ta nem aí para você - viu minha cara de tristeza ou de sei lá o que - não Manu, não adianta fazer essa cara, se ela estivesse aí pra você ela não ficaria te fazendo de gato e sapato, uma hora parecendo que quer, outra que não quer, se fazendo e te usando, porque é isso que ela ta fazendo. Ela sente que você ta a fim dela, pode ter certeza, só um idiota pra não perceber isso...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Só um idiota pra culpar Patrícia por minhas loucuras e fraquezas. Pela minha falta de sinceridade naquele momento.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;- Pati não é nada viu? To só com dor de cabeça, já vai passar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;- Sei...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;- Sabe o que vai fazer passar minha dor de cabeça mais rápido?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;- O que? - me perguntou preocupada, ainda segurando aquela garrafinha de água.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;- Um beijo da minha namorada linda - sorri. Ela me lançou um sorriso apaixonante, com seus olhos brilhando aquém das luzes do bar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Primeira vez que me desvirtuara estando à tão poucos metros de distância de Patrícia. Primeira vez que seu beijo me fizera esquecer momentaneamente do resto. O problema seria quando nem os beijos assim o fizessem.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8702131228041228341-3779967227418961874?l=ocantodoconto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ocantodoconto.blogspot.com/feeds/3779967227418961874/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8702131228041228341&amp;postID=3779967227418961874&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8702131228041228341/posts/default/3779967227418961874'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8702131228041228341/posts/default/3779967227418961874'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocantodoconto.blogspot.com/2009/08/festa.html' title='A festa'/><author><name>Peka_</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14571398458976932802</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_Agpu0d6_E_E/SGgCHz4ptYI/AAAAAAAAABY/J32kegui2gw/S220/RHU9750.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8702131228041228341.post-8241682351788453687</id><published>2009-08-13T08:28:00.001-03:00</published><updated>2009-08-13T08:48:20.086-03:00</updated><title type='text'>Era isso</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify; font-family: verdana;"&gt;Yumi chegou enquanto brindávamos sorrindo. Vez por outra me lançava um olhar de soslaio, que eu tentava fazer de conta que não o via.&lt;br /&gt;- Vocês tão brindando à que?&lt;br /&gt;- Aos solteiros.&lt;br /&gt;- À liberdade - Maurício falou alto muito animado.&lt;br /&gt;- À felicidade.&lt;br /&gt;- Ao mundo!&lt;br /&gt;- Às mulheres - Renata riu com uma cara de quem iria aprontar.&lt;br /&gt;- Aos homens - completou Maurício.&lt;br /&gt;- Ao fim dos relacionamentos chatos! - Paulinho falou por fim.&lt;br /&gt;Todos se calaram.&lt;br /&gt;- É sério! - e soltou uma gostosa gargalhada.&lt;br /&gt;- Então não posso brindar.&lt;br /&gt;- Porque você ainda está num relacionamento chato né?! - falou Déia virando-se para mim.&lt;br /&gt;- Eu não! Quem te disse isso? - também voltou-se para mim.&lt;br /&gt;Arregalei os olhos levantando minhas mãos como se desfizesse a minha culpa.&lt;br /&gt;- Você quem sabe Mi - disse Paulinho sem perceber o que havia acontecido - eu sei que hoje nós vamos comemorar a vida!&lt;br /&gt;- Mas existe vida durante o namoro também - defendeu Yumi.&lt;br /&gt;- Até parece - falei mais alto do que previa.&lt;br /&gt;- Claro que existe! Eu tenho vida - sorriu.&lt;br /&gt;Todos olhavam quietos para ela, como se Yumi fosse um E.T. que recém havia aterrissado na sacada.&lt;br /&gt;- Cadê a Jéssica então?&lt;br /&gt;- Ih, começou - falou Paulinho.&lt;br /&gt;Eu fiz que não com a cabeça.&lt;br /&gt;- Vocês duas que deveriam namorar - riu Maurício.&lt;br /&gt;Todos se olharam muito rapidamente, talvez tão rápido que ninguém havia percebido os vários olhares daquele pouco mais de dois segundos.&lt;br /&gt;- Ok o importante é a festa, pra onde vamos? - Renata falou rapidamente, como se previsse a futura briga entre Yumi e eu.&lt;br /&gt;Passado alguns minutos de discussão sobre onde seria a nossa balada, nada de novo. O mesmo lugar de sempre. Seria interessante sair assim, sem peso nenhum, sem Yumi ou os seus fantasmas.&lt;br /&gt;Ela continuava me olhando, talvez esperando que eu dissesse que não iria, ou que falasse qualquer outra coisa. Fiquei perdida algum tempo olhando-a. Ela também. Senti um forte cutucão vindo do meu lado.&lt;br /&gt;- O que você acha Manu?&lt;br /&gt;- Hm?&lt;br /&gt;- O que você acha?&lt;br /&gt;- Acha do que? - voltei à Déia um pouco encabulada, mesmo sabendo que ela não havia percebido que me desconcentrei por causa de Yumi. Mas Yumi sorriu vendo meu desconcerto, talvez porque percebeu que assim eu estava justamente por sua causa. Até satisfeita. Mas sinceramente eu queria entendê-la, saber o que tanto a impedia de ficar comigo, porque a essa altura ela já sabia. Todos já sabiam. Mas ela sim, pra ela já havia caído a ficha, mesmo antes de eu me convencer de que assim era. Mesmo antes de várias tantas coisas não terem acontecido por questão de pouca coisa. Aquela noite em que dormimos juntas, e no sentindo literal, mas que ficamos tão próximas, também no sentido denotativo, havia mudado algo. Talvez o seu olhar quando o mirava para mim. Talvez seu sorriso que agora era muito mais fácil. Ela sabia que algo tinha. Ela sentia. E eu sentia e sabia que era mútuo. Talvez para mim fosse menos complicado, porque apenas sentia. Yumi por sua vez pensava, pensava até de mais. Pesava muitas coisas, mesmo que a estas não cabiam medidas. Ela namorava, tentava me convencer que era só por isso que ela não me deixava chegar mais perto. Chegar no sentido literal, sem mais delongas.&lt;br /&gt;- De irmos lá pra casa antes da balada.&lt;br /&gt;Concordei com a cabeça ainda sem prestar atenção.&lt;br /&gt;Yumi voltou-se para Paulinho, voltou-se ao seu copo de cerveja, voltou-se ao seu celular que volta e meia piscava dando alerta de nova mensagem, mas sempre no fim voltava-se para mim, quase esperando eu ir falar com ela. Sentia que havia assinado um tal contrato mental com ela. E talvez não fosse interessante ultrapassar as regras que haviam sido impostas. Eu sentia que devia algo para Yumi. Mas não que isto tivesse algum peso de uma dívida. Mas era um peso de compromisso. Podia parecer loucura tudo isso, mas era o que eu sentia, mesmo às vezes não acreditando muito. Me sentia responsável por Yumi. Pela sua felicidade, pela sua saúde, pelo seu sorriso no final da tarde, pelo seu boa noite. E talvez eu não estivesse tão enganada assim porque ela me dava esse espaço. Espaço até de mais. Ficava com medo de infringi-lo e estragar tudo. Não sabia muito bem quais eram meus limites. Mas estava a fim de testá-los, mesmo que isso custasse muito mais do que umas férias na praia.&lt;br /&gt;- O que você está esperando?&lt;br /&gt;- Esperando o que?&lt;br /&gt;- Onde você está?&lt;br /&gt;- Quê?&lt;br /&gt;Bufou. Continuava olhando para Yumi, ela sorriu. Ou continuava sorrindo.&lt;br /&gt;- Esquece - Déia saiu de perto de mim indo em direção à cozinha.&lt;br /&gt;Todos continuavam conversando já planejando como seria a noite. Eu confesso que estava por fora, não sentia aquela excitação de todos. Fui ao banheiro, lavei meu rosto, me olhei firme no espelho tentando fazer aquela nuvenzinha que pairava por cima de mim sair para longe. O que estava me dando afinal?&lt;br /&gt;Quando sai do banheiro dei de cara com Yumi escorada na porta.&lt;br /&gt;- Oi - sorri ainda tomada pelo susto de sua súbita aparição.&lt;br /&gt;- Oi - continuou parada na minha frente.&lt;br /&gt;- Vem sempre aqui? - sorri.&lt;br /&gt;- Se você vier eu venho - sorriu também ainda parada.&lt;br /&gt;- Então vou começar a vir sempre - imitei-a.&lt;br /&gt;Sorrimos juntas.&lt;br /&gt;Fui em sua direção, mais para passar do que para qualquer outra coisa. Ela talvez entendendo errado meu sinal, foi para trás assustada, como se tivesse medo de que eu tentasse beijá-la naquele momento.&lt;br /&gt;- Manu...&lt;br /&gt;- Sim? - falei parecendo (ou tentando) ser displicente.&lt;br /&gt;- Eu queria falar uma coisa com você.&lt;br /&gt;- Pode falar - tentei transparecer calma, apesar do meu coração ter dado um salto ao ouvir estas últimas palavras.&lt;br /&gt;- Aqui não dá.&lt;br /&gt;- Então aonde?&lt;br /&gt;- Vem cá.&lt;br /&gt;A segui. Saímos do apartamento, ninguém nos viu. A segui pelo corredor, encaramos um jogo de escadas, ela abriu uma porta que dava para o terraço.&lt;br /&gt;- Como você sabia da existência daqui? - perguntei surpresa.&lt;br /&gt;- Ah, eu tenho meus contatos - sorriu, indo em direção ao peitoral que dava direto para a imensidão da cidade.&lt;br /&gt;- Bonito aqui né?! - tentei parecer casual.&lt;br /&gt;- Sim - concordou.&lt;br /&gt;- O que queria falar comigo? - falei antes que ficássemos em silêncio.&lt;br /&gt;- Ahm, queria te pedir desculpas – falou pausadamente.&lt;br /&gt;- A gente veio até aqui pra você me pedir desculpas? Estava esperando um pedido de casamento depois de tanto suspense - falei brincando. Ela riu me empurrando gentilmente.&lt;br /&gt;- Como você é besta.&lt;br /&gt;- Ué, to tentando entender por que você está me pedindo desculpas.&lt;br /&gt;- To te pedindo desculpas por essas coisas todas.&lt;br /&gt;- Que coisas todas?&lt;br /&gt;- Todas as coisas.&lt;br /&gt;- Que coisas?&lt;br /&gt;- Essas que tão acontecendo.&lt;br /&gt;- Que coisas que estão acontecendo? Por enquanto não ta acontecendo nada - sorri mais para mim mesma do que pra ela.&lt;br /&gt;- Pois é. Então que seja por isso.&lt;br /&gt;- Isso o que?&lt;br /&gt;- Essas coisas que não estão acontecendo.&lt;br /&gt;- Hm - interroguei-a - o que têm elas?&lt;br /&gt;- Então você sabe do que eu estou falando?&lt;br /&gt;- Claro - respondi tentando entender o porquê daquela conversa.&lt;br /&gt;- Então peço desculpa por essas coisas que não estão acontecendo.&lt;br /&gt;- Não precisa pedir desculpa por nada - falei um pouco mais fria do que gostaria, mas no fundo do jeito que queria.&lt;br /&gt;- Claro que preciso.&lt;br /&gt;- Não precisa mesmo - retruquei ficando com um pouco de raiva daquele acesso de piedade dela para comigo.&lt;br /&gt;- É que eu não entendo o que ta acontecendo.&lt;br /&gt;- Mas a gente não acabou de dizer que não está acontecendo nada?&lt;br /&gt;Ela me lançou um olhar de descrença.&lt;br /&gt;- Olha Yumi, somos bem grandinhas, não precisa me pedir desculpa por nada. Você não me deve absolutamente nada.&lt;br /&gt;- Eu sei.&lt;br /&gt;- Então pra que pedir desculpas?&lt;br /&gt;- É verdade né? Eu que sou uma besta por vir te chamar aqui e tentar entender o que está acontecendo - olhou triste para os pés.&lt;br /&gt;Me senti um pouco deslocada com aquela constatação.&lt;br /&gt;- Não ta acontecendo nada Yumi.&lt;br /&gt;- É por isso que eu to aqui.&lt;br /&gt;- Porque não ta acontecendo nada? - sorri daquele diálogo de loucas.&lt;br /&gt;- Sim e não. Sim porque não está acontecendo nada. E não porque é por não estar acontecendo que eu to te pedindo desculpa.&lt;br /&gt;- Agora eu que te peço desculpas, não to entendendo nada - ri sincera.&lt;br /&gt;- Olha Manu eu devo ta enxergando coisas de mais, é isso. Esquece o que eu falei ta?&lt;br /&gt;- Não, eu to aqui pra tentar entender - permaneci parada.&lt;br /&gt;Ela olhou profundamente para o infinito daqueles prédios que nos rodeavam. Respirou fundo.&lt;br /&gt;- Eu confio em você Manu.&lt;br /&gt;- E isso é um problema? - me escorei ao seu lado.&lt;br /&gt;- Você é minha amiga.&lt;br /&gt;- E?&lt;br /&gt;- E amigas não ficam - soltou.&lt;br /&gt;- Mas a gente não ficou - comecei a ficar nervosa com aquilo tudo.&lt;br /&gt;Ela me olhou ainda escorada.&lt;br /&gt;- E porque a gente não ficou?&lt;br /&gt;- Porque somos amigas?&lt;br /&gt;- Você acredita mesmo que é por causa disso?&lt;br /&gt;- Não, eu acho que é porque você tem namorada e gosta dela - falei olhando para os lados, com medo de que ela percebesse a mentira que neles refletia.&lt;br /&gt;Ela riu.&lt;br /&gt;- É mesmo que você acredita nessa viagem que você está me dizendo?&lt;br /&gt;- Mas você não gosta da sua namorada?&lt;br /&gt;- Claro que gosto.&lt;br /&gt;- Então pra mim basta.&lt;br /&gt;- Pra mim também.&lt;br /&gt;- Então pronto, não tem nada que me pedir desculpas.&lt;br /&gt;- Mas eu me sinto culpada.&lt;br /&gt;- Não se sinta, você não fez nada, aliás a gente nunca fez nada e nunca vai fazer - falei irritada - não tem porque pedir desculpas. Peça desculpas à Jéssica por namorar com ela sem gostar dela.&lt;br /&gt;- Quem disse que eu não gosto dela.&lt;br /&gt;- Olha Yumi, como eu sou sua amiga eu acho que posso te dizer que você só namora com as pessoas porque elas são fáceis. E eu sinceramente não acredito que algo que comece desse jeito possa dar certo.&lt;br /&gt;- Mas quem disse isso?&lt;br /&gt;- Você mesma disse isso.&lt;br /&gt;- Você está louca Manu.&lt;br /&gt;- Não estou, olha o jeito que você trata a Jéssica, por mais que eu não goste dela, eu acho que ela não merecia essa tua falta de interesse por ela.&lt;br /&gt;- Quando que eu não demonstrei interesse por ela?&lt;br /&gt;- Você nunca demonstra.&lt;br /&gt;- Me diz uma vez.&lt;br /&gt;- Todas as vezes que eu to com você eu nunca vejo você tratando ela bem.&lt;br /&gt;- Mas é que... - calou-se.&lt;br /&gt;- Ontem mesmo.&lt;br /&gt;- Pois é, ontem. Era sobre isso que eu queria falar também... - voltou novamente seu olhar para o horizonte.&lt;br /&gt;- Não temos nada para falar sobre ontem Yumi. Aconteceu e não aconteceu. Eu também não estou facilitando.&lt;br /&gt;- Não, eu que estou fazendo tudo errado.&lt;br /&gt;Era a minha deixa para concordar com tudo aquilo e tentar entender o que estava acontecendo. Acompanhei o seu silêncio.&lt;br /&gt;- Eu só queria te pedir desculpas ta Manu?! Será que é tão difícil de aceitar isso?&lt;br /&gt;- Posso aceitar, mas queria entender porque você está me pedindo desculpas.&lt;br /&gt;- Porque eu... - ela olhava agora para os lados, talvez pedindo apoio a um dos tantos edifícios que nos olhavam mudos e cinzas - você não entende.&lt;br /&gt;- Se você me explicasse eu poderia entender.&lt;br /&gt;Ela parecia nervosa, balançava seus dedos freneticamente.&lt;br /&gt;- Yumi, eu to aqui com você, não precisa ficar assim, outra hora a gente conversa, ta legal?&lt;br /&gt;- Ok.&lt;br /&gt;- Não precisa se estressar, eu sei entender quando as coisas não são pra ser.&lt;br /&gt;- Mas não é isso.&lt;br /&gt;- Enquanto você não tem outra explicação melhor pra me dar, ficamos entendidas que é isso sim - sorri tentando parecer amigável. Me aproximei mais dela. Meu braço tocou no seu. Empurrei-a com o ombro, com meu sorriso demonstrando um ato de paz entre nós.&lt;br /&gt;Ela sorriu de volta. Me virei em sua direção, passando minha mão sobre seu rosto. Ela por alguns segundos fechou os olhos, mas logo os tornou atentamente para os meus.&lt;br /&gt;- Você é linda... - falei olhando para seus olhinhos puxados que sorriram ao me ouvir. Passava meus dedos lenta e delicadamente sobre a sua maçã do rosto, descendo em direção aos seus lábios semi-abertos. Revelavam um sorriso.&lt;br /&gt;- Desculpa se eu não soube me conter... - continuei pousando meu indicador sobre sua boca. Olhei-a mais uma vez, agora diretamente para sua boca - mas prometo que isso não vai se repetir.&lt;br /&gt;Sai de perto dela, aquilo era tortura de mais.&lt;br /&gt;Antes de fechar a porta atrás de mim ainda ouvi um resmungo dela de "você não entende". Não tinha nada o que não entender. Era aquilo. Ela tinha as coisas dela, ela tinha a sua namorada, tinha a sua vida, suas facilidades e vantagens ao namorar Jéssica. Tinha feito suas escolhas e dizer que eu "não entendia" era mais fácil. Tudo bem, eu sabia perder, não iria ser aquilo que me faria estragar a noite.&lt;br /&gt;Juntei-me aos solteiros. Eles sim saberiam curtir a vida sem confusão alguma. Sem dramas! Era isso.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8702131228041228341-8241682351788453687?l=ocantodoconto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ocantodoconto.blogspot.com/feeds/8241682351788453687/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8702131228041228341&amp;postID=8241682351788453687&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8702131228041228341/posts/default/8241682351788453687'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8702131228041228341/posts/default/8241682351788453687'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocantodoconto.blogspot.com/2009/08/era-isso.html' title='Era isso'/><author><name>Peka_</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14571398458976932802</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_Agpu0d6_E_E/SGgCHz4ptYI/AAAAAAAAABY/J32kegui2gw/S220/RHU9750.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8702131228041228341.post-1184757861364933361</id><published>2009-08-11T13:52:00.001-03:00</published><updated>2009-08-11T13:53:36.674-03:00</updated><title type='text'>Problemas técnicos</title><content type='html'>Amanhã às 20h as postagens voltam ao normal.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8702131228041228341-1184757861364933361?l=ocantodoconto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ocantodoconto.blogspot.com/feeds/1184757861364933361/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8702131228041228341&amp;postID=1184757861364933361&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8702131228041228341/posts/default/1184757861364933361'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8702131228041228341/posts/default/1184757861364933361'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocantodoconto.blogspot.com/2009/08/problemas-tecnicos.html' title='Problemas técnicos'/><author><name>Peka_</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14571398458976932802</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_Agpu0d6_E_E/SGgCHz4ptYI/AAAAAAAAABY/J32kegui2gw/S220/RHU9750.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8702131228041228341.post-3397981828377540881</id><published>2009-08-09T09:00:00.000-03:00</published><updated>2009-08-09T09:00:03.880-03:00</updated><title type='text'>Feliz dia do desnamoro</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify; font-family: verdana;"&gt;- Como vocês demoraram hein?&lt;br /&gt;- Ah, a gente ainda passou pra buscar as meninas.&lt;br /&gt;Depois de um breve oi para todo mundo, Luiz, Leandro, Paulinho e Maurício já nos esperavam, de um largo sorriso de Marta quando nos viu, enfim sentamos na sala.&lt;br /&gt;Marta nos serviu de uma cerveja argentina muito boa e tão logo começamos a beber e a conversar, meu constrangimento pelo que havia acontecido (ou não acontecido) entre Yumi e eu desaparecera. Paulinho e Leandro estavam estranhos, nunca os vira sendo tão ríspidos um com o outro como daquela maneira. Brigavam por qualquer coisa, pairava um clima muito pesado entre eles. Percebia que Carol com sua enorme simpatia tentava amenizar as coisas, mas seu esforço era praticamente em vão.&lt;br /&gt;Luiz na volta do banheiro sentou-se ao meu lado.&lt;br /&gt;- E aí Manu, quanto tempo que não nos víamos né?!&lt;br /&gt;- É verdade - concordei não sentindo mais tanta felicidade assim.&lt;br /&gt;Como vai a faculdade, o papagaio e as coisas em geral, esse foi o máximo de diálogo entre nós. Novamente Luiz tentava aos pouquinhos inserir o assunto que não havíamos nos conhecido muito bem naquelas férias, que poderíamos nos conhecer agora, que tinha assistido a um filme e lembrado de mim, que achava uma pena nossas férias terem acabado daquela maneira. Fiz um sinal estranho para que Renata me tirasse dali, e ela mais estranhamente ainda, entendeu, me chamando. Fomos para a enorme sacada. Marta morava num apartamento muito grande e bem arrumado. Fiquei pensando se era ali que ela morava com a sua ex-esposa.&lt;br /&gt;- O cara já tava te enchendo o saco é?&lt;br /&gt;- Sim, ele não entende que eu gosto de mulher - sorri olhando para aquela selva de pedras. Parecia que os prédios disputavam entre si quem seria o mais alto e feio. Quase não dava para enxergar o vazio do céu.&lt;br /&gt;Déia se aproximou de nós.&lt;br /&gt;- Sobre o que vocês estão conversando?&lt;br /&gt;- Sobre o que mais seria?, mulheres - respondeu Renata satisfeita.&lt;br /&gt;- Que mulher em específico?&lt;br /&gt;- A Manu nesse primeiro momento - riu olhando para mim.&lt;br /&gt;- Você vai nos contar o que pegou com a Yumi ontem né?! - Déia escorara-se ficando de frente para mim.&lt;br /&gt;- Não aconteceu nada e esse é o problema.&lt;br /&gt;- Você que não sabe chegar em mulher Manu - falou Renata.&lt;br /&gt;- Sei sim! Ela que é muito fresca.&lt;br /&gt;Conteve brevemente sobre a noite, o pouco que tinha pra contar.&lt;br /&gt;- Ela está se fazendo.&lt;br /&gt;- Sim eu sei, mas e aí, o que eu faço?&lt;br /&gt;- Vira a página e passa pra próxima da fila.&lt;br /&gt;Fiz que não com a cabeça.&lt;br /&gt;- Ah Manu, você é muito retrô. Já deu tempo suficiente pra você chorar pela Patrícia, já deu tempo suficiente para você chegar na Yumi, agora game over, começa outro jogo.&lt;br /&gt;- Como se fosse assim.&lt;br /&gt;- É assim sim Manu, você que está complicando coisas de mais. A vida é simples.&lt;br /&gt;- Também acho Manu - Renata também voltou-se para mim - você é jovem, tem muita coisa pra viver além de uma orientalzinha fazida.&lt;br /&gt;Sorri.&lt;br /&gt;- É Manu, vamo sair hoje?!&lt;br /&gt;- Sair pra onde?&lt;br /&gt;- Pode ser pra qualquer lugar, desde que você não leve a Yumi consigo.&lt;br /&gt;- Nem em pensamento - completou Renata.&lt;br /&gt;Sorri para as duas. Talvez fosse o melhor a fazer. Yumi não queria nada, sabe-se-lá por que. Talvez porque estivesse namorando, talvez porque não gostava de mim, talvez por tudo isso e mais. Então chega desse assunto, pensei anotando mentalmente. Que fosse feliz de outras maneiras.&lt;br /&gt;Paulinho juntou-se a nós cabisbaixo.&lt;br /&gt;- Que foi meu lindo?&lt;br /&gt;- Ah, homens.&lt;br /&gt;Rimos as três.&lt;br /&gt;- Cansei de homens, de verdade!&lt;br /&gt;- O que aconteceu? - perguntei tentando conter meu riso.&lt;br /&gt;- O Leandro é um animal insensível.&lt;br /&gt;- E nós aqui reclamando que mulheres são sensíveis até de mais - falou Déia abraçando-o.&lt;br /&gt;- Mas cadê ele?&lt;br /&gt;- Eu terminei com ele.&lt;br /&gt;- Como assim?&lt;br /&gt;- Ah, cansei desse cara. Ele é grosso de mais, ele me ignora na frente dos outros, me trata mal, não me dá atenção, é um ogro.&lt;br /&gt;Maurício também juntou-se a nós.&lt;br /&gt;- Ele já foi - olhou-o ternamente.&lt;br /&gt;- Que bom, espero nunca mais ver aquele miserável!&lt;br /&gt;Paulinho parecia estar mais brabo do que triste. Mais irritado do que sentido pelo término do seu namoro.&lt;br /&gt;- Sabe Paulinho, a gente mesmo tava planejando uma noite dos solteiros, pra curtir a vida mesmo, vem com a gente?&lt;br /&gt;- Aonde que vocês pensam em ir suas loucas? - falou com os olhos vermelhos, como se estivesse prestes a chorar.&lt;br /&gt;- Em qualquer lugar que casados não entrem - sorriu amigavelmente.&lt;br /&gt;- A situação ta feia hein? - Maurício escorou-se ao lado de Renata.&lt;br /&gt;- Feia não, isso sim que é bom! - falou Déia erguendo seu copo de cerveja para que pudéssemos brindar.&lt;br /&gt;- Um brinde aos solteiros!&lt;br /&gt;Todos fizeram um mesmo movimento em direção ao céu. Que brindássemos então aos solteiros, à falta de compromisso com os outros, a uma nova vida, mais uma vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8702131228041228341-3397981828377540881?l=ocantodoconto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ocantodoconto.blogspot.com/feeds/3397981828377540881/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8702131228041228341&amp;postID=3397981828377540881&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8702131228041228341/posts/default/3397981828377540881'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8702131228041228341/posts/default/3397981828377540881'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocantodoconto.blogspot.com/2009/08/feliz-dia-do-desnamoro.html' title='Feliz dia do desnamoro'/><author><name>Peka_</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14571398458976932802</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_Agpu0d6_E_E/SGgCHz4ptYI/AAAAAAAAABY/J32kegui2gw/S220/RHU9750.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8702131228041228341.post-7287387256462469178</id><published>2009-08-08T09:00:00.000-03:00</published><updated>2009-08-08T09:00:02.314-03:00</updated><title type='text'>Pizza</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify; font-family: verdana;"&gt;- A Marta nos chamou pra almoçar na casa dela, a Carol me ligou antes... - ela falava olhando para o guarda-roupas.&lt;br /&gt;- Eu acho que vou pra casa - eu olhava para ela.&lt;br /&gt;- Não... Quer dizer, a Carol queria que todos estivessem juntos.&lt;br /&gt;- Quem mais vai?&lt;br /&gt;- Ah, não sei. O Luiz, os meninos, ela disse pra você chamar a Déia e a Renata também - fora para frente do guarda-roupas abrindo as portas em busca de alguma coisa com os olhos.&lt;br /&gt;- Não sei, estou meio cansada, tenho umas coisas pra fazer ainda, semana que vem tenho que entregar um relatório ainda.&lt;br /&gt;Preferia que não tivesse sonhado nada.&lt;br /&gt;- Bom, você quem sabe... Acho que ela ficaria feliz se você fosse ela parecia bem animada.&lt;br /&gt;- Se todo mundo vai eu não vou fazer falta - sorri sem graça.&lt;br /&gt;- Claro que vai - disse muito rápido, talvez mais rápido do que pode refletir.&lt;br /&gt;Sentei na cama ainda com os olhos sobre ela. Queria dizer alguma coisa, nem que fosse desculpa. Mas seria um pedido de desculpas pelo que? Ela que deveria me explicar alguma coisa, não eu.&lt;br /&gt;- Vai você lá, eu sinceramente prefiro ir pra casa.&lt;br /&gt;- Por quê? - não olhava pra mim.&lt;br /&gt;- Porque tenho outras coisas pra fazer.&lt;br /&gt;- Que coisas?&lt;br /&gt;- Estudar.&lt;br /&gt;- Até parece...&lt;br /&gt;- Olha pra mim - falei segurando sua mão.&lt;br /&gt;- To olhando - virou-se.&lt;br /&gt;- Nós somos amigas.&lt;br /&gt;- Eu sei.&lt;br /&gt;Concordei com a cabeça.&lt;br /&gt;- Vô pra casa.&lt;br /&gt;Me levantei.&lt;br /&gt;- Por favor, vai lá com a gente.&lt;br /&gt;- Pra que?&lt;br /&gt;- Porque elas são tuas amigas, a Carol ta toda animada, só Deus sabe o quanto ela sofreu por causa da Maria. Acho que é importante a gente dar apoio a ela.&lt;br /&gt;Seu celular tocou. Rapidamente ela atendeu.&lt;br /&gt;- Que bom que você ligou a Manu não ta querendo ir, diz que vai estudar, vê se pode. Sim eu sei, peraí - virou-se para mim - ela quer falar com você - me entregou seu celular.&lt;br /&gt;- Oi.&lt;br /&gt;- Cara, claro que você vem almoçar com a gente, Marta me ensinou a fazer pizza.&lt;br /&gt;Pouts, pizza de novo não, pensei cansada.&lt;br /&gt;- Ah que legal Carol.&lt;br /&gt;- Sim é muito legal, eu que fiz, queria que vocês experimentassem.&lt;br /&gt;- É que to um pouco cansada, sério... Acho que é tpm - inventei.&lt;br /&gt;- Ah pára Manu, que frescura é essa? É por causa da Marta né?&lt;br /&gt;- O que? Não! - ri.&lt;br /&gt;- Ah, pode parar, é por causa dela né? Você queria ter ficado com ela e eu fiquei, e eu que te apresentei né?! Sacanagem minha, poxa Manu desculpa.&lt;br /&gt;- Não fala besteira - interrompi.&lt;br /&gt;- Tem certeza?&lt;br /&gt;- Claro que não é por causa da Marta – sorri de sua ingenuidade.&lt;br /&gt;- Então é por causa de quem?&lt;br /&gt;- Quem disse que era por causa de alguém que eu não vou? - nesse momento Yumi virou-se novamente para mim, mas disfarçou indo pegar um casaco sobre a cadeira em frente ao computador.&lt;br /&gt;- Então é por causa do que?&lt;br /&gt;- Porque tenho que estudar.&lt;br /&gt;- Ai que mania que vocês têm de estudar quando começa a faculdade, é só um almoço tá? Não vamos ficar até amanhã aqui, é só almoçar daí eu mesma te levo em casa, fechado?&lt;br /&gt;- Fechado - não resistia à simpatia de Carol.&lt;br /&gt;- Chama as meninas também, beijos.&lt;br /&gt;- Tchau - falei ficando um pouco mais animada, mas não o suficiente para deixar de me sentir extremamente constrangida por aquela situação. Há poucos minutos atrás tudo aquilo estava acontecendo com Yumi e agora parecia que nada havia acontecido. Aquilo me irritava, me lembrava nos tempos em que Patrícia e eu queríamos ficar a sós e não conseguíamos por que sempre havia alguém para nos atrapalhar. Me irritava tantas coisas para acontecer mas que nunca chegavam de fato a existir. Me irritava mais ainda a displicência de Yumi que fazia de conta que realmente tudo era só coisa da minha cabeça. Como se eu fosse uma qualquer.&lt;br /&gt;- Então você vai?&lt;br /&gt;- Vou né, fazer o que?&lt;br /&gt;Entramos no carro em silêncio indo em direção ao apartamento das meninas. Elas já nos esperavam na frente, Déia muito animada como sempre, Renata com cara de sono. O restante do caminho foi em silêncio, tirando alguns comentários de Déia sobre as roupas das pessoas pela rua, de como o dia estava agradável, de como o mundo era bonito.&lt;br /&gt;- O que você fez ontem Déia?&lt;br /&gt;- Por quê?&lt;br /&gt;- Porque você ta toda feliz?!&lt;br /&gt;- Minha noite foi maravilhosa!&lt;br /&gt;- Conta.&lt;br /&gt;- Ah...&lt;br /&gt;Renata fez um muxoxo.&lt;br /&gt;- Ela se encontrou com a Micheli.&lt;br /&gt;- Aff... Só o que me faltava vocês começarem a namorar agora.&lt;br /&gt;Ela ficou em silêncio.&lt;br /&gt;- Não acredito que vocês estão namorando!&lt;br /&gt;Renata e Déia riram juntas.&lt;br /&gt;- Sério?&lt;br /&gt;- Claro que não! - falou me deixando aliviada.&lt;br /&gt;- Ah, já pensei que havia perdido mais uma amiga para o namoro.&lt;br /&gt;- Jamais.&lt;br /&gt;- E porque você ta assim radiante?&lt;br /&gt;- Porque a gente conversou sobre isso, e eu deixei bem claro que a gente não está e nem estará juntas.&lt;br /&gt;- Nossa!&lt;br /&gt;- E ela concordou feliz, porque achava que eu pensava que a gente tava namorando.&lt;br /&gt;- Que confusão.&lt;br /&gt;- Confusão não, tudo fica mais fácil quando a gente conversa. Ainda mais quando se tem duas meninas - sorria de orelha a orelha.&lt;br /&gt;- Fico feliz por você.&lt;br /&gt;- E vocês o que fizeram ontem?&lt;br /&gt;Instintivamente Yumi e eu nos olhamos demoradamente. Déia nos olhou quieta. Renata cochilava no banco de trás. Permaneceu tudo como antes, no mais absoluto silêncio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8702131228041228341-7287387256462469178?l=ocantodoconto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ocantodoconto.blogspot.com/feeds/7287387256462469178/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8702131228041228341&amp;postID=7287387256462469178&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8702131228041228341/posts/default/7287387256462469178'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8702131228041228341/posts/default/7287387256462469178'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocantodoconto.blogspot.com/2009/08/pizza.html' title='Pizza'/><author><name>Peka_</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14571398458976932802</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_Agpu0d6_E_E/SGgCHz4ptYI/AAAAAAAAABY/J32kegui2gw/S220/RHU9750.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8702131228041228341.post-1255245307775340307</id><published>2009-08-07T09:00:00.003-03:00</published><updated>2009-08-07T09:00:04.058-03:00</updated><title type='text'>Sonhos</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify; font-family: verdana;"&gt;Acordei no meio da noite com frio. Havíamos dormido daquele jeito, deitadas de barriga pra cima. Olhei para o lado e lá estava Yumi. Ali na verdade. Parecia que mesmo dormindo em sua boca ainda havia vestígios de sorriso. Parecia que ela continuava com aquele ar enigmático me convidando. Com delicadeza consegui puxar o colcha onde estávamos deitadas em cima para nos cobrir. Ela se mexeu um pouco, meio que protelando por quase acordá-la. Quando passei a colcha por cima de nós ela se encolheu um pouco, aproximando todo seu corpo contra o meu. Colocou sua cabeça um pouco abaixo da minha, encaixando-se entre meu peito e meu pescoço, passando seu braço por cima de mim me abraçando. Ou eu estava sonhando ou ela também não estava dormindo. Pousei o meu braço sobre ela na expectativa de a qualquer momento abortar. Mas ela só fez aproximar-se mais ainda de mim. Era mais fácil voltar a dormir assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Que horas é pra ir? Sei... - riu - Não eu não sei. Tudo bem, marcado então. Certo. Doze? Mas que horas é? Ok, então estaremos aí.&lt;br /&gt;Era a voz de Yumi muito perto de mim. Ainda estava com os olhos fechados. Talvez aquilo fosse mesmo um sonho. Havia imaginado enquanto dormia que estava deitada junto dela, abraçada, na mesma cama aquela.&lt;br /&gt;Permaneci de olhos fechados, esperando a qualquer momento que abortassem meu sonho, que acordaria sozinha numa cama qualquer. Sentia seu corpo quente encostado no meu. Meus olhos estavam fechados, mas ainda sentia seu cheiro, seu calor, sua vida ao meu lado. Meu braço ainda estava sobre ela, e ele ainda assim permaneceu quando Yumi se mexeu encaixando-se mais em mim. Talvez estivesse mesmo sonhando. Talvez estivesse mesmo imaginando coisas de mais. Mas se fosse sonho não haveria problema algum em eu encenar e ensaiar as tantas coisas que desejava  fazer com Yumi. Pois se estivesse sonhando, que fosse o sonho mais belo, para que quando acordasse não restassem dúvidas de que aquilo era de fato um sonho. O melhor sonho.&lt;br /&gt;Abaixei minha cabeça sentindo seu rosto mais próximo do meu. Parei ainda de olhos fechados. Aguardando. Tudo permaneceu igual. Continuei. Com meu braço busquei-a mais para perto de mim. Com o seu braço senti seu abraço apertado, escorregando por minhas costas até chegar a minha cintura. Sua perna ficou sobre a minha. Meu rosto ficou mais próximo do seu. Seu rosto subiu na altura para que nossas bocas pudessem se olhar. Mas eu continuava de olhos fechados, com medo de abri-los e acordar, dando fim aquele sonho. Sentia a sua respiração acelerar junto com a minha. Senti que meu corpo não aguentaria ficar por muito mais tempo de olhos fechados. Sua mão escorreu por baixo da minha blusa chegando a minha pele. Minha mão subiu até chegar à sua nuca, sentindo por entre meus dedos seus fios de cabelos. Nossos narizes se encostaram. Estava com medo de abrir meus olhos e acordar daquele sonho.&lt;br /&gt;- Manu...&lt;br /&gt;Aproximei minha boca da sua, não era a hora certa de acordar. Sua respiração encontrava minha boca, que queria a todo o custo encontrar a sua boca. Sua mão ainda por baixo da minha blusa me puxou forte contra si. Porém seu rosto se distanciou de mim.&lt;br /&gt;- Manu, eu não posso.&lt;br /&gt;Abri os olhos, o sonho acabara.&lt;br /&gt;Ela ainda permanecia na minha frente, sua mão continuava embaixo da minha blusa, sua boca ainda estava olhando para a minha. Consenti com os olhos, ela não podia, mas fazia de tudo para parecer que sim, que estava ali, que aquilo era mais que um sonho. Então pra que insistir em fazê-lo existir, mas não acontecer?&lt;br /&gt;Encostou sua testa na minha, me olhando nos olhos. O que outrora era enigmático se tornara claro. Mas na verdade deixava-se entender até um certo ponto, o ponto mais preciso, porém o resto ainda estava obscuro. Ela deixou tudo acontecer até este ponto, o resto só descobrindo.&lt;br /&gt;Fez um gesto negativo com a cabeça, e murmurou algo como desculpa. Demorou ainda um tempo até tirar todo seu corpo que estava colado no meu de mim. Antes de levantar da cama ainda me lançou novamente aquele olhar que deixava transparecer poucas coisas ou quase nada.&lt;br /&gt;Eu permaneci na cama ainda tentando entender estas tais poucas coisas que podia compreender. Olhava para todos os lados entanto encontrar alguma coisa, qualquer coisa que fizesse eu ter acordado daquele sonho em outro lugar, não ali, não ao seu lado. Antes fosse outra coisa. Mas ainda continuava na cama de Yumi, porém naquele momento completamente sozinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8702131228041228341-1255245307775340307?l=ocantodoconto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ocantodoconto.blogspot.com/feeds/1255245307775340307/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8702131228041228341&amp;postID=1255245307775340307&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8702131228041228341/posts/default/1255245307775340307'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8702131228041228341/posts/default/1255245307775340307'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocantodoconto.blogspot.com/2009/08/sonhos.html' title='Sonhos'/><author><name>Peka_</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14571398458976932802</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_Agpu0d6_E_E/SGgCHz4ptYI/AAAAAAAAABY/J32kegui2gw/S220/RHU9750.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8702131228041228341.post-7892490870064086745</id><published>2009-08-06T09:00:00.000-03:00</published><updated>2009-08-06T09:00:04.434-03:00</updated><title type='text'>Se</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify; font-family: verdana;"&gt;Estávamos deitadas de barriga pra cima. Já era setembro, algumas provas em vista e uma bela tarde de sol. Um sábado. Uma pizza requentada. Uma cama. Nós duas.&lt;br /&gt;- O que a gente vai fazer hoje?&lt;br /&gt;- Não sei, o que você quer fazer?&lt;br /&gt;- Nada, é bom ficar assim deitada depois de comer.&lt;br /&gt;- Você é uma bela de uma velha que só pensar em dormir.&lt;br /&gt;- Tem coisa melhor pra se fazer?&lt;br /&gt;- E a Jéssica?&lt;br /&gt;- O que tem ela?&lt;br /&gt;- Ela não vem?&lt;br /&gt;- Nesse final de semana não.&lt;br /&gt;- Por quê?&lt;br /&gt;- Porque eu precisava estudar, tenho um trabalho super gigante pra fazer.&lt;br /&gt;- E porque você não está fazendo?&lt;br /&gt;- Porque eu to aqui com você - sorriu. Senti com o canto do olho que ela olhava para cima curtindo aquele momento.&lt;br /&gt;- Mas a gente não ta fazendo nada.&lt;br /&gt;- Eu sei. E por isso que é bom!&lt;br /&gt;Escorei minha cabeça com a mão deitando-me de lado ficando de frente para ela.&lt;br /&gt;Deixei escapar um olhar de relance sobre seu corpo tão perto de mim. Agora ela sorria mais, talvez por sentir todo meu olhar sobre ela. Talvez até satisfeita.&lt;br /&gt;- E a Marta?&lt;br /&gt;- Pois é, perdi.&lt;br /&gt;- Perdeu mesmo um mulherão!&lt;br /&gt;- Engraçado que você não parecia querer que eu ficasse com ela, nem ontem, nem nas outras vezes.&lt;br /&gt;- Eu não tenho nada o que querer ou não querer.&lt;br /&gt;- Não tem.&lt;br /&gt;- Não tenho.&lt;br /&gt;- Mas fala.&lt;br /&gt;Ela tentou esconder seu sorriso virando-se para mim.&lt;br /&gt;- Não posso falar?&lt;br /&gt;- Pode.&lt;br /&gt;- Hmm - continuava sorrindo. Cada vez que sorria, ou se mexia, encostava-se em mim, até assim permanecer - bom saber.&lt;br /&gt;Eu sorri de volta. Permanecemos assim sem falar absolutamente nada, apenas sorrindo. Olho no olho. Não havíamos mais tocado no assunto do nosso quase-beijo. Em nenhum dos tantos que não aconteceram pra falar a verdade. Talvez por nunca terem saído do projeto. Mas eu havia tentado ao menos uma vez fazer daquele quase beijo algo real. E era como se nada tivesse feito, afinal continuava no zero a zero.&lt;br /&gt;- Mas a Carol ta se dando bem agora, fico feliz por ela.&lt;br /&gt;- Eu também fico.&lt;br /&gt;- Você acha que elas não voltam?&lt;br /&gt;- Não sei, mas tomara que não né? - olhava de vez em quando nos meus olhos, de vez em quando pra minha boca. Começava a ficar nervosa com aquela situação.&lt;br /&gt;- Por quê? - não conseguia conter aquele sorriso no canto da boca.&lt;br /&gt;- Porque eu quero que a minha amiga seja feliz.&lt;br /&gt;- Mas a Má não é tua amiga também?&lt;br /&gt;- Sim, quero que as duas sejam felizes.&lt;br /&gt;- Mas você acha que elas separadas serão mais felizes do que juntas?&lt;br /&gt;- Tenho certeza absoluta. Sabe fico pensando - agora fora a sua vez de virar-se para mim por completo - às vezes fico viajando...&lt;br /&gt;- Sobre?&lt;br /&gt;- Ah, às vezes penso que tem certas pessoas que não nasceram pra ficar juntas?&lt;br /&gt;- Você acredita no destino? - ri.&lt;br /&gt;- Não besta, não to falando disso. To falando de coisas além de qualquer história que inventem pra dar desculpas sobre amores que não dão certo. To falando que existem pessoas que se dão tão bem como amigas que se um dia virarem namoradas é provável que não dêem certo.&lt;br /&gt;Tentei fazer de conta que aquilo não poderia ser uma indireta.&lt;br /&gt;- Mas elas eram amigas antes?&lt;br /&gt;- Até onde eu sei mais ou menos.&lt;br /&gt;Ri de sua incerteza.&lt;br /&gt;- Mas sei lá. Às vezes a gente confunde amor com amizade, o fato de você se dar super bem com uma pessoa, ter várias coisas em comum, às vezes mais até do que você esperava quando conhece a pessoa, e por isso acha que pode namorar. Aliás, pode não, deve.&lt;br /&gt;- Interessante essa tua teoria, é isso que você aprende na escolinha?&lt;br /&gt;- Não - riu me empurrando - não é isso que eu aprendo na escolinha, é isso que eu vejo acontecer.&lt;br /&gt;- Hmm.&lt;br /&gt;Ela revirou os olhos.&lt;br /&gt;- Eu já encontrei uma pessoa que parecia ter saído da mesma forma que eu, gostávamos das mesmas músicas, lugares, cores, roupas, livros, textos, momentos, tudo era compartilhado e mútuo.&lt;br /&gt;- E aí?&lt;br /&gt;- E aí que não deu certo, obviamente.&lt;br /&gt;- A é? Mas justamente por ter tantas coisas em comum é mais fácil de lidar com a pessoa, não?&lt;br /&gt;- Não, eu gosto quando as pessoas são diferentes de mim.&lt;br /&gt;- É, eu também gosto.&lt;br /&gt;- Pois então, como você pode namorar alguém tão parecido com você? Você nunca vai ter uma surpresa, porque tudo que vocês fazem já é premeditado, pois vocês compartilham os mesmos gostos.&lt;br /&gt;- Continuo achando interessante - sorri.&lt;br /&gt;- É interessante sim - sorriu de volta.&lt;br /&gt;Trocamos um longo olhar sem dizer nada. Seus olhos fecharam e abriram com calma, muito devagar, como se soubesse que eu os cuidava com toda atenção.&lt;br /&gt;- Sabe, eu prezo muito meus amigos.&lt;br /&gt;- Eu continuo concordando - sorri tentando novamente não encarar aquilo como indireta.&lt;br /&gt;- Você não acha que pode estragar uma amizade ficando com uma amiga?&lt;br /&gt;- Acho que vai depender do que você sente e do que ela sente. Do valor que você dá pra amizade e da maneira como você vê ficar com a pessoa.&lt;br /&gt;Sorriu concordando com a cabeça.&lt;br /&gt;- Mas você já ficou com suas amigas né?!&lt;br /&gt;- Já.&lt;br /&gt;- E nunca estragou a amizade?&lt;br /&gt;- Até onde eu sei não.&lt;br /&gt;- Você já ficou com a Déia né?!&lt;br /&gt;- Como você sabe disso?&lt;br /&gt;- Os boatos rolam por aí. Mas vocês continuam amigas né?!&lt;br /&gt;- Sim, muito amigas. O fato de eu ter ficado com ela parece que passou batido na nossa amizade, e é disso que eu falo. Depende da maneira como você vê essa amiga, e a amizade.&lt;br /&gt;- Mas com a Renata também foi assim?&lt;br /&gt;- Não sei, com a Renata por incrível que pareça as coisas são mais complicadas.&lt;br /&gt;- Pois é, esse sempre foi meu medo de ficar com alguma amiga minha.&lt;br /&gt;Esperei que dessa vez isso fosse uma indireta.&lt;br /&gt;Ela se calou me olhando e com aquele sorrisinho quase imperceptível. Me deu vontade de lhe dar um beijo e tocar um dane-se pra tudo. Dessa vez eu ia ficar em silêncio para ver até aonde seu olhar e aquele sorriso iriam.&lt;br /&gt;Ela por sua vez pareceu ter a mesma ideia que eu. Ficamos assim um longo período em silêncio apenas nos olhando nos olhos. E era difícil mantê-los parados, fixos numa única posição. Queria olhar para ela toda, sua boca, seu sorriso. Mas sentia com os olhos seu sorriso. Sentia na minha perna a sua encostando em mim. Ela olhou para o lado, ainda com seu rosto virado pra mim. Depois calmamente voltou-se de barriga para cima. Sempre acompanhada daquele sorriso. Pousou suas mãos por cima de sua barriga e assim ficou.&lt;br /&gt;Continuei olhando-a, agora vencida pela sua beleza, pela sua boca, pelo seu corpo.&lt;br /&gt;Ela sabia que eu estava assim, olhando-a mesmo. E ela continuava sorrindo, sem falar nada, apenas sorrindo. Um sorriso diferente de todos os sorrisos que eu já vira. Era um sorriso que eu conseguia sentir o gosto. Do que exatamente eu não sei, mas sentia. E ao mesmo tempo que ele me dizia tantas coisas, ele era enigmático. Como se estivesse a minha espera para desvendá-lo. Me convidando, me provocando.&lt;br /&gt;Foi a minha vez de novamente me deitar de barriga pra cima. Inevitavelmente nossas pernas se tocaram, e assim permaneceram. Eu não conseguia esconder aquilo tudo que eu estava sentindo apenas pelo seu sorriso. Nunca tinha imaginado que o seu silêncio pudesse me fazer tão bem. E aquele sorrisinho no canto da boca.&lt;br /&gt;Quando me dei conta eu estava sorrindo ainda, com muito menos timidez que outrora, chegava até a mostrar os dentes. Senti com o olho que ela virara para mim. Olhei para ela na hora em que abrira a boca para falar alguma coisa. Mas parou, com a boca semi-aberta. Olhou profundamente para minha boca. Sorriu. Olhou pra meus olhos. Continuou a sorrir. Para a minha boca. Eu sorri. Para os seus olhos.&lt;br /&gt;Assim ficamos pelo resto da noite. Naquele momento percebi que nada além de olhos e sorrisos importava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8702131228041228341-7892490870064086745?l=ocantodoconto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ocantodoconto.blogspot.com/feeds/7892490870064086745/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8702131228041228341&amp;postID=7892490870064086745&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8702131228041228341/posts/default/7892490870064086745'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8702131228041228341/posts/default/7892490870064086745'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocantodoconto.blogspot.com/2009/08/se.html' title='Se'/><author><name>Peka_</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14571398458976932802</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_Agpu0d6_E_E/SGgCHz4ptYI/AAAAAAAAABY/J32kegui2gw/S220/RHU9750.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8702131228041228341.post-3398609301963567323</id><published>2009-08-05T09:00:00.002-03:00</published><updated>2009-08-05T09:00:03.697-03:00</updated><title type='text'>Primeira ida</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;- Ta pronta?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;- To e você?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;- Também.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;- Então vamos?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;- Sim.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;- Você ta nervosa?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;- Não e você?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;- Também não.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;- Então vamos?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;- Sim, vamos – me estendeu a mão.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;- Vamos – lhe retribui com um sorriso.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Entramos naquele lugar tão esperado e desconhecido. Tinha muitas gentes e por incrível que pareça, várias pessoas com seus respectivos namorados e namoradas. Sorri satisfeita, aí sim.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Encontramos com o André e o Beto.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;- Vocês demoraram hein?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;- Você não sabe a mão que a gente fez pra chegar aqui.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;- Não entendo porque vocês não vieram comigo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;- Porque a gente ainda tem aula.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;- Esqueci que vocês ainda são crianças.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;- Oi Beto, tudo bem com você?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;- Tudo ótimo, vocês estão lindas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Papo vai papo vem encontraram um amigo deles, desapareceram nos deixando sozinhas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;- E aí meu amor – falei dando-lhe um beijo – o que você está achando?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;- Muito legal – seus olhos brilhavam. Fiquei feliz de vê-la assim. Enfim poderíamos nos beijar a vontade naquela festa. Nossa primeira balada GLS. Ainda era estranho ver todo mundo sendo autêntico, podendo demonstrar o seu afeto sem medo de punição. Era gostosa aquela sensação de apenas segurar a sua mão sem olhares. Aqueles olhares que matavam, que castigavam mesmo sem culpa. E as vozes. Os resmungos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Mas ao mesmo tempo que era boa aquela sensação de liberdade, tanta liberdade dava medo. Ainda sentia culpa. Ainda sentia o peso daquela situação.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;- Eu te amo – fui surpreendida. Ela me olhava nos olhos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;- Eu também – sorri apaixonada.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Mas culpa por quê? Eu não estava fazendo nada de errado. Não estávamos, estávamos?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;- O que foi meu amor?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;- Nada.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;- Fala, eu te conheço.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;- Só tenho pensado numas coisas ultimamente.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;- No que, posso saber?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;- Ahm, me sinto mal por ter que fazer tudo escondido com você.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;- Mas hoje você não precisa se esconder.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;- Mas pra estar aqui hoje estamos nos escondendo, não?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;- Sim.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;- Estamos supostamente na festa do pijama de uma colega nossa que nem existe, assim como às vezes o nosso relacionamento parece não existir.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;- Como parece não existir?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;- Quem mais além de nós duas sabe do nós, de tudo que eu sinto por você. Que eu te amo, que eu só penso em você, que você é a menina mais linda do mundo. Que eu sou a menina mais sortuda e a mais feliz com você? Quem mais além de nós duas sabe que você é o amor da minha vida, que a gente está juntas há tanto tempo, que eu te amo desde a primeira vez que...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Colocou seu dedo delicadamente sobre meus lábios me fazendo parar de falar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;- Quem mais além de nós duas pra sentir tudo isso que a gente tem?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8702131228041228341-3398609301963567323?l=ocantodoconto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ocantodoconto.blogspot.com/feeds/3398609301963567323/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8702131228041228341&amp;postID=3398609301963567323&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8702131228041228341/posts/default/3398609301963567323'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8702131228041228341/posts/default/3398609301963567323'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocantodoconto.blogspot.com/2009/08/primeira-ida_05.html' title='Primeira ida'/><author><name>Peka_</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14571398458976932802</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_Agpu0d6_E_E/SGgCHz4ptYI/AAAAAAAAABY/J32kegui2gw/S220/RHU9750.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8702131228041228341.post-3774789951663290276</id><published>2009-08-04T09:00:00.001-03:00</published><updated>2009-08-04T09:00:07.182-03:00</updated><title type='text'>Reflexos</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify; font-family: verdana;"&gt;Já estava meio desiludida daquela festa que não acabava. Marta e Carol continuavam conversando muito, suspeitei que estivessem perto de mais pra quem estava apenas trocando algumas ideias. Provavelmente elas haviam ficado. Eu não culpava Carol, ela tinha seus motivos. Na verdade ela tinha todos os motivos pra isso, idiota era a Maria, sempre com sua incansável chatice. Ela que ficaria sozinha no fim. Solteira com gatos, mil gatos, no zero a zero até o fim do jogo.&lt;br /&gt;Fui ao banheiro. Me olhei profundamente no espelho. Quem eu via? Alguém sozinha, e nem ao menos gatos eu tinha. Apenas histórias pra contar. E nem gatos eu tinha pra contar. Nem histórias, apenas roteiros não produzidos. Nenhuma história até o fim. Aquele fim esperado. Apenas projetos guardados dentro daquela gaveta de cabeceira, junto com um monte de lixo, aquelas coisas que nunca sairiam dali. Apenas eu aqui e lá. Só eu. E os lixos. Os tais roteiros. A trajetória que eu vi de longe, que nunca fez parte de mim.&lt;br /&gt;E a Patrícia? Onde será que ela tava agora? De certo mais do que onde, ela estava como. Como sempre sonhou. Viajando, aprendendo, e de certo com o coração bem ocupado da Rafaela. Do amor. E o meu amor, onde tava? Vazio, perdido em qualquer canto daquele lugar sujo, cheio de gente, de barulho, do instantâneo e do solúvel. E eu?&lt;br /&gt;Sozinha. Sem ela, sem o nós, sem ninguém. Todas as vezes que tive, desfiz. E depois de tanto desfazer ou não deixar que o fizessem nada, lá estava eu. Sozinha. Apenas num reflexo solitário. Sozinha não. Na verdade eu e minha decepção. Não. Eu, minha decepção, meu não estar e meu mal estar.&lt;br /&gt;É, no fim eu não estava sozinha, estava com todas as minhas coisas. Eu e meu reflexo. Os reflexos das minhas coisas. Eu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8702131228041228341-3774789951663290276?l=ocantodoconto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ocantodoconto.blogspot.com/feeds/3774789951663290276/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8702131228041228341&amp;postID=3774789951663290276&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8702131228041228341/posts/default/3774789951663290276'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8702131228041228341/posts/default/3774789951663290276'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocantodoconto.blogspot.com/2009/08/reflexos.html' title='Reflexos'/><author><name>Peka_</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14571398458976932802</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_Agpu0d6_E_E/SGgCHz4ptYI/AAAAAAAAABY/J32kegui2gw/S220/RHU9750.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8702131228041228341.post-3593369833608036764</id><published>2009-08-03T09:00:00.001-03:00</published><updated>2009-08-03T09:00:08.601-03:00</updated><title type='text'>Dois lados</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify; font-family: verdana;"&gt;Avistei a menina-bonita-da-praia. Yumi negara meu beijo, não tinha nada a perder - iria falar com a menina, o que mais poderia acontecer, ela me negar um beijo também? Não havia morrido pelo primeiro beijo negado da noite, não morreria se assim tivesse o segundo.&lt;br /&gt;Caminhei decidida em sua direção. Ou caminhei como pude, pois havia tantas pessoas por metro quadrados que mal conseguia sair do lugar, quando cheguei à posição em que ela estava, novamente havia perdido ela de vista. Sorri para mim mesma desiludida, esta noite não era pra mim.&lt;br /&gt;Voltei à mesa com as meninas, Jéssica e Yumi já não estavam mais. Carol e Marta travavam uma conversa engraçada, as duas gesticulavam muito, Carol por certo já estava bêbada de mais, talvez triste pelo término de seu namoro. Marta assumira um tom maternal novamente, parecia que aos poucos conseguia acalmá-la.&lt;br /&gt;Não estava muito disposta a ficar ali servindo de ombro amigo, afinal eu é que precisava de um. Então que eu achasse algum ombro para chorar, pensei triste. Fui novamente em direção ao bar, porque afinal de contas todas as vezes que foram buscar alguma bebida haviam se esquecido de me dar alguma.&lt;br /&gt;Dei de cara com Déia e Renata, ambas muito bêbadas. Déia sorriu, vindo em minha direção com os braços abertos.&lt;br /&gt;- Oi meu amor - segurou-se firme em mim - onde você estava?&lt;br /&gt;- Levando um fora da Yumi - falei no tom exato para que Renata pudesse ouvir também. Cada uma ficou de um lado meu.&lt;br /&gt;- Duvido que aquela japa idiota tenha te dado um fora - falou Renata se aproximando mais de mim.&lt;br /&gt;- Pois eu também duvido - Déia a imitara. As duas estavam praticamente se beijando, ou me beijando, não fazia diferença.&lt;br /&gt;- Vocês estão bêbadas - sorri - e eu não, então me deixem comprar alguma coisa pra ficar no mesmo nível de sanidade de vocês.&lt;br /&gt;Tentei passar minha cabeça por baixo do braço das duas, porém elas me impediram.&lt;br /&gt;- Sabe Manu... - iniciou Renata.&lt;br /&gt;- a gente tava pensando numa coisa - continuou Déia.&lt;br /&gt;- Lá vem - suspirei suspeitando.&lt;br /&gt;- Você ta solteira, eu também.&lt;br /&gt;- E eu também - completou Renata.&lt;br /&gt;- Sim, então vamos procurar alguém pra gente não continuar mais solteiras? - falei já prevendo o provável desfecho.&lt;br /&gt;- Sabe aquela historinha de que a gente procura procura as coisas que estão bem debaixo do nosso próprio nariz?&lt;br /&gt;Soltei uma gargalhada, não era possível que elas estavam falando aquilo. Ou eu estava ouvindo coisas de mais.&lt;br /&gt;- Hm, o que tem essa história? - me fiz de desentendida.&lt;br /&gt;- A Rê é linda.&lt;br /&gt;- Sim eu também acho.&lt;br /&gt;- A Déia é linda - falou Renata.&lt;br /&gt;- Continuo concordando.&lt;br /&gt;- E você é linda - foi a vez de Déia continuar.&lt;br /&gt;- Se vocês dizem - continuei rindo.&lt;br /&gt;- Pra que negar aquilo que a vida nos disponibiliza? - Renata se aproximou ainda mais de mim.&lt;br /&gt;Eu comecei a rir sem parar naquela situação.&lt;br /&gt;- Déia ela acha que a gente ta brincando.&lt;br /&gt;- Ela é do interior, deve ta pensando que estamos brincando mesmo.&lt;br /&gt;- Vamos mostrar pra ela que a gente não brinca em serviço.&lt;br /&gt;Ali na minha frente, Renata se aproximou de Déia beijando-a, a poucos cm do meu olhar. Mais do que qualquer outra coisa, estava achando aquela situação muito engraçada.&lt;br /&gt;Após o beijo as duas voltaram-se para mim, num mesmo olhar fixo e mútuo, minha boca.&lt;br /&gt;- Vocês tão brincando...&lt;br /&gt;Renata não esperando eu terminar a frase passou seus braços em volta de mim me envolvendo, me puxando e me beijando, sem chance de segunda opção. Só parou de me beijar, pois eu começara a rir sem conseguir me conter.&lt;br /&gt;- Aí Rê, você não sabe fazer nada que preste mesmo hein? – falou Déia tentando me puxar pelo braço.&lt;br /&gt;- Calma aí Déia – segurei-a pelos braços, estava quase me beijando também.&lt;br /&gt;- Desde quando você acredita em monogamia? – perguntou Renata me olhando.&lt;br /&gt;- Eu não acredito.&lt;br /&gt;- Então?&lt;br /&gt;- Então nada, vocês estão bêbadas.&lt;br /&gt;- E?&lt;br /&gt;- E ponto.&lt;br /&gt;- Dois pontos Manu, o que está por vir.&lt;br /&gt;- E o que está por vir?&lt;br /&gt;- Pode ser um beijo meu.&lt;br /&gt;- Ou?&lt;br /&gt;- Ou da Renata.&lt;br /&gt;- E ou?&lt;br /&gt;- Ou você dá nas duas – sorriu.&lt;br /&gt;- Ou? – ainda tentei.&lt;br /&gt;- Ou você leva mais um fora de Yumi e ou – falou interrompendo minha tentativa de prosseguir – ou você fica sozinha. Uma velha, solteira, caída, sem gata nenhuma, com gatos, mil gatos, zero a zero, game over.&lt;br /&gt;Não consegui conter minha risada.&lt;br /&gt;- O que você tem a perder Manu?&lt;br /&gt;- Nossa amizade?&lt;br /&gt;- Você não disse que estamos bêbadas, ninguém se lembrará de nada amanhã.&lt;br /&gt;- Mas eu não estou.&lt;br /&gt;- A gente confia em você.&lt;br /&gt;Fiquei em silêncio sem saber o que fazer. Ri, apenas continuei rindo.&lt;br /&gt;- Manuela você é chata de mais, peloamordedeus – falou por fim Déia me deixando sozinha com Renata. Ela por sua vez ficou me olhando por alguns instantes sem falar absolutamente nada, esperando talvez alguma reação, e vendo que não o fiz, nem de longe, saiu. Fiquei sozinha. Eu e apenas eu.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8702131228041228341-3593369833608036764?l=ocantodoconto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ocantodoconto.blogspot.com/feeds/3593369833608036764/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8702131228041228341&amp;postID=3593369833608036764&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8702131228041228341/posts/default/3593369833608036764'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8702131228041228341/posts/default/3593369833608036764'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocantodoconto.blogspot.com/2009/08/dois-lados.html' title='Dois lados'/><author><name>Peka_</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14571398458976932802</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_Agpu0d6_E_E/SGgCHz4ptYI/AAAAAAAAABY/J32kegui2gw/S220/RHU9750.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8702131228041228341.post-6231223387926809763</id><published>2009-08-02T09:00:00.001-03:00</published><updated>2009-08-02T09:00:01.375-03:00</updated><title type='text'>Re-cortes</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;- Que papo de louca é esse Carol, você não ta falando sério, ta?&lt;br /&gt;- Eu to.&lt;br /&gt;- Mas ta tudo bem? - interrompi o questionário de Yumi.&lt;br /&gt;- Ta tudo perfeito.&lt;br /&gt;- Como assim? - insistia Yumi – Mas o que aconteceu?&lt;br /&gt;- O de sempre, porém eu to farta desse nosso sempre.&lt;br /&gt;- Mas ninguém termina namoro assim Carol.&lt;br /&gt;- Assim como?&lt;br /&gt;- Do nada.&lt;br /&gt;- Quem disse que foi do nada... – pareceu que falou mais para si do que pra nós, tentando talvez encontrar as suas razões para este fim. Olhava para a pista de dança do térreo.&lt;br /&gt;- Yumi, vem cá - disse quando Jéssica e Marta chegaram com as bebidas.&lt;br /&gt;- Que foi? - perguntava Yumi enquanto a puxava pelo braço para um local mais distante das meninas.&lt;br /&gt;- Pra que ficar fazendo este questionário com a Carol, você não percebe que ela ta triste.&lt;br /&gt;- Você acha que ela ta com cara triste?&lt;br /&gt;- Acho que não.&lt;br /&gt;- Eu também acho que ela não ta com cara triste e é por isso que eu to preocupada, acho que agora a coisa é pra valer. Nunca vi a Carol sem uma gota d'água nos olhos depois de terminar com a Má. Nem que fossem lágrimas de raiva.&lt;br /&gt;- Mas ficar fazendo perguntas não vai melhorar a situação.&lt;br /&gt;- E o que vai melhorar a situação Manuela?&lt;br /&gt;- Não sei.&lt;br /&gt;- Aposto que essa sua cara de "não sei" ajuda muito menos.&lt;br /&gt;- O que foi?&lt;br /&gt;- Que foi o que?&lt;br /&gt;- O que você tem?&lt;br /&gt;- Eu não tenho nada, ta louca você também?&lt;br /&gt;- Porque você ta assim comigo?&lt;br /&gt;- Eu não to nada, você que ta me ignorando a noite toda.&lt;br /&gt;- Eu to te ignorando? Como eu vou falar com você se você está se agarrando com a Jéssica?&lt;br /&gt;- Vai você lá ficar com a Marta, não é assim que você vem fazendo desde sempre, ficando com todo mundo e não me contando nada?&lt;br /&gt;- Começou...&lt;br /&gt;- Começou o que? Eu não comecei nada, to até saindo daqui.&lt;br /&gt;Segurei-a pelos braços. Tive vontade naquele instante de lhe dar um beijo, podia ser roubado, podia ser inesperado, mas um beijo, ali, naquele lugar, naquele momento desde sempre. Olhei no fundo dos seus olhos e não vi hesitação nenhuma. Meu coração começara a disparar, o sentia bater forte dentro do meu peito.&lt;br /&gt;Passei minha mão sobre seu rosto, Yumi fechou os olhos. Me aproximei rapidamente dela, encostando meu corpo no seu. Olhava para seu rosto tão perto do meu, meu coração batia tão forte que mal conseguia ouvir a música alta que tocava. Fui em direção a sua boca, ainda com minha mão sobre seu rosto. Yumi abrira os olhos mirando diretamente para minha boca. Fechou-os novamente, pousando seus dedos sobre minha boca impedindo que eu lhe desse um beijo.&lt;br /&gt;- Manu...&lt;br /&gt;Ficamos assim por algum tempo que não sei quanto, nossas bocas separadas apenas pelos seus dedos. Ainda assim sentia seu hálito quente batendo na minha boca, sua respiração, seu corpo, Yumi. E de olhos fechados fez um gesto negativo com a cabeça.&lt;br /&gt;- Não posso... - falou, ainda com a sua boca muito próxima da minha. Nossos narizes encostaram.&lt;br /&gt;- Tudo bem... - respondi ficando inevitavelmente triste, evaporando toda a felicidade instantânea de outrora.&lt;br /&gt;- Você não entende...&lt;br /&gt;- Entendo sim, você gosta da Jéssica, tudo bem, não tem problema.&lt;br /&gt;- Você não entende.&lt;br /&gt;Me deixou sozinha. Na verdade eu e minha tristeza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8702131228041228341-6231223387926809763?l=ocantodoconto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ocantodoconto.blogspot.com/feeds/6231223387926809763/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8702131228041228341&amp;postID=6231223387926809763&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8702131228041228341/posts/default/6231223387926809763'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8702131228041228341/posts/default/6231223387926809763'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocantodoconto.blogspot.com/2009/08/re-cortes.html' title='Re-cortes'/><author><name>Peka_</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14571398458976932802</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_Agpu0d6_E_E/SGgCHz4ptYI/AAAAAAAAABY/J32kegui2gw/S220/RHU9750.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8702131228041228341.post-5025986486961925561</id><published>2009-08-01T09:00:00.001-03:00</published><updated>2009-08-01T09:00:05.709-03:00</updated><title type='text'>Namoros e rolos</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- E aí meninas!? - falou Yumi animada pondo sua cadeira ao meu lado. Jéssica acompanhou sentando-se mais para perto de Marta.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Oi, você lembra de mim né?!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Lembro sim Marta, como você está?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- To bem - sorriu amistosamente. Havia alguma coisa no seu sorriso. Ela olhava para Jéssica.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Ah sim - falou Yumi passando a mão na testa - essa é...  a minha... essa é a Jéssica - apresentou-a para Marta.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Sou a namorada dela, prazer - disse Jéssica ficando visivelmente chateada.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- O que vocês estão achando daqui hoje? - perguntou Yumi talvez querendo mudar de assunto.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Ta cheio né?!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Bastante...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- To ficando com muito calor aqui, vou querer ir para casa mais cedo eu acho – falou Jéssica.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Ahm - reclamou.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Se você quiser ficar não tem problema.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Mesmo?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Você vai querer ficar mesmo sem estar comigo?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Jéssica, a gente conversa isso depois - foi diminuindo o tom da conversa até não conseguir mais ouvir o que as duas conversavam.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Marta voltou-se para mim.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- E você mora na Casa de Estudante, é isso?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Sim - respondi ainda tentando ouvir o que Yumi e Jéssica conversavam.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- É, a Carol tava me contando, tenho uma amiga que mora lá.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Ah é?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Sim a Débora, não sei se você conhece, ela faz jornal.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Não é possível? Minha colega faz jornal e se chama Débora - sorri daquela estranha coincidência.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Eu sei - sorriu.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Sabe?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Eu te conheço há mais tempo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Como assim?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Eu lembro que uma vez ela nos apresentou quando você recém tinha chegado aqui.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Não consigo me lembrar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Foi na primeira vez que você foi dar uma volta pelo Campus com a Débora, lá no café - vendo meu esforço para tentar lembrar ainda disse - tinham várias meninas lá também, foi logo que você chegou...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Ahh sim, como poderia me esquecer - disse tentando fazer de tudo para me lembrar de quando ela estava falando.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Na verdade - Marta se aproximara de mim - eu lembro muito bem de você. Você tinha uma carinha acuada, com certo quê de medo e de coragem vendo todo aquele mundo novo a sua volta - sorriu quase maternalmente - e eu não esqueci mais de você.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Comecei a ficar levemente constrangida com tantas informações assim, despejadas de bandeja. Apenas lhe retribui o sorriso.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Mas a Débora...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Ela tem as coisas dela e eu tenho as minhas - sorriu entendendo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Pois é, já me estressei um pouco com ela por causa disso.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Mas ela não sabe nada de você.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Ah não?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Não, pois ela me perguntou e eu disse que não sabia.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Mas de você ela sabe? - tentei prolongar aquele assunto.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Sabe mais ou menos - sorriu também entendendo as minhas intenções.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Eu to morrendo de sede, alguém quer tomar alguma coisa? - perguntou Yumi do outro lado, dando praticamente as costas para Jéssica.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- A Carol ia trazer alguma coisa, mas acho que ela se perdeu junto com a Má - sorriu. Era enigmático seu sorriso, porém ele no fundo, bem no fundinho deixava transparecer alguma coisa.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Eu to morrendo de sede também - falei me dando conta que estava ficando suada.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Então vai lá buscar alguma coisa pra nós - falou Yumi, me empurrando de leve.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Eu não, vai você.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Ah, eu to cansadinha.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Pede pra Jéssica - falei um pouco irritada.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Eu to com muito calor - retrucou também ficando irritada.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Bom meninas é só uma bebida, eu busco pra vocês, o que vocês querem?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Cerveja - Yumi e eu respondemos junto. Eu sorri, ela sorriu e Jéssica bufou.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Eu quero uma vodka pura com gelo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Ok, Manu você vem comigo?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Claro - já estava me levantando quando senti a mão de Yumi me segurando.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Jéssica, vai lá com ela que eu precisava falar uma coisinha aqui com a Manu.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Depois da relutância de Jéssica ela por fim seguiu os passos de Marta sumindo entre a multidão.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Vai ficar com ela? - Yumi me perguntou quando teve certeza de que elas já não estavam mais perto.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Por quê?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Pra saber.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Não sei, não decido essas coisas assim.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Mas ela é legal pelo menos?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Parece ser sim.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Eu se fosse você não ficaria com ela.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Porque?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Porque não.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Se eu não te conhecesse melhor eu diria que você está com ciúme de mim - sorri.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Você ta louca? Que ciúmes o que, to falando sério.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Então me dá um motivo plausível.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Ela terminou com a namorada dela faz pouquíssimo tempo. Foi bem feio, elas moravam juntas. Teve até roupa atirada pela janela do apartamento.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Mas o que eu tenho a ver com isso?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Ela deve ta querendo te usar pra esquecer a mulher dela - Yumi ultimamente não estava mais olhando nos meus olhos enquanto falava.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Mas eu também to querendo esquecer a Patrícia, lembra? - sorri tentando ver até aonde Yumi iria.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Você quem sabe - deu com os ombros.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Carol chegara sem a Má.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Onde ta a chata? - perguntou Yumi virando-se para ela, ignorando minha presença.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Sei lá, foi pra casa eu acho.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Como assim?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Ah, ela é louca! E eu não caio mais nas loucuras dela.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Mas você não foi atrás dela?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Eu não vou mais atrás dessa menina.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Então vamos se divertir hoje Carol? - falei tentando animá-la.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Vamos Manuzinha? É hoje que você vai me dar um beijo? - falou brincando.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Eu não duvido - resmungou Yumi - a Manu fica com todo mundo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Ela não fica com todo mundo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Não? Com quem que ela ainda não ficou?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Comigo - sorriu a Carol.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Mas porque você tem namorada.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- E com você.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Meu coração disparou, porque a Carol tinha que ser tão inconveniente naquele momento, mas instintivamente olhei para Yumi, esperando sua reação.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Eu também estou namorando.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Você não está porcaria nenhuma - falou Carol.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Claro que to.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- E aonde ta a sua namorada agora? - sorriu.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Eu sei lá, não sou dona dela. E a sua?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Eu não tenho mais namorada.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Vocês terminaram pela milésima vez, é isso?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Essa foi a última.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Você não está com cara de quem terminou um namoro.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- É porque esse namoro já acabou a muito mais tempo do que você imagina.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8702131228041228341-5025986486961925561?l=ocantodoconto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ocantodoconto.blogspot.com/feeds/5025986486961925561/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8702131228041228341&amp;postID=5025986486961925561&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8702131228041228341/posts/default/5025986486961925561'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8702131228041228341/posts/default/5025986486961925561'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocantodoconto.blogspot.com/2009/08/namoros-e-rolos.html' title='Namoros e rolos'/><author><name>Peka_</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14571398458976932802</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_Agpu0d6_E_E/SGgCHz4ptYI/AAAAAAAAABY/J32kegui2gw/S220/RHU9750.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8702131228041228341.post-3074448317050299111</id><published>2009-07-31T09:00:00.002-03:00</published><updated>2009-07-31T09:00:02.121-03:00</updated><title type='text'>Estranhas coincidências</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify; font-family: verdana;"&gt;Chegamos ao bar e como sempre estava muito lotado. Muita gente bonita, mas em compensação, muita gente estranha também. Normal, mais uma sexta-feira à noite. Enquanto aguardávamos na fila, Yumi e Jéssica não se desgrudando, Carol e Má sem parar de discutir, Déia ainda arrumando a maquiagem, e Renata sumindo em meio à multidão, pois encontrara pessoas conhecidas, percebi um rosto passando por mim. Olhei mais atentamente, sorrindo para mim mesma. Era uma menina muito bonita que havia descido do ônibus junto com Micheli, lá na praia. Aquela que pensei ser a tal amiga de Micheli e que no fim era apenas mais uma passageira do ônibus. Forcei um pouco os olhos para ter certeza de quem era. Anotei mentalmente que precisava descobrir o seu nome, e quem sabe seu endereço futuramente. Sorri - cafajeste. Sim, as coisas poderiam voltar à sua normalidade. Assim esperei.&lt;br /&gt;- Pra quem você ta olhando com essa cara de cobiça? - senti Déia me perguntando ao pé do ouvido.&lt;br /&gt;- Eu? - me fiz de desentendida.&lt;br /&gt;- Você - sorriu gentilmente.&lt;br /&gt;- Cinco da tarde - falei tentando não mexer a minha boca.&lt;br /&gt;- Que?&lt;br /&gt;- Cinco da tarde.&lt;br /&gt;- Que porcaria é essa de cinco da tarde?&lt;br /&gt;- Você não conhece? - perguntou Jéssica se intrometendo na conversa após sair de um longo beijo com Yumi.&lt;br /&gt;- Que? - voltou-se para ela ainda sem entender.&lt;br /&gt;Após explicar que isto era uma maneira de mostrar alguém ou alguma coisa a partir dos ponteiros do relógio, Déia enfim olhou em direção à menina, porém ela já não estava mais lá.&lt;br /&gt;- Você achou que ela ia ficar te esperando? - falei um pouco braba - tenho que falar com essa menina, eu a vi lá na praia, sério, muito linda!&lt;br /&gt;- É?&lt;br /&gt;- Sim, perfeita - falei me animando um pouco.&lt;br /&gt;- Quem? - foi a vez de Yumi se intrometer.&lt;br /&gt;- Não sei, a Déia é pamonha de mais, me fez perder a menina de vista.&lt;br /&gt;- Uma menina?&lt;br /&gt;- Sim!&lt;br /&gt;- Onde?&lt;br /&gt;Déia e eu rimos, parecíamos loucas.&lt;br /&gt;Entramos com certa dificuldade. Muita gente bêbada, muita gente fumando, muita gente se pegando, tudo impedia qualquer tentativa de caminhada. Pedimos uma cerveja bem gelada, que apesar do frio na rua, estávamos morrendo de calor. Novamente avistei a menina-bonita-da-praia passando. Desta vez não iria perdê-la de vista.&lt;br /&gt;- Manu - senti uma mão me puxando - essa aqui é a Marta, minha colega da psico - sorriu Carol me dando uma piscadela.&lt;br /&gt;- Oi, Marta - dei um beijo em sua bochecha.&lt;br /&gt;Voltei rapidamente meus olhos para a direção da menina-bonita-da-praia, porém novamente ela havia sumido do meu campo de visão.&lt;br /&gt;- Oi Manu - sorriu. Ela não me era estranha. Fiquei pensando de onde eu conhecia aquela menina.&lt;br /&gt;Marta ficara sem assunto, e Carol logo tratou de falar qualquer coisa sobre como o bar estava cheio, que a música tava ruim, se nós não estávamos a fim de subir e ir a um lugar um pouco mais reservado. Fui empurrada gentilmente por ela para que saíssemos dali. No caminho fui procurando com os olhos qualquer vestígio da menina-da-praia, mas nada. Quando achava que estava vendo, Carol me puxava com um pouco mais de força, me empurrando para que ficasse mais perto de Marta.&lt;br /&gt;- E aí, o que você achou dela?&lt;br /&gt;- Mas Carol, eu nem conversei com ela, como vou saber?&lt;br /&gt;- Mas ela é gata né?!&lt;br /&gt;- Sim, ela é bonita.&lt;br /&gt;Era ruiva, tinha cabelos encaracolados bem compridos. Tinha olhos claros, e seus lábios eram muito grossos. Era no mínimo diferente. Só que havia alguma coisa de errada no seu sorriso, alguma tristeza encravada, quase distante.&lt;br /&gt;Sentamos em uma das poucas mesinhas que estava livre.&lt;br /&gt;- Vou buscar uma cerveja pra você Marta - disse, pegando a Má pela mão e levando-a consigo nos deixando sozinhas.&lt;br /&gt;Ambas perceberam a jogada de Carol. Ela riu encabulada, eu ri ainda com o canto do olho tentando encontrar a menina-da-praia.&lt;br /&gt;- Então você faz publicidade...&lt;br /&gt;- É - falei meio desatenta. Seria sacanagem com a menina não lhe dar atenção. Postei meus olhos novamente para os dela. Ela tinha alguma coisa muito profunda escondida, talvez alguma tristeza. Só podia ser isso.&lt;br /&gt;- E você é colega da Carol?&lt;br /&gt;- Não, quer dizer, mais ou menos, eu sou veterana dela.&lt;br /&gt;- Ah, que legal.&lt;br /&gt;- Sim, gosto muito delas... - ela hesitou nesse momento.&lt;br /&gt;- Eu também acho que a Má é meio inoportuna às vezes - soltei rindo.&lt;br /&gt;Ela concordou rindo também.&lt;br /&gt;- Eu conheço a Carol há um bom tempo, nunca vi as duas sem brigar, juro para você - ainda completou vendo minha cara de descrença.&lt;br /&gt;- Eu não sei como conseguem namorar desse jeito.&lt;br /&gt;- Mas elas se gostam, isso que é o mais louco de tudo.&lt;br /&gt;- Sim, só com muito amor pra aturar a Má - ela riu.&lt;br /&gt;- Pelo visto você não acredita muito em namoros né?! – me perguntou.&lt;br /&gt;- Ta tão na cara assim?&lt;br /&gt;- Mais ou menos - sorriu.&lt;br /&gt;- E você acredita?&lt;br /&gt;- Mais ou menos - continuou a sorrir.&lt;br /&gt;- Acredito no amor, não no namoro.&lt;br /&gt;- E você acha que eles conseguem se distanciar tanto assim?&lt;br /&gt;- O amor e o namoro?&lt;br /&gt;- Sim.&lt;br /&gt;- Eles por si só não...&lt;br /&gt;- Mas...?&lt;br /&gt;- Mas quando você namora e ama sim.&lt;br /&gt;Ela me olhou enigmática.&lt;br /&gt;- Não vai querer me analisar agora né? - falei brincando.&lt;br /&gt;- Você deixaria eu te analisar agora? - falou se aproximando de mim.&lt;br /&gt;Inevitavelmente eu ri. Ela sorriu de volta. Olhei para os lados em busca de qualquer coisa, dei de cara com Yumi e Jéssica que se aproximavam trazendo duas cadeiras consigo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8702131228041228341-3074448317050299111?l=ocantodoconto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ocantodoconto.blogspot.com/feeds/3074448317050299111/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8702131228041228341&amp;postID=3074448317050299111&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8702131228041228341/posts/default/3074448317050299111'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8702131228041228341/posts/default/3074448317050299111'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocantodoconto.blogspot.com/2009/07/estranhas-coincidencias.html' title='Estranhas coincidências'/><author><name>Peka_</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14571398458976932802</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_Agpu0d6_E_E/SGgCHz4ptYI/AAAAAAAAABY/J32kegui2gw/S220/RHU9750.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8702131228041228341.post-3542690671139960595</id><published>2009-07-30T09:40:00.001-03:00</published><updated>2009-07-30T09:40:00.253-03:00</updated><title type='text'>De volta a volta</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify; font-family: verdana;"&gt;- Então ta tudo bem com vocês agora?&lt;br /&gt;- Agora sim, conversamos um pouco.&lt;br /&gt;- Um pouco? Pelo que eu entendi vocês passaram a noite toda juntas.&lt;br /&gt;- Sim.&lt;br /&gt;- E não fizeram nada?&lt;br /&gt;- Como nada? A gente ficou conversando.&lt;br /&gt;- Não te faça de bobinha Manu, pegou ou não pegou?&lt;br /&gt;- Ai como você fala dela desse jeito, como se fosse uma coisa qualquer.&lt;br /&gt;- Sim ou não Manuela?&lt;br /&gt;- Claro que não né Déia!&lt;br /&gt;Renata apenas acompanhava nossa conversa pelos seus olhos que condenavam estar prestando atenção.&lt;br /&gt;- Não entendo porque você é tão fresca e demorada Manu, você já ficou com todo mundo menos com ela, não sei o que tanto espera.&lt;br /&gt;- Mas ela tem namorada.&lt;br /&gt;- E que importa?&lt;br /&gt;- Importa que ela gosta dela.&lt;br /&gt;- Gosta? Duvido muito.&lt;br /&gt;- Você acha?&lt;br /&gt;- Não interessa o que eu acho, me ajuda a fechar aqui - virou-se de costas para mim para eu fechar sua blusa - o que interessa hoje é que você vai sair desse zero a zero.&lt;br /&gt;- Quem disse que eu to no zero a zero?&lt;br /&gt;Déia voltara-se para Renata, ainda em silêncio.&lt;br /&gt;- Você precisa conhecer pessoas novas Manu.&lt;br /&gt;- Eu sei - falei me arrependendo, talvez eu estivesse sendo um pouco rude falando essas coisas com a Renata ali na minha frente. Mas ela parecia não se importar muito com isso.&lt;br /&gt;- Hoje eu não vou dormir em casa - falou surpreendentemente Renata.&lt;br /&gt;- Vai dormir onde, posso saber? - perguntou Déia passando lápis no seu olho.&lt;br /&gt;- Ainda não sei - riu-se de si mesma.&lt;br /&gt;- E a Malu?&lt;br /&gt;- O que tem ela?&lt;br /&gt;- Ela vem?&lt;br /&gt;- Sei lá, ela ta namorando uma menina aí.&lt;br /&gt;- Ta todo mundo namorando ou é impressão minha?&lt;br /&gt;- Não querida Manuzinha, só nós três estamos encalhadas.&lt;br /&gt;- Mas você quer namorar? - perguntei incrédula.&lt;br /&gt;- Claro que não - sorriu. Rimos as três. Enfim tudo aos poucos voltava ao normal.&lt;br /&gt;Tocou a campainha, era Yumi e as meninas - Jéssica, Carol e a cara fechada de Má.&lt;br /&gt;- E ai meninas mais lindas deste país, prontas? - falou Carol com um sorriso sempre muito simpático para todas.&lt;br /&gt;- Carol, agora que está tudo muito bem resolvido e informado, você bem que podia me apresentar alguma amiguinha né? - falei me aproximando dela com um sorriso - ouvi dizer que as meninas da psico são as melhores - olhei para a Má brincando. Como se fosse possível ela conseguiu fechar mais um pouco sua cara.&lt;br /&gt;- E são mesmo, pena que não são todas que dão o seu devido valor a elas - olhou cansada pra Má - mas eu tenho uma amiga sim pra te apresentar.&lt;br /&gt;- Sério? - Yumi perguntou se intrometendo.&lt;br /&gt;- Sim! - se aproximou de mim - eu mesmo ia dizer isso, a chameiela pra ir lá com a gente, ela disse que vai aparecer. Mostrei o teu orkut pra ela, ela te achou bem gatinha.&lt;br /&gt;- Ah!, mas não era pra ser assim tão milimetricamente calculado.&lt;br /&gt;- Mas não foi você que disse que é um jogo de estratégia? - Yumi voltou-se para mim.&lt;br /&gt;- É, mas quando eu dito as regras.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8702131228041228341-3542690671139960595?l=ocantodoconto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ocantodoconto.blogspot.com/feeds/3542690671139960595/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8702131228041228341&amp;postID=3542690671139960595&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8702131228041228341/posts/default/3542690671139960595'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8702131228041228341/posts/default/3542690671139960595'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocantodoconto.blogspot.com/2009/07/de-volta-volta.html' title='De volta a volta'/><author><name>Peka_</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14571398458976932802</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_Agpu0d6_E_E/SGgCHz4ptYI/AAAAAAAAABY/J32kegui2gw/S220/RHU9750.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8702131228041228341.post-7432007714045044682</id><published>2009-07-29T09:40:00.001-03:00</published><updated>2009-07-29T09:40:00.185-03:00</updated><title type='text'>Xadrez</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify; font-family: verdana;"&gt;- Desculpa - quebrou o silêncio.&lt;br /&gt;- Pelo que?&lt;br /&gt;- Por tudo, eu sei, eu fui uma idiota, é que sei lá, não sei o que me deu, e quando vi foi tudo aquilo, desculpa mesmo - falou muito rápido, sem ousar a me olhar nos olhos. Mexia no cadarço do tênis.&lt;br /&gt;Sorri satisfeita.&lt;br /&gt;- Tudo bem, eu também fui muito idiota com você.&lt;br /&gt;- Foi mesmo.&lt;br /&gt;- Brigada, pisa em mim, aproveita que eu to impotente mesmo - falei fazendo beiço.&lt;br /&gt;- Ah, olha o drama Manu.&lt;br /&gt;- Drama?&lt;br /&gt;- Não... Eu sei que isso é importante pra você, mas drama por você achar que eu to... enfim, você entendeu - se enrolou. Era engraçado vê-la assim, novamente perto de mim, tentando se explicar.&lt;br /&gt;- Eu só não entendo porque nunca havíamos conversado sobre isso antes.&lt;br /&gt;- Eu também não.&lt;br /&gt;- Mas você achava que eu...&lt;br /&gt;- Sim, sempre achei.&lt;br /&gt;- E porque nunca me perguntou nada?&lt;br /&gt;- Porque eu não acho que isso seja coisa a ser perguntado, não é como você perguntar qual é a comida preferida da pessoa... - sorriu ainda olhando para os seus pés.&lt;br /&gt;- Eu sei, mas me pergunto como a gente nunca chegou nesse assunto.&lt;br /&gt;- Eu nunca cheguei nesse assunto com você porque não quis, porque pensei que talvez você fosse se sentir invadida, sei lá, você é do interior.&lt;br /&gt;- Mas eu sempre andei com vocês.&lt;br /&gt;- Ué, mas isso não quer dizer né?!, não foi você mesma que me falou do Luiz... Aliás, o Luiz - sorriu enfim voltando seus olhos para mim.&lt;br /&gt;- O que tem ele? - perguntei já imaginando sua resposta.&lt;br /&gt;- Ele ficou muito triste, coitado, não dá uma dentro.&lt;br /&gt;- Como assim?&lt;br /&gt;- Ah, sempre que chega uma menina nova para o grupo ele acha que ela vai ser diferente, que ele vai ter chance, coitado.&lt;br /&gt;Ri.&lt;br /&gt;- Mas ele realmente achou que eu ia gostar dele?&lt;br /&gt;- Nossa que maldade.&lt;br /&gt;- Não... To falando porque sei lá, nunca demonstrei nada, de onde ele tirou isso?&lt;br /&gt;- Ué, você era a única menina que poderia ficar com ele, ele era o único menino que poderia ficar com você, ele usou a lógica.&lt;br /&gt;- A lógica dele tava errada.&lt;br /&gt;- Que bom - falou baixinho.&lt;br /&gt;- Que bom por quê?&lt;br /&gt;- Ah - ela ficara constrangida - sei lá.&lt;br /&gt;- Hm - fiquei olhando-a sem falar mais nada. Me divertia com o seu constrangimento.&lt;br /&gt;- Enfim, eu sei que no final do ano tem praia de novo, e eu vou estar lá e você também, né?!&lt;br /&gt;- Vou?&lt;br /&gt;- Claro.&lt;br /&gt;- Mas isso é um convite?&lt;br /&gt;- Não, é uma intimação!&lt;br /&gt;- Então eu vou...&lt;br /&gt;Ficamos novamente em silêncio. Não queria pensar em Patrícia, tentei puxar um assunto qualquer, mas como sempre, o primeiro que me viera à cabeça foi Jéssica.&lt;br /&gt;- E como vai o seu namoro?&lt;br /&gt;- Ah, como eu te disse no carro, ta indo.&lt;br /&gt;- Mas vocês tão se vendo sempre?&lt;br /&gt;- O suficiente pra minha mãe começar a suspeitar.&lt;br /&gt;- Mas suspeitar de que?&lt;br /&gt;- Ah, não sei, ela é louca. É que a gente se fala todos os dias no telefone.&lt;br /&gt;- Mas eu também falo todos os dias com você no telefone e a tua mãe nunca achou que eu fosse alguma coisa tua.&lt;br /&gt;- É, mas ela dorme na minha casa direto.&lt;br /&gt;- Mas eu também dormia direto lá na tua casa e ela nunca falou nada.&lt;br /&gt;- Eu sei, mas é diferente.&lt;br /&gt;Sim, pensei, era diferente, eu não era nada de Yumi. Aliás, eu era, eu era uma amiga qualquer que lhe dava atenção quando precisava, triste constatação.&lt;br /&gt;- Eu sei.&lt;br /&gt;- Pois é.&lt;br /&gt;- Enfim...&lt;br /&gt;- É... Mas e você e a Renata?&lt;br /&gt;Soltei uma risada involuntária.&lt;br /&gt;- Eu e a Renata?&lt;br /&gt;- Sim, não sei pra que esse riso.&lt;br /&gt;- Porque não existe eu e a Renata.&lt;br /&gt;- Como não? - deixou escapar um sorriso.&lt;br /&gt;- Não existindo, simples assim.&lt;br /&gt;- Mas vocês não tão ficando?&lt;br /&gt;- Ficamos, sei lá, mas não ficando no sentido ficar.&lt;br /&gt;- Então o que?&lt;br /&gt;- Eu dei uns beijinhos nela, só isso.&lt;br /&gt;- Mas não ta dando mais?&lt;br /&gt;- Ah, não sei, não posso prever o futuro né?!&lt;br /&gt;- Hmm - desfez um pouco o sorriso.&lt;br /&gt;- E outra, eu não sou muito de ficar só com uma pessoa assim, me sinto meio presa.&lt;br /&gt;- Então você ta ficando com outras pessoas, é isso?&lt;br /&gt;- Não!&lt;br /&gt;- Porque você não me conta as coisas?&lt;br /&gt;- Mas que coisas que eu tenho pra te contar?&lt;br /&gt;- Não sei, que coisas você tem pra me contar?&lt;br /&gt;- Sei lá.&lt;br /&gt;- Porque tudo bem que você não me contava nada porque achava sei lá porque que eu não entenderia se você me dissesse que gostava de meninas... Mas agora que eu sei, me conta tudo que eu não sei - sorriu.&lt;br /&gt;- Bom vamos ver... Não tenho nada pra contar, minha vida ultimamente anda meio assim mesmo, sem muitas cores.&lt;br /&gt;- Mas não é possível que você não esteja interessada em ninguém.&lt;br /&gt;Tive medo que meu sorriso me delatasse.&lt;br /&gt;- Ué, eu fiquei com a Renata.&lt;br /&gt;- Então você gosta dela.&lt;br /&gt;- Não! Mulheres são muito complicadas pra se gostar.&lt;br /&gt;- Mas como você faz então?&lt;br /&gt;- Não sei, não faço nada - sorri. Realmente eu precisava conhecer pessoas novas - não apareceu ninguém que me fizesse ver cores – menti um pouco desolada. Ela concordou em silêncio, voltando a olhar para seus tênis.&lt;br /&gt;- Mas enfim, eu sei que final de semana que vem vou me acabar - tentei forçar mais um sorriso, inevitavelmente lembrando de Patrícia.&lt;br /&gt;- A Jéssica vem pra cá final de semana que vem.&lt;br /&gt;- Mas ela não tava vindo direto pra cá? Porque ela não ta aqui hoje?&lt;br /&gt;- Ah, sei lá.&lt;br /&gt;- Você é muito estranha...&lt;br /&gt;E linda. A sua simplicidade era bonita. Era uma beleza simples, assim como Patrícia.&lt;br /&gt;Estávamos sentadas ainda na praça de alimentação, com os pratos vazios a nossa frente.&lt;br /&gt;- Às vezes eu penso que não sou uma pessoa para namorar também - falou.&lt;br /&gt;- Por quê?&lt;br /&gt;- Porque encho o saco das pessoas muito rápido.&lt;br /&gt;Apenas ri.&lt;br /&gt;- E sei lá, não sinto aquela coisa sabe? Eu esperei de mais pra ficar com ela e agora nem é tudo isso.&lt;br /&gt;- E eu continuo me perguntando por que você ainda está namorando com ela.&lt;br /&gt;- Porque é fácil.&lt;br /&gt;- Que mania que você tem, não acho que seja fácil namorar com uma pessoa que mora em outra cidade.&lt;br /&gt;- É mais fácil do que você imagina... Só que mesmo de longe ela consegue me sufocar e isso me irrita.&lt;br /&gt;- E você já falou alguma coisa com ela?&lt;br /&gt;- Claro que não né?!&lt;br /&gt;- Porque não?&lt;br /&gt;- Porque ela é minha namorada, acho que ela não gostaria de ouvir isso.&lt;br /&gt;- Mas justamente por ela ser a tua namorada que você deve falar as coisas.&lt;br /&gt;Inevitavelmente a Patrícia aparecia em minha mente. Yumi cortou meus pensamentos.&lt;br /&gt;- Mas não é assim que se trata mulher.&lt;br /&gt;- Você fala como se eu não soubesse tratar bem uma mulher.&lt;br /&gt;- E não sabe mesmo.&lt;br /&gt;- Como não?&lt;br /&gt;- Ué, não sabendo.&lt;br /&gt;- Claro que sei, eu sempre te tratei bem.&lt;br /&gt;- Ah, mas eu sou tua amiga.&lt;br /&gt;- Sim, mas ainda assim uma mulher.&lt;br /&gt;- Mas namoradas querem flores, amor, carinho, amigas querem um ombro e um par de ouvidos à disposição.&lt;br /&gt;Sorri.&lt;br /&gt;- Na verdade que namorar é tudo um jogo de estratégia. E quando se namora com uma menina então, você precisa planejar cada jogada, porque se não, bum, cheque mate. Ela descobre alguma coisa, ela encobre alguma coisa. Cada palavra que você diz precisa ser muito bem pensada, porque se não ela vira o tabuleiro, atira tudo pro alto, acaba com você ali mesmo, com as tuas próprias peças do jogo. É por isso que eu não entendo como pode ser fácil namorar Jéssica.&lt;br /&gt;- É fácil porque ela me entende.&lt;br /&gt;- Por enquanto...&lt;br /&gt;- Mas é por enquanto que eu to namorando né?!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8702131228041228341-7432007714045044682?l=ocantodoconto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ocantodoconto.blogspot.com/feeds/7432007714045044682/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8702131228041228341&amp;postID=7432007714045044682&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8702131228041228341/posts/default/7432007714045044682'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8702131228041228341/posts/default/7432007714045044682'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocantodoconto.blogspot.com/2009/07/xadrez_29.html' title='Xadrez'/><author><name>Peka_</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14571398458976932802</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_Agpu0d6_E_E/SGgCHz4ptYI/AAAAAAAAABY/J32kegui2gw/S220/RHU9750.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8702131228041228341.post-2851203350841194864</id><published>2009-07-28T09:38:00.000-03:00</published><updated>2009-07-28T09:38:00.727-03:00</updated><title type='text'>O crime</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Cheguei com certa dificuldade na casa de André, nunca havia ido a pé para sua casa. Foi difícil encontrar o número de seu prédio, mas quando o avistei reconheci algumas pessoas ali na frente, mas nada de Patrícia. Beto estava ansioso.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Até que enfim você chegou, cadê a sua mulher? - disse isso muito rápido, entre dois beijos na bochecha, me levando pela mão para dentro do prédio - vamos todos, ele já deve estar chegando.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- A Pati ainda não chegou?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Não, eu pensei que ela viria junto com você! - abriu a porta do apartamento, muito bem decorado, deixando que todos os convidados entrassem. Já havia algumas pessoas esperando, havia uma mesinha com um bolo em cima e alguns salgadinhos. Fizeram uma espécie de festinha de criança, com balões, faixas, pomponzinhos. Tudo muito André.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Ela viria, mas a mãe dela... - me calei. Ele consentiu.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Dei oi para o Marcelo e para a Cláudia, eram os únicos na verdade que eu conhecia. Ajudei ainda a colocar os copinhos da Barbie (sim!) na mesa, deu o tempo do porteiro avisar que o André estava subindo. Todos se esconderam. Nada de Patrícia. Apagamos a luz. Aguardávamos em silêncio qualquer manifestação de barulho de André. Ele demorou mais do que o esperado. Abriu a porta. Quando acendeu a luz todos cantaram aquela maldita musiquinha "parabéns a você tra lá lá". Foi engraçado porque ele interpretou muito bem que estava surpreso de verdade com aquela festa. Depois de canto, ele disse que já sabia de tudo, mas que não ia deixar seu amor, o Beto, triste. Já o meu amor, a Patrícia, ainda não havia dado nenhum sinal de vida. Já passava muito tempo depois da meia noite quando enfim tocaram a campainha novamente. Meu coração pulou forte, esperava (e muito) que fosse Patrícia, afinal já fazia um dia (inteiro) que não nos víamos, estava preocupada e mais do que isso, com muita saudade. Era estranho sentir tanta saudade e tanta vontade de ficar com uma única pessoa. Aquela coisa que vinha de dentro de não querer desligar o telefone, de nunca ser a hora certa de dar tchau, de querer estar sempre junto dela. Era estranho me sentir tão presa a sua presença. Mas era assim que eu me sentia, presa. Completamente presa pela pessoa Patrícia. Independente do que ou onde, precisava estar perto dela, nem que fosse para ficar olhando-a. Isso era estranho, pois não gostava de me sentir presa em nada, gostava muito daquela sensação de liberdade, por isso que nas tantas vezes que Patrícia tocava no assunto "namoro", eu mudava rapidamente para esportes, televisão, último filme em cartaz, qualquer coisa que me livrasse daquela quebra de liberdade. Mas naquele instante eu não estava nem aí para minha tal liberdade, para a prisão que eu estava entrando cada dia que ficava mais um pouco com Patrícia. Eu queria justamente aquela prisão, aquele se perder olhando para uma pessoa, aquilo que só aquilo já bastava. A porta demorou para ser aberta, talvez André não tivesse ouvido tocar. Talvez ele estivesse fazendo de propósito abrir tão devagar, pois sabia da minha angústia. Quando enfim a porta se abrira avistei Patrícia sorrindo, com seus cabelos esvoaçantes, quase uma propaganda de Shampoo. Sorri satisfeita, era minha. Ela dera oi para todo mundo antes de vir em minha direção, quando enfim chegou perto de mim pude sentir seu perfume vindo junto com ela. Cheguei a fechar os olhos de êxtase. Ela estava simplesmente linda. Nunca havia visto de vestido e salto alto, parecia uma princesa. Ela mal abrira a boca para se explicar pelo atraso, logo se calara em meio aos meus beijos. Estava fascinada. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;No final da festa estávamos só nós quatro, os de sempre, Beto e André num sofá, e Patrícia e eu no outro, olhávamos qualquer coisa na televisão. Eles bebiam um vinho que Beto havia trazido da Itália, quando fora na semana passada, nós uma batida estranha que André havia preparado que tinha mais gosto de tudo do que de abacaxi que de fato era. André estava radiante com aquela noite, por mais que já tivesse suspeitado da surpresa, no fim ele confessara ao Beto que ficara por alguns segundos triste, aquilo fora a coisa mais maravilhosa que já haviam feito pra ele.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Eu nunca ganhei uma festa surpresa também - falei, engolindo mais um gole daquela bebida estranha.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- No seu aniversário a gente faz uma festa surpresa então - riu-se André.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Mocinhas, vocês vão dormir aqui?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Nos olhamos, já era tarde, provavelmente pegaríamos um táxi para ir para casa, mas aquela hipótese de dormir com ela sem Tia Med e Dona Amélia por perto era tentadora de mais.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Não, que isso... Não queremos atrapalhar vocês.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Imagina, coloquem um colchão aqui na sala, fiquem a vontade.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Não, não... - falava sem vontade Patrícia.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Claro que sim! - afirmou André - está muito tarde para vocês irem.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- A gente pega táxi - já estava me irritando por Patrícia querer ir para casa.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Que táxi o que menina, você está louca? Gastar dinheiro a toa se pode ficar aqui de boa com a sua namorada?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Houve alguns minutos de silêncio. De onde André tirara a ideia de que éramos namoradas? Beto o olhou rapidamente tentando entender aquele comentário. Beto na verdade era o único que parecia entender a minha posição, pois inacreditavelmente ele nunca tocara nesse assunto comigo, mesmo quando todos estávamos falando sobre relacionamento. Talvez ele não falasse, pois não tinha tanta intimidade comigo, mas achava que não. André sempre nos dava indiretas e eu sempre saia pela tangente. Desta vez não ia ser diferente.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Não posso Dé, minha mãe pensaria que eu estou dormindo na casa do meu namorado - frisou o último o do namorado. Me olhou pelo canto do olho, talvez se deliciando com o meu pânico da palavra namoro.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- E o que tem?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- O que que tem é que ela vai achar que eu e você realmente estamos namorando.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Mas qual é o problema nisso, assim a sua vida e a da Manu, né Manu - se virou para mim - vai ficar muito mais fácil.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Você acha?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Tenho certeza, assim vocês podem vir dormir aqui em casa quando quiserem.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Mas tem um problema.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Qual?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Ela vai querer te conhecer, querer te apresentar para toda a família, afinal você é o homem que está tirando minha virgindade - sorriu ficando levemente corada.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Que nojo - brincou rindo - e qual é o problema? - falou levantando parando-se na nossa frente erguendo sua mão em direção à Patrícia - venha comigo madame - curvou-se fazendo uma reverência muito exagerada.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Para com bobice Dé, to falando sério,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Eu sei me comportar como um hetero querida.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- To vendo pela sua voz - deliciou-se.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Menina, você acha que eu não consigo, aposto o que você quiser que eu consigo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Nossa, isso é uma posta muito boa para ser negada assim - falou levantando e ficando ao seu lado. Saíram caminhando levantando as pernas muito altas, como se estivesse marchando em um casamento. Todos riram um tanto quanto embriagados.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Por mais que fosse engraçado tudo aquilo, os pensamentos de outrora voltaram. Eu é que deveria estar indo na casa de Patrícia para apresentar-me para a sua família como sua namorada, e não o André. Era para minha casa que ela deveria estar indo agora depois da festa, e não ficar clandestinamente, como se novamente estivéssemos cometendo um delito. Era triste pensar nisso. Enquanto eles brincavam que eram um casal "normal", eu desejava por tudo que aquilo que a gente tinha pudesse um dia ser visto assim, com tanta normalidade, com indiferença. Mas era trágico de mais, era pecaminoso de mais, era proibido, era escondido, era um delito de fato. Patrícia vendo o meu silêncio se aproximou novamente de mim. Me perguntou baixinho, perto do meu ouvido se estava tudo bem. Sorri meio sem força e disse que sim.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Bom meninas, a gente vai dormir - disse André se desvencilhando das várias mãos de Beto, ele parecia um polvo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Patrícia sorrira maliciosamente para ele. Entendi. Foram para o quarto e nos deixaram em um colchãozinho na sala. A sala era grande, suas janelas era de vidro muito grande, o que fazia com que toda a luz da rua entrasse no cômodo. A lua iluminava o ambiente. Conseguia ver todos os seus traços de seu corpo perto do meu. Nos olhamos por longos minutos do mais puro silêncio. O silêncio que precede o crime. Que cometêssemos então o crime da qual éramos culpadas. Que cometêssemos o amor.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8702131228041228341-2851203350841194864?l=ocantodoconto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ocantodoconto.blogspot.com/feeds/2851203350841194864/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8702131228041228341&amp;postID=2851203350841194864&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8702131228041228341/posts/default/2851203350841194864'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8702131228041228341/posts/default/2851203350841194864'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocantodoconto.blogspot.com/2009/07/o-crime.html' title='O crime'/><author><name>Peka_</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14571398458976932802</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_Agpu0d6_E_E/SGgCHz4ptYI/AAAAAAAAABY/J32kegui2gw/S220/RHU9750.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8702131228041228341.post-3717531361152684559</id><published>2009-07-27T09:36:00.000-03:00</published><updated>2009-07-27T09:38:27.067-03:00</updated><title type='text'>Feliz aniversário</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify; font-family: verdana;"&gt;- To pronta, cadê você meu amor?&lt;br /&gt;- To quase, em 15 minutinhos eu chego aí.&lt;br /&gt;- Você me disse isso faz meia hora Pati.&lt;br /&gt;Riu um pouco nervosa - é que minha mãe - abaixou a voz - ta me enchendo o saco, porque ela acha que o André, sabe?&lt;br /&gt;- Sei amor.&lt;br /&gt;- Pois é, ela quer que eu me arrume toda, e você sabe que eu não gosto dessas coisas - riu novamente.&lt;br /&gt;- Sei.&lt;br /&gt;- Ela quer que eu use vestido Manu - falou manhosamente.&lt;br /&gt;- Eu nunca vi você de vestido, deve ficar linda - sorri para mim mesma.&lt;br /&gt;- E salto alto.&lt;br /&gt;Soltei uma risada gostosa. Não cabia a imagem de Patrícia, uma menina que jogava futebol com os meninos, que andava de calça jeans surrada, pudesse usar um vestido e salto alto.&lt;br /&gt;- Vai ficar linda, só anda logo que a festa dele é pra ser surpresa, fica chato nós chegarmos depois dele né?!&lt;br /&gt;- Eu sei, mas esse vestido ta justo de mais - continuou rindo - ai, minha mãe, tchau.&lt;br /&gt;- Tchau.&lt;br /&gt;Depois de mais vinte minutos de espera, o telefone novamente tocou. Ouvi algum resmungo da minha tia, subi o quarto para poder falar melhor com Patrícia.&lt;br /&gt;- Você está vindo? - perguntei.&lt;br /&gt;- Como você sabia que era eu?&lt;br /&gt;- Porque você já deveria estar aqui.&lt;br /&gt;- Acho melhor nos encontrarmos na casa dele mesmo, vou me atrasar mais um pouco, minha mãe...&lt;br /&gt;- Não acredito, eu estou te esperando faz um tempão pra isso? Você ir sozinha?&lt;br /&gt;- Manui... - abaixou a voz - desculpa, mas minha mãe ainda está me enchendo o saco... Sabe como é, faz parte do jogo né?!&lt;br /&gt;Sim fazia parte do jogo. Esse jogo sujo que jogávamos. Esse jogo que nenhuma das duas gostava, mas que éramos obrigadas a jogar. Obrigadas no sentido de que eu não tinha nada a perder em expor nossa relação, minha tia não dava a mínima para o que eu fazia ou deixasse de fazer. Para ela eu era apenas alguém que coabitava a sua casa, pois assim que eu fizesse 18 anos (coitada) eu iria sair e viver a minha vida bem longe dela. Já Patrícia tinha todo o apoio de sua família abalado se no fim eles ficassem sabendo de nós. Pelo menos era isso que achávamos que aconteceria quando descobrissem nosso crime. Fui pensando em todas essas coisas a caminho da casa de André, o tal namorado da minha menina. No fim éramos nós que deveríamos estar ganhando parabéns, afinal nos escondíamos com unhas e dentes de todos e de tudo, entranhadas apenas com o nosso amor, aquele amor puro e sujo ao mesmo tempo. Que merda de vida era aquela que vivíamos, tendo que usar o André para ilustrar o nosso relacionamento ao invés de simplesmente chegar na casa de Dona Amélia, e ir buscar a sua querida filha pela mão, levando-a para a festa.&lt;br /&gt;Doce ilusão. Que seja doce então. A ilusão, o André, o nosso amor, enfim que seja um parabéns para nós.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8702131228041228341-3717531361152684559?l=ocantodoconto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ocantodoconto.blogspot.com/feeds/3717531361152684559/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8702131228041228341&amp;postID=3717531361152684559&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8702131228041228341/posts/default/3717531361152684559'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8702131228041228341/posts/default/3717531361152684559'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocantodoconto.blogspot.com/2009/07/feliz-aniversario.html' title='Feliz aniversário'/><author><name>Peka_</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14571398458976932802</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_Agpu0d6_E_E/SGgCHz4ptYI/AAAAAAAAABY/J32kegui2gw/S220/RHU9750.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8702131228041228341.post-6844090447617833331</id><published>2009-07-24T20:10:00.000-03:00</published><updated>2009-07-24T20:10:00.224-03:00</updated><title type='text'>Mais uma vez afim</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify; font-family: verdana;"&gt;- Mas a gente precisa mesmo ir?&lt;br /&gt;- Claro né Manu, é o aniversário dele!&lt;br /&gt;- Mas... queria ficar com você.. - tentei puxá-la inutilmente.&lt;br /&gt;- Pára, Manu - ela não conseguia desfazer seu sorriso.&lt;br /&gt;- Ok, ok. Mas é amanhã, não sei por que você não vem e deita aqui ao meu ladinho - bati com a mão no colchão, acenando com a cabeça.&lt;br /&gt;Ela sorriu.&lt;br /&gt;Já estávamos a duas horas naquele impasse. Quando a coisa ia, aquela coisa que não acontecia, mas que a todo momento voltava e pedia para que acontecesse, alguém chegava, ou acontecia outra coisa, mas acontecia alguma coisa. Várias coisas.&lt;br /&gt;- Não! Você vai ficar bem longe de mim, precisamos estudar Manu.&lt;br /&gt;- Vem estudar aqui ao meu ladinho, vem? - tentei novamente pegar sua mão, mas ela foi mais rápida e se desvencilhou de mim mais uma vez.&lt;br /&gt;- Não Manu - no canto de sua boca havia um sorriso tímido. - Nós precisamos estudar meu amor, agora fique quieta aí, matemática.&lt;br /&gt;- Eu não quero saber de matemática, quero saber de você.&lt;br /&gt;Me levantei da cama e fui em sua direção decidida. Passei meus braços sobre os seus que tentavam inutilmente me empurrar para longe, ela rapidamente se deixou levar pelo meu abraço e meus beijos. Empurrei-a contra a cama, seus joelhos se dobraram, caímos deitando. Ela tentava me empurrar com suas mãos, apesar do seu sorriso inevitável entre nossos beijos. Segurei seus braços acima de sua cabeça, o peso do meu corpo sobre nossas mãos a imobilizava. Ela sorriu vencida me olhando nos olhos.&lt;br /&gt;- O que você quer Manuela? - seus olhos eram cúmplices da nossa vontade mútua.&lt;br /&gt;Olhei para sua boca, seus lábios tão ali para mim, seu pescoço que descendo chegavam à sua blusa, seu decote, seu tudo. Agora era eu que estava vencida pela sua beleza e pela minha vontade. Ela sorriu de volta, se entregando para mim. Mas nada disso foi dito, nada disso poderia se quer ser dito. Mas tudo, tudo mesmo, era sentido. No seu sentido mais puro que poderia ser. Mas como sempre era, também era impossível que qualquer coisa acontecesse. Pois foi assim que não aconteceu então, mais uma vez para a tristeza e irritação de ambas. Ela saiu pelo lado da cama, me olhando com um ar de raiva, como se eu tivesse culpa que sua mãe batia vorazmente a porta.&lt;br /&gt;- O que vocês estavam fazendo meninas? - perguntou nos olhando atenta.&lt;br /&gt;- Estudando mãe, como sempre estudando - mas Patrícia não ousava a olhar para sua mãe, ela voltava a sentar na sua mesinha, onde lá estavam pousados vários livros de matemática.&lt;br /&gt;- Hmm - desconfiou. Não sei precisamente do que, pois ela não poderia saber que éramos namoradas, ou sei lá-o-que. Que tínhamos enfim alguma coisa, pois para ela... Ah sim, o André.&lt;br /&gt;- Tia, amanhã é aniversário do André - falei tentando desfazer aquele olhar severo de Dona Amélia sobre nós. Instantaneamente ela abrira um sorriso satisfeito.&lt;br /&gt;- Aé Patizinha (era assim que ela a chamava quando queria alguma coisa), você nem me contou que seu namoradinho estava de aniversário.&lt;br /&gt;- Mãe, ele não... - mas Patrícia se calara. Era melhor deixar que sua mãe continuasse achando que eles estavam juntos, pelo menos assim não corria o risco dela descobrir qualquer coisa sobre nós. Vi que seus olhos estavam tristes, era ruim negar para sua mãe, a pessoa mais importante da sua vida, tudo que tínhamos. Era triste negar o que tínhamos, uma das coisas mais importantes que existia na nossa vida, para a pessoa mais importante da sua vida. Era triste no fim. E era irremediável por enquanto. Então que André fosse seu namorado, pois seria pior se Dona Amélia descobrisse qualquer coisa, (falsa) puritana do jeito que era, religiosa do jeito que era, não, sua filha não poderia ser por hipótese alguma lésbica. Ou os tais nomes feios que ela falava quando surgia esse assunto na mesa, ou na sala olhando televisão.&lt;br /&gt;- Você vai ir né?!&lt;br /&gt;- Claro mãe - falou com um sorriso chocho.&lt;br /&gt;- Que bom minha filha, e você nem tem uma roupa bonita para ir, o que os pais dele vão pensar?&lt;br /&gt;- Vão pensar que eu sou assim e que não tenho porque ficar me enfeitando para estar junto dele - ela me lançou um olhar baixo. Via essa sua tristeza, e essa tristeza me deixava triste. Não gostava de vê-la assim, tendo que inventar histórias em cima de histórias para esconder nosso relacionamento. Esconder. Me sentia como uma fugitiva, como se tivesse cometido o pior erro que alguém poderia cometer. Esse crime que era amar. Então nos escondíamos atrás de um cara, o André. O cara mais gay que a gente já havia conhecido. Mas que fosse ele o seu namorado. E era isso que Amélia acreditava. Era isso que ela queria, era isso que a gente então confirmava.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8702131228041228341-6844090447617833331?l=ocantodoconto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ocantodoconto.blogspot.com/feeds/6844090447617833331/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8702131228041228341&amp;postID=6844090447617833331&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8702131228041228341/posts/default/6844090447617833331'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8702131228041228341/posts/default/6844090447617833331'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocantodoconto.blogspot.com/2009/07/mais-uma-vez-afim.html' title='Mais uma vez afim'/><author><name>Peka_</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14571398458976932802</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_Agpu0d6_E_E/SGgCHz4ptYI/AAAAAAAAABY/J32kegui2gw/S220/RHU9750.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8702131228041228341.post-783362057852506521</id><published>2009-07-24T01:03:00.000-03:00</published><updated>2009-07-24T01:05:51.563-03:00</updated><title type='text'>Os outros</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Já estávamos em meados de março. Fazia força para esquecer Cátia e qualquer coisa que pudesse remeter a ela. Chegara a um ponto que havia pensado em deletar meu orkut, pois a menina insistentemente queria falar comigo. Apaixonara-se por mim, coitada, pensava triste. Eu no fim era cafajeste em dose tripla. Com Patrícia, com Cátia e (principalmente) comigo mesma.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Oi meu amor - ouvi bem pertinho do meu ouvido. Era Patrícia. Ela especialmente linda naquele dia. Seus olhos brilhavam fundo, lá no fundinho. Era especial, era isso. Linda e especial. Me apaixonei naquele momento por ela novamente. Como era bom quando isso acontecia, redescobrir aquela mesma pessoa de um nova maneira, se encantar pelas mesmas coisas que conseguem magicamente se transformar nas ainda mesmas coisas, só que mais belas. Era assim que eu me sentia, mais apaixonada ainda, pela menina que cada dia ficava mais bela. Talvez ela estivesse mesmo ficando mais bela, afinal estávamos crescendo. Depois daquela fatídico janeiro do Rio, não desgrudávamos mais. E aqueles episódios como no cinema, no escuro, começavam a se repetir com maior frequência. A segunda vez que aquilo acontecera estávamos no seu quarto, como de costume depois do almoço no restaurante de sua tia, esperando a vida passar (ou o irmão de Patrícia sumir para que pudéssemos ficar a sós). Vinícius enfim decidira incomodar outra pessoa. Patrícia rapidamente trancara a porta atrás dele. Após alguns gritos, batinas na porta e mãe-elas-não-querem-abrir-a-porta-me-deixa-entrar-que-eu-sou-chato (ok, essa eu adicionei), enfim chegara o momento que tanto esperávamos durante a semana. Totalmente a sós. Com porta trancada, sem irmão caçula, sem tia para incomodar, sem pai, sem mãe, só nós. Ela me olhava condenando um sorriso no canto da boca. Seu olhar era quase malicioso, se não a conhecesse diria ser sim e assim, malicioso.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Ela se deitara ao meu lado na cama. Ficou me olhando durante um longo tempo. Passou seus dedos levemente sobre meu rosto. Sorri.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Que foi?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Nada não.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Fala... &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Você é linda.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Que besteira.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- É sim.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Ficamos naquela história eu-te-amo-não-eu-que-te-amo-mais e breguices a parte durante um bom tempo. Eu sentia que aquilo era só enrolação para algo que viria depois. Como se soubéssemos que precisávamos daquela encheção só para o gran finale. Que viesse logo o que tinha que vir. A parte mais esperada do nosso encontro. Quando as coisas começavam a ficar desconhecidas, mas que era tão bom ir descobrindo. E era assim que começava. Alguém tomava a iniciativa. Por vezes eu, por vezes Patrícia. Mais eu do que Patrícia. Mas quando começava não havia jeito de me fazer parar. Nem de fazê-la parar. Nem de fazer pararmos juntas. Só os outros. Estes sim. Malditos outros que vinham nos importunar. Era por isso que naquelas sextas, depois do almoço, quando o pai de Patrícia saía para trabalhar, e sua mãe ia fazer alguma coisa em alguma vizinha, em algum lugar, é que podíamos ficar mais a sós do que de costume. Era um momento único. Sozinhas. Era isso que importava. Era disso que precisávamos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;E assim como me deu um beijo, eu lhe retribui outro, ela me devolveu outro. Era assim que começava. Nós, por nós mesmas nunca parávamos o que estávamos fazendo. Já os outros... Toda hora era hora de ir tentar abrir a porta, de falar alguma coisa, de mostrar alguma coisa, de fazer, ou melhor de não nos deixar fazer nada. Apenas aquela agonia, aquela vontade reprimida de sabe-se-lá-deus-o-que. Mas era fato. Era vontade. Era reprimida, e fazia mal. Fazia mal porque quase brigávamos por causa disso. Aquele isso que não sabíamos (ou não queríamos dizer) o nome. Mas era. E era muito.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Ela parou de me beijar e continuou me olhando. Era um olhar puro e sincero. Era lindo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Que foi?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Nada não.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Fala...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Você é linda.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Que besteira.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- É sim.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Você que é Pati - passei meu corpo por cima do seu, como num passe de mágica ela me puxou para mais perto (como se isso fosse possível), me apertando forte, não deixando um espaço se quer vazio entre nossos corpos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Ela me olhava. Eu retornava. Havia um silêncio estranho entre nós. Mas era um estranho bom. Um estranho de desconhecido, de vontade. Sim, aquela vontade reprimida.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Ela me beijou. Eu retribui. Ficamos nos beijando, daquele jeito mesmo. Eu com todo o meu corpo em cima do dela. Ela com sua mão direita passando pelas minhas costas, descendo pela minha cintura, encontrando o fim da minha blusa e o começo da minha barriga. Senti no seu beijo um segundo de hesitação. O segundo mais rápido que vi Patrícia decidir alguma coisa. Fora o segundo entre o começo e o fim. Que bom que era só o começo. Me empurrou gentilmente para o lado, ficou com quase todo seu corpo em cima do meu, o que facilitou que sua mão escorregasse para o cós da minha calça. Senti nos seus olhos, o segundo segundo de hesitação. Este precisou da aprovação dos meus olhos, que por mais mudos que estivessem, diziam todas as coisas que ela queria ouvir. Ela me beijou profundamente. Talvez para não ter que encarar meus olhos tão atentos a cada coisa que ela fazia. Abriu do jeito que pode o botão da minha calça. Suspirei involuntária. Ela abriu o zíper instintivamente, sorri sem calcular, ela desceu sua mão sem nem pensar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Mas como tudo que tem começo, tem fim. E como tudo que é bom, o fim chegou mais rápido do que prevíamos, e principalmente, que esperávamos. Sua mãe bateu na porta oferecendo um bolo de sei-lá-o-que. Ela permaneceu me olhando, daquela mesma posição em que estávamos há segundos atrás. Houve alguns segundos de silêncio entre a gente. Senti a certeza de que aquilo sim não era mais um fim, apenas mais um momento para adiar o que tanto queríamos fazer. Ela sorriu ainda com a sua mão por baixo da minha calça. Eu devolvi o sorriso forçando todo meu corpo contra o seu, senti a sua mão mais próxima de mim. Sua mãe continuava a bater na porta oferecendo o tal bolo. Pati novamente me empurrou como pode para o lado, fechou muito devagar o zíper da minha calça, não mais olhando para meus olhos, lançou um sorriso enigmático, levantou-se da cama e foi abrir a porta.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Se aquilo tudo era só o começo, que viesse logo o meio, o fim, qualquer coisa, mas que viesse e logo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8702131228041228341-783362057852506521?l=ocantodoconto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ocantodoconto.blogspot.com/feeds/783362057852506521/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8702131228041228341&amp;postID=783362057852506521&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8702131228041228341/posts/default/783362057852506521'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8702131228041228341/posts/default/783362057852506521'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocantodoconto.blogspot.com/2009/07/os-outros.html' title='Os outros'/><author><name>Peka_</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14571398458976932802</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_Agpu0d6_E_E/SGgCHz4ptYI/AAAAAAAAABY/J32kegui2gw/S220/RHU9750.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8702131228041228341.post-5539705689014752343</id><published>2009-07-23T21:43:00.000-03:00</published><updated>2009-07-23T21:45:24.730-03:00</updated><title type='text'>Enfim o fim</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Déia voltara com um café para cada uma na mão. Ela sabia da minha paixão por café preto. Fiquei mais feliz. Decidi que não ficaria mais triste (como se fosse tão fácil).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Déia, vou te deixar lá na sua casa né?!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Ai, nem me fala... A Malu... Que merda.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- O que aconteceu?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Hoje é aniversário da Malu, não tinha te contado?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Não.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Pois é, a Renata resolveu fazer uma festa surpresa pra ela... Ta todo mundo lá.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Ah... desculpa ter tirado vocês de lá...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Não te preocupa Manu - falou Yumi sorrindo novamente pra mim - elas podem ficar sozinhas um pouco. Você quer ir junto pra lá?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Sinceramente não, vou pra casa, me deixa em qualquer lugar que eu vou.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Deixara Déia em casa e sem descer do carro, continuamos andando. Mas não era em direção a minha casa.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Onde você ta me levando?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Você ta com fome?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Não, onde você ta indo? Quero ir pra casa... - falei nenhum pouco decidida.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- E eu quero cuidar de você Manu, assim como você sempre cuidou de mim.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Sorri sem saber o que dizer.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Então me deixa em casa...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Não vou deixar você sozinha.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Mas a Débora deve estar lá. Ah, eu tinha me esquecido, ela deve estar lá com o seu namorado - fiquei triste, o que eu mais queria naquele momento era ficar quietinha na minha cama, dormindo, dormindo, esperando pra ver se aquela dor do meu peito passava de uma vez por todas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Viu só, você vai ficar é comigo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Senti meu coração voltar a bater novamente, sorri para mim mesma.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- E porque a gente não ta indo lá pra sua casa então?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Ai, nem me fale... Deu mais uma confusão lá. Minha mãe é louca, meu pai pior ainda, meu irmão só quer saber de se trancar no quarto com a sua namorada... E eu é que me vire nessa confusão.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- E o que isso me impede de ir pra lá?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Vi que ela ficara sem jeito.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Ah... é que minha mãe meio que não sabe nada de mim, sabe?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Hm... e?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- E ela meio que desconfiou já que a... - ela se calara.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Então você e a Jéssica estão bem? - perguntei tentando disfarçar minha tristeza que já não era mais por causa de Patrícia.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- É... - respondeu ficando quieta novamente.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Que bom pra vocês, pelo menos alguém tem que ser feliz nessa vida né? - falei me entristecendo mais ainda.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Ah, mas nem é assim não... As coisas sei lá... só são, entende?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Não - confessei.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Sei lá, às vezes parece que quando a gente espera muito pra uma coisa acontecer, quando ela acontece tem mais chance de não ser tudo aquilo que imaginamos, entende?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Tento - sorri.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Pois é... Acho que é isso. Ela é legal, eu gosto dela.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Só legal?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- É, só legal.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- E você acha isso bom?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Não sei, é fácil - deu com os ombros.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Você e essa seu fetiche por coisas fáceis - sorri, empurrando-a carinhosamente.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Ah, pra que confusão?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Olha... Quando eu gosto das pessoas, não gosto porque sei que terei confusão com ela, mas nem muito menos porque acho que ela é fácil... Eu gosto porque gosto, e se permaneço é porque eu quero.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Mas quem disse que eu não quero?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Ficamos novamente em silêncio. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Fomos ao shopping que ficava perto dali. Ela insistiu que eu estava muito magra, que precisava comer alguma coisa. Lembrei instintivamente de Patrícia e de todo o seu carinho que tinha por mim, para eu me cuidar, para não comer só porcarias, dela em si. Era engraçado, naquele tempo todo que eu havia trocado de cidade e deixado tudo aquilo para trás (como se fosse possível), eu não havia ficado pensando em Patrícia. Ri nervosa. Era engraçado como podemos ser egoístas e só querer essas coisas quando não podemos ter. Era assim que eu era. Ponto final. Não iria mudar de uma hora pra outra. Não desfaria tudo que já havia feito e causado em Patrícia. Era impossível. Naquela hora, provavelmente Patrícia estaria embarcando no avião, indo em direção não só a Canadá, mas em direção oposta de mim. O sem mim que demorou tanto tempo pra eu acreditar que um dia chegaria. O dia em que ela me olharia nos olhos, profunda, direta, com certeza (coisa que ela nunca tivera), e me daria tchau. E iria. Coisa que eu já tinha feito há tanto tempo. Iria, para longe e para sempre. Me conformei. Por mais clichê era assim que tinha que ser, e pronto. Mais do que conformação. Era uma confirmação. Era aquilo, e deu. Ok, pensei ainda tentando coordenar meus pensamentos. Se era isso, eu tinha perdido Patrícia (e já fazia tanto tempo, porque aquilo ainda me doía daquele jeito?). Perdi quando não dei razão a mim mesma, quando não me escutei. E se tivesse me escutado, ia voltar ao passado. E se voltasse? O que eu iria fazer? Talvez as mesmas coisa que já tinha feito há tanto tempo atrás. Sim, iria. Então pra que voltar e sofrer tudo de novo? Não que eu tivesse sofrido, eu era muito mais egoísta do que a coitada da Patrícia achava. Eu não havia sofrido. Depois talvez. Mas sofrido de mim, pena de mim, e só de mim. Não de Patrícia. Sofria porque no fim tudo dera errado para mim, não que antes havia dado para os outros. Os outros eram os outros, eu era só eu e isso.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Mas naquela manhã de sábado, ao vê-la acordar, daquele jeito que sempre sonhava, que gostava tanto. Ao vê-la. Ao receber em troca seu olhar sincero (e isso era o que mais doía). E a constatação. A confirmação. A certeza. O fim. Isso sim era triste. E isso era maior do que minha autopiedade. Isso era maior do que meu egoísmo. Isso era maior até do que o amor que um dia eu sentira por ela. O fim. O inevitável, que por tantas vezes esteve nas nossas mãos o transformar em reversível, mas que por estar justo nas mãos erradas, não o fora. Então fim. O fim esperado desde o começo de tudo. Afinal, por mais que não sabia quando que tudo começara, sabia que um dia sim, o fim. O fim apareceria, da forma mais pura, mais doce, mais angelical e mais maquiavélica. Mas apareceria. E quando assim o fizesse, eu iria ceder todas minhas forças, e deixaria que ele tomasse as rédeas. Que controlasse tudo. E eu, ali presente, ou mais ausente ainda, o deixaria fazer o que quisesse. O fim.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8702131228041228341-5539705689014752343?l=ocantodoconto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ocantodoconto.blogspot.com/feeds/5539705689014752343/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8702131228041228341&amp;postID=5539705689014752343&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8702131228041228341/posts/default/5539705689014752343'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8702131228041228341/posts/default/5539705689014752343'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocantodoconto.blogspot.com/2009/07/enfim-o-fim.html' title='Enfim o fim'/><author><name>Peka_</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14571398458976932802</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_Agpu0d6_E_E/SGgCHz4ptYI/AAAAAAAAABY/J32kegui2gw/S220/RHU9750.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8702131228041228341.post-6598987543628643203</id><published>2009-07-23T17:37:00.000-03:00</published><updated>2009-07-23T17:38:37.380-03:00</updated><title type='text'>Confesso</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify; font-family: verdana;"&gt;Déia nos esperava no carro, sentada atrás. Mascava um chiclé um pouco freneticamente de mais, talvez estivesse nervosa, refleti pelas suas bolas de ar estouradas de dois em dois segundos. Quando nos viu de mãos dadas instintivamente me deu um olhar malicioso, arregalando seus olhos. Eu novamente sorri. Dei com os ombros. Tudo isso aconteceu rápido o bastante para que Yumi não visse.&lt;br /&gt;- Quer dirigir? - falou me estendendo a mão, com as chaves.&lt;br /&gt;- Dessa vez não - sorri sem graça.&lt;br /&gt;Fomos em silêncio por aquele caminho que eu já conhecia.&lt;br /&gt;Via pelo espelho que Déia toda hora fazia menção de falar alguma coisa, mas automaticamente se punia para ficar calada. Aquilo até que me divertiu, vê-la lutando contra a sua curiosidade para saber o que havia acontecido.&lt;br /&gt;- Eu fui pra minha cidade - enfim falei, vendo Déia suspirando aliviada por finalmente falar.&lt;br /&gt;- E o que aconteceu? - perguntou imediatamente.&lt;br /&gt;- A Patrícia vai para o Canadá - no fundo não era isso que me entristecia, era ver nos seus olhos a certeza de que eu não a amara. Aquilo sim me matava. Ela achar que tudo que havíamos vivido não fora nada para mim. Talvez tivesse mudado de opinião com a minha carta. Mas até aquilo me chateava, pois se fora preciso de uma carta melodramática para ela acreditar no meu amor, então é porque realmente eu havia sido pior do que imaginava com ela.&lt;br /&gt;- Mas Canadá nem é tão longe assim - falou Déia amistosamente.&lt;br /&gt;- Eu sei - conclui.&lt;br /&gt;Déia fizera uma cara de não entender.&lt;br /&gt;- Ela acha que eu nunca a amei - falei forçando meus olhos para não recomeçar a chorar.&lt;br /&gt;Com o canto do olho vi Yumi fechar um pouco a cara, talvez estivesse tentando entender o que estava acontecendo, afinal nunca havíamos conversado sobre isso.&lt;br /&gt;Déia ficara em silêncio, e assim ficamos por mais um bom tempo.&lt;br /&gt;Senti que precisava colocar para fora todo aquele peso, assim talvez aquela minha tristeza sem fim sumiria.&lt;br /&gt;- A Patrícia foi a minha primeira namorada - falei meio baixo, com o pouco de força que eu tinha para falar sobre tudo aquilo - a gente namorou por um bom tempo, a gente se conhecia desde criança.&lt;br /&gt;- Sei... - Yumi falou, percebi que talvez ela estivesse tentando me dar força para continuar a falar.&lt;br /&gt;Mordi meus lábios trancando aquele choro que tentava a todo custo me vencer.&lt;br /&gt;- Eu fui uma idiota com ela durante muito tempo, mas eu também não tinha culpa, nunca tinha namorado com ninguém, do nada ela queria compromisso, quase queria que eu me mudasse pra casa dela, ela queria coisas que eu não podia dar. Mais aí como sempre eu fui uma covarde de merda... - as lágrimas já caiam dos meus olhos, fazendo com que não conseguisse mais enxergar a rua lá fora.&lt;br /&gt;- Você não é covarde Manu - tentou me dar força.&lt;br /&gt;- Sou sim Yumi, eu sou uma covarde de merda mesmo, coloquei tudo fora porque eu tinha medo de tudo, porque nem eu me conhecia, porque eu achava que podia ser uma boa pessoa pra ela, mas na verdade eu nunca fui. Aliás, o que eu sempre fui foi uma egoísta, ela ta certa, eu sou uma egoísta mesmo. Bem feito pra mim, eu que me f.&lt;br /&gt;- Eu não acho que alguém que vem do fim do mundo pra cá, sozinha, decidida a ser independente, que seja tão forte como você é, que consiga dar conta dos estudos, do trabalho e das suas amigas - sorriu lindamente - seja covarde. Muito pelo contrário Manu, você é muito corajosa por, independente das razões pelas quais tudo isso aconteceu, ter saído da cidade que você conhecia pra vir pra um lugar onde você não tinha nada. E ter construído tantas coisas só em meio ano que está aqui. Eu não sei o que aconteceu entre vocês duas, mas eu tenho certeza da menina linda que você é.&lt;br /&gt;Sorri meio boba.&lt;br /&gt;- Eu achava que era isso mesmo, mas não é. E o que me dói não é não estar mais com ela, é não ter terminado direito toda essa história.&lt;br /&gt;- Mas Manu, certas histórias de amor são assim mesmo, sem fim.&lt;br /&gt;- Ela não merecia tudo que eu fiz - falei chorando completamente.&lt;br /&gt;Déia ficara calada. Yumi também.&lt;br /&gt;Yumi parara o carro no estacionamento do Mc. Déia saíra do carro para comprar alguma coisa que não entendi no seu resmungo.&lt;br /&gt;Yumi me puxara para ela me abraçando. Novamente desabei a chorar.&lt;br /&gt;- Vai ficar tudo bem Manu - me abraçava forte, como se me cuidasse, como se me protegesse - você é uma das pessoas mais incríveis que eu já conheci na vida, sério - falou vendo minha cara - poxa, são poucas pessoas que conseguem fazer tudo isso que você faz e ainda fazer bem.&lt;br /&gt;- Legal, eu faço muitas coisas mesmo.&lt;br /&gt;- Faz sim.&lt;br /&gt;- Sim, eu bebo, eu saio quase todos os dias, sou uma pessoa útil na sociedade, eu como pizza em final de semana porque não sei fazer nem um ovo frito, joinha pra mim.&lt;br /&gt;- Não fala besteira Manu - falou muito carinhosamente passando seus dedos entre meus cabelos - Você ainda cuida de todo mundo, eu lembro de toda aquela confusão com a Déia, lembra? Porque você acha que ela veio direto falar com você e não com a Renata que é a companheira que mora junto com ela?&lt;br /&gt;- Porque de certo a Renata tava transando com alguém - falei ironicamente.&lt;br /&gt;Ela riu - que absurdo Manu, você também não quer se ajudar.&lt;br /&gt;Fiquei novamente em silêncio. Eu precisava era sumir, ir pra longe de tudo, pensei triste.&lt;br /&gt;- Hei, Manu, você disse que foi a primeira namorada, então quer dizer que você já namorou mais vezes, né?!&lt;br /&gt;Respondi que sim com a cabeça.&lt;br /&gt;- Então, não foi o primeiro término de namoro e provavelmente não vai ser o último.&lt;br /&gt;- Mas ela foi a única pessoa que eu já amei de verdade.&lt;br /&gt;Ela simplesmente ficou calada. Não havia nada mais a ser dito.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8702131228041228341-6598987543628643203?l=ocantodoconto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ocantodoconto.blogspot.com/feeds/6598987543628643203/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8702131228041228341&amp;postID=6598987543628643203&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8702131228041228341/posts/default/6598987543628643203'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8702131228041228341/posts/default/6598987543628643203'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocantodoconto.blogspot.com/2009/07/confesso.html' title='Confesso'/><author><name>Peka_</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14571398458976932802</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_Agpu0d6_E_E/SGgCHz4ptYI/AAAAAAAAABY/J32kegui2gw/S220/RHU9750.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8702131228041228341.post-2014665871065668752</id><published>2009-07-22T10:22:00.000-03:00</published><updated>2009-07-22T10:24:43.187-03:00</updated><title type='text'>Aos poucos</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Déia - tentava parar de chorar desde que havia entrado no ônibus, mas não conseguia. Não sabia como ainda conseguia ter lágrimas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- O que aconteceu Manu? - respondeu preocupada.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Eu... - tentava falar, mas o choro e os soluços não deixavam - eu não to bem...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Onde você ta?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Ro-do-viária... - chorando.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Eu vou aí, me espera.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Vem rápido.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Me surpreendi com a velocidade que Déia havia aparecido na minha frente, em menos de vinte minutos lá estava aquela menina tão linda, vindo em minha direção com os braços abertos. Quando senti seu abraço, simplesmente desabei neles. Ela me apertava forte, me mantendo em pé. Não falou absolutamente nada, apenas me segurava, mal sabia ela o quanto aquilo estava me fazendo bem. Sentia que ela no fundo entendia o que estava acontecendo comigo, e talvez por isso que ela me segurava com tanta força, não deixando que eu caísse. Que caísse de tristeza, aquela tristeza que ia me consumindo, me fazendo sangrar por dentro, aquele aperto tão forte que quase me impossibilitava de respirar. Ficamos abraçadas durante um tempo que eu não faço nem ideia de quanto. Ela calara-se com o meu choro. Fazia com que aos poucos minha respiração voltasse ao normal, e seguisse a sua. Quando finalmente a soltei, já havia parado de chorar. Era surpreendente como ela conseguira me acalmar sem dizer uma única palavra.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Não - colocou seu dedo na minha boca, quando fiz menção de falar - não precisa me falar nada agora Manu, só se você quiser, eu to com você.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Fiquei em silêncio. Aquele aperto que me consumia não deixava sair um único som de mim. Havia perdido a vontade das coisas, tudo ficara cinza e triste. Delicadamente ela passara seus dedos limpando minhas lágrimas do meu rosto.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Respirei fundo, tentando exalar com força, pra ver se conseguia mandar aquela tristeza embora. Enfim consegui abrir a boca para falar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Como você chegou aqui tão rápido? - falei soltando um sorriso quase morto.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Déia apontou para sua direita. Olhei e custei a acreditar, era Yumi parada me olhando. Desde que Déia chegara não havia visto que Yumi estava ali. Ela me olhava com ternura, uma ternura que nunca havia visto em seus olhos. Ficara parada me olhando, esperando talvez que eu desse algum sinal positivo ou negativo, mas que dissesse alguma coisa. Fazia um bom tempo que a gente não conversava, desde aquele episódio fatídico da praia.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Mas eu não conseguia fazer nada, me sentia imóvel, petrificada pela minha tristeza. Tentei respirar mais uma vez bem fundo, mais fundo do que a outra vez. Apertei os lábios, dando um sorriso para Yumi. Imediatamente ela viera em minha direção me dando um abraço com tanta vontade que cheguei a ir para trás.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Senti minha alma se enchendo aos pouquinhos. Senti meu corpo voltando a se esquentar aos poucos. O seu cheiro me acalmava. Seu abraço me fazia sentir segurança. Fechei meus olhos e por alguns instantes não senti aquele aperto que estava sentindo no coração. Durante aquele abraço fiquei imune a tudo, menos aquela tristeza que me perseguia.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Era bom sentir aquele abraço tão apertado, tão cheio de coisas. Coisas boas, cheio de cores, fazendo com que aos poucos aquela angústia fosse passando, indo pra longe, voltando junto com o ônibus que ia para aquela cidadezinha que eu nunca mais queria ver.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Yumi passava sua mão direita pelos meus cabelos. Ainda com seus braços em volta do meu pescoço, me olhou durante algum tempo. Seus olhos estavam marejados de lágrimas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Nunca mais me assusta desse jeito - voltando a me abraçar muito forte, como se tivesse medo que eu sumisse dali por algum passe de mágica.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Repousei minha cabeça colada no seu pescoço. Sentia seu cheirinho, aquilo era bom. Me fazia esquecer daquele encontro trágico com Patrícia. Daquela nossa despedida tão banal. Aquela despedida com seu definitivo fim, pelo menos era assim que eu via, ou assim que eu esperava.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Fechei meus olhos e consegui naquele tempo em que ficamos abraçadas (sem saber do quanto) simplesmente não pensar em nada. Quando abri meus olhos vi que Déia não estava mais ali ao nosso lado, espertinha ela, pensei conseguindo dar meu primeiro sorriso de verdade.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Yumi soltara-se de mim, passando suas mãos sobre meu rosto. Eu podia estar louca, mas eu vi nos seus olhos algo maior do que ternura.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Ela apenas me fitava. E eu apenas retribuía. Não estava em condições de pedir desculpas por tudo que acontecera entre a gente, ou dizer o que havia acontecido comigo nessa viagem, ou dizer qualquer coisa, só queria ficar quieta, no mais puro silêncio. Talvez ela me conhecesse, talvez ela me entendesse sem ao menos eu precisar falar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Manu, vem - segurou minha mão, e me levou até seu carro - eu vou cuidar de você.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8702131228041228341-2014665871065668752?l=ocantodoconto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ocantodoconto.blogspot.com/feeds/2014665871065668752/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8702131228041228341&amp;postID=2014665871065668752&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8702131228041228341/posts/default/2014665871065668752'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8702131228041228341/posts/default/2014665871065668752'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocantodoconto.blogspot.com/2009/07/aos-poucos.html' title='Aos poucos'/><author><name>Peka_</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14571398458976932802</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_Agpu0d6_E_E/SGgCHz4ptYI/AAAAAAAAABY/J32kegui2gw/S220/RHU9750.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8702131228041228341.post-3297610104406844900</id><published>2009-07-21T16:50:00.001-03:00</published><updated>2009-07-21T16:53:34.463-03:00</updated><title type='text'>No final fica tudo no mesmo</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Não consegui mais segurar meu choro, desabei com as mãos trêmulas segurando aquele pedaço de papel, aquele pedaço do meu coração que eu deixava ali, para que Patrícia pegasse e guardasse junto com ela.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Larguei a carta em cima da cômoda, sem olhar para Patrícia, esfreguei forte meus olhos para tentar enxergar em meio às lágrimas. Quando cheguei à porta arrisquei um último olhar para Patrícia, e saí do quarto.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Desci as escadas tentando fazer silêncio. Quando cheguei ao último degrau dei de cara com dona Amélia. Ela olhou bem fundo nos meus olhos, e talvez por ver o tamanho da tristeza que estava encravada neles, não falou absolutamente nada, apenas me deu licença para continuar meu caminho.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Ainda esperei ouvir os passos de Patrícia descendo as escadas, quando fechei a porta atrás de mim esperei ouvir um grito de Patrícia para eu esperá-la, vindo em minha direção dizendo que acreditava em mim. Já na primeira quadra depois de sua casa, incansavelmente ainda esperei que ela viesse atrás de mim, correndo, com seus cabelos ao vento, me abraçando, e me perdoando por tantos anos de sofrimento e desencontros. Mas ela não veio. Eu entendia a sua posição, mesmo com o coração tão apertado, mesmo com aquela tristeza cortando todo o meu corpo. Parecia que havia sido atropelada por um caminhão de mangas, tudo doía. Fui caminhando em direção à rodoviária, passando por muitos lugares dos quais outrora estive junto com Patrícia. Aquele caminho mais parecia uma saga que eu precisava trilhar para uma nova vida, pra perder aqueles desencontros de vez. Pra deixar todo o meu passado ali, deixar em fim Patrícia ir. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Desci uma ruazinha que dava direto para uma pracinha, pracinha esta que tantas vezes Patrícia e eu usávamos como abrigo. Fui até uma parte os as árvores se fechavam, fazendo um esconderijo. O esconderijo que nós sempre íamos nos momentos de aperto. Entrei naquele caminho de árvores fechadas, procurando uma árvore onde havíamos escritos nossos nomes. Uma, duas, na terceira achei. Lá estava "Pati e Manu" em volta de um coração, muito brega pensei sorrindo em meio as lágrimas. Lá estava mais uma marca de toda nossa história. Uma das tantas marcas visíveis que tínhamos feito naquela pequena cidade. Aquela cidade que dominamos com tamanha propriedade. Cada canto que poderia se tornar um abrigo para nós, nós já havíamos descoberto. Naquela idade das trevas quando sua mãe nos descobriu. E fora tudo minha culpa. Eu que estava forçando a barra e não ouvindo os pedidos de Patrícia para que não fizéssemos nada naquele dia, que ela pressentia que algo aconteceria.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Rodava alto o CD da Joss Stone, nossa sempre atual trilha sonora, já estávamos quase na quinta faixa, e ela ainda me punia, pedindo calma, para eu parar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Manu, pára - tentava falar em meio aos meus beijos, sedentos de saudade.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Ai meu amor, eu tava morrendo de saudade - falei já deitando novamente por cima dela, passando minha mão por baixo da sua blusa, em busca de seu corpo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Manu... - mas ela não conseguia resistir, ela também estava com saudade, afinal o que são dois dias, dois longos dias, para duas pessoas apaixonadas? uma verdadeira eternidade.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Minha mãe deve chegar daqui a pouco... - mas eu não queria saber de falar, queria Patrícia, toda ela, sem falas, sem medos, sem conversas de botas batidas, mas Patrícia. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Prometo que ela não vai chegar, agora deixa eu tirar isso aqui - já arrancando sua blusa com força. Ela me olhara com um certo quê de espanto, mas no fundo se deliciava com minha vontade.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Eu estava com saudade de sua boca, de sua língua, do seu gosto, do seu corpo. Precisava senti-la perto de mim, sem barreiras entre nós. Abraçá-la sem blusa era algo inacreditavelmente mágico, quase lúdico se não fosse tão excitante. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Abri rapidamente seu zíper, puxando sua calça para baixo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Calma Manu - tentava falar entre um beijo mais cobiçoso que o outro. Mas ela também queria, sua mão já abrira minha calça também, com um pouco mais de delicadeza que eu, talvez. Me virou na cama com força, fazendo com que todo seu corpo ficasse por cima do meu. Puxou de uma só vez minha blusa, me beijando o pescoço, abrindo meu sutiã, tocando-o para longe, beijando e mordendo. Coloquei novamente meu corpo por cima dela, beijando-a com tanta vontade, que ela instintivamente me abraçava forte, por vezes me arranhando. Seu gosto, seu corpo, era tudo meu.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Filha, vocês ainda estão estão... - ouvi a voz da morte. Não, aquilo era pior do que a morte. Aquilo era a voz do inferno, vindo das cinzas do fim do mundo. Era a mãe de Patrícia abrindo a porta. Não, naquele instante não. Patrícia e eu nos olhamos rápido e instintivamente, ambas com pânico daquela situação. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;O que acontecera posteriormente foi muito, mas muito rápido e tenso, pra não dizer dramático. Nunca havia me trocado com tanta agilidade, em menos de cinco segundos, pode apostar, já estava com calça e blusa postos, em meios aos horrores que Amélia dizia, algo como "que porra está acontecendo aqui? Sua ordinária, então é isso que vocês tanto fazem estudando, suas nojentas" e lá se foi um tapa em mim. A mulher surtara completamente. Também pudera, quem não surtaria. Eu surtei, Patrícia surtou, todas loucas. Amélia viera para cima de mim, entre tapas desajeitados e socos. Que bom que ela era santa, nunca havia brigado na escola, pensava aliviada, tentando me defender como podia, eu não iria bater na mãe da minha namorada, minha sogra que naquele instante se tornara minha pior inimiga. Mas eu já não sentia uma parte se quer do meu corpo, estava mole, branca, gelada, vazia, com medo como nunca sentira na minha vida inteira. Patrícia tentava amenizar a situação segurando sua mãe, mas daí ela partira pra cima dela, eu não sabia o que fazer. Foi então que algo divino aconteceu, não sei por que raios ela simplesmente parara, ficando em silencio. Porém sua cara tinha tanta raiva, tinha tanto ódio e desprezo, que parecia gritar em alto e bom som todas suas pragas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Amélia respirara fundo cinco vezes, cinco longas vezes. Meu coração batia forte, não arriscara a olhar em direção de Patrícia.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Manuela, o pai da Patrícia ganharia um ataque do coração se visse essa coisa horrível que eu vi - ela falava pausadamente, como se tentasse ficar mais calma, mesmo que a cada palavra seu ódio aumentava progressivamente - você vai sair agora da minha casa e nunca, ouça bem, nunca mais ouse a falar com a minha filha ou aparecer por aqui. NUNCA MAIS. Gritara alto, me empurrando praticamente escada a baixo. O resto eu não me lembro direito. Fiz questão de esquecer. Ficava feliz com isso, pelo menos havia esquecido daquele horror. Lembro que sai da casa de Patrícia ouvindo gritos e a porta se fechando com força atrás de mim. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Mas hoje Amélia teve que engolir toda sua raiva por eu ter dormido ali na sua casa mais uma vez, e simplesmente ficara em silêncio me vendo ir embora. Pois eu preferia ir embora enxotada por Amélia, mas tendo o apoio e pelo menos o olhar de Patrícia sobre mim, do que sair com o apoio de sua mãe, sem ao menos um ar de Patrícia.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Cheguei à rodoviária, esperei pouco tempo e entrei no primeiro ônibus que ia para a minha nova cidade. Então que eu deixasse tudo para trás, deixasse tudo naquela estrada que ia aos poucos me levando para longe de Patrícia. Se eu me encontrara ao vê-la tão perto de mim, então que eu me perdesse e deixasse aquela Manuela apaixonada por Patrícia para trás, guardada com todas as lembranças que iam ficando junto com aquele caminho acinzentado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8702131228041228341-3297610104406844900?l=ocantodoconto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ocantodoconto.blogspot.com/feeds/3297610104406844900/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8702131228041228341&amp;postID=3297610104406844900&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8702131228041228341/posts/default/3297610104406844900'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8702131228041228341/posts/default/3297610104406844900'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocantodoconto.blogspot.com/2009/07/no-final-fica-tudo-no-mesmo.html' title='No final fica tudo no mesmo'/><author><name>Peka_</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14571398458976932802</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_Agpu0d6_E_E/SGgCHz4ptYI/AAAAAAAAABY/J32kegui2gw/S220/RHU9750.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8702131228041228341.post-2050267579755457115</id><published>2009-07-20T13:41:00.000-03:00</published><updated>2009-07-20T13:42:20.315-03:00</updated><title type='text'>Presente simples</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify; font-family: verdana;"&gt;"Pati,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sei que pode parecer loucura eu aparecer aqui, e justamente no barzinho justo na sua festa de despedida. Pode parecer loucura também eu te dizer que eu não sabia de nada, mas eu não sabia. Pode parecer loucura, mas eu vim pra cá pensando em você, eu vim pra cá porque precisava ver algum rosto conhecido, um rosto mais do que conhecido, um rosto que me fizesse ver quem eu sou, que me lembrasse de onde eu vim. Você sempre esteve certa sobre mim, eu sou egoísta sim. Foi por isso que eu aceitei vir dormir aqui na sua casa. Eu precisava te ver acordar mais uma vez, e você sabe do quanto é linda quando acorda. Eu precisava olhar nos seus olhos pra te dizer tantas coisas. E por não conseguir dizer nada que eu escrevi essa carta. Já que pelo que eu digo você não acredita, talvez por meio de letrinhas escritas você entenda de uma vez por todas o quanto eu te amo. O que aconteceu com a gente nunca foi falta de amor. Desde a primeira vez que eu vi você eu já me apaixonei, foi quando cheguei aqui e te vi jogar futebol na rua, quando você veio me dar oi. Eu me encantei por aquela menina toda sujinha jogando futebol. Mesmo não sabendo o que era amor, eu já estava apaixonada por você. Crescer junto com você foi a melhor coisa que aconteceu na minha vida, e poder estar presente ao seu lado, mas bem do seu lado... Não tenho palavras pra descrever o quanto me sinto a pessoa mais feliz do mundo por poder participar de tanta, mas tanta coisa com você. Eu me lembro do nosso primeiro beijo, e não preciso nem fechar os olhos pra lembrar de cada coisinha. A Barbie ridícula da tia Med, e depois o melhor presente que eu ganhei em toda a minha vida. Porque ele nunca ninguém vai poder tirar de mim, nem eu mesma com as minhas borradas que eu sempre fiz e faço com as pessoas. Porque a melhor coisa que eu já ganhei na minha vida foi você Pati, foi o seu amor, o seu carinho, a sua atenção e os seus beijos, no plural mesmo, porque seus beijos... Eles sim são a melhor coisa do mundo. E não pense que eu sou uma cafajeste que veio aqui tentar te relembrar só das coisas boas que tivemos. Eu sei de tudo que eu fiz errado com você, e mais do que te pedir desculpas, eu te peço compreensão. Eu sei do quanto eu errei, mas sei também que eu errei mais comigo do que com você. Eu errei em achar que eu teria capacidade e maturidade para assumir alguma coisa com alguém. Com o alguém mais incrível que eu pude conhecer e que sei que vou conhecer pelo resto da minha vida. Eu errei por achar que daria conta dessa mulher linda que você é. Que poderia ser pelo menos um terço do que você merecia. Mas eu nunca fui isso, não fui nem metade do que achava que seria. E eu sei disso, e é por isso que eu peço desculpas pra você, por não ter aceitado isso antes e ter deixado você encontrar alguém que pudesse fazer por onde te ter. Mas eu juro para você que tudo que eu pude eu também fiz pela gente, e mais do que por nós, por você. Por que você é, e é no presente, a melhor coisa que eu tenho na vida. E eu prefiro achar que ainda tenho, nem que seja esse seu sorriso no canto da boca. Que uma partezinha do seu coração ainda é meu.&lt;br /&gt;Eu queria poder roubar toda essa tristeza que te causei, e levar pra longe, mas pra bem longe de você. Mas eu não tenho como fazer isso, por isso estou aqui, mais uma vez e felizmente, na tua frente, podendo te olhar mais uma vez e poder sentir tudo que sempre senti por você, mesmo quando não namorávamos mais. Eu te amo em cada partezinha de você, e por mais maluco que pareça, cada partezinha de mim também te ama, por mais que eu queira dizer que não, por mais que eu tenha lutado para te esquecer. Você sempre foi tudo pra mim, e talvez por isso que eu não tenha dado tanto valor, você sempre foi tão perfeita comigo, que eu achava que isso nunca ia ter fim, e no fim fui eu que cai na minha própria armadilha, de achar que poderia dar conta de tudo. Mas não dei.&lt;br /&gt;A pior coisa que já me aconteceu foi ver a verdade nos teus olhos quando você me disse que eu não te amava. Depois disso eu morri mais um pouco, meu coração ficou mais frio ainda. Eu não acredito que consegui estragar isso com você, porque como a gente sempre falava, era sublime, era pós-perfeito. Mas eu te amo sim, e sei que você consegue sentir isso, bem no fundo, mas consegue.&lt;br /&gt;Enquanto eu esperava você dormir, vi o cd da Joss Stone, o da primeira faixa, o da nossa primeira vez. Isso é outra coisa que eu nunca vou me esquecer e que eu faço questão de lembrar sempre, a primeira vez que a gente se entregou uma para outra. E disso eu fecho meus olhos para lembrar, fico tentando incansavelmente sentir seu gosto, seu cheiro, seu abraço que sempre se encaixou tão bem em mim. Forço meus olhos tentando te materializar na minha frente, ao meu lado, junto comigo. Mas não consigo, e isso me frustra, ainda mais por saber que fui eu que estraguei tudo.&lt;br /&gt;Olhando pra essa foto lembro do nosso primeiro acampamento, do quanto você tinha medo dos bichinhos da "selva", do quanto você me abraçava forte quando ouvia algum barulhinho vindo de fora da nossa barraca, e acho que nunca te falei, do quanto me sentia satisfeita por você ver em mim algo seguro, por eu poder te cuidar, pelo menos uma vez na vida, te segurar e poder dizer que tudo ia ficar bem. E naquele acampamento em que pudemos dormir juntas sem medo de qualquer pessoa aparecer, e acordar no meio da noite e poder ficar te olhando dormir, olhar para tua boca perfeita e te acordar com um beijo dizendo o quanto eu te amava. E ganhar outro dos melhores presentes do mundo, te ver acordar, com os olhos apertados de sono, se espreguiçar da maneira mais linda do mundo, e ouvir o seu bom dia meu amor. Que bom que hoje eu to aqui e mais uma vez vou poder te dar um bom dia. Então, pela última vez, bom dia meu amor, você continua linda dormindo, e mais linda ainda quando acorda. E por mais que eu fique triste de não poder ter dormido aí do seu lado, te abraçando e fazendo carinho até você pegar no sono, por mais que eu tenha dormido aqui do outro lado tão distante ouvindo seus soluços, eu fico feliz de saber que pelo menos agora, de longe, eu não conseguirei mais te fazer sofrer. Saio da tua vida de uma vez por todas, esperando do fundo do meu coração que você seja feliz e que encontre alguém que te faça feliz de verdade, do jeito que eu nunca consegui fazer. Alguém que seja tua companheira, como eu deixei de ser faz tanto tempo. Espero que dê tudo certo na tua vida nova, que você encontre alguém que nunca te deixe. Mas eu duvido, e disso você pode ter certeza, que você encontre alguém que te ame tanto como eu te amei, que seja tão apaixonada por você como eu fui, sou e como pra sempre eu serei por você".&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8702131228041228341-2050267579755457115?l=ocantodoconto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ocantodoconto.blogspot.com/feeds/2050267579755457115/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8702131228041228341&amp;postID=2050267579755457115&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8702131228041228341/posts/default/2050267579755457115'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8702131228041228341/posts/default/2050267579755457115'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocantodoconto.blogspot.com/2009/07/presente-simples.html' title='Presente simples'/><author><name>Peka_</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14571398458976932802</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_Agpu0d6_E_E/SGgCHz4ptYI/AAAAAAAAABY/J32kegui2gw/S220/RHU9750.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8702131228041228341.post-1809670044972449523</id><published>2009-07-17T17:44:00.000-03:00</published><updated>2009-07-17T17:49:12.255-03:00</updated><title type='text'>Passado composto.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Era difícil pensar naquela situação. Eu realmente não tinha nada para dizer, minhas desculpas já tinham perdido o sentido, qualquer coisa que falasse não fazia mais sentido, mas me sentia impotente, porque sabia que precisava falar, não podia deixar mais uma vez Patrícia ir para algum lugar mais longe ainda de mim sem saber das coisas que se passavam comigo. Era engraçado que quando nos encontramos há muitos meses atrás no mercado, dois dia antes de eu viajar não tocamos neste assunto. Era engraçado que um dia antes de eu viajar ela fora para minha casa, havíamos passado uma noite linda e toda essa tristeza havia sido esquecida, ou camuflada. Mas seria muita pretensão minha achar que Patrícia esqueceria tudo. Era ingenuidade minha ou até comodidade pensar que estaria tudo bem.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Pati - coloquei minha mão sobre seu rosto. Ela virou para o lado. As lágrimas caiam uma atrás da outra - eu sei que não posso pedir desculpas, que não muda nada...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Não, não muda absolutamente nada Manu.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Eu sei que eu não posso voltar no tempo...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Não pode Manu.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Que não posso desfazer tudo de ruim que eu já fiz para você...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Não consegue desfazer mesmo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Mas eu to aqui agora...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Que merda, né?! Você podia estar lá com as suas amiguinhas novas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- E você podia estar com a "Rafa" né?!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Podia, mas você está aqui.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Eu to aqui.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Ficamos em silêncio. Seus olhos estavam sobre os meus. Eu não conseguiria descrever tudo o que eu sentia naquele momento. Queria abraçá-la, desfazer toda aquela tristeza que via em Patrícia. Pedir desculpas, me atirar aos seus pés. Se isso mudasse alguma coisa. Quis me socar. Quis sair dali. Quis chorar. Quis segurar o choro. Quis. Eu sempre quis com Patrícia, porque eu havia estragado tudo? Não havia feito tamanha merda só por causa de Luciana, disso eu sabia. Mas ela não sabia. E não havia palavras que pudesse explicar isso pra ela, não naquele momento.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Pati...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Não Manu - ela me olhava ainda no fundo dos meus olhos, como se olhasse dentro do meu ser, dentro da minha alma. Como se lesse meus pensamentos, como se já soubesse tudo que eu iria falar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Eu te amo - falei sem conseguir mais conter minhas lágrimas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Não ama Manu.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Aquilo doeu mais do que qualquer coisa que já havia acontecido na minha vida inteira. Eu vi verdade nos seus olhos quando disse que eu não a amava. Queria saber onde fora que eu errei tanto a ponto de fazê-la realmente acreditar naquilo. Será que ela nunca percebera o quanto eu era louca por ela, só não sabia cuidar de tudo que eu sentia? Será que ela pensava que eu havia fingido tantos anos em que ficamos juntas? Não era possível que eu tinha conseguido fazer a pessoa que eu mais havia amado na vida achar que tudo que eu havia sentido por ela, simplesmente se fora, assim como as folhas de outubro que caem para nunca mais voltar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Eu vou dormir agora Manu, e pelo amor de Deus, por todo esse "amor" que você diz sentir por mim, não me incomode, me deixa ficar quietinha aqui, sozinha. Eu não sei o que você planejava vindo dormir aqui em casa, depois de tudo que você fez. Não estraga mais isso, por favor. E eu não quero - falou antes que eu pudesse dizer qualquer coisa - eu não quero ouvir mais nada, por favor. Se você quer fazer alguma coisa por mim, que seja ficando quieta.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Senti meu coração despedaçar. Então ela achava que eu não a amava mesmo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Ela deitara na sua cama e eu ao seu lado no colchão do chão. Ao seu lado era modo de dizer, porque me sentia tão distante de Patrícia como nunca havia me sentido. Via naquele pequeno espaço que nos separava, entre a cama e o colchão, uma cratera, um precipício sem fim. Eu então havia conseguido inevitavelmente machucar tanto aquela menina a ponto de fazê-la mais do que ficar triste, fazê-la simplesmente não acreditar mais em mim. E naquele momento não havia nada que eu pudesse fazer. Fiquei olhando para o teto querendo sumir dali, querendo qualquer coisa, menos estar alí do lado da menina que eu mais amei em toda a minha vida, ao lado da menina que eu mais havia feito sofrer. Percebia que assim como eu, Patrícia não conseguia dormir. Ela se mexia de um lado para o outro, mas não falou absolutamente nada. Às vezes ouvi um soluço de choro baixinho, que ela tentava esconder entre uma tosse e outra. Mais uma vez ela chorava por minha causa. Mais uma vez eu conseguia estragar e colocar fora mais um pouco do que construímos durante tanto tempo, fora. Restava saber se ainda existia mais alguma coisa para se colocar fora.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Não consegui pregar o olho. Percebi que Patrícia finalmente dormira quando pararam os soluços. Fiquei olhando-a dormir. Ela era linda, simplesmente linda. E eu havia feito aquela menina linda simplesmente ir embora, mas não junto comigo. Ela estava indo muito mais longe do que o Canadá, muito mais longe que qualquer lugar que pudesse ir, pois seu coração é que estava indo, e esse não existia avião algum que pudesse pegar e trazê-lo de volta.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Fiquei sentada, já completamente vestida e de mochila nas costas, esperando-a acordar. Várias vezes pensei eu ir embora e deixá-la ali, sozinha com os seus sonhos e pesadelos. Mas seria sacanagem minha, mais comigo do que com ela. Eu precisava dizer algumas coisas pra ela. Ela não podia ir mais uma vez embora, mais um pouquinho do nós que ainda existia nela, sem saber de algumas coisas. Escrevi uma carta numa folha que achei no meio de suas coisas. Na sua gaveta da cômoda. Lá onde ela sempre guardara nossas coisas. Procurei por alguns instantes alguma coisa que me tivesse, alguma foto. No fim da gaveta encontrei uma foto nossa. Abri um sorriso egocêntrico. Sim, ela tinha alguma foto minha. Era a foto que ela mais gostava. Era a foto da nossa primeira viagem juntas, quando fomos acampar pela primeira vez como namoradas. Minhas lágrimas já caíam sem pudor nenhum, sem pedir licença, apenas caíam.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Quando Patrícia abriu os olhos, já estava sem chorar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Pati, eu só quero dizer uma coisa. Eu ia simplesmente deixar essa carta aí para você, assim como você fez comigo quando eu saí dessa cidade. Mas eu sinto que você precisa ouvir da minha boca tudo o que eu tenho pra falar. E eu sei que você pode não querer me ouvir, mas se eu puder, eu só te peço mais isso, e daí eu prometo nunca mais te encher o saco.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Ela ficou em silêncio me olhando. Ela conseguia ser mais linda do que o normal quando acordava. Fiquei encantada por alguns segundos olhando-a, mas me esforcei, e comecei a ler a carta. Antes mesmo de começar, as lágrimas voltaram a cair.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8702131228041228341-1809670044972449523?l=ocantodoconto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ocantodoconto.blogspot.com/feeds/1809670044972449523/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8702131228041228341&amp;postID=1809670044972449523&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8702131228041228341/posts/default/1809670044972449523'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8702131228041228341/posts/default/1809670044972449523'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocantodoconto.blogspot.com/2009/07/passado-composto.html' title='Passado composto.'/><author><name>Peka_</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14571398458976932802</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_Agpu0d6_E_E/SGgCHz4ptYI/AAAAAAAAABY/J32kegui2gw/S220/RHU9750.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8702131228041228341.post-2772745080126494738</id><published>2009-07-16T18:26:00.000-03:00</published><updated>2009-07-16T18:29:09.618-03:00</updated><title type='text'>Das duas</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: verdana;font-size:100%;" &gt;Era tarde, quase 4h da manhã quando, depois de uma conversa muito constrangedora, com direito a "e ai Manuela, já arranjou um namorado? Porque na época que vocês estudavam juntas achei que vocês ficariam solteiras pra sempre, afinal vocês não se desgrudavam, como que um rapazinho ia falar com vocês", mais um momento de olhares de fuzilamento entre Amélia, eu e Patrícia, nessa ordem mesmo, enfim chegara a hora de dormir. Eu estava desconfortável, por mim esperaria o dia amanhecer e sairia dali, ou pelo menos esperaria os pais de Patrícia dormirem, e pularia a janela como há tempos atrás fazia escondida quando Patrícia ainda era minha namorada.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;font-size:100%;" &gt;- Vou buscar uns lençóis para você, Manu.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;font-size:100%;" &gt;- Que isso meu bem, deixa elas dormirem lá no quarto da Pati, de certo querem contar as novidades. Querida - virou-se para Patrícia - você já contou do seu namorado novo?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;font-size:100%;" &gt;Por um instante eu vacilei.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;font-size:100%;" &gt;Olhei para ela com espanto segurando um sorriso.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;font-size:100%;" &gt;- Não contei ainda pai - falou olhando pra tudo, menos pra mim. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;font-size:100%;" &gt;Namorado, do. Não, isso era impossível. De certo ela inventou que era o André, mais uma vez era isso.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;font-size:100%;" &gt;- Então meu bem - voltou-se novamente para dona Amélia - elas ainda tem muito a conversar, vai Manu, sobe lá, eu levo as coisas para você.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;font-size:100%;" &gt;Quase sendo empurradas pelo seu pai, Patrícia e eu subimos as escadas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;font-size:100%;" &gt;- Fazia parte do seu plano isso? - falou assim que fechou a porta atrás de si.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;font-size:100%;" &gt;- O que?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;font-size:100%;" &gt;- Não se faça de louca, você tinha planejado tudo isso já né?! Aposto! E eu achando que você nem sabia de nada.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;font-size:100%;" &gt;- Não fala besteira Pati, eu não sabia de nada mesmo, ou você acha que eu viria aqui pra sua casa, dentro da casa da sua mãe, assim, por querer. Depois de tudo - fiz uma pausa dramática - tudo que aconteceu?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;font-size:100%;" &gt;Ela parou pro alguns segundos, quase deixou escapar um sorriso, mas rapidamente voltou à posição de ataque.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;font-size:100%;" &gt;- Porque você aceitou vir pra cá? - ela não me olhava. Acho que tinha medo de me olhar nos olhos, talvez temesse que eu conseguisse tocá-la através deles.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;font-size:100%;" &gt;- Eu aceitei?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;font-size:100%;" &gt;- Sim, você podia ter... - seu pai interrompeu abrindo a porta - ó querida, pega isso, e se você ficar com mais frio, tem mais um edredom ali em cima - apontou para o guarda-roupa de Patrícia - boa noite - saiu deixando a porta aberta.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;font-size:100%;" &gt;Ela balançava a cabeça de um lado para o outro, como se tivesse conversando consigo mesma, e negando, negando até o fim.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;font-size:100%;" &gt;- Você - foi em direção a porta, fechando-a com cuidado para não fazer barulho - você podia ter dito que ia pra casa do André. Isso, vou ligar pra ele e ele vem te buscar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;font-size:100%;" &gt;- Nossa Pati, você já foi mais delicada comigo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;font-size:100%;" &gt;- E você - olhou nos meus olhos - nem vou falar nada. Pegou seu celular, já estava digitando os números de André quando arranquei o telefone da sua mão.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;font-size:100%;" &gt;- Devolve isso Manu.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;font-size:100%;" &gt;- Não - segurei-o atrás de mim.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;font-size:100%;" &gt;- Devolve Manu, eu não estou pra brincadeira.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;font-size:100%;" &gt;- Você acha que seu pai não ia sacar nada se eu saísse agora da sua casa? Aliás, que história é essa que você está namorando?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;font-size:100%;" &gt;Ela deixou um sorriso sair pelo canto da boca.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;font-size:100%;" &gt;- Eu to, você não sabia?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;font-size:100%;" &gt;Discordei com a cabeça.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;font-size:100%;" &gt;- Quem, o André? - falei rindo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;font-size:100%;" &gt;- Não sua besta...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;font-size:100%;" &gt;- Quem então? Porque seu pai falou namorado.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;font-size:100%;" &gt;- Quando a gente namorava - voltou seus olhos enigmáticos para mim - você também era um namorado, não era?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;font-size:100%;" &gt;- Ah, mas... Como assim Pati?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;font-size:100%;" &gt;- Eu to namorando mesmo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;font-size:100%;" &gt;- Com quem? - meu coração começou a bater mais acelerado.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;font-size:100%;" &gt;- Você não vai querer saber.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;font-size:100%;" &gt;- Mas é homem? - meu coração começou a ficar apertado.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;font-size:100%;" &gt;- Claro que não né Manu - ela foi para a janela, ficou mexendo em alguns adesivos que estavam colados no vidro - meu cérebro começou a doer.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;font-size:100%;" &gt;- Como assim Pati - me aproximei dela, segurando-a fazendo com que ficasse de frente pra mim.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;font-size:100%;" &gt;- Como assim o que Manu? Você achou que eu ia ficar aqui esperando você pra sempre, primeiro terminar o namoro com a Luciana, depois voltar da faculdade, pra que um dia você me desse atenção e a gente voltasse a namorar? Eu tenho mais o que fazer da minha vida.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;font-size:100%;" &gt;- To vendo... Quem é a menina?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;font-size:100%;" &gt;- Ai, não quero falar sobre isso - continuava segurando-a para que ficássemos frente a frente. Abaixei minha cabeça para que nossos olhos ficassem na mesma altura, olhando de baixo para cima.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;font-size:100%;" &gt;- Quem é? É a Luciana?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;font-size:100%;" &gt;- Óbvio que não né Manuela, eu não fico com vadias.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;font-size:100%;" &gt;- Nossa, como você fala dela desse jeito!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;font-size:100%;" &gt;- Não era você que a chamava assim? Não foi você que pediu pra eu falar com ela de novo, e de novo, e sempre que não queria mais namorar? Agora deu pra defender aquelazinha?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;font-size:100%;" &gt;- Então quem é? - falei ignorando seu comentário.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;font-size:100%;" &gt;- Você vai me soltar se eu falar?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;font-size:100%;" &gt;- Vou pensar no seu caso.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;font-size:100%;" &gt;- É a Rafa... - e voltou a olhar para tudo, menos pra mim.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;font-size:100%;" &gt;- Que Rafa?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;font-size:100%;" &gt;- A única Rafa que a gente conhece.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;font-size:100%;" &gt;- Que Rafa?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;font-size:100%;" &gt;- A que você já ficou.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;font-size:100%;" &gt;- A Rafa! - fiz uma cara estranha que ela percebeu.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;font-size:100%;" &gt;- Porque essa cara de nojo, você também já ficou com ela. Aliás né, com quem você não ficou...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;font-size:100%;" &gt;- Desde quando vocês namoram - a essa altura não sentia mais meu coração, nem minha respiração, nem meu cérebro.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;font-size:100%;" &gt;- Não interessa, agora me solta que eu to cansada, preciso dormir, amanhã vai ser um dia longo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;font-size:100%;" &gt;- Solta o caramba, desde quando vocês namoram? Agora você namora não me conta, vai viajar pra longe e não me conta, é isso, eu sou nada na tua vida?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;font-size:100%;" &gt;- Olha o drama Manuela.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;font-size:100%;" &gt;- E ainda me chama de Manuela, como se eu fosse uma qualquer que você achou pela rua.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;font-size:100%;" &gt;Ela ficou em silêncio.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;font-size:100%;" &gt;- Pati, olha pra mim - levantei seu rosto - eu sei que eu fiz muita merda, que eu estraguei tudo com a gente.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;font-size:100%;" &gt;- Estragou.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;font-size:100%;" &gt;- E eu me arrependo até o último fio de cabelo por isso.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;font-size:100%;" &gt;- Arrependimento não muda as coisas que já aconteceram.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;font-size:100%;" &gt;- Não, mas faz com que a gente repense e não faça mais.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;font-size:100%;" &gt;- Não tem mais nada pra ser refeito e nem muito menos feito.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;font-size:100%;" &gt;- Então porque você ta me tratando desse jeito? &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;font-size:100%;" &gt;- Que jeito?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;font-size:100%;" &gt;- Fria.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;font-size:100%;" &gt;Ainda segurava Patrícia pelos braços, naquele instante me dei conta disso. Pelo canto do olho via todo seu corpo ali na minha frente. Instantaneamente me apaixonei por aquela menina. Instantaneamente fiquei encantada, me senti atraída, me deu vontade dela em si, dela e só ela. Me contive.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;font-size:100%;" &gt;- Eu não to sendo fria Manu, pára com essas maluquices.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;font-size:100%;" &gt;- Não?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;font-size:100%;" &gt;- Não - seus olhos desviavam dos meus a todo o momento - mas porra né Manu, você quer que eu fique feliz com você depois de todas as merdas que você já fez comigo? &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;font-size:100%;" &gt;- Eu já te pedi desculpas Pati.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;font-size:100%;" &gt;- Desculpas não resolvem nada Manu, nada - seus olhos se encheram de lágrimas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;font-size:100%;" &gt;Soltei-a, mas ela continuou imóvel na minha frente. Uma lágrima caiu do seu olho, e assim várias outras a seguiram.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;font-size:100%;" &gt;- Eu não sei por que você fez isso comigo, onde foi que eu errei pra você ter feito isso comigo Manu? - ela me olhou tão profundamente que me senti nua na sua frente. Nua, pura e transparente. E eu não sabia o que dizer. Por mais que tentasse pensar em mil coisas a serem ditas, nenhuma palavra conseguia sair da minha boca, nada cabia naquela situação.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;font-size:100%;" &gt;- Eu te dei tudo que pude tudo que tinha pra dar, tudo que eu consegui te dar, tudo até que eu não tinha Manu, eu me entreguei pra você, e o que você fez com tudo isso?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;font-size:100%;" &gt;Olhei para baixo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;font-size:100%;" &gt;- Não Manu, olha pra mim - voltei a olhar nos seus olhos já vermelhos - não seja covarde, olhe pra mim e me diz, porque você fez isso comigo?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;font-size:100%;" &gt;- Eu não sei - tentava a todo custo segurar meu choro que vinha devagarzinho tomando conta de mim.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;font-size:100%;" &gt;- Sabe sim, porque você é uma idiota que tem medo de relacionamentos, porque você não consegue ver um rabo de saia que tem que ir atrás.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;font-size:100%;" &gt;- Não fala assim de mim Pati.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;font-size:100%;" &gt;- Não foi isso que aconteceu? Você não me trocou, e literalmente só que sem eu saber pela Luciana?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;font-size:100%;" &gt;- Você sabe que nada é comparável ao que eu tinha com você.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;font-size:100%;" &gt;- Que pena ouvir isso Manu, porque pelo menos eu ia saber que você tinha feito uma escolha correta, seguindo o seu coração, mas pelo visto você só seguiu a... só a sua vontade de tudo e de todos. Ou melhor, todas. E eu me sinto uma idiota Manu por ter me deixado ir pelas suas conversas, pelo seu xaveco barato.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;font-size:100%;" &gt;- Pati, você sabe que não foi assim que aconteceu, eu me apaixonei por você e você sabe disso. Desde sempre eu fui louca por você.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;font-size:100%;" &gt;- Não - ela colocou seu dedo sobre minha boca - não fala isso Manu. Não fala que é pior. Eu prefiro pensar que você nunca gostou de verdade de mim, porque quem ama, quem gosta não faz isso que você fez com ninguém. Com ninguém.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8702131228041228341-2772745080126494738?l=ocantodoconto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ocantodoconto.blogspot.com/feeds/2772745080126494738/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8702131228041228341&amp;postID=2772745080126494738&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8702131228041228341/posts/default/2772745080126494738'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8702131228041228341/posts/default/2772745080126494738'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocantodoconto.blogspot.com/2009/07/das-duas.html' title='Das duas'/><author><name>Peka_</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14571398458976932802</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_Agpu0d6_E_E/SGgCHz4ptYI/AAAAAAAAABY/J32kegui2gw/S220/RHU9750.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8702131228041228341.post-8994213303423296927</id><published>2009-07-16T13:55:00.000-03:00</published><updated>2009-07-16T13:57:27.596-03:00</updated><title type='text'>Borboletas</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify; font-family: verdana;"&gt;Saiu sem olhar para trás. Fiquei parada. Eu vi Patrícia sair. Eu acompanhei cada movimento que ela fez indo para longe. E eu não fiz nada. Talvez fosse porque chegada a hora de finalmente eu agir como alguém que se importava com ela, como alguém que ama de verdade, como alguém que não fosse egoísta. Então eu precisava sair de mim mesma, se assim fosse o necessário. Mas eu não queria. Eu queria ir correndo atrás de Patrícia e falar, falar não sei o que, mas falar. Dizer tanta coisa. Mas só por falar não adiantaria nada, não faria voltarmos ao passado e consertar tudo que fora se quebrando durante todos esses anos. Não faria eu me tornar uma pessoa melhor. No fim eu era uma idiota, com todos meus encontros e desencontros. No fim eu era a criança, que por mais que ouvisse que era perigoso, eu ia até o fim pra saber como as coisas eram. Mas com Patrícia sempre fora diferente. Com Patrícia eu não sabia onde era o início, nem o fim. Até porque numa dada hora, e a partir de então, sempre achei que ela fosse pra sempre, que o fim era só mera coincidência da vida. Mas que o fim nunca seria nosso, só dos outros. E isso aconteceu quando a vi pela primeira vez, da janela jogando futebol com os meninos na rua. Lá, mesmo sem querer, mesmo até sem saber, eu já sabia. No fundo eu sempre soube. Era ela. Mas todos meus anos de inexperiência, todos meus anos de criancice fizeram com que eu colocasse tudo fora. Passo a passo fora.&lt;br /&gt;Talvez minha maturidade se demonstrasse pelo fato de eu não ter ido correndo atrás dela pedindo sei lá o que. Desculpas, perdão, qualquer coisa.&lt;br /&gt;Ainda conseguia vê-la caminhando para longe, conseguia ver seus cabelos balançando timidamente pra longe de mim. Lembrei que com ela nada que eu me propunha fazer funcionava. Ter autonomia, ser extravagante, ir atrás do que eu queria de verdade, mesmo sempre tendo sido eu que tomava a iniciativa. Talvez minha maturidade deveria me permitir, ou me forçar, a ficar parada ali deixando-a finalmente ir. Ir sem mim, mas ir. Afinal eu já tinha ido há muito tempo, mesmo achando que não. Ou talvez eu estivesse em stand by esperando-a para que um dia ela viesse comigo. Mas eu não era tão matura assim. Nunca fui. Porque deveria ser naquele momento? Deixar que a pessoa que eu mais amei na minha vida (e amei no passado, porque era do passado que a gente tinha vivido) simplesmente ir embora sem saber de tudo que eu sentia, tendo apenas minhas atitudes que sempre foram tão adversas ao meu coração. Então que eu fosse criança de novo, pela última vez, mas que fosse por uma boa razão, que fosse para fazer o bem.&lt;br /&gt;E sem pensar em mais nada, fui a sua direção. Fui decidida como nunca fora com ela. Fui com a certeza de que enfim não estava fazendo a coisa errada. Fui. Ela entrara no corredorzinho que dava para a saída. Entrei nele também. Com o coração batendo forte, com aquela incerteza da primeira vez. Com aquele medo, sim eu estava com medo. O medo do desconhecido, o medo da pessoa que a gente gosta, aquele nervosismo de dar borboletas na barriga.&lt;br /&gt;- Manuela, desde quando você ta aqui?  - ouvi uma voz de uma mulher que não me era estranha.&lt;br /&gt;Me virei lentamente, porque assim como não era estranha, sabia que não era boa. Era a mãe de Patrícia. Depois de tantos anos, enfim voltara a vê-la nos olhos.&lt;br /&gt;- Oi, tudo bem com a senhora? - falei no tom mais próximo que eu conseguia falar de calma. Vi que Patrícia se virara rapidamente.&lt;br /&gt;- Tudo, o que você faz aqui? - e por mais incrível que parecesse ela veio em minha direção para me cumprimentar, para dar um abraço. Senti no seu abraço algo que nunca havia sentido. Não senti nada. Pela primeira vez depois que ela soube que eu ficava com a sua filha, não senti seu olhar maquiavélico sobre mim, seu ódio, sua fúria, sua incompreensão. Não, definitivamente ela não deixara de ser homofóbica, mas vi em seus olhos que enfim ela não me via mais como uma pessoa que namorava a sua filha. Talvez por achar que eu era a sua doença, e como não estávamos mais juntas, sua filha enfim estava curada. Podia ser. Senti o corpo de Patrícia perto do meu, ela se botara na defensiva. Me senti estranhamente defendida por Patrícia. Ela se parara ao meu lado em silêncio, acompanhando cada gesto, cada palavra que sua mãe dizia, sempre esperando que em algum momento ela se voltaria para mim com raiva, que ela me trataria mal, e então ela novamente brigaria com sua mãe.&lt;br /&gt;- Eu fiquei com saudade de casa - falei sincera.&lt;br /&gt;- Você deve ta muito bem por lá - via que cada tom de sua fala era medida, era friamente calculada. Percebi uma força para me tratar bem - fico feliz, depois que você foi a minha Patrícia estuda que nem uma louca, e agora nem acredito - esfregou os olhos - ela vai pro exterior estudar.&lt;br /&gt;Não consegui dizer nada, apenas sorri.&lt;br /&gt;- Agora que ela já parou com as besteiras - e me olhou bem fundo - que ela fazia, agora que ela se encontrou novamente, ta centrada nas coisas certas da vida, no caminho de Deus, no caminho do bem, agora tudo vai dar certo. Espero que você também tenha achado o seu caminho minha filha. Ninguém está imune a erros, mas que bom que Deus nos dá tempo para refazê-los de melhor maneira né?! Como você está?&lt;br /&gt;Nesse momento senti algo que só a gente podia sentir. Eu podia estar olhando nos olhos de sua mãe, mas sentia todo o ser de Patrícia junto comigo naquele instante. Ela estava comigo, por mais que não disséssemos uma palavra se quer. Ela fez menção de falar, mas eu involuntariamente segurei sua mão, impedindo-a de falar. Fiz que não com o canto do olho pra ela. Ela entendeu. Ela podia me odiar, ela podia nunca mais querer me ver na sua frente, mas ela já fora minha namorada, e ela sabia que nada do que tivemos fora um erro. E ela assim como eu também se indignava com os papos da sua mãe. Assim como eu, ela acreditava e acreditou muito tempo na gente, não dando a mínima para o que ela falava. Foi assim que nos fortalecemos por tanto tempo. Mas vi que naquele momento não adiantaria brigar com a sua mãe. Deixasse as duas felizes, naquela falsa certeza de que Patrícia havia se des-homossexualizado.&lt;br /&gt;- Continuo a mesma, estudando e trabalhando muito - conclui.&lt;br /&gt;Ela fingiu muito mal que não entendeu o "continuo", sorriu novamente. Neste momento o pai de Patrícia aparecera ao seu lado.&lt;br /&gt;- Oh minha filha, quanto tempo - disse me abraçando. Ele nunca soube de nós duas. A mãe dela disse que era muita decepção pra um pai como ele.&lt;br /&gt;- Que bom que você veio para a despedida da Pati - disse ainda com o seu braço envolta do meu ombro - como você ta?&lt;br /&gt;- To bem, estudando bastante, trabalhando bastante, essas coisas - sorri completamente sem graça. A face da mãe de Patrícia estava fechada, sempre dizia que eu era a desgraça da vida da família dela, pobre coitado do pai que não sabia, porque se soubesse...&lt;br /&gt;- Que lindo minha filha - disse dessa vez me soltando e indo para o lado de dona Amélia - vem almoçar com a gente amanhã? Não, melhor, vem dormir lá em casa hoje. Acho que vocês duas devem ter um monte de coisas para conversarem né? Nunca mais vi Patrícia falar de você.&lt;br /&gt;Nesse momento me contive para não rir. Coitado mesmo, ele era o único que não sabia de nada. Foi engraçado no fim aquela cena. A mãe de Patrícia assumira uma cor rosa fúcsia para violeta, quase me fuzilando com os olhos, como se eu tivesse culpa da inocência do seu marido. Patrícia olhara para os seus pés branca, vi que congelara. E eu, bom eu fiquei olhando aquela situação incrédula.&lt;br /&gt;Quase ao mesmo tempo as três falaram:&lt;br /&gt;- Não querido, a Pati precisa de tempo para arrumar suas coisas, a mala dela ainda nem está pronta, nossa casa ta uma bagunça.&lt;br /&gt;- Não pai, acho que a Manuela deve estar cansada, quer mais é deitar na cama dela, nem tem lugar pra ela dormir lá em casa.&lt;br /&gt;- Não tio, não quero incomodar ninguém, a Pati de certo não arrumou suas coisas, eu vou pra casa mesmo - mesmo sem ter casa, pensei.&lt;br /&gt;Inevitavelmente nós três rimos, um riso nervoso, nem um pouco pacífico, mas enfim, algo em comum, nem que fosse um sorriso.&lt;br /&gt;- Que isso minha gente, tem lugar pra todo mundo lá em casa sim.&lt;br /&gt;- Mas a casa ta bagunçada meu bem.&lt;br /&gt;- A Manuela já é de casa.&lt;br /&gt;- E a mochila dela, ta desarrumada.&lt;br /&gt;- Garanto que a Manuela não se importa de ajudar.&lt;br /&gt;- Mas a Manu deve ta cansada pai, que programa de índio pra ela, arrumar minhas coisas.&lt;br /&gt;- Garanto que ela não se importa, se importa Manu?&lt;br /&gt;Os três voltaram-se para mim. Nos olhos de Amélia via fúria, via o seu cristal quase quebrando, toda aquela falsa felicidade de me ver ali naquele momento, toda a sua simpatia ao falar comigo se quebraria se eu aceitasse. Vi nos olhos de Patrícia medo, e algo indecifrável. Vi nos olhos do seu pai inocência. O que falar num momento desses? Por dentro eu estava rindo daquela situação esquizofrênica.&lt;br /&gt;- Não quero causar problemas - falei desesperada sem saber o que fazer.&lt;br /&gt;- Que bom que ela sabe - resmungo quase inaudível de Amélia.&lt;br /&gt;O pai de Patrícia fingiu não ouvir.&lt;br /&gt;- Não causa problema nenhum, vamos. Pegou a mão de Amélia, e fez sinal para que seguíssemos eles em direção ao carro.&lt;br /&gt;Quem diria, depois de tanto tempo estava indo novamente para a casa de Patrícia.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8702131228041228341-8994213303423296927?l=ocantodoconto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ocantodoconto.blogspot.com/feeds/8994213303423296927/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8702131228041228341&amp;postID=8994213303423296927&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8702131228041228341/posts/default/8994213303423296927'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8702131228041228341/posts/default/8994213303423296927'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocantodoconto.blogspot.com/2009/07/borboletas.html' title='Borboletas'/><author><name>Peka_</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14571398458976932802</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_Agpu0d6_E_E/SGgCHz4ptYI/AAAAAAAAABY/J32kegui2gw/S220/RHU9750.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8702131228041228341.post-8506588957988280458</id><published>2009-07-15T21:35:00.000-03:00</published><updated>2009-07-15T22:48:14.741-03:00</updated><title type='text'>Outras verdades</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Estava passando pela vizinhança? - perguntou muito formalmente, demponstrando apenas um sorriso gelado.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Pati... - falei completamente desconcertada.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Não sabia que você vinha Manu... - disse ainda no mesmo tom frio.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Nem eu - falei sorrindo, tentando quebrar aquela barreira que se instaurara entre nós.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Dé - ela foi em direção a ele e deu um abraço demorado. Deu um breve aceno ao namorado de André e resmungou algo baixinho - depois eu venho falar com vocês, minha mãe ta me chamando.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Fiquei em estado de choque. Meu coração batia muito rápido, quase fazendo doer meu peito. Patrícia cada dia ficava mais linda e isso era impressionante. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;André me olhava inquieto.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;A festa seguiu no seu ritmo normal, parecia que ninguém sentia aquela revolução que ocorria dentro de mim. Tudo parecia calmo de mais, muito diferente do que acontecia com meu coração que cada vez batia mais rápido.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Por um momento pensei que André estava errado, para Patrícia tanto fazia se eu estava ali ou não, afinal ela me tratara daquele jeito frio. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;A festa já estava acabando, tinham poucas pessoas. Era impossível que Patrícia não me visse, até porque o lugar era muito pequeno. Quando muito raramente ela passava por nós, nem me olhava. Fingia que eu fazia parte da decoração. Só naquele momento que percebi que as todas as paredes tinham cartazes com várias fotos de toda a trajetória da vida de Patrícia. Meu coração deu um pulo. Será que tinham fotos comigo também? Resolvi dar uma olhada, fui caminhando lentamente seguindo o caminho das fotos. Ela bebezinho, com alguns coleguinhas. Festinhas de aniversário. Nenhuma foto minha. Fotos dela sozinha, com os meninos da rua. Caminhei com um pouco mais de velocidade indo de foto em foto me procurando, mas nada. Continuei com a minha busca quase fazendo volta em todo o barzinho, nada. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Estava desistindo, afinal, porque ela teria uma foto minha se quem foi a má da história fui eu? Ela não me devia nada, provavelmente já havia me esquecido, e mais do que isso, já havia esquecido tudo que vivemos juntas. Tudo bem era o preço que eu pagaria por ter feito tanta sacanagem com ela e comigo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Não te achou aí? - senti uma voz falando logo atrás de mim. Era Patrícia.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Me virei meio encabulada, então ela percebera, e não ia adiantar falar absolutamente nada, ela sabia. Apenas sorri então. Um sorriso sincero e tímido.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Tem coisas que não mudam mesmo - falou se virando já saindo de perto de mim.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Não ia deixá-la partir como no dia que eu fui embora. Segurei-a pela mão.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Ela não se virou pra mim, apenas parou olhando para frente. Senti o peso daquele seu silêncio.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Pati...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Fala - virou-se pra mim como se falasse com a atendente de telemarketing.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Você não ia me contar que ia ficar um ano longe da gente?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- E você me contou quando resolveu ficar longe de mim?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Como assim, claro que contei, eu to aqui, onde eu moro não é tão longe assim.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Não, - negou com a cabeça - esse aqui - apontou para o meu peito - esse aqui você nunca me contou onde ficava, nunca me contou que ficaria tão próximo de mim e depois tão distante. Nunca me contou quando ele - pousou seu indicador na altura do meu coração - foi pra longe. Tive que descobrir assim, num desses nossos tantos encontros casuais - seus olhos ficaram marejados. Eu continuava segurando sua outra mão, e sentia nela um frio que subia pelo meu braço e chegava até o meu coração. Eu não sabia o que dizer, fiquei em silêncio pensando em todas as desculpas que eu poderia dar. Mas nenhuma mais cabia. Nada mais cabia ali, entre nós.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Ela soltou-se de mim.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Por mais que você não mereça, eu fico feliz que você de novo sem querer, acabou me encontrando num momento importante das nossas vidas. Primeiro da sua vida, agora da minha. Mas sinceramente - seus olhos enfim fixaram-se nos meus - não me interessa mais se você veio aqui sem querer, por saber, por nada. E eu sei do quanto você já foi na minha vida, isso você pode ter certeza de que nunca vai ser esquecido. Agora, o que você é hoje, infelizmente eu tento todos os dias esquecer.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8702131228041228341-8506588957988280458?l=ocantodoconto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ocantodoconto.blogspot.com/feeds/8506588957988280458/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8702131228041228341&amp;postID=8506588957988280458&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8702131228041228341/posts/default/8506588957988280458'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8702131228041228341/posts/default/8506588957988280458'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocantodoconto.blogspot.com/2009/07/outras-verdades.html' title='Outras verdades'/><author><name>Peka_</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14571398458976932802</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_Agpu0d6_E_E/SGgCHz4ptYI/AAAAAAAAABY/J32kegui2gw/S220/RHU9750.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8702131228041228341.post-3319922264045735302</id><published>2009-07-15T11:34:00.001-03:00</published><updated>2009-07-15T11:34:36.450-03:00</updated><title type='text'>Encontro casual de um desencontro descabido</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Toquei pela terceira vez a campainha de André, mas não havia sinal de que ele estivesse em casa. Desci as escadas do seu prédio, parando por alguns segundos na entrada. Conhecia o porteiro, ele gentilmente me deixara entrar. Perguntei se podia usar o telefone dele, e prontamente me alcançou.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Chamou, chamou, nada dele atender. Decidi então caminhar um pouco por ali por perto, tinha um barzinho que costumávamos ir nos velhos tempos depois de cursinho. Não era GLS, mas era o que se tinha de mais "alternativo" naquela cidade. Era um bar muito pequeno, cabia cerca de 100 pessoas no máximo, o que costumavam fazer ali era fechá-lo para festas pessoais. E quando cheguei em frente dele, era isso que parecia estar acontecendo. Alguma festa de alguém. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Fiquei um pouco triste porque não poderia entrar, mas resolvi que ficaria ali na frente algum tempo, já que não tinha mais para onde ir.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Comprei uma cerveja no boteco da esquina e fiquei ali escorada em uma árvore olhando o leve movimento daquela sexta-feira. Inevitável comparar onde eu morava agora com aquela cidade que por tantos anos fez parte do meu cenário de vida. Não da minha vida, isso mesmo, de um cenário, porque nunca me senti dona dessa cidade, sempre me senti uma estranha no ninho. Olhei um casal de meninos que caminhavam de mãos dadas, um era muito mais alto que o outro, até pareciam o...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- André?! - gritei e no mesmo momento ele virou-se para mim.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Não a-acre-di-to - falou pausadamente, daquele jeito afetado dele, e veio em minha direção me dando um abraço tirando meus pés do chão - menina, o que você ta fazendo aqui? - me deu um beijo na bochecha.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Vim fazer uma surpresa - sorri olhando para o homem que o acompanhava. Não era o Beto. Fiquei esperando que ele me apresentasse esse novo "amigo", mas fingiu não se importar com isso, pois continuou falando comigo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Nossa, como você está linda, que saudade de você mulher - me abraçou novamente - é muita coincidência você aqui hoje.. ou você sabia. Você sabia né sua safadinha?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Sabia do que?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Ele me olhou um pouco desacreditado.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Não sei do que você ta falando Dé.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Da festa de Patrícia.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Que festa? Não é aniversário dela...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Claro que não né?!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Então o que, festa de noivado? - falei rindo, mas ele se tornara sério.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- É sério que você não sabe?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Sabe do que? Fala logo, to ficando nervosa.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- É a despedida dela... - seus olhos ficaram fixos no meu, como se soubesse que ao ouvir isso eu precisaria de um apoio, pois minhas pernas instantaneamente estremecerem.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Despedida pra onde?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Ela vai pro Canadá, vai ficar um ano lá.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Senti um soco na boca do estômago, como se alguma coisa estivesse engolindo meu coração, meu peito estava apertado, minha respiração parara por alguns instantes.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Que?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- É isso, hoje é festa de despedida dela... Ela vai pra lá, conseguiu uma bolsa da faculdade.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Mas ela mal começou a faculdade, como já conseguiu uma bolsa?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Ela já sabia falar inglês antes, conseguiu conseguindo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- E ela não ia me contar isso?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Mas vocês nem se falam mais.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Mas não é por isso que eu não poderia ser avisada né?! Ou você acha que eu não falo com ela porque eu não quero.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Manu - seu tom de voz tornara-se completamente sério - quando foi a última vez que você procurou qualquer um de nós?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Mas vocês também não me procuraram!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Eu não te procurei Manu? Sempre te ligo quando vou pra lá, sempre deixou nem que sejam recados no orkut, você que demora séculos para me responder, e ainda quando responde é um "sim", "não", ou "tudo bem e com você". Eu entendo perfeitamente tudo isso que você ta passando, não sou tua namorada nem muito menos namorado - riu-se - agora a Patrícia...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Ela não é minha namorada também.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Não seja criança Manu.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Terceira pessoa que me chamava de criança, acho que estava na hora de eu rever certas coisas, anotei mentalmente.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Ela também não me procurou...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Depois de tudo você queria que ela te procurasse?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Mas o que eu fiz de errado essa vez?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Não sei, responde você. Vocês duas com essa mania de me meter no meio da história. Só que dessa vez Manu, eu estou no lado da Pati.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Mas que lados são esses que existem, não sabia que tinha ficado qualquer coisa pendente.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Manu, acho que você deveria conversa com ela e não comigo. Eu não sou ela, ela pode me falar certas coisas, mas eu não sou quem está dentro da cabeça dela e dos seus sentimentos. Aproveita essa chance e tira tudo a limpo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Mas o que eu tenho pra tirar a limpo?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Você não sabe? Então talvez não fosse bom você ir falar com ela.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Não estava entendendo o que ele falava.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Manu - disse chegando mais perto de mim, segurando minhas mãos com ternura - eu não devia ter te falado isso, então fica quieta, mas ela ficou muito chateada que você não falou absolutamente nada com ela desde a carta que ela mandou pra você.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Mas era pra falar o que?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Não sei, concordar com ela, pedir desculpas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Desculpas pelo que? A gente terminou faz tanto tempo...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- E você acha que só porque vocês terminaram ela deixou de gostar de você?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Não sei, ela não tem uma vida aqui? Não vai pro Canadá? O que importa o que penso ou deixo de pensar, o que eu faço ou não faço?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Só vai importar se você se importa com ela, se não, não.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- É claro que eu me importo com ela Dé, ou você acha que eu simplesmente deixei de pensar nela.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Acho que você continua sendo uma egoísta, mas - completou vendo minha cara de espanto - eu ainda amo você. Agora vamos entrar, ah, esse é o Nando meu namorado.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Do que será que ele estava falando sobre a Patrícia? Revirei inúmeras vezes, ou nas vezes que pude até entrar no bar, meus pensamentos tentando encontrar alguma coisa que eu tivesse feito de errado, de ter esquecido alguma coisa. Seu aniversário era só em outubro, não tinha esquecido disso. Eu só não havia falado com ela por que... Porque ela não queria falar comigo, oras. Eu não iria ficar insistindo nada. Foi então que eu pensei e descobri o que era, de certo ela ficara sabendo que a Luciana tinha ido pra lá fazia algum tempo e que a gente tinha ficado, era isso. Ela de certo ficara triste comigo, com ciúmes (nesse momento até me alegrei e esqueci que ela iria morar um ano fora). &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;No caminho do bar fiquei me punindo por ter ficado tão triste com essa notícia. Ela iria viajar, era um dos seus sonhos. Estudar. Aprender culturas novas. Mas porque eu ficara tão triste, eu nem falava com ela. Mas essa impossibilidade de vê-la na hora que eu quisesse me fazia mal, poderia ser egoísta, eu nunca neguei que eu era mesmo, mas pensar que ela estaria a tantos quilômetros de distância fazia eu me sentir impotente. Ficaria mais um ano longe dela. Já que fazia tanto tempo que a gente não ficava juntas. Me bateu uma nostalgia muito forte, que me fez até sentir seu cheiro. Fechei meus olhos. Aquele barulho de música, de pessoas, de conversas pareciam desaparecer. Lembrei de Patrícia e pude ver seu rosto na frente do meu. Suas feições que eu tanto conhecia, que por tantos anos tive a oportunidade de conhecer cada partezinha do seu lindo rosto. Sentia seu cheiro, que fazia com que meu coração batesse mais forte. Era incrível que só de pensar nela eu conseguia sentir tudo o que há anos tentava fazer-se esquecer.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Ela fora minha namorada por muito tempo, muitos anos de descobertas que fizemos juntas. Isso era impossível de fazer-se esquecer. Impossível. Mesmo que eu fingisse como sempre fazia, era inevitável fazer meu coração ficar calmo estando ali, no mesmo lugar que Patrícia estava. Todo esse tempo de distância que ficáramos, com Yumi, e todas as mudanças da minha vida fizeram temporariamente não pensar em Patrícia com tanta frequência. E isso era bom, assim eu não sofria. Afinal de contas, de que iria adiantar eu ter ficado pensando nela, se ela já tinha sua vida sem mim?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Nesse momento me senti mais egoísta ainda. Era fato, quase não lembrara de Patrícia em todo esse tempo que mudara de vida. E agora que ela estava mudando de vida eu me sentia no direito de me sentir traída por não ter ficado sabendo disso antes.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Mas era incrível que eu conseguia sentir seu cheiro dentro de mim. E era mais incrível ainda que sentia minhas mãos ficarem frias e suadas de nervosismo, como se fosse a primeira vez que iria vê-la. No fim era, pois quando abri meus olhos quase não reconheci aquela figura parada na minha frente.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8702131228041228341-3319922264045735302?l=ocantodoconto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ocantodoconto.blogspot.com/feeds/3319922264045735302/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8702131228041228341&amp;postID=3319922264045735302&amp;isPopup=true' title='92 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8702131228041228341/posts/default/3319922264045735302'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8702131228041228341/posts/default/3319922264045735302'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocantodoconto.blogspot.com/2009/07/encontro-casual-de-um-desencontro.html' title='Encontro casual de um desencontro descabido'/><author><name>Peka_</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14571398458976932802</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_Agpu0d6_E_E/SGgCHz4ptYI/AAAAAAAAABY/J32kegui2gw/S220/RHU9750.jpg'/></author><thr:total>92</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8702131228041228341.post-7701351954571966846</id><published>2009-07-14T10:41:00.000-03:00</published><updated>2009-07-14T10:54:29.112-03:00</updated><title type='text'>O caminho de casa</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Até quando vocês vão ficar sem se falar?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Levei um susto quando Renata interrompera meus pensamentos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Vocês quem? - perguntei mais para pensar no que responder, do que por falta de entendimento.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Ela apenas me revidou com um olhar sério, porém descontraído.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Sei lá, não quero falar sobre isso agora - respondi um pouco ríspida. Mais porque não sabia o que responder, do que por ter ficado brava.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Sei... - fez muxoxo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Deixa ela lá, ela não ta namorando a Jéssica? Então que fiquem felizes para sempre.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Que criança que você é.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Eu?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Sim.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Ela que é.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;E rimos juntas. Realmente eu estava me sentindo na quinta série, mas eu fiquei brava de verdade com Yumi, eu só não sabia ainda por que.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Depois do final das férias que fora ridícula: o episódio em que tivemos praticamente uma briga de casal resultou num final de férias horrível. De um lado Yumi e Jéssica que pararam de falar comigo (como se eu tivesse feito alguma coisa de errado), do outro eu e Renata (que neste ponto preferiu ficar ao meu lado, talvez porque tivéssemos ficando - não me pergunte por que), e no meio o resto do pessoal que não entendia o que estava acontecendo, porque tamanha discussão entre nós duas. Mas foi assim que terminou julho, mais frio do que estava, mas solitário do que previa mais triste do que tinha imaginado. As férias que sonhei ser as mais legais dentre anos, que passaria mais tempo com Yumi (não, eu ainda não tinha assumido nada para mim mesma sobre meus sentimentos), e com minhas amigas, é claro (só para ilustrar), fora um desastre completo. Mas com isso aprendi algumas coisas, só não sabia direito o que.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Vê ali na página doze, terceiro parágrafo, uma, duas, a terceira linha - Renata continuou com o trabalho - taí a base pra resposta quatro.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Percebi que ela também não queria prolongar aquele assunto. Não que eu estivesse me achando, mas tinha uma leve impressão que Renata gostava um pouco de mais de mim. Talvez porque eu não desse muita atenção aos seus xavecos, não era como a maioria das menininhas que corriam atrás dela. Talvez ela visse em mim um novo desafio, converter essa minha falta de comprometimento em uma possível paixãozinha por ela, assim ela teria sua missão concluída, fazer mais uma menina se apaixonar por ela, porque se não, como ela daria o fora em mim? Talvez por a gente se dar tão bem, e ter se aproximado mais nessas férias (sem conotações sexuais). Talvez porque ela também se sentia sozinha, e via em mim um ombro amigo (um ombro, um braço, um abraço, um afim). Talvez eu estivesse louca e tão carente que via coisas mais do que elas realmente eram. Mas também não caberia a mim e em nada, mudar qualquer coisa. Tava bom do jeito que tava. A única coisa que me incomodava era que ela tava um pouco grudenta de mais em mim, e o que sempre prezei foi a liberdade. Aceitei fazer este trabalho com Renata, mais para não chateá-la do que por vontade própria. Era bom fazer as coisas de faculdade com ela, claro. Nós divergíamos em muitas coisas e isso fazia com que nós crescêssemos em cada novo trabalho, aprendendo o que cada uma tinha para ensinar, ora modificando nossos pensamentos, ora acoplando-os, ora mantendo-os até o fim. Isso era bom, porém quando o trabalho se misturava com a vida pessoal, e isso era inevitável, a coisa complicava. Já estávamos no final de agosto e ainda ficávamos de vez em quando. Por ela, nós nos veríamos todos os dias, mas eu tentava, da maneira mais carinhosa possível, cortar os baratos dela. Às vezes ela me fazia sentir quase como sua namorada e isso me irritava. Nós não tínhamos transado, talvez fosse por isso que ela insistia tanto em fazer as coisas comigo. Durante esses meses que eu pude conhecê-la sendo apenas sua amiga e não uma peguete, via nela quase uma obrigação que ela propunha para si mesma, fazer sexo com todas. E isso, apesar de saber que Renata era uma menina linda, tanto fisicamente, mas principalmente psicologicamente fazia com que eu me decepcionasse um pouco. Na verdade, era como ela sempre dizia.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Manu, não me entenda errado, cada um tem a sua opinião e a sua maneira de ver a vida. Você também já teve sua fase de ficar com todas as pessoas que apareciam na sua frente.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Mas eu tinha critérios - retrucava sorrindo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Eu também tenho critérios.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- E quais são eles?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Mulheres... &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;A verdade é que ela venerava as mulheres, de todos os tipos, cores, tamanhos. E isso era fato, qualquer mulher que ficasse com ela tinha seu ego aumentado na potência mil. Ela conseguia fazer com que quem ficasse com ela se sentisse a mulher mais desejável do mundo. Internamente poderia confessar que talvez fosse por isso que ainda ficava com ela, por carência, por precisar ouvir pelo menos de alguém (pra não dizer que queria ouvir de Yumi) que eu era uma pessoa legal. E eu não sabia por que isso estava acontecendo comigo, já que sempre fui uma pessoa auto-suficiente em sentimentos e carinho (sem conotações sexuais). Não gostava de depender dos outros, talvez fora por isso que tantas vezes havia terminado com Patrícia. Eu queria minha liberdade e ela queria namorar. Só que pra mim, essas duas palavras nunca couberam na mesma frase. Havia sonhado com Patrícia esses dias. Fiquei com vontade de ligar pra ela, saber como ela tava. Me bateu uma nostalgia forte. Uma saudade sem fim de Patrícia, do seu olhar, do seu bom dia, dela enfim. Talvez sentisse isso porque as coisas com Yumi não iam bem e como Patrícia sempre fora (há tempos atrás, concordo) minha base para tudo, minha família, sem querer acabava pensando nela nas horas de tristeza, onde o que mais eu precisava e queria, era um abraço bem apertado dela. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Fazia tempo que eu não ia pra minha cidade, afinal de contas, a última vez que fora pra lá fora antes de vir em definitivo pra cá. Rogério acabara resolvendo tudo pra mim. Já estava ganhando o dinheiro do aluguel de um casal que agora passara a morar na casa da tia Med, assim não tinha motivos pra ir pra lá. Talvez pra dar um abraço em Rogério e agradecer por ter sido tão "pai". Ele gostava quando eu o chamava assim. Fora uma das suas promessas à minha falecida mãe, que ele me cuidaria como se fosse sua filha. E de fato o fazia. Era isso, tinha que sair um pouco daqui. Ficar longe de Renata, mais longe (se possível) de Yumi. Não que essa cidade me fizesse mal, muito pelo contrário, essa liberdade, essa sujeira, essa poluição, esse barulho de motos buzinando, motores rangendo, vozes, muitas vozes, me faziam sentir um gosto de tudo, um gosto do infinito. Precisava ver rostos conhecidos, dar um abraço no André, se possível ver Patrícia que nunca mais havia dado sinal de vida, e inevitavelmente um oi muito rápido a Luciana.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Quando terminamos o trabalho já estava escurecendo, dei uma desculpa muito rápida, algo como Débora estava me esperando pra ir ao mercado, para não ficar com Renata sozinha naquele apartamento. Sabia o que ela queria. Mas o que eu queria nem eu sabia, assim não podia compartilhar com mais ninguém. E por isso precisava ficar sozinha, isso sim.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Comprei minha passagem pra sexta-feira. Faria uma surpresa ao André, levaria uma pizza para comermos na noite de sexta, junto com o Beto. Isto é, se eles ainda estivessem juntos. Dormiria por lá, já teria um lugar para ficar. O resto do final de semana não precisaria de planos, afinal já bastava essa vida regrada que eu vivia aqui durante toda a semana.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Não avisei ninguém, nem a Déia, nem Renata, nem Carol, só a Débora que iria levar seu namorado para dormir então no nosso quarto nesse final de semana.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Fui à rodoviária sozinha, senti um frio estranho na barriga ao entrar naquele ônibus. Senti o gosto daquela despedida a meses atrás, em que Patrícia me enviara por André aquela carta tão cheia de verdades. Aquela carta pesada que eu fingi não dar atenção. E esse peso de todas as coisas ditas por Patrícia foi me consumindo até finalmente fechar os olhos e dormir com a cabeça encostada na janela gelada que mostrava aquele caminho que eu tanto conhecia, mas fazia força para esquecer, o caminho de casa.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8702131228041228341-7701351954571966846?l=ocantodoconto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ocantodoconto.blogspot.com/feeds/7701351954571966846/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8702131228041228341&amp;postID=7701351954571966846&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8702131228041228341/posts/default/7701351954571966846'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8702131228041228341/posts/default/7701351954571966846'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocantodoconto.blogspot.com/2009/07/o-caminho-de-casa.html' title='O caminho de casa'/><author><name>Peka_</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14571398458976932802</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_Agpu0d6_E_E/SGgCHz4ptYI/AAAAAAAAABY/J32kegui2gw/S220/RHU9750.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8702131228041228341.post-4596986871495600103</id><published>2009-07-13T21:16:00.000-03:00</published><updated>2009-07-13T21:18:13.358-03:00</updated><title type='text'>Quando tudo vira bosta</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Cheguei à sacada e desabei chorando. Não sabia por que chorava tanto, mas sentia alívio.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Depois de alguns minutos consegui me recuperar. Me sentia outra pessoa. Uma pessoa renovada que depois de tanto tempo voltara a correr atrás das coisas que acreditava. Por mais que tivesse sido daquela maneira bêbada de resolver as coisas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Ouvi alguns passos vindo atrás de mim.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Pronto, meus parabéns, você conseguiu - Renata chegou-se por trás de mim, me abraçando pelas costas. Colocara seu rosto ao lado do meu, por cima do meu ombro. Igual fizera Yumi há vários dias atrás, na casa de Maurício.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Me virou para frente dela.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Me deixa cuidar de você? O mais importante que era desabafar isso que você tinha a tanto tempo dentro de você, você já fez, agora me deixa cuidar do resto? - falou se aproximando muito rapidamente da minha boca, me beijando. Me senti desarmada naquele momento, como se nada me impedisse de nada. Senti sua mão passando pelo meu rosto. Existia uma ternura imensurável vindo de Renata. Ela parecia saber do que eu precisava naquele momento, mesmo não sendo Yumi. Naquele instante percebi que não queria ver Yumi nem pintada na minha frente. Estava muito brava com ela. E mais do que brava, estava triste. Como alguém que eu confiava tanto estava apostando coisas sobre minha vida com os outros? Então ela deixara-se levar pela minha "massagem" só para ver aonde eu ia, pra ganhar uma maldita aposta? Era esse o objetivo dela me fazendo pensar que ela estava na minha? Descobrir mais uma pessoa gay no mundo. Então eu era uma espécie de experiência para Yumi, para treinar seu gaydar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Shh, pára de pensar - falou Renata retirando sua boca da minha.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- To pensando alto?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Não, mas seu silêncio ta me dizendo isso. Você deu o primeiro passo, largou tudo assim de bandeja pra ela. Agora espera ela entender e processar isso que vai dar tudo certo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- E o que é esse tudo certo?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Não sei, quando chegar a hora você vai saber o que é melhor pra vocês duas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Como assim?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Ora, pra você e a Déia o melhor é a amizade de vocês.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Apenas sorri olhando para o lado.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Eu sei que vocês ficaram - sorriu me forçando a olhar nos seus olhos - mas a questão não é essa.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- É o que então? - falei me segurando nela, ainda estava muito tonta da caipirinha.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Sei lá to muito bêbada pra dar meus sábios conselhos pra você. Prefiro te beijar - disse me beijando novamente.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Estava me sentindo completamente vulnerável, mas até que não era ruim estar assim ali nos braços de Renata. Sentia que talvez ela quisesse ficar comigo mais para seu próprio ego, para que ela soubesse que podia ficar com qualquer menina que quisesse. Ela era assim, uma conquistadorazinha barata que todo dia transava com uma mulher diferente. Talvez quisesse ter a certeza de que eu por ser mulher, também o faria com ela. Mas sentia que seu beijo naquele instante era muito mais terno do que outra coisa.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Então era isso - ouvi uma voz rouca, vindo de trás de Renata.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Abri meus olhos, me desvencilhando dela, olhando em direção ao som. Yumi estava ali com os olhos vermelhos, talvez de choro, nos olhando.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Era isso, vocês estavam ficando o tempo todo e você nunca me falou isso. Depois vem querer cagar moral pra cima de mim que eu não deveria ter feito uma aposta sobre você. E você aí ficando com Renata o tempo todo sem me falar. Aparecendo com supostos chupões no pescoço que você sempre mudou de assunto pra não dizer. Agora tudo faz sentido, você ir dormir na casa da "Déia" - forçou seus dedos no ar - e eu sou a escrota agora MANU? - Yumi gritava. Via que suas lágrimas começaram a cair sem parar de seus olhos. - Então eu venho aqui me sentindo culpada de ter feito isso com você, e você aí se pegando com a Renata no meu nariz sem NUNCA ter me falado? E eu achando que tava sendo sacana com você por nunca ter te falado isso antes, tentando te preservar, e você ficando com todas as mulheres por aí sem me falar?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Você só pode estar brincando né Yumi? Me preservar do que, posso saber? Você que tava me usando pra saber se eu era ou não. Ou agora você vai vir me olhar com esses olhinhos puxados aí - me detive alguns instantes olhando-os - me dizer que não aconteceu absolutamente nada há uns dias atrás no quarto.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Quando?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Quando eu te fiz massagem.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Ela ficara quieta, e nitidamente envergonhada. Álcool não fazia desaparecer tudo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- A questão não é essa, a questão é que você mentiu pra mim.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Quando que eu menti pra você Yumi?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Omitir também é mentir Manu.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Você é que mentiu pra mim o tempo todo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Eu menti? Nunca omiti nada.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- E porque nunca fiquei sabendo que você ficava com meninas?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Porque nunca chegamos nesse assunto. Eu namorei com o cara aquele - ela coçou forte a cabeça - nem lembro o nome dele.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Nossa! como você gostava dele.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Não interessa o nome dele. Você e essa sua neura por saber o nome das pessoas. O que interessa - cada vez mais sua fala ficava rápida, conforme nossa briga ia aumentando o volume. Porém isso fazia com que sua pronúncia ficasse péssima. Pelo seu nível de álcool e pelo meu nível de bebunzice, não conseguia entender tudo que ela falava.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- O que interessa Manu, é que eu sempre te falei quando ficava com as pessoas. Você é criança Manu, eu bem sabia porque nunca tive essa conversa com você.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Agora você arranjou outra desculpa por ter feito essa aposta, porque eu sou criança? Não entendo porque você, com todo esse jeito liberal de ser, teve tantos dedos pra conversar isso comigo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Eu digo o mesmo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Só que eu não fiz nenhuma aposta com ninguém.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Você acha que isso e só isso que é importante?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Não entendi sua pergunta. Naquele instante eu estava completamente escorada em Renata. Conforme falava, sentia meu corpo cambalear para frente e para trás, numa tentativa muito frustrada de me manter ereta. Fiquei calada pensando, ou tentando organizar todo o turbilhão de coisas que aparecia na minha mente.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- O que interessa é que eu achei que você confiasse em mim e pelo visto não é isso que acontece.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Digo o mesmo - falou saindo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8702131228041228341-4596986871495600103?l=ocantodoconto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ocantodoconto.blogspot.com/feeds/4596986871495600103/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8702131228041228341&amp;postID=4596986871495600103&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8702131228041228341/posts/default/4596986871495600103'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8702131228041228341/posts/default/4596986871495600103'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocantodoconto.blogspot.com/2009/07/quando-tudo-vira-bosta.html' title='Quando tudo vira bosta'/><author><name>Peka_</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14571398458976932802</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_Agpu0d6_E_E/SGgCHz4ptYI/AAAAAAAAABY/J32kegui2gw/S220/RHU9750.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8702131228041228341.post-3440973035304771506</id><published>2009-07-13T10:01:00.002-03:00</published><updated>2009-07-13T12:44:35.962-03:00</updated><title type='text'>Não brinque com fogo</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Esfreguei os olhos com a mão que não segurava o copo com muita força. Elas pararam de girar. Voltaram a ficar horizontalmente na minha frente.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Eu não sou virgem - falei tentando parecer mais sóbrea do que realmente estava.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Mas você nunca fez sexo com homem, sei lá que nome deve ter isso na sua cidade - falou Yumi, ainda me olhando com uma expressão inexplicável.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Minha vez de falar eu nunca. Eu nunca namorarei, nunca beijei, nunca gostei, nunca fiz nada com nenhuma mulher - falei tomando mais da metade do copo de caipirinha de uma só vez. Senti que aquela bebida havia sido a última gota. E por mais pesado que aquele gole pudesse ter sido aquela fora a última gota de toda a angústia que eu tinha guardada dentro de mim por tanto tempo, desde quando encontrara Yumi pela primeira vez.  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Yumi me olhava sem entender, fazendo que não com a cabeça. Vi que Déia ria muito, acompanhada de Renata que disse um pouco distante de mim "Até que enfim ela falou".&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Eu ganhei a aposta - falou Jéssica levantando-se, mas caíra na metade do caminho, voltando a se sentar com muita dificuldade.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Que aposta? - perguntei, virando rapidamente meu rosto para ela. Senti minha boca do estômago sangrar. Mas não era só por causa da bebida.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Que você é gay Manu - se intrometeu Jéssica.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Que?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Ela não é viu - falou Yumi ainda petrificada me olhando.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Que? - perguntei mais alto.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Você não é gay né?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Que? Vocês apostaram que eu era gay?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Viu Jéssica, eu disse que era besteira, ela não é gay.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Não acredito que você fez uma aposta sobre minha sexualidade - olhei muito chateada para Yumi. É, álcool realmente não é uma coisa legal.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Mas viu como eu te conheço, eu acertei - falou ela colocando novamente sua mão sobre minha perna. Tirei-a com rispidez.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Você é uma idiota Yumi - falei me levantando como podia - era só me perguntar isso, não precisava fazer uma aposta com uma qualquer estranha que nunca vi na minha frente que eu te responderia.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Não pensei que você ficaria tão p. comigo, desculpa.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Desculpa o cacete, era só ter perguntando, agora metendo gente que eu nem conheço.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Jéssica fez menção de entrar na discussão, mas Yumi a interrompera.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Mas não faz diferença, né? Porque você não é lés..&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- E ainda por cima é burra, que parte você não entendeu que eu sou sim? - explodi. Onde já se vira, fazer uma aposta com uma menina que eu odiava tanto... E sobre mim, então porque não falara diretamente comigo? Custava ter me perguntado antes.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Você é gay?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Claro né Yumi, como você não entende, que que mais eu precisofazerpravocêmeentender? Eu não acredito que você teve que fazer uma aposta com essa, com essa daí - apontei revoltada pra Jéssica - com essa menina aí, e não veio falar comigo?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Ué você que não veio falar comigo antes.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Você que nunca me falou nada, você sempre tem namorados, fica com um monte de homem por aí, e quer que eu adivinhe que você gosta de mulher?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Não entendo o que isso impede uma coisa da outra.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Não impende nada.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Ela me olhava profundamente nos olhos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Porque você nunca me falou isso antes?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Porque você nunca me perguntou isso antes? E teve que justamente fazer uma aposta com alguém que eu nem conheço.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Fiz a aposta justamente porque você nunca me falou antes.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Ah, vai a merda Yumi.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Sai da sala com o máximo de esforço possível para caminhar em linha reta e acertar os degraus da escada.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8702131228041228341-3440973035304771506?l=ocantodoconto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ocantodoconto.blogspot.com/feeds/3440973035304771506/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8702131228041228341&amp;postID=3440973035304771506&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8702131228041228341/posts/default/3440973035304771506'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8702131228041228341/posts/default/3440973035304771506'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocantodoconto.blogspot.com/2009/07/nao-brinque-com-fogo.html' title='Não brinque com fogo'/><author><name>Peka_</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14571398458976932802</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_Agpu0d6_E_E/SGgCHz4ptYI/AAAAAAAAABY/J32kegui2gw/S220/RHU9750.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8702131228041228341.post-8045407807699648428</id><published>2009-07-11T11:58:00.000-03:00</published><updated>2009-07-11T11:59:35.227-03:00</updated><title type='text'>Desde sempre</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify; font-family: verdana;"&gt;- Tive uma idéia - falou Jéssica, interrompendo meu ato.&lt;br /&gt;Será que eu tinha dado muito na cara que ia beijá-la e Jéssica havia me flagrado? Olhei para o seu rosto enquanto falava, ela parecia calma de mais para isto. - Vamos fazer uma brincadeira muito legal.&lt;br /&gt;- Qual? - perguntou Luiz igualmente empolgado. Parecia no fim que só os dois estavam gostando daquela tal festinha que estávamos tendo.&lt;br /&gt;- Eu nunca!&lt;br /&gt;- Conheço, é de mais, eu topo!&lt;br /&gt;- Eu também - Carol concordou.&lt;br /&gt;- Ah nem me fale - Luiz colocou as mãos no rosto.&lt;br /&gt;Carol sorriu de volta. Senti que havia alguma coisa entre os dois que ninguém mais sabia, pois todos ficaram olhando para eles, esperando que terminassem a frase. Visto que eles não terminaram, e já temendo um ataque de ciúmes de Má, resolvi falar.&lt;br /&gt;- Como que é isso?&lt;br /&gt;- Resumidamente Manu - Luiz falou antes de Jéssica - a gente tem esse copo de bebida. Daí eu faço uma pergunta - dava pra perceber que Luiz estava nitidamente envolvido pelo álcool porque toda sua gentileza e o seu requinte com as palavras se perderam - daí depois da pergunta vem oquequemesmo? - enrolou-se.&lt;br /&gt;- Por exemplo - falou Má, surpreendemente - Eu nunca dei um beijo. Quem já deu, quando o copo passar vai tomar um gole, quem nunca beijou ninguém não bebe.&lt;br /&gt;- Ahmm - concordei meio sem entender.&lt;br /&gt;- Segue a ordem - retrucou Rê.&lt;br /&gt;- Ahm - continuei sem entender.&lt;br /&gt;- Vamos começar - Déia pegou o copo da mão de Luiz.&lt;br /&gt;- Eu nunca beijei homem - riu-se, tomando um gole.&lt;br /&gt;Passou na sequência, Micheli, Jéssica, Maurício, eu, Yumi - todos sem exceção tomaram. Yumi entregara o copo para Carol, ela por sua vez entregou direto para a Má. Todos olharam com cara de grande espanto.&lt;br /&gt;- Você nunca beijou um homem Carol??? - perguntou Yumi nitidamente incrédula.&lt;br /&gt;- Nunca... Não homens heteros - riu.&lt;br /&gt;Má tomara um gole, passando o copo para Luiz que passou o copo para Déia novamente.&lt;br /&gt;- Entendeu Manu? - perguntou entregando o copo para Micheli - sua vez de perguntar.&lt;br /&gt;- Ai, o que eu posso perguntar - falou Micheli enquanto coçava a cabeça - eu nunca.. ai - repetia ela coçando mais intensamente seu cabelo - eu nunca traí.&lt;br /&gt;Todos tomaram um gole, menos Carol. Vi que quando Má tomara um gole, Carol voltara-se imediatamente para ela com uma expressão visivelmente atordoada. Talvez pensasse que Má tivesse traído ela. As duas começaram a discutir. Má subiu para o quarto, gritando algumas coisas inteligíveis. Todos ficaram em silêncio. Fechamos mais ainda o pequeno círculo que se formara de pessoas.&lt;br /&gt;Depois de algumas perguntas sem cabimento, e muito engraçadas, Yumi confessou.&lt;br /&gt;- Eu nunca fiz sexo com mais de uma pessoa - tomou um gole passando o copo para Luiz, que passara para Déia. Ela e os outros todos tomaram daquela caipirinha azeda. Eu apenas entreguei o copo para Yumi novamente.&lt;br /&gt;- Beata - disse ela baixinho ao meu ouvido, depois de entregar o copo para Luiz.&lt;br /&gt;- Eu nunca brochei - falou ele rindo, quase se engasgando quando bebeu um gole.&lt;br /&gt;- Nossa gato, achava que você era mais potente - falou Maurício rindo também.&lt;br /&gt;- Ah como que funciona isso com meninas? Eu não tenho um "sabe" pra brochar.&lt;br /&gt;- Mas você pode ficar sem vontade na hora H - respondi.&lt;br /&gt;Yumi novamente me olhara com aquela cara estranha de incredulidade.&lt;br /&gt;Déia não tomara, Maurício fora o único que acompanhara Luiz no gole de caipirinha.&lt;br /&gt;- Eu nunca fingi um orgasmo - tomou um grande gole. Talvez aquilo fosse uma indireta para Micheli, pois percebi que ela fechara a cara. Micheli também tomara. Entreguei o copo para Yumi sem beber. Ela por sua vez acabara com toda a bebida que ainda estava no copo. Luiz fora fazer mais.&lt;br /&gt;Yumi continuava perto de mim, continuava com sua mão perto de mim, porém escorada no chão. Quando eu me mexia ela tocava levemente minha coxa.&lt;br /&gt;A segunda rodada de perguntas ficara excessivamente sexual.&lt;br /&gt;Perguntaram sobre posições, sobre pessoas, sobre desejos, sobre absolutamente tudo. Nada que pudesse provar que eu fosse gay. Mas todas minhas respostas afirmativas, para qualquer entendedor, e nem precisava ser muito bom, explicitavam isso. Yumi apenas me olhava incrédula. Talvez mais do que incrédula, talvez ela apenas estivesse fazendo aquele joguinho que começáramos a fazer desde quando nos conhecemos.&lt;br /&gt;- A gente sabe que aqui não podemos mentir! - falou Maurício.&lt;br /&gt;- Sim - Déia concordou.&lt;br /&gt;- Eu tenho uma dúvida que nunca saiu da minha cabeça Luiz - voltou-se para ele - Naquela minha festa de aniversário, vocês não fizeram nada? Absolutamente nada? Tudo bem que vocês não tenham se beijado, mas nem uma rapidinha?&lt;br /&gt;Luiz riu.&lt;br /&gt;- Isso não faz parte da brincadeira - assumiu um tom mais sério.&lt;br /&gt;- Então você fala isso porque alguma coisa tem e você nunca quis me falar!&lt;br /&gt;- Eu não to falando nada seu louco.&lt;br /&gt;- Eu nunca transei com um cara - falou Maurício decidido, tomando dois grandes goles. Entregou o copo para Déia. A essa altura Paulinho e Leandro já haviam subido para o quarto. Estávamos todos sentados no chão. Luiz, Jéssica (ela mudara de posição), Déia, Micheli, Renata, Yumi, eu e Maurício (também havia mudado de lugar para ficar ao lado de Luiz).&lt;br /&gt;Luiz pegou o copo, olhou-o profundamente.&lt;br /&gt;- Você ta esperando que eu beba né?&lt;br /&gt;- Sim - sorriu Maurício.&lt;br /&gt;- Por que posso saber?&lt;br /&gt;- Porque eu acho que aconteceram muitas coisas no meu aniversário que você não me contou.&lt;br /&gt;- Cara, você é muito preconceituoso, porque você não acredita que eu posso ser seu amigo e de todos vocês sem ser gay? Que merda! - passou o copo sem beber.&lt;br /&gt;- Essa é a minha resposta Maurício - falou em um tom muito sério - eu continuo sendo hetero, continuo gostando de pegar meninas, e nem por isso vou deixar de ser seu amigo, mesmo você dando pra todos os caras que conhece por aí - gritou alto, levantando-se e saindo de casa. Maurício o seguiu. Ficamos todas paradas estáticas sem entender direito porque aquela brincadeira levara aquela briga entre os dois.&lt;br /&gt;Jéssica pegara o copo que fora jogado no chão por Luiz. Olhou-o como se ele estivesse a falar com ela. Ou talvez eu estivesse tão bêbada a ponto de enxergar coisas a mais.&lt;br /&gt;Bebeu um gole e passou para Déia.&lt;br /&gt;- A gente vai continuar com a mesma pergunta?&lt;br /&gt;- Acho que sim né? - respondeu Jéssica - para não quebrar a tradição da brincadeira temos que fechar o círculo.&lt;br /&gt;- Desde quando existe tradição pra isso?&lt;br /&gt;- Desde quando ninguém mais conhece essa brincadeira e eu sou a única que sim - riu-se estranhamente.&lt;br /&gt;- Hmm, pois eu não preciso beber para essa pergunta - sorriu vitoriosa.&lt;br /&gt;Porém Micheli bebera, passando para Renata que a imitara tomando um gole quase que interminável daquela caipirinha sem gelo e com muita vodka. O copo chegara em mim. Nunca havia feito nada com homens. Nada além de beijo. E só.&lt;br /&gt;Entreguei o copo intocável para Yumi, que custou a pegá-lo da minha mão.&lt;br /&gt;- Você? - ela fez a cara mais incrédula que eu já tinha visto.&lt;br /&gt;- Eu o que? - perguntei custando a fixar Yumi em uma só imagem, pois tudo ficara embaraçosamente duplo e embaçado.&lt;br /&gt;- Você é virgem? - e deixou-se soltar uma risada um pouco nervosa.&lt;br /&gt;Déia seguiu-a rindo também, e logo estavam todas rindo, inclusive eu.&lt;br /&gt;- Claro que não né?! - respondi ainda tentando fazer com que as duas imagens de Yumi se tornassem uma só.&lt;br /&gt;- Como não se a pergunta era se já tinha transado com um cara e você disse que não?!&lt;br /&gt;Arranquei o copo de sua mão, com muita conficção. Engraçado que quando bebemos conseguimos ser pessoas mais corajosas. E acredito também que somos mais sinceros com o que sentimos e o que pensamos. Por mais que o álcool tome conta, ele deixa muitas vezes escapar muitas verdades que tentamos no nosso dia-a-dia esconder socialmente. É por certo que perdemos a razão quando bebemos. Mas também sabemos que não podemos agir só com a razão, que às vezes precisamos dar um chute pro alto e ver o que acontece, sem ter tudo planejado. Claro que eu sabia que era "errado" beber para poder se soltar, mas que então aproveitasse a situação para enfim deixar bem claro para Yumi que eu gostava de mulheres. Por um segundo eu vacilei, olhei para os lados sem enxergar absolutamente nada. Prometi silenciosamente mais uma vez parar de beber. Fechei os olhos por mais alguns segundos, sentindo que minha cabeça fortemente era lançada para todos os lados, girando em um movimento sem fim. Talvez eu devesse me deixar levar por aquele caminho tortuoso e cheio de curvas, pra ver onde daria. Abri os olhos com força para voltar a realidade. Vi que as meninas me olhavam, e também seguiam o movimento da minha cabeça, girando, girando, girando.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8702131228041228341-8045407807699648428?l=ocantodoconto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ocantodoconto.blogspot.com/feeds/8045407807699648428/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8702131228041228341&amp;postID=8045407807699648428&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8702131228041228341/posts/default/8045407807699648428'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8702131228041228341/posts/default/8045407807699648428'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocantodoconto.blogspot.com/2009/07/desde-sempre.html' title='Desde sempre'/><author><name>Peka_</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14571398458976932802</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_Agpu0d6_E_E/SGgCHz4ptYI/AAAAAAAAABY/J32kegui2gw/S220/RHU9750.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8702131228041228341.post-1397434595945866764</id><published>2009-07-08T11:20:00.000-03:00</published><updated>2009-07-08T11:21:21.032-03:00</updated><title type='text'>Você é luz, é raio estrela e luar</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify; font-family: verdana;"&gt;Depois de algumas horas bebendo caipirinha, todos já estavam falando mais alto, batendo nas coisas, rindo de qualquer besteira. Ainda estávamos nas mesmas posições na sala, a única diferença era que Yumi sentara-se ao meu lado em um determinado momento e não saíra mais dali, mesmo com os pedidos silenciosos de Jéssica, que estava posta ao lado de Déia e Micheli.&lt;br /&gt;- A gente precisava de um violão! - falou Paulinho um pouco enrolado.&lt;br /&gt;- Nossa, esqueci de trazer o meu! Na verdade - olhei para Yumi - essas meninas aí trazem tanta coisa que nem tinha espaço pra um violãozinho humilde viajar.&lt;br /&gt;- Lá em casa tem um violão velho - Jéssica levantara-se - vamos buscar então?!&lt;br /&gt;- Eu não saio daqui nem me pagando - falei irritada por tamanha eficiência.&lt;br /&gt;- É perto daqui.&lt;br /&gt;- Então busca você - sorri, tomando mais um gole daquela caipirinha muito forte. Senti o gosto ardente da cachaça arranhando minha garganta.&lt;br /&gt;- Sozinha?&lt;br /&gt;Ignorei-a.&lt;br /&gt;- Vai lá pô - falou Déia - a gente precisa animar essa nossa festinha!! Eu canto, a Manu toca, vocês tiram a roupa pra gente, ta valendo! - riu-se de si mesma.&lt;br /&gt;- Eu concordo! - emendei.&lt;br /&gt;- Eu também - gritou Luiz, pondo-se em pé - vou com você buscar o tal violão, vamovamovamovamo! - enrolou-se.&lt;br /&gt;Muito contra vontade, lá foram os dois no meio da chuva buscar o violão. Já estava esperando um violão empenado, ou sujo, ou sem cordas, mas me surpreendi quando enfim, depois de praticamente duas horas, Luiz e Jéssica entraram pela sala, completamente molhados, mas segurando uma mala preta com orgulho.&lt;br /&gt;Jéssica sentara no outro lado da sala, talvez querendo provocar Yumi, mas ela não se deixara levar. Ou fingia muito bem, ou realmente não importava para ela, pois continuou ao meu lado, sem hesitar. Em poucos minutos todos cantavam as musiquinhas de excursão que eu e Déia puxávamos. Yumi uma hora deixara a sala. Fiquei levemente triste com aquela atitude, vi que Jéssica a seguira quando foi em direção aos quartos, subindo as escadas. Porém voltaram em menos tempo do que previa. Yumi com um edredom (o mesmo que me cobrira dias atrás) na mão. Sentou-se novamente ao meu lado, nos cobrindo. Me senti feliz, e que eu estava ganhando a guerra que se instalara entre Jéssica e eu. Então Yumi preferia ficar ao meu lado ao invés de curtir a sua "ficante".&lt;br /&gt;Estava ficando quente embaixo do edredom, mas eu não iria me desfazer daquele lugar. Tocamos a música preferida de Yumi. Era uma música do Frejat - Túnel do Tempo. Quando comecei a introdução, senti que seu olhar voltara-se todo para mim. Olhei pra ela, cantando baixinho junto com Déia, e todos que conseguiam abrir a boca para cantar, além de beber. Lembrei do dia em que eu cantara pra ela sozinha, no seu showzinho particular. Me senti brega. Por baixo da coberta, senti sua mão encostando na minha coxa, e lá permaneceu até o final da canção. Fiquei excitada. Queria cantar e tocar outras músicas que ela gostava, pra ver até onde ia essa sua mão. Novamente me senti uma cafajeste com ela, mas uma cafajeste menos canalha do que antes, porque então eu já sabia que ela também gostava de meninas. Ela é que não sabia de mim.&lt;br /&gt;Já não sabia mais nenhuma música para tocar, afinal todas de excursão haviam acabado. Também não conseguia ter nenhuma coordenação para tocar músicas mais complexas do que de 4 acordes. Até Wando foi tocado.&lt;br /&gt;Coloquei o violão deitado ao meu lado, me esticando para não deixá-lo cair. A mão de Yumi com o meu movimento, acabara descendo para perto do meu ventre. Me arrepiei. Senti vontade de dar um beijo nela. Quando voltei a ficar sentada, sua mão continuou ali estática. Estava com um pouco de álcool na cabeça, mas Yumi era mais fraca que eu, certamente deixara sua mão ali por causa disso. Voltei meu olhar para ela. Ela ainda me olhava. Senti que rolar um beijo entre nós, seria questão de poucos segundos. Eu tomei atitude, fui em sua direção, meio tonta pela bebida, meio tonta pela louca vontade de beijá-la, meio tonta por sentir sua mão ali tão próxima de mim.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8702131228041228341-1397434595945866764?l=ocantodoconto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ocantodoconto.blogspot.com/feeds/1397434595945866764/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8702131228041228341&amp;postID=1397434595945866764&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8702131228041228341/posts/default/1397434595945866764'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8702131228041228341/posts/default/1397434595945866764'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocantodoconto.blogspot.com/2009/07/voce-e-luz-e-raio-estrela-e-luar.html' title='Você é luz, é raio estrela e luar'/><author><name>Peka_</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14571398458976932802</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_Agpu0d6_E_E/SGgCHz4ptYI/AAAAAAAAABY/J32kegui2gw/S220/RHU9750.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8702131228041228341.post-9008065654807301164</id><published>2009-07-07T19:38:00.000-03:00</published><updated>2009-07-07T19:40:02.106-03:00</updated><title type='text'>O príncipe que virara sapo</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Era sexta-feira, chovia muito, pela janela não dava para enxergar quase nada, tamanho eram os pingos que recocheteavam no vidro. Já era noite. Estávamos todos atirados pela sala. Carol, Má e Luiz em um sofá, Paulinho e Leandro em outro, Déia e Michele no outro, Maurício e eu sentados no chão, ao lado de Yumi e Jéssica que se escoravam na parede embaixo da janela.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: verdana;"&gt;- O que a gente vai fazer nessa chuva? - perguntou enfim Luiz quando deu intervalo no filme que assistíamos.&lt;br /&gt;- Beber - falou Renata vindo da cozinha sentando-se ao meu lado.&lt;br /&gt;- Mas acabaram as cervejas - falou Luiz triste.&lt;br /&gt;- Meu querido, você não me conhece.&lt;br /&gt;Em 5 minutos foi e voltou do quarto com algumas garrafas na mão.&lt;br /&gt;- Vejamos meus queridos amiguinhos, Manu me ajuda aqui - me estendeu duas garrafas que quase caíam de sua mão.&lt;br /&gt;- Cachaça?&lt;br /&gt;- Sim, vocês podem escolher entre - ergueu a primeira garrafa - vodka com gelo, outra vodka - riu-se - cachaça, absinto e temos também, mostra aí Manu, na sua outra mão, uma tequila.&lt;br /&gt;- A gente não tem mais limão, eu não tomo isso puro - falou Má.&lt;br /&gt;- Eu busco os limões, Yumi me passa a chave, isso aqui ta muito chato!&lt;br /&gt;- Vou junto com você então - falou levantando-se.&lt;br /&gt;- Então eu também vou! - Jéssica também levantara.&lt;br /&gt;- Ah, então vão vocês duas, não tem porque as três se molharem - falei sentando-me novamente, emburrada.&lt;br /&gt;- Não, Jéssica você já estava espirrando antes, não vai se molhar. Vamos Manu!&lt;br /&gt;- Ah, mas eu não quero ficar longe de você - Jéssica falava manhosamente.&lt;br /&gt;Revirei meus olhos, Yumi percebeu.&lt;br /&gt;- Não Jéssica, vem Manu - me puxou pela mão, me levantando de uma só vez.&lt;br /&gt;- Traz uns 2 quilos de limão Manuzinha - falou Renata - e mais açúcar, e acho que isso é meio pouco ainda, pra tanta gente, traz mais cachaça.&lt;br /&gt;- Eu não tomo cachaça - disse Má.&lt;br /&gt;- Que menina fresca - Renata deixou escapar - quer dizer, você pode tomar vodka, eu deixo a minha parte para você.&lt;br /&gt;- Mas eu não gosto de vodka.&lt;br /&gt;- Tem absinto - falou sem paciencia.&lt;br /&gt;- Absinto é muito forte.&lt;br /&gt;- Tem tequila - bufou Renata tentando mais uma vez voltar a falar comigo.&lt;br /&gt;- Queria uma coisa mais fraca - interrompeu Má mais uma vez.&lt;br /&gt;- Meu, tem leite na geladeira - estorou. Todos riram. Má feichara a cara.&lt;br /&gt;- Quer que eu traga cerveja pra você Má - tentei amenizar.&lt;br /&gt;- Por favor Manu - sorriu pra mim, novamente fechando a cara para o resto.&lt;br /&gt;Carol me agradeceu muda, fazendo gesto positivo com a mão. Coitada ter uma namorada assim, pensei com pena de Carol, uma pessoa tão querida e simpática, com esse poço de chatice que era a Má.&lt;br /&gt;- A Má às vezes é insuportável né? - falou Yumi sentando-se ao voltante.&lt;br /&gt;- Sim - concordei fechando rapidamente a porta. Mesmo com todo o esforço, estava insopada só de caminhar o pequeno trecho entre a casa e o carro.&lt;br /&gt;- O Luiz me contou que vocês conversaram bastante ontem - Yumi interrompeu o silêncio.&lt;br /&gt;- É, ele é um cara legal.&lt;br /&gt;- Ele quis saber se você ta de caso com alguém - seus olhos continuavam para frente. Eu sei que ela estava dirigindo, que tinha que prestar atenção no trânsito, mas algo me dizia que não era só por isso que não me olhava.&lt;br /&gt;- Porque?&lt;br /&gt;- Então você ta?&lt;br /&gt;- Claro que não né?!&lt;br /&gt;Ela suspirou, concordando.&lt;br /&gt;- É, foi o que eu disse pra ele.&lt;br /&gt;- Hmm.&lt;br /&gt;Vi que sua expressão fechada se abrira, até voltara a olhar pra mim às vezes.&lt;br /&gt;- Manu.&lt;br /&gt;- Sim.&lt;br /&gt;- Acho que ele ta afim de você - voltou-se para mim, o sinal estava vermelho.&lt;br /&gt;Continuei olhando para ela sem responder.&lt;br /&gt;- O que é que eu tenho com isso? - falei vendo que ela esperava por alguma posição minha.&lt;br /&gt;- Ué, sei lá. Você que disse que ele era legal.&lt;br /&gt;- E eu lembro de ter falado para você que eu não ficava com pessoas só porque elas eram legais.&lt;br /&gt;Ela riu.&lt;br /&gt;- Pára ali - apontei para a vaga livre.&lt;br /&gt;Quando entramos no mercado, vi que ela estava disposta a me empurrar o Luiz.&lt;br /&gt;- Mas Manu, você também falou que ele é um cara bacana, e cabeça..&lt;br /&gt;- Ele contou pra você todos os detalhes da nossa conversa né?!&lt;br /&gt;- É - falou em meio de um riso.&lt;br /&gt;- Nossa, ele acabou de perder todos os pontos comigo, onde já se viu um homem barbado pedindo pra amiga vir falar comigo? - falei brincando, porém muito séria.&lt;br /&gt;- Ele me contou que você chamou ele de velho também.&lt;br /&gt;Revirei os olhos.&lt;br /&gt;- Enfim, eu não fico com ninguém só porque é legal, bacana e cabeça.&lt;br /&gt;- Ah, mas ele também é bonito.&lt;br /&gt;- E bonito.&lt;br /&gt;- E é rico - riu ao ver minha cara de espanto.&lt;br /&gt;- Nem por ser rico.&lt;br /&gt;- E sabe se vestir.&lt;br /&gt;- Nem por saber se vestir.&lt;br /&gt;- Então você gosta dos feios, pobres, mal arrumados e chatos? - ria com as minhas expressões.&lt;br /&gt;- Não!&lt;br /&gt;- E eu que pensava que era exigente.&lt;br /&gt;- Não é questão de exigência Yumi.&lt;br /&gt;- Então é o que? Porra, ele tem tudo que uma mulher quer, ele é tudo que uma mulher precisa.&lt;br /&gt;- Porque você não fica então com ele?&lt;br /&gt;Ela tentou desconversar perguntando qual das duas cachaças era para levar.&lt;br /&gt;- Hein Yumi, se ele é tão perfeito porque você não fica com ele?&lt;br /&gt;- Porque eu to com a Jéssica - falou meio baixo de mais, mas foi o que eu consegui ouvir. Ficamos o resto do tempo em profundo silêncio.&lt;br /&gt;- Quer dirigir? - me estendeu as chaves.&lt;br /&gt;Ela sabia que eu adorava dirigir, por isso que estava dando aquele sinal de "trégua".&lt;br /&gt;- Sim.&lt;br /&gt;Quando peguei as chaves da mão dela, ela segurou minha mão.&lt;br /&gt;- Escuta Manu - falou ficando de frente para mim - eu falei alguma coisa errada?&lt;br /&gt;Claro que sim, porque tem que ficar falando da Jéssica, pensei. Olhei para o lado, com medo de que ela lesse meus pensamentos.&lt;br /&gt;- Não, porque?&lt;br /&gt;- Você ta estranha comigo - mais uma vez ela tentava entender porque do meu sumisso.&lt;br /&gt;- To nada Yumi.&lt;br /&gt;- Ta sim, foi só a Jéssica chegar pra você ficar estranha.&lt;br /&gt;- Só não quero ficar segurando vela - voltei enfim meus olhos pra ela. Ela me olhava com uma expressão de certa ternura. Sua mão ainda segurava a minha. Me sentia imune naquela situação, me sentia fraca e ao mesmo tempo forte estando tão perto dela.&lt;br /&gt;- Ah, que frescura Manu, não pega nada. Mas - com a outra mão levantou meu rosto, para que nossos olhos ficassem na mesma altura - é só por causa disso mesmo?&lt;br /&gt;Não consegui evitar que meu olhar mudasse de direção. Não ia dizer que era porque eu morria de ciúmes, não ia entregar assim de bandeija.&lt;br /&gt;- É sim - quando voltei meus olhos novamente para ela, senti que tornara mais firme na minha resposta - Não pensa besteira, ta tudo certo sim, só não quero atrapalhar ninguém.&lt;br /&gt;Peguei a chave e esperei que ela desse licença para entrar no carro. Ela ainda ficou alguns instantes imóvel na minha frente, me olhando, mas desistindo de falar qualquer coisa, deu a volta no carro e entrou calada.&lt;br /&gt;- E o Luiz não faz o meu tipo - falei em tom de brincadeira, quando já estavamos na estrada.&lt;br /&gt;Ela sorriu.&lt;br /&gt;- Ele é "perfeito" de mais. Gosto de pessoas mais mortais.&lt;br /&gt;- Pessoas mortais?&lt;br /&gt;- É, mais normais, sem tanto bom gosto assim pra restaurantes, por exemplo.&lt;br /&gt;- Pessoas pobres - falou brincando.&lt;br /&gt;- Independente de dinheiro, pessoas normais, que gostem de comer miojo aos sábados quando não tem RU.&lt;br /&gt;Ela gargalhou.&lt;br /&gt;- Então o passaporte para você é comer miojo aos sábados?&lt;br /&gt;- Também. E pizza, de preferência do dia anterior.&lt;br /&gt;Pensei se não ficara muito na cara que eu estava falando dela, afinal sempre que ia dormir lá ou comíamos miojo ou pizza. Mas se ela entendera, deixara parecer que não. Senti que o clima entre nós estava bom de novo. Não que antes não tivesse, apenas que me sentia mais próxima dela do que fazia vários dias não sentia.&lt;br /&gt;- E pode deixar que se ele vier falar comigo, EU falo com ele. Não precisa dar recadinhos, odeio essas coisas - falei ainda brincando.&lt;br /&gt;- Tudo bem, eu é que não quero dar um fora nele por você.&lt;br /&gt;- Porque? Se você não tivesse com a .. se você não estivesse enrolada, você bem que ficava com ele né?!&lt;br /&gt;- Não.&lt;br /&gt;- Não?&lt;br /&gt;- Não!&lt;br /&gt;- Porque?&lt;br /&gt;- Também acho ele certo de mais.&lt;br /&gt;Descemos do carro, Yumi pegou algumas sacolas e ainda disse antes de entrar dentro de casa.&lt;br /&gt;- E eu também prefiro pessoas que comem miojo e pizza aos sábados - saiu depois de me lançar um olhar enigmático. Fiquei feliz, não sabia porque, mas fiquei. Entrei na casa mais leve do que saíra.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8702131228041228341-9008065654807301164?l=ocantodoconto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ocantodoconto.blogspot.com/feeds/9008065654807301164/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8702131228041228341&amp;postID=9008065654807301164&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8702131228041228341/posts/default/9008065654807301164'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8702131228041228341/posts/default/9008065654807301164'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocantodoconto.blogspot.com/2009/07/o-principe-que-virara-sapo.html' title='O príncipe que virara sapo'/><author><name>Peka_</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14571398458976932802</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_Agpu0d6_E_E/SGgCHz4ptYI/AAAAAAAAABY/J32kegui2gw/S220/RHU9750.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8702131228041228341.post-1581503684962630007</id><published>2009-07-07T10:33:00.000-03:00</published><updated>2009-07-07T10:38:24.806-03:00</updated><title type='text'>O príncipe</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Luiz estava sentando no sofá da sala de frente para a televisão assistindo um programa sobre baleias.  Ele parecia alguém que já tinha visto com aquela roupa. Usava uma touca na cabeça, uma jaqueta preta de couro, um moletom que deixava seu capuz ficar por cima da jaqueta, uma calça jeans e um tênis branco.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Nossa Luiz, sabe com quem que você ta parecendo?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Quem?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- O Justin Timberlake - falei rindo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Sério? Olha aquele cara faz sucesso com as menininhas né? Então eu to bem - falou voltando-se para mim.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Por alguns segundos fiquei pensando porque ele falara isso se era gay.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Que foi?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Nada - respondi.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Ele soltou uma risada grossa.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Você também acha que eu sou gay é isso?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Ué, não é?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Só porque sou amigo dos gays, e que não chamo eles de viados e filhos da puta, não quer dizer que eu seja né?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Sorri um pouco sem graça.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Mas você nunca ficou com homens? - perguntei ainda incrédula.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Não - falou ele com uma cara reprovação - Eu gosto de mulheres. O seu amigo aí, o Maurício até que tentou - falou um pouco mais baixo - mas eu prefiro mulheres, sabe? Mais parecidas como você.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Hm - concordei - é que sei lá...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Normal, todo mundo acha, mas eu não pareço né?!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Ah não sei, acho que não - sorri.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Menos mal, todo mundo sempre acha que eu sou, os amigos do Maurício sempre chegam em mim, tentando me converter. E quando eu digo que não sou fazem cara feia pra mim. No fim eu é que sofro preconceito por andar com gays mas não ser - fez um beiço meio estranho.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Imagino - sorri - é que você se veste bem, é gentil e é difícil de ver homens assim.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Luiz abriu um largo sorriso - é, mas eu sou assim. E por eu gostar de lugares bacanas, sair para jantar em restaurantes, essas coisas, várias meninas já confundiram minhas intenções achando que eu era gay, é um saco.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Ri de suas caras.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- E isso só se confirma quando eu digo quem são meus amigos, mas não quer dizer nada né?! Porque olha você, anda com um monte de meninas gays, e nem por isso você é - sorriu se aproximando um pouco mais de mim. Ele estava realmente interessado em conversar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Olha Manu, eu já passei por maus bocados, se é difícil ser gay hoje em dia, é mais difícil ainda você não ser e não ter problemas com isso.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Imagino, você já deve ter passado por muitas coisas mesmo. E eu acho que é mais difícil ainda quando você é homem né, porque vivemos numa sociedade machista ainda.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- É, mas todos anos de experiência me fizeram ser mais relaxado com essas coisas, nem me estresso mais. Só não gosto quando os caras ficam insitindo que eu sou gay, um saco!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Mas você é assim porque não é mais um menininho.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Ah, agora você vai me chamar de velho é?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Não, mas de maturo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Mas ser maturo é bom.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Sim.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Conversamos ainda sobre música, teatro, cinema. Percebi que ele começara a se aproximar a cada novo movimento e que o tom da conversa aos poucos deixava de ser casual.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Mas sabendo que eu não sou gay, você não se pergunta porque eu vim pra praia? - retomou o assunto.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Ué, não são teus amigos?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- São... Mas não é só por isso né!?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- É porque então? - perguntei suspeitando a futura trajetória daquela conversa.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Ah Manu...Eu gostei de conhecer você e as meninas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Que bom, eu também gostei de ter conhecido você.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Só que eu queria conhecer mais de você.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Mas estamos nos conhecendo - sorri amarelo. Pensei se eu não acabara de ser um pouco grossa com ele, mas já bastava o rapaz da sinuca, estava farta de meninos. Sorri para mim mesma.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Bom Luiz, vou tomar um banho que hoje a noite vai ser muito fria e não me arriscarei a entrar no chuveiro assim - sai com a certeza de que aquela fora uma das mentiras mais mal contadas por mim. Ele por sua vez manteve o beiço estranho apenas me acompanhando com os olhos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8702131228041228341-1581503684962630007?l=ocantodoconto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ocantodoconto.blogspot.com/feeds/1581503684962630007/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8702131228041228341&amp;postID=1581503684962630007&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8702131228041228341/posts/default/1581503684962630007'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8702131228041228341/posts/default/1581503684962630007'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocantodoconto.blogspot.com/2009/07/o-principe.html' title='O príncipe'/><author><name>Peka_</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14571398458976932802</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_Agpu0d6_E_E/SGgCHz4ptYI/AAAAAAAAABY/J32kegui2gw/S220/RHU9750.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8702131228041228341.post-7794870484674094259</id><published>2009-07-06T10:32:00.001-03:00</published><updated>2009-07-06T10:38:44.458-03:00</updated><title type='text'>Micheli</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Manu, onde você tava? - perguntou Yumi vindo em minha direção.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Oi.. - falei enxugando a lágrima que insistia em querer cair, eu só podia estar de TPM, não era possível uma coisa dessas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Você tava chorando? - me perguntou ficando muito próxima de mim.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Não, acho que vou ficar gripada - me desvencilhei de seu olhar, continuando a caminhar. Eu estava nitidamente descontrolada emocionalmente. - Vocês tão prontas?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Sim, olha que blusa linda que eu comprei - falava Jéssica animada. Não dei atenção a ela. Yumi ainda quis passar no mercado para comprar alguma coisa que confesso não ter ouvido. Voltamos para casa, eu ainda dirigindo, Yumi quieta ao meu lado, e Jéssica sem parar de falar sobre suas compras. Me arrependi de ter ido "passear" com elas. Entreguei a chave para Yumi sem falar absolutamente nada. Subi para o quarto.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Passei o resto do dia atirada na cama ao lado de Déia que ainda dormia no colchão de casal. E assim seguiu o resto da semana. Quando já estávamos na quinta-feira Micheli chegara.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- A gente vai buscar ela na rodoviária?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Você vai - sorriu Yumi.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Mas eu não sei dirigir - fez cara de choro.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Pede pra Manu te levar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Mas a Manu não tem carro.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Eu empresto o meu.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Sério que você faria isso?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Sim - entregou a chave.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Ouvia a conversa na sala olhando TOP TOP MTV.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Manu.. - Déia se aproximava manhosa.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Sim, eu te levo lá.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Te amo sabia? - se abraçou em mim.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Naquela semana que seguira não tocamos nenhuma vez sobre o ocorrido na rede. Acho que aquilo, por mais diferente e bom que tenha sido, apenas foi. E por ter ido, não havia necessidade de voltar a ser. Complicado? Talvez, mas eu é que não ia fazer as coisas aparecerem novamente. Continuamos conversando normalmente, apesar dos comentários constrangedores de todos querendo saber onde eu havia conseguido aquela marca (que só ontem desaparecera) no meu pescoço. Déia olhava pra mim sorrindo, sem dizer absolutamente, às vezes parecia que ela gostava de me ver naquela situação. Parecia que me provocava pra dizer o que de fato acontecera. Não que ela quisesse falar isso pra todos, mas porque sabia que eu só não falava por causa de Yumi. Yumi, mal falara com ela durante essa semana. Fiz questão de sair de casa todas as vezes que ela e Jéssica apareciam por lá. Já sabia que elas tinham algo, já tinha tirado minhas dúvidas, já me sentia mais leve e menos "cafajeste". Porém, isso não diminuía o aperto no meu coração. Talvez eu estivesse gostando um pouco de mais dela, e talvez eu até pudesse assumir isso para mim mesma, porém não queria que fosse verdade, pois afinal de contas, elas estavam juntas. Grande porcaria saber que Yumi gostava de meninas, se a menina que eu queria que ela gostasse era eu.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Yumi na segunda-feira vendo minha "distância" até tentara saber o que estava acontecendo, mas como havia tomado a decisão de fazer, novamente desconversei.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Fomos conversando buscar Micheli na rodoviária da praia "grande" ao lado da que estávamos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Será que aconteceu alguma coisa? - era a terceira vez que Déia perguntava isso.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Sim, deve ter acontecido algum acidente de carro - falei já ficando irritada.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Nossa. Como você é do mal, eu aqui aflita, preocupada, e você fazendo piadinhas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Mas o ônibus era pra chegar agora, não era?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Há dez minutos atrás.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Dez minutos é um atraso mais do que normal.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Mas e se realmente aconteceu alguma coisa?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Notícia ruim sempre chega rápido.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Que bruta que você é meu.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Concordei com as sobrancelhas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Espero que a Micheli traga algumas amiquinhas - olhei para uma mãe que tentava inutilmente fazer com que seu filhinho de mais ou menos 2 anos colocasse um casaco. Ele corria dela, e ela tentando manter suas sacolas no seu campo de visão, corria atrás dele. Era engraçado ver aquela cena. Pensei que eu nunca vou querer ter filhos. Eles podem ser fofinhos, queridinhos, mas crescem. Deve ser horrível ter mais uma preocupação na vida. Já é difícil cuidar se si mesma, imagina ter outra vida pra dar conta. Muita coisa pra minha cabeça.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Acho que é o ônibus dela - falou sorridente.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Tomara que seja, assim você para de me encher o saco - voltei meus olhos para o ônibus que vinha muito devagar em nossa direção, demorou cerca de 5 minutos só para estacionar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Até eu ficara ansiosa para que ele parasse e deixasse as pessoas descerem. Micheli, pensei até que de propósito fora a penúltima pessoa a descer. Atrás dela descera uma menina mais ou menos de 20 anos, de cabelo castanho, meio bagunçado, talvez pela viagem, talvez pelo próprio estilo do corte. Seu rosto era oval, e seus olhinhos muito redondos. Era bonita sim. Torci para que ela fosse uma amiga de Micheli que passaria o resto das férias com a gente.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Micheli nos ignorou, indo pegar sua mochila no compartimento de baixo do ônibus. Déia murchara. A outra menina a seguira. Fiquei olhando meio sem pudor para ela. Novamente desejei que ela fosse a amiga que talvez Micheli traria junto.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Enfim Micheli voltara-se para nós. Dei um forte abraço em mim, depois em Déia. Fiquei esperando ela apresentar sua amiga.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Vocês estão esperando mais alguém? - perguntou vendo que eu estava parada no mesmo lugar olhando para as pessoas que pegavam as suas mochilas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- A sua amiga.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Que amiga?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Você não ia vir com uma amiga?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Ela não pode vir.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Dessa vez eu que murchara. Acompanhei a menina morena passar por mim e continuar andando sem fazer sinal de que notara a minha existência. Enquanto Déia e Micheli conversavam, parecia que já estavam enturmadas novamente, eu carregava a mochila muito pesada dela. Mais uma vez me arrependi de ter aceitado esse "passeio", sempre sobrava coisas chatas para eu fazer.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- O que a gente vai fazer hoje? - perguntou Micheli muito animada.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Tem coisas que eu queria te mostrar - ouvi o sussurro de Déia que se aproximara do seu ouvido para falar. Fingi não ouvir.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Déia e Micheli entraram na casa, e após um breve oi para todos, que foi feito por um único aceno geral, subiram as escadas e sumiram do campo de visão. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8702131228041228341-7794870484674094259?l=ocantodoconto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ocantodoconto.blogspot.com/feeds/7794870484674094259/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8702131228041228341&amp;postID=7794870484674094259&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8702131228041228341/posts/default/7794870484674094259'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8702131228041228341/posts/default/7794870484674094259'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocantodoconto.blogspot.com/2009/07/micheli.html' title='Micheli'/><author><name>Peka_</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14571398458976932802</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_Agpu0d6_E_E/SGgCHz4ptYI/AAAAAAAAABY/J32kegui2gw/S220/RHU9750.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8702131228041228341.post-435573548728663148</id><published>2009-07-04T11:05:00.002-03:00</published><updated>2009-07-04T11:57:21.701-03:00</updated><title type='text'>Cafezinho preto (e amargo)</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Acordei com o sol muito forte sobre meu rosto. Havia adormecido na rede. Renata parecia que já estava esperando eu acordar, pois quando abri meus olhos vi que saíra da porta, vindo em minha direção.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: verdana;"&gt;- Dormiu aqui na rua nesse frio? - me estendeu uma xícara que saia um forte aroma de café recém passado.&lt;br /&gt;- É, acabei dormindo aqui eu acho - sorri ainda com sono. Tomei um gole daquele forte café que Renata havia me trazido. Me fez subitamente acordar.&lt;br /&gt;- Não vi você ir dormir... Ficou por aqui ontem à noite?&lt;br /&gt;- Sim, acabei capotando por aqui mesmo.&lt;br /&gt;- Hmm... Fazendo?&lt;br /&gt;- Sei lá - então senti um leve desconforto por tudo que acontecera naquela rede há poucas horas atrás. O que estava acontecendo? Porque ficara com a Déia se no fundo eu queria ficar com a Yumi? Talvez porque Yumi havia ido dormir na casa dessa tal da Jéssica, pensei ficando braba. Mas pelo menos assim não precisava presenciar as duas ficando na minha frente. Não estava a fim de ter que explicar qualquer coisa para Renata. Me levantei rapidamente da rede, não esperando ela abrir a boca novamente. Ao passar por ela, ainda fiz uma reverência com a caneca de café como forma de agradecimento. Entrei no quarto e Déia estava dormindo no colchão de casal. Não percebera que eu entrara no quarto. Senti pelos seus passos que Renata vinha em direção ao quarto, peguei a primeira toalha que vi, e fui correndo para o banheiro.&lt;br /&gt;No banho fiquei pensando sobre todas as coisas. Afinal, eu não estava namorando ninguém, não tinha compromisso com nada, nem mesmo com as coisas que eu queria. Até porque eu gostei de ficar com Déia, com ela parecia que não existia peso nenhum. Apesar de Renata ser a pessoa mais desapegada que já tinha conhecido talvez mais do que eu um dia já fora namorando Luciana, sentia que havia alguma coisa com Renata. Mas não conseguia descobrir o que. Sei que poderia ser muita pretensão a minha de achar que talvez Renata gostasse um pouco a mais de mim do que com a maioria das meninas que ela ficava por aí. Ou talvez quisesse me fazer sair dessa história com Yumi. Não sei, também não queria pensar nisso. Sai do banho de toalha e fui para o quarto. Quando abri a porta do quarto, dei de cara com Renata que estava saindo.&lt;br /&gt;Ela me olhou concordando com a cabeça. Seu olhar era quase, se não completamente, de reprovação.&lt;br /&gt;- Que foi?&lt;br /&gt;Ela apenas fez um muxoxo e saiu.&lt;br /&gt;Estava apenas de sutiã e calcinha recém colocada quando a porta do quarto se abriu. Era Yumi e Jéssica. Ficaram me olhando por alguns instantes, e eu estática retornei o olhar. Jéssica me olhava escancaradamente de cima a baixo, Yumi, porém olhou para o lado.&lt;br /&gt;- Você vai fazer alguma coisa agora? - perguntou sem colocar os olhos sobre mim, mexendo na mochila que estava no chão.&lt;br /&gt;- Não, por quê? - respondi colocando rapidamente a blusa. Fiquei com raiva de Jéssica.&lt;br /&gt;- A gente vai ir à praia do lado comprar umas coisas pra Jéssica, você quer ir junto?&lt;br /&gt;- Acho que não - falei ficando triste. Yumi não ousava a me olhar. Será que ela sabia que eu tinha alguma coisa por ela? Tudo bem, a essa altura eu podia assumir que alguma coisa eu tinha por ela. Curiosidade de qualquer pessoa, insistia em pensar. Mas porque ela me chamava pra ir junto com elas? Elas que fossem para o inferno se amar, fiquei novamente com raiva.&lt;br /&gt;- Ah, o que você vai fazer aqui? Dormir? Não foi você que disse que não veio para cá para dormir?&lt;br /&gt;Então ela lembrava ainda do que tinha acontecido com a gente no quarto no outro dia. Ela lembrara que se deixara levar pelos meus carinhos. Ela olhou nos meus olhos enfim e sorriu. Tive vontade de abraçá-la naquele momento. O que custava aceitar seu convite e ir com as duas para lá? Afinal, que fosse para ver então e tirar de uma vez por todas as dúvidas quanto a sua sexualidade, sorri com o meu pensamento.&lt;br /&gt;- Não sei, a gente sempre acha coisas mais importantes para se fazer aqui além de dormir.&lt;br /&gt;- Percebi.&lt;br /&gt;- Percebeu o que?&lt;br /&gt;Ela apontou para o seu pescoço.&lt;br /&gt;Não entendi. Vendo minha expressão, foi para o lado apontando o espelho.&lt;br /&gt;Olhei meu reflexo e enxerguei uma marca roxa sobre meu pescoço. Malditos chupões (!!!). Depois de alguns segundos pensando onde havia ganhado ele, as imagens de Déia e eu na rede vieram. Sorri constrangida. Não sabia o que dizer, apenas que quando Déia acordasse iria xingá-la.&lt;br /&gt;- Acho que você deve ter coisas mais legais para fazer mesmo - falou, vendo que eu não falara nada. Abriu a porta do quarto e saiu cabisbaixa.&lt;br /&gt;Coloquei rapidamente minha calça (Jéssica não tirara os olhos de mim) e desci as escadas correndo, saltando de dois em dois degraus.&lt;br /&gt;- Yumi... - chamei. Ela já estava quase na porta.&lt;br /&gt;- Oi... - virou-se para mim.&lt;br /&gt;- Acho que pode ser divertido eu ir com vocês - sorri.&lt;br /&gt;Seus olhos pareciam ter brilhado.&lt;br /&gt;- Mas..&lt;br /&gt;- Mas?&lt;br /&gt;- Eu dirijo.&lt;br /&gt;- Ta - entregou suas chaves. Quando seus dedos encostaram na palma da minha mão senti um arrepio dos pés a cabeça.&lt;br /&gt;- Quem mais vem? - perguntei enquanto ia em direção ao carro. Jéssica havia ido ao banheiro.&lt;br /&gt;- Só nós três, algum problema?&lt;br /&gt;- Não, algum problema?&lt;br /&gt;- Não - sorriu.&lt;br /&gt;Sentou-se ao meu lado no carro. Sorri pensando que eu havia feito a escolha certa, assim Yumi não sentaria junto com Jéssica, e sim ao meu lado (eu realmente estava ficando além de brega, muito criança).&lt;br /&gt;Quando Jéssica chegou ao lado do carro ficou nitidamente desapontada.&lt;br /&gt;- Ah, vou sentar aqui atrás sozinha?&lt;br /&gt;- Claro né - falou Yumi - a Manu não é nossa motorista, é a nossa convidada de honra - sorriu olhando para mim.&lt;br /&gt;Percebi a cara de ódio de Jéssica pelo retrovisor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tal passeio estava sendo divertido, Yumi passara quase que o tempo todo vindo para perto de mim, mesmo que Jéssica tentasse a todo custo ficar no meio de nós. Até que enfim desistiu, andando mais para trás. Paramos em uma loja de blusas, quando Jéssica entrou no provador, enfim pude ficar um segundo a só com Yumi.&lt;br /&gt;- Então - tentei puxar assunto - gostou da Jéssica?&lt;br /&gt;Seus olhos que estavam em mim, mudaram de direção. Enquanto pegou uma blusa, mostrando interesse falou meio baixo - ela é legal.&lt;br /&gt;- Hmm.&lt;br /&gt;Ficamos em silêncio. Me aproximei dela, fingindo interesse pela blusa que estava do outro lado dela. Deixei meu braço encostar nela quando passava. Ela virou-se para mim.&lt;br /&gt;- E você, o que me diz desse chupão aí?&lt;br /&gt;- Nem sei - falei com os olhos fixos no botão da blusa que segurava.&lt;br /&gt;- Como não sabe?&lt;br /&gt;- Ué, o que tem pra se dizer disso? - ainda focada no botão.&lt;br /&gt;- Nada - falou fechando um pouco a cara. - Você tá ficando com alguém e nem me avisa... - deu a volta na pilha de blusas, ficando de frente para mim, porém agora seus olhos estavam virados para outra camiseta.&lt;br /&gt;- Não to ficando com ninguém não - me senti como se estivesse me desculpando por algo.&lt;br /&gt;- Hmm - foi a vez dela fazer.&lt;br /&gt;Dei com os ombros.&lt;br /&gt;- Eu queria... - Yumi mal começara a falar quando Jéssica saíra do provador fazendo bastante barulho para que olhássemos para ela.&lt;br /&gt;- Bonita essa blusa - falou Yumi um pouco desanimada.&lt;br /&gt;- E você, o que achou Manu?&lt;br /&gt;- Legal - mal olhara para ela.&lt;br /&gt;- Ai - fez beicinho - só legal?&lt;br /&gt;- Jéssica - fez gesto com a cabeça de reprovação - não...&lt;br /&gt;- Será?&lt;br /&gt;- Sério.&lt;br /&gt;Não entendi aquele pequeno diálogo das duas.&lt;br /&gt;- Vou provar outra então - voltou-se novamente para o provador.&lt;br /&gt;Ficamos em silêncio.&lt;br /&gt;- O que você ia falar? - enfim cortei aquele silêncio constrangedor.&lt;br /&gt;- Nada de importante - saiu indo para outra prateleira.&lt;br /&gt;Cheguei por trás dela, tomando coragem.&lt;br /&gt;- Yumi, posso fazer uma pergunta pra você?&lt;br /&gt;- Pode - respondeu prontamente.&lt;br /&gt;- Mas você não pode ficar brava comigo ta?&lt;br /&gt;- Porque ficaria? - virou-se para mim.&lt;br /&gt;Estava linda como sempre. Seu casaco era muito fino, e deixava aparecer todo o contorno de seu corpo. Fiquei por alguns segundos admirando a sua beleza, talvez ela tivesse percebido, mas não falou absolutamente nada, ficou esperando eu fazer a tal pergunta. Será que era uma boa hora de perguntar enfim se as duas estavam tendo alguma coisa? Porque afinal, se não tivesse o que poderia acontecer? Então eu poderia enfim tirar todas minhas dúvidas da cabeça, porque se elas não tivessem nada, era porque Yumi não era lésbica. Era porque ela só era amiga mesmo dos gays, porque Jéssica era nitidamente gay. Todo seu vestuário, seu jeito de andar, falar, olhar para as mulheres. Parecia um caminhoneiro. Sorri com o meu pensamento, sem perceber.&lt;br /&gt;- Que foi? - perguntou.&lt;br /&gt;- Nada.&lt;br /&gt;- Pergunta, que eu também quero te perguntar uma coisa.&lt;br /&gt;- Você primeiro - falei com meu coração já batendo um pouco mais forte.&lt;br /&gt;- Não, você que começou.&lt;br /&gt;- Parecemos duas menininhas do primário - sorri.&lt;br /&gt;Ela riu, concordando.&lt;br /&gt;- Fala você - disse passando a mão sobre meu braço. Seus olhos mudaram de direção novamente, olhando para trás de mim.&lt;br /&gt;- Ahm, você não vai ficar achando besteira se eu perguntar né?&lt;br /&gt;- Só posso responder isso quando você fizer a pergunta.&lt;br /&gt;- Você e a Jéssica.. Vocês - tentei gesticular alguma coisa com as mãos - vocês, sabe?&lt;br /&gt;- Nós o que?&lt;br /&gt;- Vocês tão tendo alguma coisa?&lt;br /&gt;Vi que sua expressão fechara mais um pouco, ficando levemente corada. Realmente, parecíamos duas menininhas da escolinha.&lt;br /&gt;- Alguma coisa tipo o que?&lt;br /&gt;- Sei lá, alguma coisa - me arrependi um pouco de ter puxado aquele assunto.&lt;br /&gt;Ela ficou em silêncio.&lt;br /&gt;- Quem cala consente - falei mais para mim do que para ela.&lt;br /&gt;- Consenti do que? Não sei do que você está falando.&lt;br /&gt;Fiz que "não sabe?" com os olhos.&lt;br /&gt;- Não sabe?&lt;br /&gt;- Não - porém sua voz não tinha nenhuma sinceridade.&lt;br /&gt;- Como eu posso ser mais clara.. - falei olhando para os lados, Jéssica ainda não havia saído do trocador.&lt;br /&gt;- Tente me perguntando o que você quer me perguntar - olhou para mim, diretamente nos meus olhos.&lt;br /&gt;- Vocês estão ficando? - falei também para seus olhos. Seu olhar nem piscou quando perguntei. Ficamos assim por algum tempo que não sei quanto.&lt;br /&gt;- Complicada essa sua pergunta - falou enfim.&lt;br /&gt;- Complicada?&lt;br /&gt;- É.&lt;br /&gt;- Por quê?&lt;br /&gt;- Porque sim.&lt;br /&gt;- Mas se é complicado para responder, é porque vocês têm né? Tudo bem, não tem problema.&lt;br /&gt;- Não tem?&lt;br /&gt;- Não, mesmo. - porém meu coração ficara apertado. Enfim tinha a minha resposta. Yumi podia ficar com homens, mas também ficava com mulheres. E estava ficando com a lambisgoia da Jéssica e não comigo. Fiquei imediatamente triste. Então eu tinha perdido minha chance de ficar com ela. E não me interessava o que eu sentia por ela, apenas sabia que Jéssica não era uma pessoa boa o suficiente para ela.&lt;br /&gt;- Não tem - reforcei, porém minha voz saíra meio falsa.&lt;br /&gt;Ela concordou com a cabeça.&lt;br /&gt;- E você?&lt;br /&gt;- E eu o que?&lt;br /&gt;- O que ta pegando?&lt;br /&gt;- Pegando o que?&lt;br /&gt;Apontou para meu pescoço.&lt;br /&gt;- Bati no armário do banheiro.&lt;br /&gt;Ela sorriu - acredito.&lt;br /&gt;Sai de perto dela. Fui para a saída da loja esperar as duas voltarem. Estava com uma maldita lágrima no olho querendo cair. Ela estava ficando com a Jéssica. Que merda, pensei. Não achava que iria ficar tão triste com aquela resposta, afinal só não desconfiava quem não queria.&lt;br /&gt;Comecei a andar meio sem rumo. Caminhando entre as poucas pessoas que estavam naquele pequeno shopping quase a beira-mar.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8702131228041228341-435573548728663148?l=ocantodoconto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ocantodoconto.blogspot.com/feeds/435573548728663148/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8702131228041228341&amp;postID=435573548728663148&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8702131228041228341/posts/default/435573548728663148'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8702131228041228341/posts/default/435573548728663148'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocantodoconto.blogspot.com/2009/07/cafezinho-preto-e-amargo.html' title='Cafezinho preto (e amargo)'/><author><name>Peka_</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14571398458976932802</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_Agpu0d6_E_E/SGgCHz4ptYI/AAAAAAAAABY/J32kegui2gw/S220/RHU9750.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8702131228041228341.post-5204229881577062435</id><published>2009-07-04T10:27:00.001-03:00</published><updated>2009-07-04T10:48:39.041-03:00</updated><title type='text'>As tais coisas legais</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify; font-family: verdana;"&gt;- O que você ta fazendo aí nesse frio? - ouvi a voz de Déia se aproximando. Consegui enxergar ao lado do meu pé - que estava coberto com a rede - seu rosto.&lt;br /&gt;- Tava pensando.&lt;br /&gt;- O que foi aquele ataque de ciúmes hoje de tarde aqui no quarto? - e disse chega-pra-lá deitando-se ao meu lado, me abraçando.&lt;br /&gt;Me acomodei melhor na rede. Seu corpo estava praticamente todo em cima do meu, só seu rosto que estava ao lado do meu.&lt;br /&gt;- Não sei, não foi ciúmes, ta louca?&lt;br /&gt;- Não foi?&lt;br /&gt;- Não.&lt;br /&gt;- Pois então me pareceu uma briga de casal.&lt;br /&gt;- Cadê elas?&lt;br /&gt;- A Dani foi dormir lá na casa da Jéssica.&lt;br /&gt;Senti meu estomago diminuir, parecia que estava sumindo dentro de mim.&lt;br /&gt;- Sério?&lt;br /&gt;- Sim, e tudo culpa de você, ela não quis atrapalhar. Você deu uma de besta, porque antes elas dormindo aqui do que lá.&lt;br /&gt;- Ah! Como se eu quisesse ver ela ficando com a Jéssica.&lt;br /&gt;- Mas pelo menos você podia impedir delas fazerem outras coisas né?&lt;br /&gt;- Mentira que você ta falando sério?!&lt;br /&gt;Soltou uma gostosa gargalhada.&lt;br /&gt;- Claro que eu to brincando, mas eu aprendi uma coisa nessa minha vida, a gente trata os inimigos bem de perto.&lt;br /&gt;- A Jéssica não é minha inimiga. Eu apenas não gosto dela.&lt;br /&gt;Não contive meu riso.&lt;br /&gt;- Onde você se meteu hoje de tarde? Fiquei preocupada. Yumi também, mas não quis parecer. Cheguei a sair e procurar você pelo centro, mas desisti quando começou a chover.&lt;br /&gt;- Choveu hoje?&lt;br /&gt;- Sim, umas gotinhas.&lt;br /&gt;- Que fresca que você é, nem vi chover.&lt;br /&gt;- É, talvez eu voltei atrás porque vi uma menina que ficou me dando bola do outro lado da rua - confessou sorrindo abertamente.&lt;br /&gt;Me olhou nos olhos mais uma vez pousando sua mão sobre minha barriga. Seu olhar estava fixo em mim.&lt;br /&gt;- Posso te perguntar uma coisa?&lt;br /&gt;- Claro - respondi.&lt;br /&gt;- A gente se beijou hoje de manhã?&lt;br /&gt;Senti um leve desconforto por lembrar das tantas coisas que fizera naquela madrugada, ou justamente por não conseguir lembrar de certas coisas.&lt;br /&gt;- Acho que sim né? - sorri amigavelmente - Porque?&lt;br /&gt;- Eu queria saber se eu tava sonhando ou não - seus olhos desceram para minha boca.&lt;br /&gt;- Só se a gente sonhou a mesma coisa - sorri.&lt;br /&gt;Ela sorriu de volta.&lt;br /&gt;- Que pena que então foi só um sonho.. - passou seus dedos pelos meus lábios - porque foi um sonho maravilhoso. Passou sua língua umidecendo sua boca. Aproximou sua boca da minha, deixando que sua respiração fosse sentida por mim.&lt;br /&gt;- No meu sonho eu beijava sua boca - seus dedos ainda estavam sobre meus lábios, contornando-os.&lt;br /&gt;- É..?&lt;br /&gt;Concordou sorrindo.&lt;br /&gt;- Engraçado que eu também sonhei uma coisa parecida - falei. Sonhei que além da gente se beijar - encostei minha boca na dela. Senti seus lábios úmidos nos meus. Sua língua rapidamente encontrou a minha, num beijo intenso e decidido.&lt;br /&gt;- sonhei também - falei em meio dos beijos - que a minha mão fazia assim - desci minha mão pela sua cintura, entrando com meus dedos por de baixo de suas roupas. Encostei na sua barriga. Ela soltara um suspiro baixinho, sorrindo. Encontrei seu sutiã. Sua mão que estava sobre minha cintura, desceu para o meio das minhas pernas. Nossos beijos ganhavam intensidade. Ficavam mais carnais e toda a forma possível de carinho se transformara em puro desejo físico. Abri seu sutiã enfim podendo sentir seus seios nús. Nos entrelaçamos entre mãos, beijos e abraços. Beijou meu pescoço, mordendo-o e chupando-o. Sua respiração acelerada estava próxima do meu ouvido, instintivamente abri o botão da sua calça, descendo o zíper. Me mordeu mais forte quando minha mão encaixou por baixo entre suas pernas.&lt;br /&gt;Quando enfim o dia estava amanhecendo Déia com muito frio foi para o quarto.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8702131228041228341-5204229881577062435?l=ocantodoconto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ocantodoconto.blogspot.com/feeds/5204229881577062435/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8702131228041228341&amp;postID=5204229881577062435&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8702131228041228341/posts/default/5204229881577062435'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8702131228041228341/posts/default/5204229881577062435'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocantodoconto.blogspot.com/2009/07/as-tais-coisas-legais.html' title='As tais coisas legais'/><author><name>Peka_</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14571398458976932802</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_Agpu0d6_E_E/SGgCHz4ptYI/AAAAAAAAABY/J32kegui2gw/S220/RHU9750.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8702131228041228341.post-4253988586639004431</id><published>2009-07-03T21:56:00.000-03:00</published><updated>2009-07-03T23:37:05.319-03:00</updated><title type='text'>"E eles negam sem saber"</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify; font-family: verdana;"&gt;- Você sabe?&lt;br /&gt;- Todo mundo sabe disso Mi. Só você que nunca ouviu falar.&lt;br /&gt;- Nunca mesmo.&lt;br /&gt;- Deve ser porque não existem essas coisas no Japão.&lt;br /&gt;- Nem acredito que você veio, já tava achando que nunca iríamos nos ver.&lt;br /&gt;- Eu não ia perder essa oportunidade.&lt;br /&gt;- Então, o que vamos fazer hoje?&lt;br /&gt;- Vamos fazer uma feijoada.&lt;br /&gt;- E jogar truco, ótimo hein? Ainda mais nesse tempo de chuva.&lt;br /&gt;- Nossa, quem taí?&lt;br /&gt;- É a Manu?&lt;br /&gt;- Deve ser. Não vi aquela menina desde ontem.&lt;br /&gt;- Você sabe fazer feijoada?&lt;br /&gt;- Claro que sei, praticamente já posso casar. To brincando baby.&lt;br /&gt;- Eu sei fazer uma sobremesa de acabar com todo mundo.&lt;br /&gt;- Viu que ele mudou de assunto né?&lt;br /&gt;- Não mudei não chuchu, apenas to explicando as coisas pra ela, afinal ela não nos conhece ainda.&lt;br /&gt;- Mas agora conheci né?&lt;br /&gt;- Sim, demorou mas veio enfim me visitar, nem acredito.&lt;br /&gt;Consegui me mexer para o lado, tentando ver de onde vinha aquela conversa tremendamente alta. Cada nova sílaba que era pronunciada ecoa na minha cabeça.&lt;br /&gt;- Quem taí?&lt;br /&gt;Senti algo me cutucando. Tentou puxar meu cobertor, mas o segurei com força. Toda a força que tinha depois de ter ingerido um nível bem [in] considerável de cerveja.&lt;br /&gt;- Sou eu, quem poderia ser? - disse ficando repentinamente braba - ninguém dorme nessa casa não?&lt;br /&gt;Me sentei no sofá, ainda coberta.&lt;br /&gt;- Nossa que mau humor Manu - falou Yumi.&lt;br /&gt;Consegui enfim entender o que se passava na sala. Eu estava deitada ocupando um dos sofás. No sofá ao meu lado estava Paulinho, Leandro e Luiz sentados, no outro Yumi e uma menina ruiva de cabelos encaracolados, no chão em cima de uma almofada Renata, e ao seu lado Carol.&lt;br /&gt;- Até que enfim a princesa acordou - falou Renata virando-se para mim com um sorriso nos lábios.&lt;br /&gt;- Eu nem dormi ainda - falei ainda olhando para a ruiva - quem é ela? - perguntei voltando-se para Renata.&lt;br /&gt;- Oi, sou a Jéssica - falou a menina se intrometendo - prazer - levantou sua mão acenando para mim.&lt;br /&gt;Meu estomago deu um soco. O que aquela menina tava fazendo alí ao lado de Yumi? Desde quando ela viria hoje? Que dia era hoje afinal? Porque eu tava dormindo num sofá da sala? Onde estava a Déia numa hora dessas? – ai minha cabeça.&lt;br /&gt;- Hmm - foi a única coisa que consegui resmungar. Me levantei bruscamente.&lt;br /&gt;Subi as escadas quase tropeçando no cobertor que estava posto em cima dos meus ombros. Cheguei ao quarto e me estatelei no colchão de casal. Percebi que Déia estava dormindo na cama debaixo do beliche.&lt;br /&gt;Poucos minutos depois ouvi barulhos de escada, pressenti que coisa boa não seria.&lt;br /&gt;- O Manu, o que foi aquilo? - ouvi Yumi falando com um tom muito brabo.&lt;br /&gt;- Aquilo o que?&lt;br /&gt;- Esse teu jeito de tratar a menina, mal dando oi pra ela.&lt;br /&gt;- Ah!, é por causa dela? – me virei de costas para ela – boa noite Yumi, to dormindo já.&lt;br /&gt;Senti o peso do seu corpo no colchão.&lt;br /&gt;- Vem cá - ela me puxou com força, fazendo com que ficasse de frente para ela novamente.&lt;br /&gt;- O que que é? – já estava me irritando.&lt;br /&gt;- Não admito que você trate minha amiga desse jeito! Ela ficou super constrangida com o seu "hmm" - me imitou - desde quando se fala assim com as pessoas? Pô, você sabe que a gente tava pra se ver há um tempão...&lt;br /&gt;- Você falou certo, vocês estavam, eu não tenho nada a ver com essa menina.&lt;br /&gt;- Desde quando você é assim?&lt;br /&gt;- Vai ficar mordida por causa dela agora? Queria que eu fizesse uma reverência pra ela?&lt;br /&gt;- Não, mas que desse oi sem ser grossa. Que saco, eu desço lá, cuido de você bêbada, levo edredom pra você, fico sem o meu, porque não consegui achar onde diabos você colocou o seu, passo frio pra que você não passe, e você não pode ser ao menos gentil comigo e falar como uma pessoa civilizada com a Jéssica?&lt;br /&gt;- Mas se é pra tratar ela bem, porque você ta aqui falando comigo e deixando ela sozinha na sala com gente que ela nem conhece?&lt;br /&gt;Yumi bufou alto.&lt;br /&gt;- Você podia ao menos retribuir as coisas que faço pra você - falou se levantando.&lt;br /&gt;- E o que você faz por mim hein? Eu que faço tudo pra você - gritei um pouco descontrolada (e ainda bêbada) - desde quando conheci você eu fiz tudo, absolutamente tudo pra você - falei levantando e indo em direção a ela que já estava na porta - ir nos lugares que nem sei onde são só pra ajudar você, ir na sua casa fazer companhia pra você não ficar sozinha, cuidar de você bêbada pra não chegar assim na sua casa, porra Yumi, você que não dá valor pras coisas que eu faço. É só você fazer assim - estralei os dedos - que eu vou, você quer que eu faça o que agora? To cansada, to com dor de cabeça, ah!, dá um tempo né?&lt;br /&gt;Não esperei por nenhuma resposta de Yumi, desci as escadas e saí de casa. Minha cabeça estava fervendo, o que tava acontecendo comigo, porque tinha explodido daquela maneira? Talvez estivesse bêbada ainda (também). Tinha que ser só isso. Andei descontroladamente em direção a uma ruazinha que nunca tinha visto, caminhei sem noção de quanto tempo, sem rumo e com milhares de pensamentos borbulhando em minha mente, fazendo com que minhas têmporas latejassem.&lt;br /&gt;Cheguei a uma pracinha meio abandonada. Olhei para os lados, só havia um cachorrinho nela. Me sentei em um banco um pouco úmido do frio da madrugada.&lt;br /&gt;Fiquei alí por um longo tempo. Tentando respirar forte para ver se meus pensamentos iam junto com o ar que eu exalava. O sol começara a se abrir por entre as nuvens, deixando-se cair por finos raios que clareavam aos poucos minha confusão mental. Mas mesmo estes não conseguiam desfazer o clima gélido daquela tarde. Fui em direção a praia, tirei meus tênis e caminhei na beira do mar. A água estava muito gelada, mas era agradável senti-la. Caminhei durante muito tempo, quando me dei conta que já não conseguia mais enxergar nada de conhecido pelo horizonte, resolvi voltar. Até chegar em casa já estava anoitecendo. Caminhava de pés descalços, sentindo as pedrinhas marcando meus pés..&lt;br /&gt;A porta estava aberta. Entrei e não havia ninguém na sala. Olhei pela cozinha, nada.&lt;br /&gt;Subi as escadas vi a luz do quarto de Carol e Ma acesa. No restante dos quartos as luzes permaneciam apagadas. Fui até a sacada. Tinha uma rede alí. Me deitei e passei o resto da noite deitada, no frio - que já não sentia mais - confabulando e fermentando minha raiva de tudo que acontecera naquele dia, mesmo sem saber o que acontecera de fato. Sem conseguir distinguir o que era sonho da realidade. Até onde era a cerveja, e onde começava meus sentimentos puros. Afinal, eu é quem deveria perguntar, que porra era aquela? Porque eu tinha sentido tanta raiva e tristeza ao ver Jéssica. Eu sabia quem era ela, não precisaria ter perguntado, afinal Yumi já havia me mostrado seu orkut, suas inúmeros fotos (em frente ao espelho  e fazendo cara de triste). Odiava essas menininhas de fotos de frente do espelho. Talvez estivesse odiando na verdade qualquer pessoa que se aproximasse de mais de Yumi.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8702131228041228341-4253988586639004431?l=ocantodoconto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ocantodoconto.blogspot.com/feeds/4253988586639004431/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8702131228041228341&amp;postID=4253988586639004431&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8702131228041228341/posts/default/4253988586639004431'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8702131228041228341/posts/default/4253988586639004431'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocantodoconto.blogspot.com/2009/07/e-eles-negam-sem-saber.html' title='&quot;E eles negam sem saber&quot;'/><author><name>Peka_</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14571398458976932802</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_Agpu0d6_E_E/SGgCHz4ptYI/AAAAAAAAABY/J32kegui2gw/S220/RHU9750.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8702131228041228341.post-2035202565958955333</id><published>2009-07-03T18:25:00.000-03:00</published><updated>2009-07-03T18:27:25.653-03:00</updated><title type='text'>Fragmento</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Senti uma dor aguda ao acordar. Estava com câimbra na panturrilha, era muito frio, dormira assim como havia chegado, de tênis, calça jeans, blusa e um casaco fino de mais para impedir que o frio congelasse todo o meu corpo. Mas estava com muito sono, me abracei como conseguia, me encolhendo encostando todo meu corpo embaixo das poucas almofadas que tinham no sofá. Adormeci de novo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Algo caiu em cima de mim. Algo pesado, mas não o suficiente para me machucar. Era macio e quente. Fechei os olhos novamente e dorm&lt;/span&gt;i.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8702131228041228341-2035202565958955333?l=ocantodoconto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ocantodoconto.blogspot.com/feeds/2035202565958955333/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8702131228041228341&amp;postID=2035202565958955333&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8702131228041228341/posts/default/2035202565958955333'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8702131228041228341/posts/default/2035202565958955333'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocantodoconto.blogspot.com/2009/07/fragmento.html' title='Fragmento'/><author><name>Peka_</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14571398458976932802</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_Agpu0d6_E_E/SGgCHz4ptYI/AAAAAAAAABY/J32kegui2gw/S220/RHU9750.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8702131228041228341.post-2192959885825403943</id><published>2009-07-03T00:14:00.000-03:00</published><updated>2009-07-03T00:15:11.620-03:00</updated><title type='text'>Momento a parte</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify; font-family: verdana;"&gt;- Deita aí que eu trago uma água para você, mas fica quietinha aí - me colocou gentilmente no sofá de frente para a televisão que estava desligada.&lt;br /&gt;- To com sede Yumi.. - falei me sentando, rapidamente me estiquei no sofá que estava frio. O ar da madrugada entrava por todos os lugares que conseguia. Até então não tinha me dado conta do frio que fazia.&lt;br /&gt;- Toma, você vai ficar melhor - Yumi me ofereceu um copo com água dentro.&lt;br /&gt;- Tocomfometambém - falei enrolando todas as sílabas para falar.&lt;br /&gt;- Vo achar alguma coisa pra você comer, agora toma isso - falou virando-se de costas indo novamente me direção à cozinha.&lt;br /&gt;Tomei o copo com um gole só. Larguei-o de qualquer jeito sobre o tapete da sala, vi que ele caiu no chão, mas não estava apta para buscá-lo onde é que estivesse caído. Meus olhos estavam pesados, precisava dormir. Quando enfim não consegui mais resistir ao peso deles, instantaneamente meu mundo girou rapidamente, como se estivesse em um lupping de uma montanha-russa. Abri os olhos para tentar fazer tudo parar de girar. Funcionou. Sorri aliviada. Mas estava com muito sono, meus olhos insistiam em permanecer fechados.&lt;br /&gt;- Hei, Manu - ouvi alguém me chamando.&lt;br /&gt;- Nossa - falei atordoada sentindo que meus olhos não conseguiam abrir - porque ta me acordando tão cedo??&lt;br /&gt;- Acordando? Você nem dormiu, aliás, dormiu no tempo que eu fui até a cozinha e busquei isso aqui, come que vai fazer bem - me ofereceu agora um pedaço de pizza da noite anterior. Praticamente o devorei sem sentir o seu gosto, estava a muitas horas sem comer. Após isso, virei para o lado, falei alguma coisa que não me lembro, ouvi a resposta de Yumi que também não lembro e apaguei.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8702131228041228341-2192959885825403943?l=ocantodoconto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ocantodoconto.blogspot.com/feeds/2192959885825403943/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8702131228041228341&amp;postID=2192959885825403943&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8702131228041228341/posts/default/2192959885825403943'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8702131228041228341/posts/default/2192959885825403943'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocantodoconto.blogspot.com/2009/07/momento-parte.html' title='Momento a parte'/><author><name>Peka_</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14571398458976932802</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_Agpu0d6_E_E/SGgCHz4ptYI/AAAAAAAAABY/J32kegui2gw/S220/RHU9750.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8702131228041228341.post-6688116552954987887</id><published>2009-07-02T20:17:00.000-03:00</published><updated>2009-07-02T20:20:33.547-03:00</updated><title type='text'>A bola da vez</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify; font-family: verdana;"&gt;Olhei no meu relógio de pulso, eram quase 4 horas.&lt;br /&gt;- Ta muito frio aqui, vamos voltar? - perguntei sentindo o vento gelado arranhando meu rosto.&lt;br /&gt;- Vamos.&lt;br /&gt;Fomos abraçadas em direção ao centro, afinal tínhamos que passar por alí para ir para casa.&lt;br /&gt;Passamos pela frente de uma sinuca que ainda haviam pessoas jogando.&lt;br /&gt;- Vamos parar aqui pra comprar um cigarro - falou Déia já me empurrando para dentro do pequeno barzinho.&lt;br /&gt;Fiquei esperando ela ir em direção ao caixa e comprar o seu cigarro. Dei uma olhada rapidamente pelo bar. Era pequeno, também pudera, a praia era minúscula, nem teriam tantas pessoas assim para frequentá-lo. Percebi que haviam dois rapazes, um mais baixo e outro maior, com os ombros largos e barba rala. Era meio cabeludo, estilo que Yumi gostava pensei um pouco triste. Percebi que eles olhavam em nossa direção. Era óbvio que o maior jogava tentando nos impressionar.&lt;br /&gt;- Vamos jogar umazinha só? E tomar uma cervejinha só? - falou Déia manhosa. Ela parecia não ter percebido que eles não tiravam os olhos de nós.&lt;br /&gt;- Vamos, mas só uma.&lt;br /&gt;Já passavam das 5h, havia umas 7 garrafas de cerveja na nossa mesa, e mais uma vez eu estava ganhando na sinuca. Déia já falava alto, deixava cair o taco, errava as bolinhas, enfim, estava fora. Eu estava um pouco irritada que os rapazes não paravam de falar besteirinha para nós. A essa altura da madrugada só estávamos nós ali. O carinha do caixa praticamente dormia com sua cabeça escorada nas mãos.&lt;br /&gt;- Você é boa - disse o menino mais alto, se aproximando de mim.&lt;br /&gt;- Brigada - falei um pouco enrolada. Continuei jogando fingindo que ele não estava parado ao meu lado. Vi que seu amigo fora falar com Déia, que ria muito de alguma coisa que conversavam.&lt;br /&gt;- Você tem nome? - parando-se na minha frente.&lt;br /&gt;- Tenho - respondi rispidamente.&lt;br /&gt;- E posso saber qual é?&lt;br /&gt;- Não - sorri me irritando com o seu assédio. Segurando meu taco de sinuca.&lt;br /&gt;- Calma, você é brava, que que aconteceu com essa menina linda? - deixou aparecer um sorriso muito largo. Combinava com o seu corpo muito grande. Me fazia parecer minúscula perto dele.&lt;br /&gt;- To um pouco cansada - falei saindo de perto dele, puxando meu taco para mim.&lt;br /&gt;- Pelo visto você gosta de jogar né?&lt;br /&gt;Respondi sim com a cabeça. O que a Déia estava dando trela praquele menino? Ele provavelmente estava chavecando ela, e ela por sua vez estava deixando-se levar pelo seu papo.&lt;br /&gt;- Acho que os dois estão mais ocupados agora - viu meus olhos mirando para eles - vamos fazer assim, apostamos uma partida. Se eu ganhar você me diz o seu nome - sorriu.&lt;br /&gt;- E se eu ganhar?&lt;br /&gt;- Aí eu faço o que você quiser - se aproximou de mim.&lt;br /&gt;- Ta.&lt;br /&gt;Vou ganhar e dizer pra ele sumir com aquele amigo dele, pra irem pro quinto dos infernos, pensei estralando meus dedos.&lt;br /&gt;O jogo foi difícil, ele jogava muito melhor do que eu e Déia ficava me desconcentrando, me puxando, me falando besteiras, me irritando. Ficamos com a última bola sendo disputada. Era a sua vez de jogar. A bola era difícil, o bolão branco estava numa posição que só de uma única maneira poderia encaçapar.&lt;br /&gt;Ele jogou fraquinho, a bola foi chorando e caiu no buraco. Bufei com raiva.&lt;br /&gt;- Ganhei - falou sorrindo vindo em minha direção.&lt;br /&gt;Ergui minhas sobrancelhas, "nossa, como você é inteligente" pensei brava.&lt;br /&gt;Déia continuava falando com o outro menino.&lt;br /&gt;- Manuela.&lt;br /&gt;- O que?&lt;br /&gt;- Meu nome é Manuela - falei me distanciando dele.&lt;br /&gt;- Ah, sim. Era a nossa aposta né?! Pena que não apostei outra coisa com você - falou dando com os ombros fazendo uma cara triste. - Mas eu posso fingir que perdi e fazer o que você quiser que eu faça.&lt;br /&gt;Revirei os olhos, homens e suas cantadas manjadas.&lt;br /&gt;- Não, brigada. Você é ganhou, sou justa - sorri.&lt;br /&gt;- Então vamos mais uma?&lt;br /&gt;- Daí você me deixa em paz?&lt;br /&gt;Se aproximou de mim, chegando bem perto do meu rosto - mas então dessa vez eu aposto um beijo.&lt;br /&gt;- Ah não, não posso apostar esse tipo de coisa - tentei me desvencilhar do seu enorme corpo que estava na minha frente.&lt;br /&gt;- Ta com medo de perder?&lt;br /&gt;- Não - falei brava.&lt;br /&gt;- Então o que custa a gente apostar isso? Garanto que você sabe fazer melhor do que isso.&lt;br /&gt;Quem ele tava pensando que era? Eu definitivamente não era uma boa competidora.&lt;br /&gt;- Vamos nessa.&lt;br /&gt;Novamente ficamos com a última bola para decidir o jogo. Desta vez era minha vez de jogar. Déia já não estava mais me irritando, porque ocupara sua boca na boca do tal menino. Mirei com convicção. Bati o taco nem muito leve, nem muito forte, na medida certa para encaçapá-la. A bola da vez caiu, porém a bola branca caiu junto. Percebi pelo canto do olho que ele me olhara feliz, erguendo o taco, fazendo sinal de vitória.&lt;br /&gt;- Bonita jogada - falou se aproximando de mim.&lt;br /&gt;- É, pena que eu perdi.&lt;br /&gt;Larguei meu taco em cima da mesa. Estava disposta a pegar Déia pela mão e ir embora. Já estava a caminho, quando ele pegou na minha mão, me parando.&lt;br /&gt;- Manuela nós apostamos uma coisinha - disse me virando para ele.&lt;br /&gt;- É? - me fiz de desintendida. Aquele homem tão grande me assustava. Não gostava daquela coisa imensa, cheia de pelos no rosto chegando tão perto de mim.&lt;br /&gt;- É, um beijo.&lt;br /&gt;Dei um beijo em sua bochecha. Senti sua barba roçar em mim. Aquilo me deixou estranhamente injoada. Lembrei inevitavelmente de Yumi, sua pele lisinha, seu perfume feminino, seu corpo e suas curvas. Afinal, de mulher.&lt;br /&gt;Não era feminista, não odiava os homens, mas de certo eles não me atraiam como uma mulher conseguia fazer.&lt;br /&gt;- Não, não um beijo na bochecha né linda. Quero um beijo de verdade.&lt;br /&gt;- Mas a gente não combinou onde seria esse beijo.&lt;br /&gt;Enquanto eu falava, passou seus braços sobre minha cintura, me beijando em um só golpe. Estava meio fraca da bebida, sem forças para empurrar aquele cara imenso. Senti sua língua invadindo minha boca, sua barba raspando minha pele. Seu corpo era tremendamente maior do que o meu, seu braço cobria todo meu corpo. Aquilo era um beijo. Só isso. Não senti nem um décimo das coisas que havia sentido há algumas horas atrás só de encostar minha mão em Yumi. Era impossível não comparar os dois. Tentei me deixar levar pelo momento, mas não conseguia sentir absolutamente nada além de nada. Mas ele parecia gostar, me puxou forte, apertando seu ventre contra o meu não consegui segurar e comecei a rir descontroladamente. Ele me soltou atordoado, me olhou estranhamente. Soltou um "louca".&lt;br /&gt;- Que que aconteceu?&lt;br /&gt;- Nada - mal conseguira responder, em meio a uma crise de riso - desculpa, não consigo fazer isso.&lt;br /&gt;Ele tentou mais uma vez me beijar, mas vendo que eu não parava de rir, me chamou de algum nome "feio" e chamou seu amigo para irem embora. Ficamos enfim sozinhas no bar.&lt;br /&gt;- Que deu nele?&lt;br /&gt;- Não sei - mas não conseguia parar de rir. Parecia que toda aquela cerveja que havíamos tomado enfim estavam dando algum efeito.&lt;br /&gt;Tomamos mais duas cervejas (ai meu estômago).&lt;br /&gt;Voltamos para casa já amanhecendo, eu rindo sem parar e Déia, muito bêbada me acompanhando na risada.&lt;br /&gt;Chegando em frente a casa de Carol, tentei abrir a porta, mas ela estava trancada.&lt;br /&gt;- Puta merda - soltei, enfim parando de rir. Minha barriga já doía de tanta risada - ta trancada.&lt;br /&gt;- Hmm - fez Déia um pouco lunática. Ela não conseguia ficar em pé sozinha, se escorando em mim. E eu por vez, não conseguia me manter equilibrada com aquele outro ser para manter ereto. Cai me escorando na parede, que me manteve em pé. Déia caiu-se sobre mim, praticamente me beijando. Riu alto.&lt;br /&gt;- Então você não gostou da "surpresa" do cara é? - disse me olhando nos olhos. Seu olhar era desfocado.&lt;br /&gt;- É - falei deixando escapar mais uma risada - gosto de mulheres sabe? - olhei para a sua boca - limpinhas - passei a minha mão no seu rosto - com curvas - o que tava acontecendo comigo? pensei enquanto passava minhas mãos pela sua cintura - sem nada - puxei-a contra mim.&lt;br /&gt;Ela olhou pra minha boca.&lt;br /&gt;- Também prefiro mulheres - me beijou alí mesmo.&lt;br /&gt;Não conseguia pensar direito. Alguns pensamentos vagos passavam pela minha cabeça, enquanto nossas línguas travavam uma guerra em nossas bocas. Ela me abraçava forte, sua mão subiu pelo meu corpo, encontrando meu seio. Apertou forte. Estava bêbada de mais pra negar qualquer coisa. Com ela sim conseguia me deixar levar. Não pensei em Yumi, não pensei em ninguém, só queria continuar aquilo que estávamos começando a fazer.&lt;br /&gt;Desci minha mão colocando-a no meio de suas pernas.&lt;br /&gt;- Calma - falou sorrindo colocando segurando minha mão.&lt;br /&gt;- Você mesma que me disse que sabia fazer coisas bem legais? Quero fazer coisas legais com você então - voltei a beijá-la colocando minhas mão por baixo de sua roupa, encostando na sua barriga. Não sabia o que estava me dando naquele momento, tentei pensar, mas não conseguia. Me deixei levar pelo meu desejo.&lt;br /&gt;Ouvi o barulho na porta. Rapidamente nos desgrudamos.&lt;br /&gt;- Quem taí? - perguntou uma voz um pouco assustada. Era Yumi, reconheci.&lt;br /&gt;- Eu - gritou Déia colocando a mão na frente da boca tentando conter seu riso.&lt;br /&gt;- Déia?&lt;br /&gt;- Não, o Chapolin Colocardo. Não contavam com as minha astúcia - falou rindo muito alto. Até eu ri. Ouvi Yumi rir-se também.&lt;br /&gt;- O que vocês tavam fazendo nesse frio aqui na rua?&lt;br /&gt;Déia me olhou e mordeu sua mão. Entrou em casa ainda rindo muito.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8702131228041228341-6688116552954987887?l=ocantodoconto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ocantodoconto.blogspot.com/feeds/6688116552954987887/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8702131228041228341&amp;postID=6688116552954987887&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8702131228041228341/posts/default/6688116552954987887'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8702131228041228341/posts/default/6688116552954987887'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocantodoconto.blogspot.com/2009/07/bola-da-vez.html' title='A bola da vez'/><author><name>Peka_</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14571398458976932802</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_Agpu0d6_E_E/SGgCHz4ptYI/AAAAAAAAABY/J32kegui2gw/S220/RHU9750.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8702131228041228341.post-6601952013908036253</id><published>2009-07-02T13:30:00.000-03:00</published><updated>2009-07-02T13:51:34.121-03:00</updated><title type='text'>Um Marlboro e dois cigarros</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Acordem meninas, a janta ta na mesa - disse Carol, reconheci pela sua voz.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Yumi imediatamente se levantou, espreguiçando-se.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- To morrendo de fome, o que tem pra comer? - falou.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Esquentamos aquelas pizzas congeladas - pizza de novo não, pensei.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Dani colocou o seu casaco e sai do quarto me deixando sozinha com Carol. Consegui enxergar com um pouco de força que Carol me olhava quieta.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Vamos lá?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Vai indo, to sem fome - falei com meu coração batendo muito forte - eu já desço com vocês.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Ela deu com os ombros e saiu porta a fora.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;O que tinha acabado de acontecer? Ah, Yumi entendera a todas as minhas intensões e não havia feito nada para empedir, simplesmente havia me deixado ficar passando a mão - porque nem de longe aquilo era massagem - pelo seu corpo. E ela deixou-se levar pelo meu carinho, virando-se desempedindo minha mão para passar pela sua barriga. Eu precisava terminar o que havia começado. Sentia meu coração bater em todas as partes do meu corpo. Fiquei olhando para o teto durante muitos minutos, ouvi os barulhos da escada. Alguém estava subindo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Renata apareceu na porta, entrou no quarto fechando a porta por trás de si.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Pegou ela? - perguntou sentando-se na sua cama sem olhar nos meus olhos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Fiz que não com a cabeça.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Ela repetiu meu gesto levantando-se.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Você é mais devagar do que eu pensava - saiu me deixando sozinha novamente.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;As pizzas já estavam frias quando finalmente decidi sair do quarto, mal consegui comer um pedaço. Ainda estava atordoada pelo que tinha acontecido a minutos atrás com Yumi. Ela estava sentada no sofá da sala, nem se virou quando Maurício soltou um berro de alegria que "até que enfim você apareceu sua dorminhoca".&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Estava me sentindo um pouco sufocada com tudo aquilo, resolvi que iria dar uma volta. O centro da prainha não era muito longe dali.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Onde você vai sua doida? - perguntou Déia quando abri a porta que dava para a rua.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Já venho - falei baixinho no seu ouvido.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Quando sai, vi que Déia me acompanhava, fechando a porta.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Onde você vai?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Já venho - me imitou.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Caminhamos em silêncio, passamos pelo centro sem parar. Havia um número considerável de pessoas por ali jogando sinuca. Caminhando sem rumo chegamos a beira da praia. Tinha uma espécie de duna, muito pequena para uma duna, mas ainda assim uma duna. Sentamos. Déia tirou um cigarro do bolso, com dificuldade conseguiu acender seu Marlboro. Ventava muito e era um vento que cortava o rosto de tão frio.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- O que que ta pegando? - virou-se para mim.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Ta tão na cara assim?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Primeiro Renata sai puta do quarto, fiquei duas horas tentando convencê-la de que Yumi não estava dando bola para você - minha cara se fechou - não Manu, ela estava ou pelo menos parecia que sim, mas a Rê ficou meio mordida com isso. - voltei a sorrir - depois de sei lá quanto tempo vejo a Mi descendo as escadas fechando o casaco - não me olha com essa cara, eu vi que quando ela deitou ainda estava usando ele, depois de também sei lá quanto tempo enfim você resolveu descer com uma cara estranha, muito engraçada.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Segunda pessoa que diz que eu tenho uma cara estranha e engraçada - falei olhando para as ondas que se formavam no mar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Mas não é feia, é engraçada.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Me sindo muito melhor agora - falei sem animo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Para Manu, você é linda.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- De que adianta eu ser linda - enfatizei o linda - se a porra da Yumi não me da um beijo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Então é isso, vocês passaram todo aquele tempo no quarto e você não foi capaz de beijar a menina?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Agora só faltava você vir me chamar de frouxa, a Renata já me fez esse favor.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Mas o que aconteceu então, duvido que vocês realmente estavam dormindo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Contei resumidamente, apesar dos pedidos insistentes pelos detalhes, sobre o que acontecera.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Foi isso, nada de mais - falei entristecendo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Como assim nada de mais? Desculpa Manu, se de onde você vem heteros ficam se esfregando, mas aqui só quem faz isso, quando se trata de duas meninas, são gays - e riu alto - Então ela deixou você ficar se aproveitando dela assim, na maior - falou mais para sí mesma do que para mim - essa Yumi nunca me enganou.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Déia, se a porcaria da Carol não tivesse aparecido eu tinha conseguido mais coisas, tenho certeza.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Ah Manu, me poupe, não coloque a culpa na pobre da menina, você que foi uma besta de não ter comido a Yumi de uma vez - e riu-se mais ainda. É, não era só eu que pensava desse jeito.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Ah digo eu, vai a merda Déia - empurrei-a brincando - Eu preciso de sexo, to quase ganhando um negócio aqui.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Você precisa de ajuda? - me perguntou em tom de brincadeira - não sou a Yumi mas sei fazer coisas bem legais - falou me abraçando sem parar de rir.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Nem me provoca Déia, que eu me aproveito de você aqui mesmo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Abriu os braços para mim, mas voltou a me abraçar de lado. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- A Rê ta louca pra te comer - falou assoprando a fumaça para o lado.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Nossa, me sinto um pedaço de picanha mal passada agora. Déia riu.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Menina, a Rê não quer compromisso com você, aproveita isso e tira a barriga da miséria. Sério que aqueles dedinhos habilidosos com as baquetas fazem coisas inacreditáveis.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- P. que pariu Déia, quem que a Renata não transou dessa cidade?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Ri junto com ela - A Yumi, a Carol e a Má. O resto todo ela já marcou território e ah - fez uma reverência para mim - e você, é claro. Mas também é claro que isso em breve mudará.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- A Micheli, ela não traçou a Micheli - falei inocente.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Não pouco né?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Como assim? - arregalei meus olhos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Essa Micheli aí era louca pela Renata.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Que mundo pequeno esse dos gays, e agora você quer ficar com as sobras da Renata?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Vai a merda, tem muita mulher pra contar história, a Micheli é boa de mais, to nem aí pra quantas ela já fez qualquer coisa. Só sei que eu também quero fazer - soltou uma gargalhada que ecoou longe.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Você não presta - falei rindo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Você que presta até de mais.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Eu não sei o que ta me dando, eu não era assim - tive um breve momento de nostalgia lembrando de quando namorava com Luciana.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Então essa Yumi tem mais importancia do que eu pensava - interrompeu meus pensamentos - pelo que você me contou, você não era assim tão puritana, você deve ta apaixonada mesmo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Que apaixonada que nada, ta louca?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Ela ficou quieta. Aquilo me irritou.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8702131228041228341-6601952013908036253?l=ocantodoconto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ocantodoconto.blogspot.com/feeds/6601952013908036253/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8702131228041228341&amp;postID=6601952013908036253&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8702131228041228341/posts/default/6601952013908036253'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8702131228041228341/posts/default/6601952013908036253'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocantodoconto.blogspot.com/2009/07/um-marlboro-e-dois-cigarros.html' title='Um Marlboro e dois cigarros'/><author><name>Peka_</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14571398458976932802</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_Agpu0d6_E_E/SGgCHz4ptYI/AAAAAAAAABY/J32kegui2gw/S220/RHU9750.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8702131228041228341.post-4688650478535358879</id><published>2009-07-01T22:39:00.002-03:00</published><updated>2009-07-01T22:57:27.414-03:00</updated><title type='text'>Ou é isso, ou é isso.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Porque as meninas saíram? - falei tentando puxar algum outro assunto, estava nervosa.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- De certo porque já é tarde e como você mesma disse, estão com fome - mudou seu tom de voz, ficou um pouco menos brincalhão, mas seus olhos continuavam mirando para a mesma &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;direção&lt;/span&gt;, eu.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- É, acho que vou acompanhar elas então - falei já quase sentando na cama.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;Yumi&lt;/span&gt; me segurou, puxando de volta para o lado dela. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Calma aí &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;Manuzinha&lt;/span&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Ficou com seu braço esquerdo sobre mim, me segurando. Aquilo estava me perturbando, se ela continuasse assim tão perto, continuasse com sua mão sobre mim, eu não conseguiria mais me controlar e partiria para cima (!).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Termina a massagem vai, só mais um pouquinho - disse fazendo beicinho.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Eu não ia resistir. Era melhor eu sair antes que tomasse uma atitude não &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;planejada&lt;/span&gt; (mas talvez necessária).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Ah, to cansada &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;Yumi&lt;/span&gt;..&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Por favor - virou-se completamente para mim - eu faço em você depois.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Soltei um riso nervoso. Ai meu Deus.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Ta.. - falei fingindo contragosto.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Mas você vai ter que fazer uma massagem &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;direito&lt;/span&gt;, não isso que você &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;tava&lt;/span&gt; fazendo - riu deitando-se novamente de bruços.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Nossa que bom saber que você não gostou da minha massagem...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- To brincando com você, ta &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;ótima&lt;/span&gt;, mas podia ser em tudo, mais pra cima.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Meu corpo deu uma leve tremida que suspeitei ser psicológica. Em tudo, mais pra cima? Ai céus, pensei me torturando.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Mas se era para apelar, que apelasse. Se era porque ela mesma estava me pedindo, então que me fizesse de sua serviçal (&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;&lt;/span&gt;eu estava virando &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;brega&lt;/span&gt;, mal presságio).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Por baixo &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;né&lt;/span&gt;?! - disse enquanto eu subia minha mão por cima de seu &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;moletom&lt;/span&gt;. Tentei colocar minha mão por baixo de sua roupa, mas o casaco era justo de mais para isso.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Tira esse casaco então - falei, escorando minha cabeça com a mão, deitando de lado, de frente para ela. Ela sentou-se. Não conseguia enxergar direito, afinal com a porta completamente fechada aquele fino &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;feixe&lt;/span&gt; de luz não entrava mais, mas do que pude ver, foi uma cena &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;pavorosamente&lt;/span&gt; (!) &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;sexy&lt;/span&gt;. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;Pavorosa&lt;/span&gt; porque já estava quase subindo pelas paredes ao ver &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;Yumi&lt;/span&gt;, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;alí&lt;/span&gt; do meu lado, abrindo o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;zíper&lt;/span&gt; de seu casaco, tirando-o e tocando-o para o lado. Eu pensei e mais do que isso, desejei que ela tirasse tudo, para facilitar a tal "massagem". Sorri para mim mesma, ela nem percebeu. Deitou-se novamente. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Eu definitivamente precisava de sexo, anotei mentalmente.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_19"&gt;Alí&lt;/span&gt; do lado tem um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_20"&gt;edredon&lt;/span&gt;, me cobre que ta frio.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Que menina mais preguiçosa - falei ainda olhando para o seu corpo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Carreguei vinte litros de cerveja nas costas até chegar aqui para vocês todos beberem, então acho que isso é uma demonstração de agradecimento pela minha boa vontade.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Eu que não ia contestar absolutamente nada. Nos cobrimos, afinal já era noite fechada e a temperatura parecia cair vertiginosamente. Não naquele colchão, não com &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_21"&gt;Yumi&lt;/span&gt; tão perto de mim, mas sentia passar pela &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_22"&gt;persiana&lt;/span&gt; um vento gélido que vinha da rua. Cheguei um pouco mais perto dela pois o cobertor era de solteiro (sabe?). Sua mão esquerda encostou na minha coxa pois seu braço estava esticado em minha &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_23"&gt;direção&lt;/span&gt;. Não me mexi. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_24"&gt;Yumi&lt;/span&gt; permaneceu parada. Meu coração batia forte &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_25"&gt;descontroladamente&lt;/span&gt;. Cheguei um pouco mais perto dela, meu corpo todo encostou no seu. Coloquei minha mão debaixo da coberta, desci pelas suas costas até encontrar a sua pele, perto da sua cintura. Forcei delicadamente minha mão para por baixo de sua blusa. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_26"&gt;Yumi&lt;/span&gt; mordeu o canto da boca. Seus olhos estavam fechados, mas via em sua expressão (no pouco que conseguia enxergar) que ela respondia a cada novo toque meu. Meus dedos chegaram ao seu &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_27"&gt;sutiã&lt;/span&gt;. Quase o abri instintivamente. Até onde eu lembrava, todas as vezes que eu havia encostado em um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_28"&gt;sutiã&lt;/span&gt; de alguém, fora para abri-lo (horrível). Desta vez tive que me conter. Continuei o caminho subindo para os seus ombros. Ela parecia estar gostando de tudo, não falava nada, às vezes deixava escapar um suspiro alto. Aquilo estava me extasiando. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_29"&gt;Estava&lt;/span&gt; difícil de controlar meus movimentos. Sua mão continuava encostada em minha coxa, um pouco abaixo da altura da cintura. E ela, continuava &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_30"&gt;alí&lt;/span&gt; sem nem mesmo pretensão de sair. Minha mão voltou novamente para o seu &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_31"&gt;sutiã&lt;/span&gt;. Não, se acalma Manuela, não iria abri-lo, mas deixei meus dedos passarem por baixo da tira. Meu coração? Eu não sentia mais, minha respiração estava difícil de segurá-la e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_32"&gt;mantê&lt;/span&gt;-la calma. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_33"&gt;Yumi&lt;/span&gt; só podia estar de brincadeira comigo, que amiga &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_34"&gt;hetero&lt;/span&gt; fazia isso com a outra? Pelo amor de Deus, ela só podia estar brincando. Mas ela continuava imóvel, tirando sua boca que tinha um sorriso. Seu rosto estava virado para mim, muito próximo do meu. Instintivamente aproximei meu rosto do seu, cuidando para abortar a missão caso ela demonstrasse qualquer movimento de desaprovação pela minha atitude. Mas ela continuou ali. E não havia maneira dela não ter percebido que eu estava mais próxima de seu rosto, pois eu sentia a sua respiração batendo perto da minha boca, logo ela também sentia a minha (pura matemática). Mas ela não se movera, entendi assim que não tinha problemas. Dei autonomia a minha mão, deixando-a que fosse em &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_35"&gt;direção&lt;/span&gt; ao seus seios, mas não encostei neles. Não iria fazê-lo assim, tão radicalmente, afinal meus dedos ainda estavam por baixo de seu &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_36"&gt;sutiã&lt;/span&gt;. Deixei que minha mão escorregasse pela lateral do seu corpo, acompanhando a curva que ele fazia em &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_37"&gt;direção&lt;/span&gt; a sua barriga. Senti que seu corpo se &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_38"&gt;contraíra&lt;/span&gt; um pouco quando meus dedos chegaram na altura de seu umbigo. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_39"&gt;Yumi&lt;/span&gt; só se mexeu quando minha mão tentou ir ai encontro um pouco abaixo de seu umbigo, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_40"&gt;possibilitando&lt;/span&gt; que eu passasse meus dedos por cima do seu &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_41"&gt;ossinho&lt;/span&gt; lateral da bacia, &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_42"&gt;encaixando&lt;/span&gt;-os entre seu umbigo e ele. Queria continuar aquele caminho, deixar que minha mão fizesse o que ela queria fazer, o que ela tentava na verdade. Estava em um dilema, ou deixava-me levar pelo minha vontade ou parava por ali.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Não pude escolher, naquele instante abriram a porta e aquela luz &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_43"&gt;insuportavelmente&lt;/span&gt; forte atingiu meus olhos, me deixando atordoada.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8702131228041228341-4688650478535358879?l=ocantodoconto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ocantodoconto.blogspot.com/feeds/4688650478535358879/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8702131228041228341&amp;postID=4688650478535358879&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8702131228041228341/posts/default/4688650478535358879'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8702131228041228341/posts/default/4688650478535358879'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocantodoconto.blogspot.com/2009/07/ou-e-isso-ou-e-isso.html' title='Ou é isso, ou é isso.'/><author><name>Peka_</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14571398458976932802</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_Agpu0d6_E_E/SGgCHz4ptYI/AAAAAAAAABY/J32kegui2gw/S220/RHU9750.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8702131228041228341.post-643066092903673764</id><published>2009-07-01T11:20:00.002-03:00</published><updated>2009-07-01T22:39:16.361-03:00</updated><title type='text'>Na verdade...</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;- O que vai ter de janta hoje? To morrendo de fome - falei entrando no quarto, depois de 20 minutos tentando guardar as compras na geladeira. Tinha mais bebida do que comida, precisei deixar as cervejas nos lugares mais estratégicos, antes de colocar o resto das comidas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Ninguém respondeu, já estava escuro dentro do quarto, mas percebi que Renata dormia na cama de baixo, Déia estava deitada na de cima e Yumi no colchão de casal quase em diagonal ocupando todo o espaço, no chão.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;- Chega pra lá - disse, mas talvez Yumi também estivesse dormindo. Aguardei alguns instantes, mas como não houve resposta, deitei no único espacinho que tinha, porém minhas pernas ficaram por cima das delas. Fiz isso para ver se ela acordava. Mas continuou imóvel.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Fiquei impaciente. Ninguém acordava com minhas tentativas de tosse, espirro, suspiros, nem me mexendo na cama Yumi acordava. Continuavam todas em silêncio, o mais pleno silêncio que poderia existir e que fazia tempo que eu não "ouvia". Havia barulho de grilos vindos da rua, esse era o único ruído que existia. A praia não era muito movimentada, talvez por isso eu estranhava tanto que não conseguia ouvir barulhos de carro, já acostumada em viver na capital e em uma das avenidas mais movimentadas da cidade.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Estava de bruços, quando decidi pela quinta ou talvez sexta vez, me virar de barriga para cima.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;- Sério que você se mexe tanto assim quando vai dormir? - falou a voz de Yumi ao meu lado.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Cheguei a levar um susto de um barulho que não fosse dos grilos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;- Não - falei não contendo meu sorriso, enfim alguém tinha acordado. Que então esse alguém fosse Yumi - é que to sem sono. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Senti que ela virara-se para mim.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;- Mas eu tava com sono, só que você não parou de se mexer desde quando entrou nesse quarto.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;- Então você tava acordada e me deixou falando sozinha? - virei para ela.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Vi ela revirar os seus olhinhos puxados. Seus cabelos cairam sobre seu rosto, deixando-a linda.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;- Eu queria dormir, to cansada. Mas você não deixa. Bem que você podia me fazer uma massagem.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Senti um leve frio na barriga - já que você não está disposta a deixar ninguém dormir - falou num tom de braveza, porém brincando.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;- Não acredito que você veio aqui pra dormir Yumi.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;- O que você quer fazer aqui? Não tem nada mais pra fazer do que dormir.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Ah! Como tem coisas que a gente poderia fazer, pensei.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;- Claro que tem coisas pra fazer, você que é uma senhora ansiã que quer ficar dormindo - falei empurrando-a gentilmente - acorda menina, vamos fazer alguma coisa.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Ela se inclinou um pouco para mim.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;- Quer fazer alguma coisa?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;- Sim - meu braço ainda estava sobre o seu. Sentia sua respiração erguer e abaixar minha mão conforme enxia seus pulmões de ar e soltava.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;- Então me faça uma massagem - riu-se.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Senti que Renata se mexera bruscamente na cama. Talvez ela estivesse ouvindo tudo, ficaria muito chato eu aceitar fazer massagem em Yumi, mesmo que essa idéia me parecesse extremanente atraente.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Fiquei em silêncio olhando para Yumi. Era incrível que depois de acordar seus olhinhos ficavam menores do que já eram, como se isso fosse possível. Conseguia enxergar pelo fino raio da luz acesa que vinha do corredor e entrava no quarto, que ela tinha um leve sorriso nos lábios. Ia ser uma tortura dormir ao seu lado e não poder fazer nada pensei com meu coração já batento mais forte.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;- Sério - falou Yumi deitando-se de bruço. Seu ombro ficou um pouco por cima do meu. Colocou seu braço esquerdo por cima de mim, tateando até encontrar minha mão direita. Durante esse caminho, sua mão encostou na minha barriga levantando um pouco da minha blusa, senti sua pele na minha, me arrepiei com aquela estranha sensação de prazer. Puxou minha mão até suas costas - Aqui ta doendo muito, não sei porque - falou pousando minha mão um pouco acima de sua bunda. Por um leve momento encostei no cós de sua calça, pensamentos impuros (cafajeste!).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Fiquei algum tempo que não faço a menor idéia de quanto, alí naquela situação tremendamente prazerosa, encostar na sua pele nua estava me matando por não poder seguir adiante, arrancar aquela blusa, toda sua roupa. Yumi fez um barulhinho de satisfação, quando apertei com um pouco mais de força. Renata levantou da cama bufando, saiu deixando a porta aberta. A luz que entrou no quarto me cegou por alguns segundos. Quando me habituei com a luminosidade olhei para Yumi, seus olhos estavam postos em mim. Me olhava sorrindo apenas com os lábios.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Déia saiu do quarto nos deixando sozinhas, ao sair fechou a porta por completo fazendo novamente meus olhos ficarem momentaneamente cegos. Sim, Déia havia feito de propósito para que eu pudesse ficar sozinha com Yumi, ela sabia que eu tinha sei lá o que por Dani, senti que ela estava tentando me dizer com aquele fechar de porta, algo como "vá em frente sua idiota, pare de perder tempo, to até saindo do quarto para você não ter mais desculpas".&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Quando enfim consegui enxergar um pouco, percebi que ela ainda me olhava. Não sabia o que fazer, queria beijá-la, mandar para o inferno meus temores em falar tudo para ela. Definitivamente queria beijá-la. Lembrei novamente do meu pai, ele dizendo que era para eu não deixar de ir atrás das coisas que eu queria. Mas suspeitei que esse conselho não cabia a tudo. Ou talvez coubesse. Afinal não beijá-la e esperar o tempo certo para isto me fez ficar mais tempo em sua companhia, me fez cantar músicas românticas (sim, sei que isso soa brega), me fez quase beijá-la enquanto íamos em busca de Déia, me fez dormir na sua casa incontáveis vezes enquanto seus pais não estavam com o pretexto de não ficar sozinha, me fez ganhar a amizade e a confiança de Dani, me fez estar alí naquele momento sozinha com ela em um quarto escuro, num mesmo colchão. Talvez se eu tivesse tomado alguma atitude antes, e agora pensando melhor isso se tornara certeza, e ela recusasse por qualquer motivo que fosse eu me afastaria de Yumi e não estaria agora nesse momento podendo olhá-la de perto. Então a minha falta de ação estava me proporcionando coisas muito melhores do que se de fato houvesse tomado alguma atitude. Claro que se, por alguma razão desconhecida ela aceitasse o fato de que eu estou muito afim de beijá-la, e nos beijássemos poderíamos estar agora fazendo coisas muito mais produtivas do que uma massagem muito mal feita (porque não sabia mesmo fazê-la e porque estar encostando em sua pele me deixava meio tonta). Provavelmente estaríamos em um quarto só nosso, mas o que me consolava é que pelo menos estávamos em um colchão de casal. Me senti um pouco (mais) cafajeste. E se ela fosse hetero mesmo e estivesse confiando em mim, e eu aqui tentando tirar vantagem de qualquer que fosse a situação. Me senti mal. Tirei meus olhos e minha mão dela. Olhei para cima. Mas e aquele quase beijo fora o que? Nunca havíamos falado disso. Sei que posso estar me martirizando de mais pelas coisas, principalmente as que não aconteceram por falta de atitude minha, mas porque ela se deixaria levar por tudo quase a ponto de encostar sua boca na minha, se no fundo não tivesse alguma coisa? Não, definitivamente Yumi não era boba, talvez ela já tivesse sacado a muito tempo e no fim ela que estava me usando. Eu, uma bela idiota, me sentindo a mais cafajeste, e no fim era ela a interesseira que sabendo das minhas intensões deixava eu fazer gato e sapato para ficar na sua companhia, inclusive ter que presenciar futuramente ela ficar com Jéssica ali, no meu nariz. Talvez eu estivesse pensando de mais em tudo e devesse seguir o que Renata mais uma vez, sabiamente me disse "pare de pensar e comece a viver essas coisas". &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Renata, ainda tinha isso. O que estava acontecendo com a gente? Porque ela insistia em querer ficar comigo mesmo sabendo que eu estava.. Bem, a fim de Yumi. Sim, posso assumir isso para mim mesma, estava a fim de Yumi. Nada além disso, curiosidade normal de uma pessoa normal. Senti como se esse pensamento já houvesse sobrevoado por mim antes. Realmente eu ainda ficava me desculpando por razões que já não tinham mais fundamentos. Ou talvez tivesse fundamento toda essa merda que eu não parava de pensar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Yumi riu. Será que eu estava pensando em voz alta? Por alguns segundos meu coração parou de bater. Será que ela me ouvira falar alguma dessas besteiras?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;- Que foi? - perguntei alto de mais, deixando transpassar entre minha voz que estava nervosa.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;- Nada, você ta com uma cara muito estranha. Estranha mas engraçadinha - calou-se ainda com os olhos sobre mim.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Porque ela não olhava para outra coisa? Que saco, não conseguia pensar vendo que seus olhos estavam sobre mim, sentindo seu olhar em cada movimento que fazia.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;- O que aconteceu Manu?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;- Nada não.. Tava pensando em umas besteiras aí, nada que valha a pena ser dito - me antecipei antes que ela pudesse perguntar no que eu estava pensando e qual era o motivo para eu estar com uma cara estranha, engraçadinha mas estranha. Agora eu era engraçadinha. Era só o que faltava...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8702131228041228341-643066092903673764?l=ocantodoconto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ocantodoconto.blogspot.com/feeds/643066092903673764/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8702131228041228341&amp;postID=643066092903673764&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8702131228041228341/posts/default/643066092903673764'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8702131228041228341/posts/default/643066092903673764'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ocantodoconto.blogspot.com/2009/07/na-verdade.html' title='Na verdade...'/><author><name>Peka_</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14571398458976932802</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://bp2.blogger.com/_Agpu0d6_E_E/SGgCHz4ptYI/AAAAAAAAABY/J32kegui2gw/S220/RHU9750.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8702131228041228341.post-3718191991647595299</id><published>2009-07-01T07:31:00.000-03:00</published><updated>2009-07-01T07:32:16.902-03:00</updated><title type='text'>Hora inapropriada</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt; - Nunca - Déia falava alto enquanto abria a porta - mas você acha que ela iria?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Eu já estava praticamente deitada por cima de Renata. A sua mão estava dentro da minha calça. Quando ouvimos a voz de Déia vindo da rua pulamos de susto. Mal dera tempo de sentar no sofá quando Andréia abriu a porta.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Eu acho que sim, ela até comentou comigo - vinha a voz de Yumi um pouco mais de longe.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Déia olhou imediatamente para dentro da sala, e nos viu ainda em movimento suspeito. Apenas voltou seu olhar para nós, segurando a porta atrás de si. Yumi empurrou-a para entrar na sala.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Renata e eu ficamos com um sorriso de paisagem enquanto elas entravam em casa.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Déia ficara um pouco constrangida, percebia pelos seus olhos que não retornaram a mirar em nossa direção.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Mas não comenta isso com ela, ela me pediu para que fosse segredo, vai saber porque - Yumi continuou falando indo em direção à cozinha sem perceber o que acabara de acontecer.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Déia largou suas sacolas em cima da mesa e foi para a sala se juntar a nós. Antes de sentar no sofá ao lado de que estávamos, falou muito baixo entre nós duas:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Desculpa, não sabia que era para demorar mais - sorriu transformando seu antes constrangimento em malícia.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Renata olhou com cara de raiva para ela. Saiu da sala sem falar com ninguém.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Déia sentou-se ao meu lado.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- A coisa devia estar boa mesmo hein? - falou passando seu braço direito sobre o meu ombro. Não tinha me dado conta que meu ziper estava aberto, coloquei uma almofada instintivamente sobre ele. Déia não havia percebido. Não estava a fim de fechá-lo ali na sua frente, então aguardaria ela sair de perto, ou olhar para o lado. Porém ela ligou a televisão, parecia estar disposta a descansar depois de algumas horas de compras.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Manu, bem que você podia guardar essas compras né?! Temos que dividir as tarefas! - gritou Yumi da cozinha vindo em direção a sala.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Como me levantar com as calças abertas?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Tentei inutilmente fechá-lo por baixo da almofada enquanto Yumi dava a volta na mesa para sentar-se no sofá que antes Déia estava.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Já vou - respondi com um pouco de pânico. Talvez se estivesse passando alguma coisa interessante na televisão, elas não veriam eu fechando minha calça. Talvez. Não que tivesse algum problema nisso, mas não queria que Yumi soubesse que estava fazendo qualquer coisa com Renata, sei lá porque preferia que ela pensasse que eu não ficava com ninguém porque gostava dela. Não que eu gostasse.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Deixa eu deitar no seu colo - falou Déia já pousando sua cabeça sobre a almofada. Isso dificultaria mais ainda o processo de fechar a calça.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Yumi não saia da sala, por alguns momentos achei que ela sabia que eu estava tentando esconder alguma coisa, que ela estava só na espreita para ver eu participando de uma cena ridícula de levantar e a calça completamente aberta.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Já havia passado quase trinta minutos - eu havia contado mentalmente, quase me torturando com a situação - quando Yumi voltara a falar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Manu tem coisa que estraga, se você não colocar na geladeira vai apodrecer.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Nesse frio nada vai estragar, to com preguiça já vou.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Você é preguiçosa pra porra né?!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Sorri não ousando em colocar meus olhos sobre os dela. Pensei que talvez se eu olhasse diretamente para seus olhos ela perceberia tudo. Talvez lesse meus pensamentos, preferi não arriscar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Uma hora depois quase havia me esquecido que minhas calças permaneciam intocadas quando Yumi resmungou que estava cansada e que iria dormir um pouco.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Suspirei com alívio.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Déia levantou do meu colo depois que Yumi já havia desaparecido pelas escadas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Menina, falei com a Mi, ela disse que a Micheli ta na minha - levantou os braços alegre - ela é gata de mais né?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Sim, que legal - falei ainda preocupada com a minha situação.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Ela me olhou nos olhos e sorriu maliciosamente.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Aqui na sala? Sem pudor nenhum né?!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Do que você ta falando? - não contive meu sorriso.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Eu não sou tão besta quanto você pensa Manuela - e sorriu largamente.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Levantou-se do sofá.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Aproximou sua boca do meu ouvido.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- E seu zíper está aberto - saiu dando um tapinha nas minhas costas e uma gostosa risada.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8702131228041228341-3718191991647595299?l=ocantodoconto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ocantodoconto.blogspot.com/feeds/3718191991647595299/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='repli
